Publicidade

Arquivo de outubro, 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012 música | 18:27

1972 em 2012

Compartilhe: Twitter

Alguns anos ganham verniz mítico dentro da história da música pop. Pegue, por exemplo, 1966. Naqueles 12 meses saíram “Revolver” (Beatles), “Aftermath” (Stones), “Pet Sounds” (Beach Boys), “Freak Out” (Zappa), “Blonde on Blonde” (Dylan), “Face to Face” (The Kinks), “Soul Album” (Otis Redding). Dá para pinçar listas semelhantes com 1977, 1991, 2001.

E também com 1972. Foi o que fizeram Filipe Luna e Ramiro Zwetsch, curadores do projeto 72 Rotações. A dupla selecionou oito discos lançados em 1972 para serem tocados na íntegra por artistas atuais.

Os shows acontecerão no Sesc Santana, em São Paulo, entre 1º e 4 de novembro. A programação é esta:

1º de novembro
“Expresso 2222”, de Gilberto Gil, por Felipe Cordeiro
“Mulatu of Ethiopia“, de Mulatu Astatke, por Assembleia Rítmica de Pinheiros

2 de novembro
“Sonhos e Memórias”, de Erasmo Carlos, por Bruno Morais
“Ben”, de Jorge Ben, por Léo Cavalcanti

3 de novembro
“On the Corner”, de Miles Davis, por Guizado
“Harvest”, de Neil Young, por Cida Moreira e Hélio Flanders

4 de novembro
“Transa”, de Caetano Veloso, por Romulo Fróes
“Still Bill”, de Bill Withers, por Curumin
Autor: Tags:

segunda-feira, 22 de outubro de 2012 música | 18:10

Emicida homenageia baterista Wilson das Neves com música inédita

Compartilhe: Twitter

“Ô, Sorte” é o nome da música/homenagem que o rapper Emicida fez para o baterista Wilson das Neves.

O rap de tons jazzísticos é parte do projeto Meet the Legends, projeto da Vice/Ray-Ban que junta um artista novo com outro da velha guarda.

A reunião entre Emicida e Wilson das Neves foi o primeiro lançamento do projeto. Os outros são:
Garotas Suecas e Elza Soares
Karol Conká e Luiz Melodia
Forgotten Boys e Tony Tornado
Tulipa Ruiz e Jorge Mautner
Dorgas e Jards Macalé.

Em cada reunião, a dupla criará uma versão para uma música já existente do artista mais novo (apenas Emicida fez questão de compor uma inédita).

Um vídeo + making of será lançado a cada semana. E, em 6 de novembro, haverá uma festa no Cine Joia com show de Tulipa Ruiz + Jorge Mautner, com participação de Emicida.

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 18 de outubro de 2012 música | 14:00

O cearense Don L. e o ESPETACULAR clipe de "Sangue é Champanhe"

Compartilhe: Twitter

Natural de Fortaleza, Don L. ficou relativamente conhecido com o grupo Costa a Costa, que lançou uma mixtape (“Dinheiro, Sexo, Drogas e Violência de Costa a Costa) em 2007. Desde então, Don L. vem produzindo faixas solo e seu primeiro disco é questão de tempo.

Enquanto o álbum cheio não vem, Don L. aparece com “Sangue É Champanhe”, música redondíssima que tem participação da Flora Matos e acaba de ganhar um clipe ESPETACULAR dirigido por Autumn Sonnichsen e Erica Gonsales. O vídeo compila imagens de Bordeaux às Ilhas Maurício, de Los Angeles a Berlim, passando por São Paulo, Cabo Verde e Salvador e é meio “no safe for work”.

Ainda Don L.: o que mais chama a atenção nesse rapper é a versatilidade com que vai de climas mais nervosos a temas quase relaxantes.

Essa capacidade de Don L. pode ser comprovada abaixo, em faixas como “Cafetina Seu Mundo” (com “participação Black Keys”), “1 Milhão de Histórias” (participação Emicida) e “Depois das 3” (com Izabel Shamylla).

Autor: Tags:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012 música | 18:07

Documentário repassa história da ótima gravadora Stones Throw

Compartilhe: Twitter

Casa de gente como J. Dilla, Aloe Blacc, Madlib, Madvillan (Madlib + MF Doom), Dam-Funk, Mayer Hawthorne, James Pants e tantos outros, a gravadora Stones Throw vai ganhar um documentário em longa-metragem.

O filme, chamado “Our Vinyl Weights a Ton”, está em produção e trará imagens de shows antigos e entrevistas com quem ajudou o selo a se tornar um dos principais divulgadores de música não convencional.

Para ajudar a bancar o filme, a Stones Throw iniciou uma campanha no Kickstarter pra arrecadar grana – e soltou um teaser do que encontraremos no documentário.

Autor: Tags:

terça-feira, 16 de outubro de 2012 música | 13:05

Com "Two Hours", banda Theme Park faz música pop perfeita

Compartilhe: Twitter

Aconteceu com (várias) outras bandas. Com o Foster the People, por exemplo, veio com “Pumped Up Kicks”. Uma música apenas, que combina melodia perfeita + letra decente, transforma um novo grupo desconhecido em nome comentadíssimo.

Não será surpresa se daqui a pouco o Theme Park passar a frequentar grandes festivais, ser convidado de talk shows, participar de trilha de filmes, comerciais etc. Será o efeito “Two Hours”.

“Two Hours” é o tipo de “feel good music” que não sai da sua cabeça – e você não faz força para tirá-la de lá. A faixa já roda a internet há algum tempo, mas deve ser ouvida bastante nos próximos meses.

A música será lançada oficialmente em EP no início de novembro e está sendo tocada em grandes e boas rádios do planeta, tipo a britânica Radio 1. O EP terá, além de “Two Hours”, cover de “Ready for the Floor” (Hot Chip), “Wildest Moments” (Jessie Ware) e “‘Bloodbuzz Ohio” (The National).

Quarteto formado há pouco mais de um ano pelos gêmeos Miles e Marcus Haughton, o inglês Theme Park está para lançar o primeiro disco há alguns meses (já saíram vídeos para “Jamaica” e “Milk”), mas o álbum teima em não vir.

Então veio o EP “Two Hours”, pelo selo Transgressive Records. O benfeito vídeo da música está abaixo – e depois tem o áudio do cover de “Ready for the Floor”.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 11 de outubro de 2012 música | 18:06

DJ Shadow: "Um bom DJ set é um manifesto artístico"

Compartilhe: Twitter

DJ Shadow no Coachella, em abril de 2012 - Getty Images

“Eu dou muito valor à privacidade. Não gosto muito de redes sociais, por exemplo. Muita gente hypada na internet não tem nada a dizer. Se tivese que começar de novo, talvez escolhesse não fazer entrevistas ou tirar fotos. Deixaria com a imaginação das pessoas. Não estou preocupado com o meu perfil público ou como estou rankeado como DJ ou como é a minha posição em relação a outros. Continuo fazendo o que sempre fiz, desde que estava no colegial, que é criar beats.”

Este é Josh Davis, mais conhecido como DJ Shadow, autor de “Endtroducing…” (1996), o primeiro disco feito inteiramente por samples e que foi classificado pela extinta revista “Muzik” como o “mais importante disco de dance music da história” – e isso porque “Endtroducing…” está até mais para hip hop e música experimental do que para “dance music”.

Bem, a conversa com DJ Shadow aconteceu porque esse norte-americano de 40 anos voltará ao Brasil (a primeira vez foi em 2006, num Tim Festival) para apresentação no Cine Joia, em São Paulo, em 19 de outubro.

Além de “Endtroducing…”, Shadow já soltou outros três discos de estúdio (o mais recente, “The Less You Know, The Better”, em 2011) e faixas de todos eles devem entrar no DJ set que virá em SP.

Mas o que esperar de All Basses Covered, a turnê que Shadow traz à capital paulista e que depois vai ao Chile, Argentina, Europa e EUA?

“É (um set) bem contemporâneo. Não tenho a chance de me apresentar dessa forma desde os anos 1990. Toco coisas da Mo’ Wax (gravadora de James Lavelle, parceiro de Shadow), hip hop clássico, hip hop novo, um pouco de drum’n’bass, r&b, um pouco disso , um pouco daquilo. Quero incentivar a nova música, esse é o objetivo. Um bom DJ set é um manifesto artístico.”

Shadow é famoso por ser colecionador compulsivo de discos. A internet está matando muitas lojas onde se costuma garimpar vinis, mas o DJ não enxerga a questão apenas com olhos nostálgicos: “Ao procurar discos, você vai a uma loja, um lugar novo, respira esse ambiente, encontra pessoas, tudo isso é parte do processo. Não procuro por discos antigos na internet. Uso a rede para achar música nova, porque música nova não se encontra em CD ou vinil”.

E ainda passa muito tempo em lojas de discos? “Vou algumas vezes. Costumava ir direto, mas fui ficando velho e… A possibilidade de encontrar algo incrivelmente raro ou valioso diminuiu, muita gente coleciona discos, descobre raridades, seja em Minneapolis, Chicago ou São Paulo.”

Se DJ Shadow criou raízes no hip hop, hoje ele desafia classificações. Seus últimos discos trazem músicas que se aproximam do folk, do rock, da eletrônica. O mais recente álbum tem, por exemplo, participações da banda Little Dragon e do indie Tom Vek. Uma liberdade estilística que gerou críticas.

“Muita gente não gosta porque eu não sou influenciado pelo que está na moda, esse é o ponto. Não quero ficar preso a uma época, quero fazer algo que exista além.”

Talvez essa abrangência sonora de Shadow tenha a ver com uma crítica que ele faz a alguns setores do rap, que não estariam evoluindo o suficiente: “O rap está por aí há muito tempo. É normal ter altos e baixos, épocas mais relevantes do que outras. Hoje os beats, os produtores estão fortes, e os MCs nem tanto. Há alguns anos era o contrário. Mas há muita coisa boa sendo feita”.

