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Arquivo de julho, 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011 Cultura pop | 19:30

"Um Dia": literatura pop de primeira

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Emma Morley e Dexter Mayhew se aproximam e dormem juntos apenas na formatura da faculdade. Passam o dia seguinte juntos, e só. Ela permanecerá na Inglaterra, enquanto ele sai em uma longa viagem. É 1988, época pré-email e pré-redes sociais; assim, os dois se comunicam por carta.

Dexter volta à Inglaterra. Por algumas circunstâncias, os dois tocam a vida separados, como amigos – às vezes, nem isso. A narrativa acompanha o relacionamento entre eles por 20 anos – e sempre a partir de um dia específico: 15 de julho.

Essa é a premissa de “Um Dia”, emocionante livro de David Nicholls lançado em 2010 na Inglaterra e neste ano no Brasil. É literatura pop de primeira, cativante, delicada.

Nicholls escreve bem à beça – linguagem simples, clara, ágil. Por isso, pode ser comparado a outros autores pop britânicos, como Nick Hornby (“Alta Fidelidade”, “Um Grande Garoto”) e Tony Parsons (“Mais uma Vez”). Consegue desenhar Emma e Dexter como dois personagens complexos sem precisar fazer uso de estereótipos.

“Um Dia” é uma pequena joia da literatura pop. Não à toa, foi levado ao cinema. Em agosto, o filme estreia nos EUA. Tem direção de Lone Scherfig (dinamarquesa que pilotou “Educação”) e Anne Hathaway e Jim Sturgess como o casal principal.

Tente ler “Um Dia” antes de assistir ao filme. Vale a pena.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011 Cultura pop | 16:11

Barbearias: um modo de vida em extinção

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Barbearia Afonso - São Paulo

Mais do que um lugar para cortar o cabelo e aparar a barba, as barbearias são o retrato de um certo modo de vida masculino.

“Tem gente que não corta o cabelo, mas vai para papear – normalmente sobre futebol e política. É um ambiente de homens. Elas têm revistas de mulher pelada, fotos de gostosas na parede. As de São Paulo têm cadeiras mais bonitas, são mais sofisticadas do que as do Norte e do Nordeste, mas o espírito é o mesmo.”

O pequeno depoimento é de José Bassit, 52 anos, fotógrafo há 30. No ensaio fotográfico “Cortes Modernos”, Bassit registrou o ambiente de inúmeras barbearias pelo país.

O trabalho foi feito inicialmente apenas com estabelecimentos de São Paulo, entre 2003 e 2004. O resultado ganhou exposições na Pinacoteca (no aniversário dos 450 anos de SP), no teatro Cultura Artística (no intervalo das óperas, havia um barbeiro para cortar o cabelo do público) e no Sesc Pompeia.

“Mas eu viajava muito pelo Brasil, então continuei o trabalho. Em cada cidade que eu ia, procurava barbearias.”

Só em São Paulo Bassit fotografou cerca de 80 barbearias. Dessas, 50% já fecharam. “É uma profissão que está acabando. Os salões unissex estão tomando conta”, diz o fotógrafo. “Os barbeiros são idosos, muitos morreram, outros não aguentam mais trabalhar.”

Abaixo, algumas das imagens feitas por Bassit.

Salão 11 de Janeiro - São Paulo

Salão Aclimação - São Paulo

Barbearia Afonso - São Paulo

Salão Santa Helena - São Paulo

Barbearia do João - São Paulo

Salão Aclimação - São Paulo

Barbearia do Toninho - São Paulo

barbearia Play Man - Ceará

Salão Atlântico - Pará

barbearia São Joaquim - Bahia

barbearia sem nome - Bahia

barbearia sem nome - Bahia

Barbearia do Bigode - São Paulo

Barbearia do Lauro - Ceará

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