Publicidade

Arquivo de novembro, 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Sem categoria | 12:02

Dirty Projectors + Holger = rock global em SP

Compartilhe: Twitter

Uma bela banda gringa e uma bela banda paulistana comandam uma noite recomendadíssima nesta sexta em São Paulo. A dobradinha Dirty Projectors e Holger leva ao Cine Joia um tipo de rock que tem as raízes espalhadas pelo mundo.

O Holger acaba de lançar o segundo disco, “Ilhabela”, que mostra a banda num lugar único entre os nomes roqueiros do país. Porque busca inspirações de fontes pouco usuais – Paralamas da fase “Selvagem”, ritmos nordestinos e nortistas, africanismos, rock experimental norte-americano.

E, com todos esses ingredientes, fizeram um disco autoral, divertido, dançante. Um bom exemplo é a faixa título, que ganhou clipe além de um remix feito pelo Adriano Cintra (da dupla Madrid).

O Holger é uma banda apropriada para abrir o show do Dirty Projectors (o Holger deve começar às 22h30; o DP, à meia-noite). O objetivo é o mesmo: fazer do rock um gênero o mais elástico possível.

Em sua (mais ou menos) curta e (bem) prolífica vida (seis discos em dez anos), o Dirty Projectors tornou-se um dos principais nomes do rock de veia experimental dos EUA. O mais recente álbum, “Swing Lo Magellan”, mostra uma banda que parece evoluir a cada ano, que vai dando forma cada vez mais coesa à infinidade de influências que absorve.

Um bom exemplo é “Gun Has No Triger”, um dos singles desse último disco.

Autor: Tags:

música | 11:05

Show dos Stones tem Florence Welch, Eric Clapton e piada com multa

Compartilhe: Twitter

Um show com 21 músicas, participações de Florence Welch e Eric Clapton e tiração de sarro com a multa recebida por tocar além do horário permitido. Foi mais ou menos assim a segunda apresentação dos Rolling Stones em Londres, na quinta (dia 29), dentro da turnê que comemora os 50 anos da banda.

Assim como no primeiro show dessa festa, os Stones receberam convidados especiais. Os ex-integrantes da banda Bill Wyman e Mick Taylor estiveram presentes nas duas datas. No segundo show, Florence Welch cantou “Gimme Shelter” e Eric Clapton tocou guitarra em “Champagne and Reefer”. (No primeiro show, os convidados haviam sido Mary J. Blige e Jeff Beck.)

Jagger aproveitou o segundo show pra fazer piada com a multa (de 100 mil libras) que tiveram de pagar por estourar o horário permitido (até as 23h). “Tivemos que pagar 100 mil porque tocamos por muito tempo. Isso é como… dez lugares!”, disse o músico, brincando com o alto preço dos ingressos.

Abaixo, os Stones cantam “Gimme Shelter” com a ajuda de Florence. Depois, o setlist dos dois shows em Londres.

Rolling Stones – dia 29

1- “Get Off My Cloud”

2- “I Wanna Be Your Man”

3- “This Could Be the Last Time”

4- “Paint It Black”

5- “Gimme Shelter”

6- “Lady Jane”

7- “Champagne and Reefer”

8- “Live With Me”

9- “Miss You”

10- “One More Shot”

11- “Doom And Gloom”

12- “Honky Tonk Woman”

13- “Before They Make Me Run”

14- “Happy”

15- “Midnight Rambler”

16- “Start Me Up”

17- “Tumbling Dice”

18- “Brown Sugar”

19- “Sympathy for the Devil”

20- “You Can’t Always Get What You Want”

21- “Satisfaction”

Rolling Stones – dia 25

1- “I Wanna Be Your Man”

2-  “Get Off of My Cloud”

3- “It’s All Over Now”

4- “Paint It Black”

5- “Gimme Shelter”

6- “Wild Horses”

7- “All Down the Line”

8- “I’m Going Down”

9- “Out ff Control”

