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Arquivo de maio, 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012 música | 20:33

Andrew Bird e o gosto agridoce de "Eyeoneye"

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Não há por aí muitos músicos como Andrew Bird. Ele toca violino, xilofone, bandolim, piano, além de cantar (ou, talvez, sussurrar-cantar) e assobia.

É um cara que não se prende a estilos ou conceitos – em seu universo, cabe muita coisa. Andrew Bird volta a ser assunto porque lançou em março o disco “Break It Yourself”. O cara é prolífico: está no nono álbum e tem apenas 38 anos.

Se antes a música de Bird era intrincada, desde “Noble Beast” (2009) ela passou a ter uma moldura pop (pop até onde um violino pode ir, claro). “Break It Yourself” vai nessa linha, com faixas como “Fatal Shore” e “Give It Away”. Há até dueto com a ótima St. Vincent (em “Near Death Experience Experience” e “Lusitania”)

Bird acaba de soltar um vídeo para um dos pontos altos do disco, a faixa “Eyeoneye”. “You’ve done the impossible now/ Took yourself apart/ Made yourself invulnerable/ No one can break your heart/ So you break it yourself”, canta Bird, em tom agridoce.

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Cultura pop | 15:03

Branca de Neve, Kristen Stewart e Charlize Theron

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Kristen Stewart como a Branca de Neve; Charlize Theron interpretando Ravenna, a Rainha Má. São as duas protagonistas de “Branca de Neve e o Caçador”, que estreia no Brasil nesta sexta (1º de junho).

A revista Interview aproveitou o lançamento do filme para produzir um ensaio sensacional com Kristen e Charlize. As fotos são de Mikael Jansson, e o stylist, de Karl Templer.

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sexta-feira, 25 de maio de 2012 música | 14:03

Franz! Optimo! A Escócia em São Paulo no fim de semana

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Em forma de banda e de DJ set, a Escócia desembarca em São Paulo neste fim de semana. O revigorado Franz Ferdinand e a inclassificável dupla Optimo têm datas na cidade entre sábado e domingo.

Com o quarto disco (ainda sem nome) saindo quase pronto (mas já com quatro músicas conhecidas), o Franz é a principal atração do Cultura Inglesa Festival, que toma o pq. da Independência, no Ipiranga, em São Paulo, na tarde de domingo.

Banda Uó, Garotas Suecas, We Have Band começam a programação. Por volta das 17h o ótimo Horrors, do vocalista Faris Badwan,  mostra músicas do elogiado “Skying”, já comentado por aqui.

Pelo menos quatro faixas (“Fresh Strawberries”, “Right Toughts”, “Brief Encounters” e “Trees and Animals”) devem entrar no setlist do Franz. O show deles está previsto para começar entre 18h e 18h30.

Já vi alguns shows do Franz – e sempre bons (ou muito bons). Banda que gosta de estar num palco, que sabe se apresentar para muita gente, que tem hits suficientes para não deixar a temperatuda cair. Deve ser assim no domingo, para as esperadas 20 mil pessoas.

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Desde 2000, quando o electroclash (lembra?) e o disco punk foram destruindo as fronteiras que separavam música eletrônica e rock, guitarras e pista de dança, sempre prestei atenção no que faziam JD Twitch & JG Wilkes, a dupla Optimo.

Wilkes & Twitch

Eles têm uma noite fixa num clube de Glasgow na qual recebem bandas como LCD Soundsystem, Adult, A Certain Ratio, e tocam coisas que vão de detroit techno a pós-punk, de funk a house.

Já estiveram no Brasil há alguns anos. O set no Vegas está entre os melhores que já ouvi na vida. Twitch & Wilkes tocam neste sábado à tarde dentro da Green Sunset, no MIS, e, à noite, na Voodoo Hop, no centro de SP. E, no domingo, fazem set de cumbia (!) no Paribar, também no centro de SP.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 música | 17:56

Beach House: "Myth"

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Poucas vozes são tão reconfortantes como a de Victoria Legrand, uma das metades do Beach House. Portanto, é ótimo tê-la de volta.

O Beach House acaba de lançar “Bloom”, seu quarto disco. Suas dez faixas habitam o universo já conhecido da dupla: enevoado, onírico, pop mas com um sabor agridoce.

Um dos destaques do disco é “Myth”, música que o Beach House tocou recentemente no programa do Jools Holland, na britânica BBC.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012 música | 18:53

Se a vida te der um limão, ouça Lemonade

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Vi a frase que dá título ao post no YouTube. Bem apropriada para “Softkiss”, nova música do Lemonade. Sintetizadores, clima anos 80, voz doce, é mais ou menos por aí.

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música | 14:00

A "Gasolina" de Pedro Granato

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Ótimo casamento entre música boa e clipe bem feito.

É o vídeo de “Gasolina”, um semi-hit de Pedro Granato. Faixa manhosa, com bom contorno pop.

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quinta-feira, 17 de maio de 2012 música | 12:45

Diplo em áudio, em vídeo e em livro

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É sempre importante prestar atenção no que o Diplo está fazendo. Afinal, estamos falando do cara que: 1) levou Bonde do Rolê e funk carioca ao hemisfério norte; 2) ajudou M.I.A. a se transformar em popstar; 3) montou o projeto Major Lazer que nos deu o hit “Pond De Floor”; 4) criou o selo Mad Decent e lançou gente como Santigold, Gucci Mane, Rusko, Buraka Som Sistema, Boy 8-Bit, Lil’ Jon; 5) produziu faixas como “Climax” (do Usher), “Run the World” (da Beyoncé); 6) e, bastante importante: aparece vestido como um caubói no espetacular clipe de “Kilo”, do Bonde do Rolê.

Diplo é um globetrotter que corre o mundo atrás de música periférica, do Brasil à África, da Rússia à Jamaica. Essas viagens se refletem em suas faixas e produções. Como no “Express Yourself”, EP de seis músicas que ele lança em junho. O disco já tem clipe para a faixa título e a ótima “Set it Off” também pode ser ouvida, em áudio.

E mais. Diplo vai lançar um livro. É o “128 Beats Per Minute: Diplo’s Visual Guide to Music, Culture, and Everything in Between”, com fotos e histórias de suas viagens pelo mundo. Algumas imagens estão abaixo. Ao final, um vídeo que funciona como um “bastidores” do livro.

Diplo em Ibiza

Festa organizada por Diplo na Filadélfia

Lee Scratch Perry, que Diplo cita como uam de suas principais influências

Diplo em uma festa em Madri

Na Jamaica

Com integrante do XX

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 música | 12:44

Quer conhecer música nova? Vá ao festival Sónar

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Em meio a tantos festivais e shows gringos que passam pelo Brasil, é mais do que necessária a chegada do Sónar, um evento que aparece não para ser “apenas mais um”, mas que se torna único por trazer ao país bandas e artistas nada convencionais.

O Sónar, que acontece em São Paulo nesta sexta e sábado (11 e 12 de maio), é lugar para encontrar o novo, o diferente. Flying Lotus, Skream, Doom, James Blake, Mogwai, Hudson Mohawke, Squarepusher, Four Tet, Rustie, KTL: você pode nunca ter ouvido falar neles, mas o que eles fazem foi/será copiado por nomes pop.

Um exemplo é o britânico Skream. É um dos principais representantes do dubstep, a coisa mais fervilhante que apareceu na eletrônica em tempos. Suas batudas quebradas e graves estão por toda parte: do fenômeno Skrillex a Britney Spears, muita gente está se alimentando do dubstep.

Quer conhecer mais o dubstep? No Sónar também estarão Rustie e o geniozinho James Blake.

Um dos shows que mais quero ver é o do norte-americano Doom. A história do hip hop passa necessariamente por esse rapper de identidade desconhecida. Seja Doom, MF Doom, DangerDoom (parceria com Danger Mouse) ou Madvillain (com Madlib), Doom faz rap cheio de nuances, com múltiplas referências.

Claro, o Sónar não será feito apenas de atrações semi-desconhecidas. Há espaço para o já grande duo electro-rock Justice, para o soul Cee Lo Green e para o show em 3D do Kraftwerk (sério: não basta termos de colocar óculos 3D em salas de cinema, agora vamos ter de usá-los também em shows? Mas vamos lá).

A expectativa é boa. Mesmo com o preço dos ingressos lá em cima (R$ 400 para os dois dias não é nenhuma pechincha, convenhamos; mas isso tem a ver, ainda, com aquela história da meia-entrada), o Sónar é obrigatório para quem quer entender a música de hoje.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 música | 12:46

James Brown e uma das duas músicas mais influentes do pop

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James Brown morreu em dezembro de 2006. Se estivese vivo, faria 79 anos nesta quinta (3 de maio). É alguém tão importante e com uma história tão saborosa que nunca nos cansamos de ler sobre.

Este post não é sobre as inúmeras músicas de sucesso de Brown, como “Papa’s Got a Brand New Bag”, “Get Up (I Feel Like Being a) sex Machine”, “It’s a Man’s Man’s World”; nem sobre como ele ajudou a impedir uma revolta social ao comandar show no dia seguinte ao assassinato de Martin Luther King, em abril de 1968 (descrito no livro “O Dia em que James Brown Salvou a Pátria”); nem sobre os fundamentais discos “Live at the Apollo”, “Star Time” e “In the Jungle Groove”; e, ainda, nem sobre como esse que era conhecido como o “cara que mais trabalha no show business” definiu o conceito de “entertainer”.

Este post é uma pequena homenagem a Brown e a uma obra-prima pouco conhecida mas, mesmo indiretamente, MUITO ouvida: “Funky Drummer”. É, talvez, um das duas músicas mais influentes da história do pop.

Não é exagero dizer que drum’n’bass, hip hop e grande parte da música negra nasceram/desenvolveram-se a partir da bateria quebrada de “Funky Drummer”.

Lançada apenas em single em 1970 (em disco saiu somente em 1986, no “In the Jungle Groove”), “Funky Drummer” é menos uma canção pop e mais um exercício rítmico de Brown e do baterista Clyde Stubblefield. Do rapper Nas ao geniozinho Prince, de New Order a Sinnead O’Connor e Depeche Mode, “Funky Drummer” foi sampleada incontáveis vezes.

Já escrevi um texto a respeito de “Funky Drummer” e, à época (2006), falei com os DJs Hum (hip hop) e Marky (drum’n’bass) sobre a música. “Ela tem um ‘break’ no meio em que abre-se espaço para a bateria. Essa quebrada foi sampleada milhões de vezes. É a principal batida dos anos 1990”, disse Hum. Marky contou: “Nunca vi um baterista tocar daquele jeito, nem computador consegue fazer. É o maior clássico dele, pena que muita pessoas não saibam”.

“Funky Drummer” pode ser ouvida abaixo. Começa com um funk improvisado até que, aos 5min35seg, James Brown e Stubblefield apresentam um novo caminho para a música pop.

A outra música mais influente da história? “Tomorrow Never Knows”, que encerra “Revolver” (1966), dos Beatles. Noel Gallagher, Chemical Brothers, Hendrix, Roxy Music, U2, Beach Boys, enfim, a experimentação sonora dos Beatles em “Tomorrow Never Knows” está em praticamente todo o rock e parte da eletrônica que vieram depois.

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