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Arquivo de novembro, 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 música | 11:41

O Bauhaus pelo MGMT

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Nome confirmado para o Lollapalooza Brasil em abril de 2012, o MGMT soltou um cover de “All We Ever Wanted Was Everything”, melancólica faixa do Bauhaus.

A versão ganhou clipe em animação feito pelo ilustrador Ned Wenlock.

“All We Ever Wanted Was Everything” está no Late Night Tales feito pelo MGMT.

O Late Night Tales é um projeto britânico no qual artistas compilam faixas que os inspiraram e fazem um cover de uma dessas faixas. Já participaram da iniciativa nomes como Air, Arctic Monkeys, Belle & Sebastian, Flaming Lips. E dá para comprar as coletâneas em MP3, CD e vinil.

Abaixo, “All We Ever Wanted Was Everything” na versão original.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 música | 16:14

Drake & Florence

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Drake é o cantor/rapper do momento.

Lançou há pouco seu segundo disco, “Take Care”. Na primeira semana, foi ao topo da parada norte-americana com 630 mil cópias vendidas.

O número impressiona, já que o canadense não esteve em nenhuma grande promoção ou companha publicitária para alavancar o lançamento do disco. Gravou o álbum em seu próprio estúdio; não concedeu muitas entrevistas; não se meteu em polêmicas – ao contrário, fez questão de reafirmar sua imagem de cara que não  se envolve em problemas, que não briga, que coloca nas letras questões emocionais, românticas.

Fez um disco intimista, feito tanto de canções pop como de rap downtempo. Disco que tem as presenças de Rihanna, Andre 3000, Lil Wayne, Kendrick Lamar, Stevie Wonder. E as participações especiais na música de Drake continuam. Desta vez é a não menos comentada Florence and the Machine.

Em um programa da Radio 1, Florence fez uma versão de “Take Care”, música que originalmnete traz um dueto de Drake e Rihanna.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011 cultura | 11:50

Lente de contato exibe e-mails diretamente no olho

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E-mail no computador. E-mail no tablet. E-mail no celular. E-mail na… lente de contato.

O aparelho projeta diretamente no olho não apenas e-mails, mas informações e imagens em tempo real recebidas pelo portador.

Essa super-lente de contato está sendo desenvolvida pela Universidade Washington – Seatlle. Já foi testada em coelhos e um protótipo está sendo usado em humanos.

Segundo especialistas, essa lente teria inúmeros propósitos de uso: um motorista poderia ver melhores opções de caminho; jogadores de games teriam uma experiência de imersão ainda maior.

Um dos principais desafios a ser enfrentado é a energia. A lente por enquanto funciona apenas quando está localizada a centímetros de distância de uma bateria wireless.

O assunto foi abordado aqui no iG, pela editoria de Ciência.

Mais infos aqui (em inglês).

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011 música | 15:31

Lollapalooza no Brasil

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Foo Fighters e Arctic Monkeys serão as atrações principais do Lollapalooza-BR, que será montado no Jockey Club de SP em 7 e 8 de abril de 2012.

Além deles, o festival terá MGMT, Jane’s Addiction, TV on the Radio, Gogol Bordello, Foster the People, Thievery Corporation, Skrillex, Calvin Harris, Cage the Elephant, Band of Horses, Joan Jett, Friendly Fires, Pretty Lights, Crystal Method, Peaches e vários outros.

A pré-venda começa nesta terça. O passaporte para os dois dias custa R$ 500.

Dave Grohl, do Foo Fighters, em show em maio; Getty Images

Já vi bastante gente reclamando do Lolla-BR no Twitter e no Facebook: reclamando porque banda tal não foi escalada; porque banda tal foi escalada; porque a Bjork toca no Lolla-Chile e não no Lolla-BR; porque será feito no Jockey; porque o ingresso está caro.

Alguns pitacos:

* Nenhum festival no mundo é unanimidade. Festival com escalação perfeita é o festival escalado por você. Não tem jeito. Se até festivais gigantescos, como Coachella, Reading e Glastonbury têm line-ups criticados, não seria diferente com o Lolla-BR.

* A escalação, no geral, foi bem feita. Um headliner grande, para puxar público (Foo Fighters); uma banda relativamente grande que também ajuda a chamar público (Arctic Monkeys); grupos já veteranos ou com certa rodagem (Joan Jett; Thievery Corporation; Jane’s Addiction; TV on the Radio); nomes populares da eletrônica (Calvin Harris, Skrillex); novidades (e nem tão novidades assim) indies (Foster the People; Cage the Elephant; Band of Horses; MGMT; Friendly Fires).