Há algum tempo, Shadow chegou a criticar os downloads ilegais, dizendo que a música deveria ser paga. Hoje sua opinião não é tão definida: “O músico que quer ser pago deveria ser pago, aquele que quer dar de graça, que dê. Vamos deixar cada um decidir”, afirma. “Com ferramentas como o Soundcloud, alguém pode fazer um mix e mostrar ao mundo um novo produtor. Quem sabe esse cara depois não estará fazendo beats para Kanye?”.

Autor: Tags:

quinta-feira, 4 de outubro de 2012 música | 12:39

Mumford & Sons: a mais nova superbanda do planeta

Compartilhe: Twitter

Se os músicos de uma banda como o Grizzly Bear gritam “quero o meu hype em dinheiro”, os integrantes do Mumford & Sons não vão ter de se preocupar com grana no bolso. Fenômeno antes restrito ao Reino Unido, o quarteto de folk-rock-adocicado tornou-se oficialmente uma superbanda.

O segundo disco do grupo, “Babel”, não apenas estreou no topo da parada dos EUA como vendeu 600 mil cópias em uma semana e superou de longe números alcançados por Justin Bieber (vendeu 374 mil cópias de “Believe” na primeira semana) e Madonna  (359 mil de “MDNA”).

Contabilizadas semanas após o lançamento, “Babel” ocupa a segunda colocação entre os discos mais vendidos nos EUA, atrás apenas de “21”, de Adele. No formato digital, o álbum do Mumford & Sons teve 420 mil downloads, o que o coloca abaixo apenas de “Born This Way”, de Lady Gaga (662 mil downloads na primeira semana, em 2011).

Os números citados acima são oficiais, da própria Billboard, que organiza as paradas norte-americanas.

O primeiro disco do Mumford & Sons, “Sigh No More”, saiu em outubro de 2009 na Inglaterra e só foi chegar aos EUA em fevereiro de 2010. Mesmo assim, vendeu bem naquele país – chegou ao segundo lugar da Billboard, puxado por singles como “The Cave” e “Little Lion Man”.

Produzido por Markus Dravs (Arcade Fire, Coldplay), “Babel” faz com o Mumford & Sons o que “The Suburbs” fez com o Arcade Fire e “El Camino” com o Black Keys: transforma uma banda relativamente conhecida em um dos maiores nomes do rock hoje.

Autor: Tags:

quarta-feira, 3 de outubro de 2012 música | 13:22

Quanto vale um rockstar? Estrelando: Grizzly Bear

Compartilhe: Twitter

Ser uma estrela do rock faz com que o músico consiga viver bem?

A questão conduz a reportagem de capa da mais recente edição da revista “New York”. Com um disco novo recém-lançado, os integrantes do Grizzly Bear discutem o tema com o repórter Nitsuh Abebe.

Se você não conhece o Grizzly Bear, um resumo: a banda foi formada em Nova York no início dos anos 2000; faz música mais experimental do que pop, mas não pode isso indigesta; em setembro, o quarteto soltou “Shields”, seu quarto disco (abaixo, vídeo de “Yet Again”).

Além disso, é um grupo que 1) abriu shows do Radiohead; 2) licenciou música para um comercial da Volkswagen DURANTE O SUPER BOWL; 3) é elogiado por 10 entre 10 publicações/sites/blogs dedicados a música, moda, comportamento, estilo de vida; 4) fez show com ingressos esgotados no lendário Radio City Music Hall (capacidade: 6 mil); 5) já tocou em praticamente todos os continentes do planeta; 6) teve faixa na trilha de “Crepúsculo”; 7) ganha horários decentes em festivais gigantes, como Coachella (EUA) e Roskilde (Dinamarca).

Ou seja: não é que o Grizzly Bear tenha chegado perto do U2 na escala “estrela do rock”, mas nessa década de vida a banda construiu um currículo respeitável.

E como vivem os integrantes de uma banda como o Grizzly Bear? Ganham grana boa? Menos do que muita gente possa imaginar.

O Grizzly Bear em show em NY em agosto de 2012 - Getty Images

Um exemplo: o vocalista Ed Droste vive num apartamento alugado de 45 metros quadrados e é dependente no plano de saúde do seu namorado (outros integrantes não têm esse tipo de seguro). Outro exemplo: a banda viaja apenas com número de pessoas minimamente necessário para realizar os shows.

A reportagem da New York é exemplar porque evita a condescendência – não trata os músicos como vítimas de uma época, como coitados que necessitam de subsídios governamentais. O mérito do artigo é revelar uma paisagem que muitas vezes não nos parece clara. Uma banda pode aparecer em todos os talk shows da TV americana, viajar pelo mundo tocando em grandes festivais e, mesmo assim, penar para pagar as contas em dia.

O texto da New York é longo, mas, bem escrito, não cansa – vale muito a leitura. E motiva algumas perguntas, entre elas:
– O músico que queira viver confortavelmente sem ter um trabalho extra, está preso a uma época passada?
– É justo baixar ilegalmente um disco que custa menos do que um drink ou um ingresso de cinema?

Autor: Tags: