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quinta-feira, 10 de maio de 2012 música | 12:44

Quer conhecer música nova? Vá ao festival Sónar

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Em meio a tantos festivais e shows gringos que passam pelo Brasil, é mais do que necessária a chegada do Sónar, um evento que aparece não para ser “apenas mais um”, mas que se torna único por trazer ao país bandas e artistas nada convencionais.

O Sónar, que acontece em São Paulo nesta sexta e sábado (11 e 12 de maio), é lugar para encontrar o novo, o diferente. Flying Lotus, Skream, Doom, James Blake, Mogwai, Hudson Mohawke, Squarepusher, Four Tet, Rustie, KTL: você pode nunca ter ouvido falar neles, mas o que eles fazem foi/será copiado por nomes pop.

Um exemplo é o britânico Skream. É um dos principais representantes do dubstep, a coisa mais fervilhante que apareceu na eletrônica em tempos. Suas batudas quebradas e graves estão por toda parte: do fenômeno Skrillex a Britney Spears, muita gente está se alimentando do dubstep.

Quer conhecer mais o dubstep? No Sónar também estarão Rustie e o geniozinho James Blake.

Um dos shows que mais quero ver é o do norte-americano Doom. A história do hip hop passa necessariamente por esse rapper de identidade desconhecida. Seja Doom, MF Doom, DangerDoom (parceria com Danger Mouse) ou Madvillain (com Madlib), Doom faz rap cheio de nuances, com múltiplas referências.

Claro, o Sónar não será feito apenas de atrações semi-desconhecidas. Há espaço para o já grande duo electro-rock Justice, para o soul Cee Lo Green e para o show em 3D do Kraftwerk (sério: não basta termos de colocar óculos 3D em salas de cinema, agora vamos ter de usá-los também em shows? Mas vamos lá).

A expectativa é boa. Mesmo com o preço dos ingressos lá em cima (R$ 400 para os dois dias não é nenhuma pechincha, convenhamos; mas isso tem a ver, ainda, com aquela história da meia-entrada), o Sónar é obrigatório para quem quer entender a música de hoje.

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2 comentários | Comentar

  1. Thiago Ney 11/05/2012 11:52

    o problema não é apenas deixar de ir aos shows. isso não vai acontecer. a solução tem de vir de cima, por meio de lei

  2. Thiago Ney 11/05/2012 11:51

    o termo soa meio pretensioso mesmo, mas é uma tentativa de classificar a proposta do festival: escalar gente que procura fazer música original, diferente, que olha para o futuro, e não para o passado

  3. 52 JP 10/05/2012 16:06

    Entrei no site e vi o termo “música avançada”. O que seria isso? Existem músicas avançadas e músicas obsoletas, como um equipamento eletrônico? achei pretensioso demais.

  4. 51 Marcelo 10/05/2012 13:21

    O Brasileiro tinha que ter um pingo de dignidade e parar de frequentar esses shows a preços supervalorizados e absurdos. Se o problema é de ética da própria sociedade que cobra dos políticos mas sempre procura dar um jeitinho para ter uma carteirinha falsa, o que é que os honestos deste País tem a ver com isso ? Para variar, quem acaba sendo penalizado são os trabalhadores, os honestos e os éticos. Enquanto estes shows e eventos continuarem lotados, o empresariado está achando é bom toda essa Zona. É muito triste o panorama da nossa sociedade…

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