10- “One More Shot”

11- “Doom and Gloom”

12- “It’s Only Rock’n’Roll”

13- “Honky Tonk Women”

14- “Before They Make Me Run”

15- “Happy”

16- “Midnight Rambler”

17- “Miss You”

18- “Start Me Up”

19- “Tumbling Dice”

20- “Brown Sugar”

21- “Sympathy for the Devil”

22- “You Can’t Always Get What You Want”

23- “Jumpin’ Jack Flash”

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 29 de novembro de 2012 música | 10:33

Pulp: passado e presente

Compartilhe: Twitter

Jarvis Cocker em SP - Foto: Ulisses Barbosa

Sob o comando do Pulp, passado e presente foram embaralhados por pouco mais de duas horas no Via Funchal. Porque músicas que marcaram tão fortemente uma época mostraram-se incrivelmente atuais e relevantes na noite de quinta.

Boa parte dessa sensação é alimentada pela nossa memória afetiva, pelo fato de ser a primeira vez que ouvimos ao vivo faixas como “Babies” e “Like a Friend”. Mas é culpa também de Jarvis Cocker, que despeja energia, humor e sensiblidade em cada frase que sai de sua voz.

Jarvis Cocker é um dos caras mais impressionantes que já vi em cima de um palco.

Simpático, lê palavras e frases em português, dança como poucos, a voz ainda conservada, ainda diverte-se com músicas que canta há quase 20 anos e se entrega em um show mesmo com casa vazia (não devia ter mais do que 3 mil pessoas no Via Funchal). Cool até não poder mais.

Jarvis Cocker em SP - Foto: Ulisses Barbosa

O show foi irrepreensível desde o início, com a agridoce “Do You Remember the First Time?”. Depois “Pink Glove”.

E depois Jarvis comandou uma pista – real e na nossa memória. Cheia de gás, “Disco 2000” provou ser muito mais um hino atemporal ao hedonismo do que uma lembrança presa aos anos 1990. Em seguida vem “Sorted for E’s & Wizz”, provavelmente a melhor música já feita sobre a experiência de ir a uma rave. E o Pulp inicia colocando o público no clima: com uma indefectível sirene, luzes psicodélicas, batidas sintéticas. “Is this the way they say the future’s meant to feel?”. Lindo.

O Pulp pode ter nascido no final dos anos 1970, mas ganhou o mundo nos 1990, com “His ‘n’ Hers” (1994) e “Different Class” (1995) – não à toa são os discos mais presentes no show. Depois aparecem “This Is Hardcore” (1998) e “We Love Life” (2001) – deste último, “Sunrise” ainda emociona.

Quando Jarvis começa a cantar “Bar Italia”, nos transporta para uma pequena viagem pelo Soho londrino.

Jarvis Cocker em SP - Foto: Ulisses Barbosa

Talvez o principal exemplo de como Jarvis Cocker é um grande cronista de relacionamentos, “Common People” é ainda mais forte ao vivo. É o momento do show, nada pode vir depois dela, por isso o Pulp sai do palco.

Voltam para o bis, e soltam “Razzmatazz” e a “Mis-Shapes” (“Brothers, sisters, can’t you see?/ The future’s owned by you and me”). Saem do palco, retornam para mais uma. “Something Changed” (“Stop asking questions that don’t matter anyway/ Just give us a kiss to celebrate here today”). Um final apropriado para uma noite inesquecível.

Autor: Tags:

segunda-feira, 19 de novembro de 2012 música | 12:55

Não há banda mais sincera no rock do que o Killers

Compartilhe: Twitter

Uma das minhas melhores leituras deste feriadão foi o texto “How to live without irony” (como viver sem ironia), escrito por Christy Wampole para o New York Times.

Acadêmica da prestigiosa Princeton, Christy argumenta que a ironia tornou-se um mecanismo de auto-defesa disseminado principalmente entre os hipsters, uma estratégia para evitar lidar de forma direta com o mundo.

Ao ler o texto, lembrei imediatamente do Killers, banda que surgiu indie no início dos anos 00 mas que tornou-se mega logo após o lançamento do primeiro disco, “Hot Fuss” (2004).

A ironia não faz parte do estilo de vida do Killers. Eles não tentam parecer cool associando-se a tendências da hora (quantas bandas roqueiras atuais não se aproximaram do hip hop? Ou do dubstep?); o vocalista Brandon Flowers não tem problema em assumir uma religião (cristã, particularmente mórmon). A música é feita da forma mais direta possível: não há espaço para experimentalismos (faixas roqueiras são baseadas em riffs de guitarra; baladas se apoiam em melodia açucarada; as canções pop são construídas com a ajuda de sintetizadores).

O mais recente disco, “Battle Born”, é quase um manifesto da banda a favor do classicismo roqueiro. Assim, não é surpresa que, em show realizado no sábado (dia 17) na gigante londrina O2 Arena, o Killers tenha feito um cover de “With or Without You”, talvez a música menos irônica de uma das bandas menos irônicas do mundo: o U2.

Não acho que uma banda deva deixar de buscar a originalidade ou que letras e músicas não possam conter toques irônicos, mas é gratificante encontrar uma banda tão honestamente sincera como o Killers.

Autor: Tags: ,

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 Sem categoria | 19:49

"Diamonds", de Rihanna, ganha versões de Kanye West e Zola Jesus

Compartilhe: Twitter

Ninguém segura a Rihanna neste final de 2012.

A “maior artista pop dos últimos 20 anos” (segundo a Billboard) alugou um Boeing 777, reuniu 200 pessoas (gente da indústria, jornalistas, fãs) e embarcou na 777 Tour, que passará por sete países em sete dias para sete shows. A primeira passagem foi pela Cidade do México, no dia 14. No dia 15, foi a vez de Toronto. Depois seguem Estocolmo, Paris, Berlim, Londres e Nova York.

Na segunda (dia 19), Rihanna lança “Unapologetic”, seu sétimo disco que traz não apenas participações de Eminem e David Guetta (e Chris Brown) como é puxado pelo ótimo single “Diamonds”.

Não sou só eu quem acha “Diamonds” excelente. A música estreou em segundo lugar na parada norte-americana e acaba de ganhar duas novas versões, bem diferentes entre si. Uma de Kanye West e outra da neo-gótica Zola Jesus.

As duas versões seguem abaixo. Em seguida, o clipe oficial da faixa.

Autor: Tags:

quarta-feira, 14 de novembro de 2012 Cultura pop | 12:40

Se os Smiths escrevessem livros

Compartilhe: Twitter

E se os Smiths escrevessem livros?

É o que imaginou o artista gráfico britânico Raid71. Ele pegou letras da banda inglesa e criou pôsteres estilizados como as capas retrô da editora Penguin.

A série de pôsteres está à venda aqui.

Vi aqui.

Autor: Tags:

música | 11:54

A música infinita

Compartilhe: Twitter

O que você acha de ouvir “Call Me Maybe” sem parar, para sempre? Não é exagero: o Infinite Jukebox nos permite ouvir uma música sem interrupção – e o programa vai criando automaticamente versões dessa canção.

O Infinite Jukebox foi desenvolvido pelo engenheiro de software Paul Lamere durante o Music Hack Day organizado pelo MIT, em Boston.

O software desconstrói todas as partes de uma música (dá para fazer o upload de qualquer faixa) e identifica aquelas semelhantes entre si. Um gráfico mostra exatamente as partes idênticas da canção. É uma espécide de remix eterno e automático, sem a interferência de um DJ.

Paul diz que desenvolveu a ideia a partir de uma ferramenta que usava apenas “Gangnam Style”.

Você pode brincar com qualquer música no Infinite Jukebox. Eu coloquei “Timeless Melody”, da banda The LA’s.

Autor: Tags: