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Arquivo de julho, 2011

domingo, 24 de julho de 2011 música | 18:01

Our Gang – Love Song

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Our Gang é um quarteto de Curitiba formado por Andre Sakr, Alec Ventura, Rod Oliver e Manollo.

Eles liberaram uma nova faixa, “Love Song”, que será sucedida por outras três que se transformarão em um EP.

A música é um achado. “She’s the girl I wanna spend my life/ She’s my melody/ She’s natural high”.

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sábado, 23 de julho de 2011 música | 20:42

Amy Winehouse

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Amy Winehouse está morta. Como tinha 27 anos, a comparação é irresistível: mais um ídolo da música pop que se vai nessa idade, como Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain.

Hendrix é considerado o melhor guitarrista da história do rock. Joplin abriu praticamente sozinha o caminho para as mulheres na música pop. Morrison é um ícone comportamental. Cobain foi o responsável por quebrar a fronteira entre o comercial e o alternativo. É justo colocar Amy Winehouse ao lado desses gigantes?

Amy Winehouse no festival Glastonbury, em 2008; Getty Images

Se o parâmetro for número de discos, habilidade musical, quantidade de fãs, certamente não. Amy lançou apenas dois álbuns, e o primeiro deles (“Frank”) nem fez tanto barulho. Tecnicamente, era uma boa cantora, mas há outras por aí com voz mais potente. E dá para citar vários popstars muito mais populares.

Mas seria uma miopia avaliar a importância de Amy apenas por esses critérios.

É ingenuidade acreditar que música pop limita-se apenas à música. Pop é música, imagem, performance – e, claro, o que o artista faz e fala fora do palco. Nesse sentido, Winehouse era uma popstar única deste século 21.

Sua influência na música de hoje é indiscutível. Ela capitaneou, no início dos anos 2000, uma revitalização da soul music. Foi seguida/copiada por um sem-número de cantoras e cantores, como Duffy, Adele, Mayer Hawthorne, Janelle Monáe. Até mesmo gente que estava na estrada há mais tempo, como Beyoncé e Madonna, olharam para Amy Winehouse.

Estamos em uma era em que artistas são cercados por executivos de gravadoras, assessores, agentes. Vivem em uma bolha e se expõem calculadamente. Winehouse, não.

Nunca fez questão de ser simpática com jornalistas para ganhar elogios em reportagens e críticas. Escancarava seus vícios e atitudes sem se preocupar se  seria vítima de patrulhamento moral – e era.

Colocava sua vida em canções como “Rehab”, “Back to Black”. Assim, o que cantava era algo real, palpável, e não uma abstração.

Amy Winehouse não era uma popstar comum.

Sim, seu show em São Paulo em janeiro deste ano foi problemático. A voz de Amy estava seca, por várias vezes ela lutava para se manter em pé. Mas Amy era genuína (algo raro no pop), e todos sabemos que, se ela não está bem no palco, a culpa não é a falta de talento.

Com sua morte, inevitavelmente virão os discos póstumos, tributos e homenagens duvidosas. Fala-se que ela deixou um terceiro álbum semi-pronto. Tomara que Amy Winehouse seja tratada com o devido respeito.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011 Cultura pop | 19:09

Canções pop traduzidas em pictogramas

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Como transformar canções pop em símbolos?

O designer Viktor Hertz criou pôsteres de músicas conhecidas usando pictogramas.

Hertz já havia feito coisa parecida com filmes:

Mais no Flickr dele.

O brasileiro Daniel Motta também tem um trabalho nessa linha, com o seu Poptogramas.

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cultura | 12:52

Casa projetada com pista de skate na sala

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Pierre-Andre Senizergues foi skatista profissional e ganhou dinheiro após fundar a marca Etnies. Com a ideia de praticar o esporte 24 horas por dia, pensou em criar uma casa que tivesse uma pista de skate integrada à sala. E móveis e objetos adaptados a manobras.

Assim, chamou os arquitetos François Perrin e Gil Lebon Delapointe para projetar a PAS Home.

Paredes e tetos em madeira formam uma espécie de half-pipe. As curvas estão por todo o espaço, como mesas e sofás, para servirem de bases de manobras.

Um protótipo da PAS Home foi exibido em Paris. Senizergues vai construir a sua na praia de Malibu, na Califórnia.

Mais infos e fotos sobre a PAS Home, aqui.

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quarta-feira, 20 de julho de 2011 música | 17:38

Criolo no Studio SP

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Criolo no Studio SP - Foto: José de Holanda

A batida da música é agressiva, e Criolo mexe os braços com violência; em um bolero, canta de maneira sóbria e dramática; quando aparece um rap, despeja versos em velocidade surpreendente; em silêncio, porta-se como um xamã a guiar o público.

O que surpreende neste cantor-rapper-showman de 35 anos não é a naturalidade com que passa por samba, rap, bolero, brega, soul music, mas sua intensidade  em cima do palco.

Em show esgotado no Studio SP, na terça-feira, Criolo se apresenta como se sua vida dependesse de sua performance.

Nascido no Grajaú, bairro da periferia sul de São Paulo, como Kleber Cavalcante Gomes, lançou há pouco “Nó Na Orelha”, em que funde todos os ritmos citados acima. (Leia entrevista.) Se no disco uma competente banda cria os alicerces para Criolo construir suas ideias, ao vivo os músicos se tornam meros figurantes diante da força de Criolo.

Criolo no Studio SP - Foto: José de Holanda

O show inicia com “Mariô”, e Criolo traz a África para a rua Augusta. “Sucrilhos” e “Subirusdoistiozin” mostram como  sua voz passeia tranquilamente por tons bem distintos.

Em “Não Existe Amor em SP”, já uma das mais simbólicas músicas do novo pop deste país, Criolo emprega uma teatralidade exata. Dramaticidade que não falta à dor de “Freguês da Meia Noite” e ao cover de “Domingo à Tarde”, de Nelson Ned.

Rap, Nelson Ned, samba, “Não Existe Amor em SP”. Faz muito sentido com a intensidade de Criolo no palco.

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terça-feira, 19 de julho de 2011 cultura | 14:22

Ilusão em 3D

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O norte-americano Kurt Wenner ficou famoso por desenhar imagens em calçadas usando técnicas de ilusão de ótica. Seus trabalhos , feitos em cidades de todo o mundo, foram até compilados em livro.

Esse tipo de técnica vem sendo mais e mais utilizada tanto em criações artísticas como em design e publicidade. Abaixo, alguns exemplos.

Tubarão desenhado em um shopping de Fuzhou, na China.

Loja de Issey Miyake em Tóquio.

As cadeiras não existem.

Trabalho de François Abelanet no centro de Paris. Para criar a obra de 1500 metros quadrados, ele buscou a ajuda de 90 jardineiros.

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sábado, 16 de julho de 2011 Cultura pop | 17:16

Discos de rock por Harry Potter

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E se personagens de “Harry Potter” estampassem capas de discos clássicos de rock?

Vi aqui.

Os discos:

“Alladin Sane” – David Bowie

“68 Comeback” – Elvis Presley

“Queen II” – Queen

“Ramones” – Ramones

“Dark Side of the Moon” – Pink Floyd

“War” – U2

“Joshua Tree” – U2

“Bad” – Michael Jackson

“Some Girls” – Rolling Stones

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quinta-feira, 14 de julho de 2011 Cultura pop | 18:39

Darth Vader tira férias

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Já vi um monte de coisas relacionadas a “Guerra nas Estrelas”, mas esta é a primeira vez que descubro como Darth Vader passa suas férias.

A ideia é do fotógrafo norte-americano Nick Presniakov. Ele clica o vilão tomando sol na praia; com uma prancha de surfe; esperando um trem.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011 música | 17:48

Oito motivos para acreditar no hype

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O Horrors acaba de lançar seu terceiro disco, “Skying”. Está sendo bastante elogiado, o que não deixa de ser uma surpresa: os outros dois álbuns são igualmente recomendáveis, mesmo não tendo recebido a atenção devida.

Faris Badwan em show do Horrors - Getty Images

O que diferencia a aceitação de “Skying” para os anteriores é que, agora, o Horros é um nome relativamente estabelecida. Estão na estrada há seis ou sete anos; têm dois discos nas costas; seu vocalista já se arriscou em um “projeto paralelo ambicioso” (Cat’s Eyes, dupla que Faris Badwan, o vocalista, formou com a soprano Rachel Zeffira). Assim, o Horrors não é mais apenas “hype” – hoje, é seguro gostar, falar bem desse banda.

A ideia de “hype” não é nova, mas passou a ser discutida, “teorizada” e cornetada a partir do final dos anos 1990. Com internet/MP3/Napster/Audiogalaxy/torrents, um disco que demorava meses para ser ouvido/analisado tornava-se conhecido antes mesmo de ser lançado. Ganhava elogiosos comentários em sites, blogs, jornais. Mas… como alguém se atreve a falar bem de um grupo ou cantor que ainda não lançou nem um mísero EP?