* Bjork se apresentará no Lolla-Chile. Para muitos, a islandesa é tediosa, faz música chata e pretensiosa. Por isso, ótimo que ela não venha para o Lolla-BR. Discordo. Tudo bem que sua música não é das mais fáceis, mas Bjork pelo menos olha para o futuro, tenta fazer algo novo, original. Queria muito assistir ao seu novo show.

* Preço dos ingressos: R$ 500 pelo passaporte de dois dias é caro se comparado ao que se cobra em festivais do mesmo porte em outros lugares do mundo. Algumas razões podem explicar o valor:
1) impostos (podem chegar a 30%)
2) custo de viagem de artistas internacionais (passagens aéreas, visto etc.)
3) cachê (por causa da concorrência dos festivais corporativos, que fazem leilões para trazer determinadas bandas, o Brasil é o país que paga o cachê mais alto a artistas pop, ao lado do Japão)
4) e, talvez o mais importante: meia-entrada. Já escrevi aqui sobre o assunto: a meia-entrada, na prática, não existe. Como muita gente falsifica carteirinhas, chega a 80% o número de meia-entrada em shows em SP. Como os produtores driblam isso? Aumentam o valor do ingresso. Os “estudantes” pagam mais ou menos o valor “cheio” do ingresso, e aqueles que não falsificam carteirinha acabam arcando com um valor absurdo. Claro que os produtores de shows no Brasil visam o lucro e não estão preocupados com o bem-estar social, mas todos esses fatores citados ajudam a ilustrar por que pagamos ingressos tão caros.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011 música | 17:18

Drake e o futuro "black pop"

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O que acontece quando são misturados rap, r&b, batidas eletrônicas aveludadas, vocal da Rihanna, melodias densas à la The XX, chillwave, tudo isso com um olhar para o futuro?

Bem-vindo ao “black pop” de Drake.

Drake em show no lançamento do Google Music, em Los Angeles; foto: Getty Images

Canadense de 25 anos, Drake é o nome da hora da música norte-americana. Lançou nesta semana seu segundo disco, “Take Care”, e a expectativa é a de que o álbum venda pelo menos 800 mil cópias – apenas na primeira semana.

O que Drake vem fazendo (e como vem fazendo) é muito sério. Parece que todo mundo quer se aproximar dele. Em “Take Care”, por exemplo, Rihanna se convidou para cantar em uma das faixas  – ela empresta a voz para a música título.

O disco e suas 18 faixas chegam com uma loooooooooooonga lista de colaboradores/produtores. Estão ali Lil Wayne (um dos três rappers mais populares dos EUA hoje), Andre 3000, Jamie XX, The Weeknd (que produz duas faixas), a explosiva Nick Minaj, o prodígio Kendrick Lamar (se você não conhece, ainda vai ouvir falar muito dele) e até mesmo Stevie Wonder.

O principal produtor do disco é Noah “40” Shebib, também canadense e nome em ascensão no hip hop da América do Norte (justamente por ser o parceiro de Drake).

Drake pinça influências conhecidas para fazer algo novo. Seu vocal pode ser rap, pode ser r&b, mas ganham novos significados graças às bases: lentas, densas, downtempo, que buscam referências na soul music, no pop-retrô-psicodélico, na eletrônica (dubstep). Jon Caramanica, o cara que melhor escreve sobre música hoje no New York Times, definiu bem “Take Care”: no futuro, um disco como esse será comum; hoje, é radical.

A sensação de ouvir Drake e “Take Care” é semelhante à de anos atrás quando, por exemplo, Jay-Z estava com todo o gás, ou quando Kanye West ainda não se achava o maior-artista-que-a-Terra-já-produziu-desde-a-Era Glacial.

Praticamente não há falhas nas 18 faixas de “Take Care”. “Crew Love” (uma das duas músicas produzidas pelo The Weeknd), é como um encontro musical entre Haruki Murakami e J.J. Abrams. Linda, futurista, onírica.

“The Real Her”, com André 3000 e Lil Wayne, é deliciosamente atmosférica; na r&b “Doing it Wrong”, ele canta: “Você vai dizer que me ama/ E eu vou ter que mentir/ E dizer que eu também te amo”. E canta até Stevie Wonder entrar com uma gaita. “Make Me Proud”, com a Nick Minaj, é uma pedrada que te deixa zonzo (ouça abaixo).

O single “Take Care” traz Drake e Rihanna dividindo vocais sob a produção econômica de Jamie “XX” Smith. O vocal de Drake vai de um melódico r&b até um rap mais rápido. Em “Over My Dead Body”, ele parece cantar sob as batidas sisudas e enfumaçadas de James Blake.

Drake muda de rapper para cantor soul durante uma mesma música. Vai e volta. Sua versatilidade impressiona. Suas letras são bem trabalhadas: às vezes românticas, às vezes irônicas, às vezes desesperadas. Se a música negra tem um caminho a seguir, ele passa por Drake.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011 música | 13:00

Rapture e o absurdo

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Escrevi aqui que o novo disco do Rapture, “In the Grace of Your Love”, é meio irregular. Mas nas faixas em que eles acertam, são imbatíveis. Uma delas é “Sail Away”, que abre o álbum e acaba de ganhar clipe(s).

O vídeo é todo feito em clima absurdo, com o vocalista Luke Jenner correndo atrás de um pacote prateado brilhante.

O clipe de “Sail Away” na verdade são dois: uma versão grande e uma editada. Abaixo, está a editada.

(E não custa lembrar: o Rapture vem a São Paulo em 25 de janeiro de 2012, para show no recém-inaugurado Cine Joia.)

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terça-feira, 15 de novembro de 2011 música | 02:05

Um passeio pelos três dias do SWU

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E acabou o SWU 2011. Um pouco do que vi/ouvi nos três dias do festival.

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No sábado, o dia do rap no SWU,

Emcida levou na mão o (bom) público que o assistia às 15h sob um sol indecente. Não se intimidou com o enorme palco e com o fato de estar acompanhado apenas por um DJ. Cantou de Racionais a Thaíde & DJ Hum, em uma homenagem à história do rap brasileiro.

a dupla Matt & Kim causou (no bom sentido) no palco secundário. Show performático, com a Kim subindo na bateria, rebolando no meio do povo ao som de Major Lazer. Humor, energia e ironia.

o caos tomou conta do show do Odd Future. E nem poderia ser diferente. Cinco vocalistas – e o Tyler, the Creator também funcionou como dublê de DJ. Rap neurótico, niilista, furioso. E, ao vivo, “Yonkers” fica ainda melhor.

o Só Pra Contrariar apareceu no SWU. O assumidamente sem-vergonha Snoop Dogg encerrou seu show com pagode. Boa ideia, não?

… o Kanye West dividiu opiniões. Show com hits e bem produzido? Apresentação cafona e exagerada? Foi tudo isso, a cara do Kanye. Em duas horas, momentos ótimos (“Gold Digger”, “Flashing Lights”) e minutos intermináveis de tédio (nas músicas mais lentas e no falatório do Kanye).

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No domingo, o dia do pop velho no SWU,

o Peter Gabriel brigou com o Ultraje a Rigor (você imaginou que viveria pra ler esse tipo de coisa?). Não foi fácil: técnicos saíram no tapa no meio do palco; Roger Moreira não poupou provocações a Peter Gabriel no microfone; a última música do show do Ultraje foi interrompida. Um pouco de emoção para a caretice que dominou o dia.

o Zé Ramalho tocou Gonzaguinha e Geraldo Vandré.

o Modest Mouse não tocou.

o Chris Cornell fez um show acústico.

“Notorious”, “Wild Boyz”, “Come Undone”, “View to a Kill” não foram assassinadas pelo Duran Duran. Uma banda veterana que fez um show sem manchar seu passado.

a Courtney Love mostrou os peitos, xingou o Dave Grohl (Foo Fighters), tirou sarro do Billy Corgan (Smashing Pumpkins), fez cover de U2 e Stones, irritou-se com um fã que segurava uma foto do Kurt Cobain, errou letra de uma música e desafinou em outra. Boa, Courtney!

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Na segunda, o dia do grunge no SWU,

Kim Gordon e Thurston Moore, do Sonic Youth - Jorge Rosenberg

o Black Rebel Motorcycle Club finalmente fez show no Brasil. Começou lento, denso. Terminou com força com versões pesadas (e ótimas) de “Spread the Love” e “Whatever Happened to My Rock’n’Roll”.

os velhos hits indies “Girl from Mars”, “A Life Less Ordinary” e “Shining Light” foram relembrados pelos irlandeses Ash.

as guitarras distorcidas do Sonic Youth emocionaram (será que pela última vez?). Como eles são bons músicos, como fazem do barulho uma fonte de energia.

o Peter Gabriel pediu desculpas ao Ultraje a Rigor.

