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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 música | 13:09

Sharon Van Etten e Django Django: o som de 2012

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Qual é/será o som de 2012?

O girl-pop sessentista da Lana Del Rey? A “Love Interruption” do Jack White? O rap incomparável do A$ap Rocky? “Kong”?

Talvez tudo isso, mas não só. “Tramp”, disco da norte-americana Sharon Van Etten, e o inclassificável grupo Django Django também entram na lista.

Sharon Van Etten não é nenhuma novidade. Antes de “Tramp”, já havia lançado dois discos – e antes dos discos havia sido barista e namorava um sujeito que não botava fé em sua música e que constantemente a encorajava a largar a carreira.

“Tramp” é um disco forte, resultado de alguém que sabe exatamente o que está fazendo. Sharon tem uma voz pungente, seca, envolvida por melodias ásperas – lembra às vezes uma jovem PJ Harvey. Nesse sentido, ela está isolada dentro do cenário de cantoras pop: longe do party-pop de Lady Gaga, Beyoncé, Rihanna; do neo-soul de Adele e milhares de outras; do neo-gótico de Zola Jesus.

Um vigor energizante está presente no primeiro single, “Serpents”, que contrasta com a melancolia desesperadora de “Give Out”. Zach Condon, do Beirut, participa de “Magic Chords” e “We Are Fine”. “Warsaw” e “Kevin’s” são densamente lentas. E tem “Leonard”, em que confessa: “I am bad at loving you”.

Abaixo, Sharon Van Etten e “Serpents” no programa do Jimmy Fallon.

“Tramp” deve ser o disco que transformará Sharon Van Etten em um nome bem conhecido. Ela vai começar uma turnê grande pelos EUA e já está escalada para festivais como o South by Southwest (EUA) e o Primavera Sound (Espanha).

Não sei muito sobre o Django Django – sei que é um quarteto originário de Edimburgo e que está baseado em Londres. E que acabaram de lançar o primeiro disco, homônimo. E que é das coisas mais interessantes que ouvi ultimamente.

Música percussiva, quebrada, psicodélica, dançante.  Com harmonias vocais que lembram Beach Boys. Música global, impregnada de referências, como boa parte do que vale a pena no pop hoje.

Classificar “Django Django” é impossível. Faixas como “Waveforms” e “WOR”, por exemplo, têm em comum apenas a interrogação que colocam no ouvinte: onde isso vai parar? Já “Default” ganhou remixes de JD Twitch e do Horrors.

“Waveforms”

“Default”

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Valdir 02/02/2012 19:17

    Django Django parece ter juntado capoeira com o rock dos beatles e mais algumas brincadeirase deu nisso!

  2. 51 osmar g de azevedo 02/02/2012 15:19

    Um som mais leve, pra mudar esse ritmo estonteante das baladas, aprovo…

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