Aí o “hype” tornou-se uma palavra maldita que alimentou boa parte da opnião crítica. A expressão passou a ser usada para classificar bandas “descartáveis”, que “não vão durar dois ou três discos”, que “copiam X ou Y”. É uma posição crítica conservadora, preguiçosa – e que não está presente apenas na música, como bem apontou o crítico literário Antonio Cândido, 93 anos, em sua palestra na Flip. Para Cândido, a “crítica literária brasileira não corre riscos, só analisa autores consagrados”.

É mais fácil analisar consagrados. Já foram testados pelo tempo, têm reputação conhecida. Com o novo, a chance de “erro” (descobrir-se uma voz dissonante; elogiar algo que, depois, não se estabelecerá; dar uma paulada em algo que, depois, será reverenciado) é muito maior.

Chega de balela. De volta à música pop. Abaixo, oito exemplos de nomes que foram hypados logo que apareceram. Com justiça?

Strokes
Os pais do hype moderno. Em 2000/2001, foram encampados pelo semanário “NME”, e ser encampado pelo “NME” não pega bem em alguns setores. A banda, diziam, era apenas uma cópia de Television e Velvet Underground. Será que “Is This It” era apenas “hype”?

Libertines
Seus dois únicos discos e os shows imprevisíveis são testemunhos deliciosos de um tipo de rock rápido, ingênuo, desconcertante, inquieto. Mas, para muitos, os escândalos envolvendo Pete Doherty diminuíam a banda.

Arctic Monkeys
Traziam uma linguagem fresca ao rock, com melodias quebradas, letras que traduziam perfeitamente o sentimento da molecada em “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”. Nada disso importava – eram apenas crias do “NME”.

CSS
Antes de lançar disco de estreia, já estampavam capas de jornais, revistas. Seus integrantes não sabiam tocar instrumentos. Os shows eram caóticos. Como falar bem dessa banda, questionava-se?

Oasis
A música? Cópia dos Beatles. As brigas dos irmãos Gallagher? Marketing. Muitos que tinham essas opiniões em 1995 consideram “Definitely Maybe” e “Morning Glory”, hoje, como excelentes. Mas eles já eram excelentes em 1995.

Odd Future
O nome do momento do rap. Tanto por suas letras agressivas como por seus shows furiosos e pelo comportamento errático de seu líder, Tyler, The Creator. Mas não se engane: a música é de primeira.

Joy Division
Foi capa do “NME” em janeiro de 1979 – cinco meses antes de lançar o primeiro disco.

Horrors
Com “Strange House”, de 2007, foram rotulados de “new grave” (rock melancólico, desesperado). Foi o suficiente para a banda ser tachada de cópia de Cure, Siouxsie etc. Mas estão ali joias soturnas como “Sheena Is a Parasite” e “Count in Fives”. “Skying” é tão bom quanto, ou ainda melhor. Abaixo, o primeiro single, “Still Life”. Aqui, dá para ouvir o disco inteiro.

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terça-feira, 12 de julho de 2011 Cultura pop | 18:28

Al Pacino como Phil Spector

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Abaixo, a primeira foto de Al Pacino como o superprodutor Phil Spector, feita pelo “New York Post”:

A foto foi tirada em Nova York, onde Pacino está filmando a cinebiografia de Spector, dirigida por David Mamet.

A vida de Spector é uma das mais impressionantes e turbulentas da história do rock. Tornou-se um dos principais produtores do mundo a partir dos início dos anos 1960. Perfeccionista e compulsivo, criava técnicas para alcançar o tipo de som que imaginava na cabeça.

Foi o responsável por uma das melodias mais incríveis dos anos 1960 (“Be My Baby”, das Ronettes”); gravou “Unchained Melody” (que depois foi “revivida” em “Ghost”) e “You’ve Lost That Love Feeling” dos Righteous Brothers; mexeu totalmente em “Let it Be”, dos Beatles, a pedido de Lennon (o que deixou McCartney furioso); colocou as mãos nos primeiros discos de Lennon e de George Harrison.

Enquanto produzia um disco com Leonard Cohen (“Death of a Ladie’s Man”), brigou com o cantor e chegou a trancá-lo fora do estúdio para não ser importunado enquanto mixava as canções. (Cohen, claro, ficou furioso.)

Depois fez “End of the Century”, o mais pop dos discos dos Ramones. A coisa não foi nada tranquila. Spector chegou a apontar uma arma para os músicos para evitar que eles deixassem o estúdio.

Spector sempre foi recluso, intransponível. Até 2003. A  atriz Lana Clarkson foi encontrada morta por um tiro na mansão de Spector. Ele disse que a atriz morreu por acidente. Levado a julgamento, foi condenado em 2009 a 19 anos de prisão. Spector tem, hoje, 71 anos.

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