… Teve Stone Temple Pilots. Teve Alice in Chains. E teve o “macumbeiro” Faith No More.

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Sobre a estrutura do festival, alguns pitacos:

– Bom ter um festival fora de São Paulo, fora do asfalto. Em Paulínia, em uma área maior do que a de Itu, o SWU ganhou mais espaço para o povo circular, mais espaço para banheiros e bares. Poucas filas foram vistas.

– Legal ter opção de camping, mas muita gente reclamou da falta de árvore e da terra.

– Sobre a lama que tomou conta do festival na segunda, é um risco que todo evento ao ar livre em local gramado corre. Mas isso não justifica, por exemplo, estacionamento com carros atolados.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 música | 12:20

Black Keys (e um dos discos do ano?)

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Este 2011 está acabando e um dos prováveis “discos do ano” ainda nem está entre nós.

O álbum é “El Camino”, o sétimo da prolífica dupla Black Keys, que chega em 6 de dezembro.

Blues, rock garageiro e punk sempre foram os ingredientes da música de Dan Auerbach e Patrick Carney. A combinação guitarra suja + bateria violenta não é nada nova, e muitas vezes o Black Keys me soava cansativo. Não é o que acontece com as duas músicas de “El Camino” que já são conhecidas.

O primeiro single do disco é “Lonely Boy”, que saiu há algum tempo. Climão bem sessentista. Nesta semana veio outra, “Run Right Back”, que será o lado B de “Lonely Boy” e também está no álbum.

“Run Right Back” é o tipo de música de quem sabe o que faz. De quem sabe que  não é preciso muita força ou rapidez para criar energia; basta um bom riff.

Se as outras nove músicas de “El Camino” seguirem na linha de “Lonely Boy” e “Run Right Back”, pode separar um lugar na sua lista de melhores de 2011.

O Black Keys sai em turnê em janeiro (Europa) e já tem até show esgotado em Londres em fevereiro, no Alexandra Palace (lugar longe de ser pequeno). Essa banda precisa vir ao Brasil. Não?

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terça-feira, 8 de novembro de 2011 música | 16:20

Aos 20 anos, Azealia Banks já é uma estrela

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Ela tem apenas 20 anos e já é uma estrela.

Azealia Banks nasceu no Harlem (assim como o incrível ASAP Rocky, já comentado aqui; o Harlem é o novo Brooklyn?) e estudou na La Guardia High School of Performing Arts, escola pública em Nova York voltada às artes. Já gravou com o Major Lazer e está para excursionar pelo Reino Unido em uma turnê com o Metronomy.

A música de Azealia Banks é um retrato da cultura teen deste século 21: urbana, inquieta, irônica, produzida a partir de múltiplas referências. Suas faixas promovem um encontro de rap, funk, pop, electro, rock, dubstep. Banks brinca com o improvável – até fez um cover de “Slow Hands”, do sisudo Interpol (vídeo embaixo).

Dá para comparar Azealia Banks com Missy Elliott, mas também com Lily Allen, com Kid Sister, com Bonde do Rolê, com Rihanna e com MIA (quando a MIA era legal).

Ela está soltando músicas há algum tempo, mas vem recebendo (muita) atenção com “212”. A faixa, lançada há pouco, ganhou um vídeo, que foi tirado do YouTube porque a música traz um sample de “Float My Boat”, de Lazy Jay. Azealia e Lazy Jay chegaram a um acordo, e o clipe voltou ao site.

No último final de semana, fez show no Hoxton Bar & Grill, em Londres. Neste vídeo, você vê que a garota não é fraca:

E o cover de “Slow Hands”, do Interpol.

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Cultura pop | 12:20

Os filmes de Bill Murray – em ícones

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Todos os filmes estrelados por Bill Murray – cada um reduzido à sua essência por um ícone.

É o trabalho “William James Murray”, feito pelo DKNG Studio. Cada ícone é acompanhado pelo ano em que o filme foi feito.

O projeto foi feito a pedido da galeria norte-americana 1988, que promoveu a exibição “Please Post Bills”, em homenagem ao ator.

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