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Arquivo de fevereiro, 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 música | 12:35

A terça-feira que uniu o novo rap dos EUA

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Kendrick Lamar. Tyler, The Creator. A$ap Rocky.

As partes que formam o tripé que levanta o atual novo rap dos EUA estiveram reunidas em Nova York nesta terça (dia 26), tanto em show como na TV.

Sem a ajuda da voz de Drake, mas com um classudo acompanhamento jazzístico, Kendrick Lamar tomou conta do programa do David Letterman.

Para apresentar no talk show, KL escolheu “Poetic Justice”, faixa que em “Good Kid/MAAD City” (um dos grandes discos de 2012) ganha a participação de Drake.

A passagem de Kendrick Lamar por NY (ele é de Compton, na área de Los Angeles) não parou com o Letterman. Pouco depois de sair do programa ele fez um concorridíssimo show no Roseland Ballroom, e chamou para o palco não apenas o 50 Cent (que apareceu em “We Up”), mas o imparável A$ap Rocky. A dupla soltou “Fuckin Problem”, faixa que está no álbum “Long Live A$ap”. Ao vivo, ficou assim:

E a terça-feira nova-iorquina recebeu ainda o furacão Tyler, The Creator. O mais conhecido integrante do Odd Future foi a atração do programa do Jimmy Fallon.

Tyler iniciou a apresentação no Fallon quase irreconhecível. Acompanhado pelos ótimos The Roots (banda de apoio do programa), Tyler aparece ao piano, calmo, deixando a vocalista Coco deslizar em cima da base r&b de “TreeHome”.

Dois minutos depois, Coco deixa o palco, Tyler sai do piano, aparecem Jasper Dolphin e Taco e aí, sim, temos o velho Tyler, The Creator, com a nervosa “Domo 23”, faixa que puxa o disco “Wolf”, que sai no início de abril.

Faz quase dois anos que o novo rap está no comando.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 música | 16:45

SILVA e Madrid no Sesc Pompeia

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Os vocais melódicos e suaves às vezes lembram Guilherme Arantes. A quase catarse proporcionada por teclados ecoa alguns momentos do Arcade Fire. A ousadia rítmica remete a passagens psicodélicas do Chemical Brothers.

Dá para misturar tudo isso (Guilherme Arantes com Chemical Brothers?!?!) sem que o resultado soe esquizofrênico? Dá, e é isso que faz do SILVA um dos nomes que precisamos prestar atenção na música brasileira.

E o que é mais legal: tudo isso é feito com apenas duas pessoas no palco: Lucio da Silva Souza (teclados, sintetizadores, violino; o multi-instrumentista que é o SILVA em si) e um baterista, como o visto no Sesc Pompeia, em SP, na sexta (dia 22), em noite dentro da mostra Prata da Casa.

Percebe-se logo que Lucio/SILVA é filho de músicos e tem bagagem erudita: o som sai redondo, é bem tocado, nada parece fora do lugar. Folk, rock, MPB, eletrônica – dá para definir o SILVA como “feel good music”: música que alegra, que eleva o espírito.

Abaixo, “A Visita”, em vídeo de Rodolfo Yuzo

Após pouco menos de uma hora, a bagunça sonora e a doçura do SILVA dão lugar à solenidade monocromática do Madrid.

O Madrid chama a atenção logo de cara: é formado por Adriano Cintra (ex-CSS) e Marina Vello (ex-Bonde do Rolê) e musicalmente é totalmente diferente das bandas anteriores dos dois. Não há espaço para festa e inconsequência – a coisa aqui é mais séria. Mas se ficasse só aí (no oposto musical), o Madrid seria algo apenas “excêntrico”, “exótico”. É mais do que isso.

Com Adriano ao piano e Marina no vocal, uma melancolia quase dilacerante guia faixas como “Siblings”, música que não ficaria fora de lugar se aparecesse em “Coexist”, o excelente segundo disco do xx. No show do Sesc Pompeia, estão apenas os dois (sem o auxílio de um baterista, como em outras apresentações). As músicas criam um clima ainda mais intimista e austero. Já no título, faixas como “Sad Song” e “Till Things Fall Apart” dão a deixa da atmosfera dark. É ótimo que esse tipo de música esteja sendo feita no Brasil.

Abaixo, o Madrid em vídeo feito pelo Alexandre Matias, o curador do Prata da Casa

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 música | 17:03

E o Phoenix voltou: "Liztomania – parte 2"

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É quase como uma continuação de “Liztomania”.

O Phoenix apresentou nesta segunda, no programa do Zane Lowe na britânica Radio 1, a nova música “Entertainment”, o single que puxa o disco “Bankrupt!” (lançamento: 22 de abril).

“Entertainment” é uma irmã mais nova de “Liztomania”, o megahit que fez do Phoenix, já num longínquo 2009, uma banda onipresente – com pegada dançante, sintetizadores que chamam para a festa, refrão que teima em não deixar a cabeça.

Tavez a mais inglesa das bandas francesas, o Phoenix já está no topo da escalação de alguns dos principais festivais do mundo: Coachella, Primavera, Rock Am Ring, Rock en Seine.

Abaixo, o vídeo/letra de “Entertainment”. Em seguida, a lista das músicas que estarão em “Bankrupt!”.

1- “Entertainment”
2- “The Real Thing”
3- “SOS in Bel Air”
4- “Trying to Be Cool”
5- “Bankrupt!”
6- “Drakkar Noir”
7- “Chloroform”
8- “Don’t”
9- “Bourgeois”
10- “Oblique City”

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 música | 17:24

Muito prazer, The Skaters

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A banda tem menos de dois anos de vida, apenas um EP lançado oficialmente e acaba de 1) ser escalada para tocar em festivais de certo porte como Bestival e Live at Leeds e 2) assinar contrato com uma major como a Warner.

Qual é o segredo do trio The Skaters?

Talvez o apelo dessa banda nova-iorquina não esteja nem no que ela já fez (o EP de cinco músicas, “Schemers”), mas no que espera-se que faça. Talvez esteja nos 2 minutos e 50 segundos da novíssima faixa “I Wanna Dance (But I Don’t Know How)”.

A música chega quase à perfeição do rock de garagem – seca, rápida, direta, mas vai além disso. Tem um pouco de Clash, um pouco de Strokes, um pouco de new wave.

“I Wanna Dance (But I Don’t Know How)” é daquelas músicas que impulsiona um buzz enorme em torno de uma banda, que cria expectativa para o disco em si – será que eles entregarão outras faixas tão boas quanto “I Wanna Dance (But I Don’t Know How)”?

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 música | 11:32

Grizzly Bear: da gritaria no México ao Brasil

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O Grizzly Bear está chegando ao Brasil não apenas com a ajuda de um espetacular remix, mas impulsionado pela gritaria e pela energia com que a banda foi recebida no México, ontem.

Das mais originais e imprevisíveis bandas do “rock” (se é que dá para chamar apenas de rock o que eles fazem) atual, o Grizzly Bear está em turnê latino-americana. Passaram pela Argentina (Mar del Plata e Buenos Aires), pela Cidade do México e desembarcam no Brasil neste domingo, com show, dentro do Popload Gig, no Cine Joia, em São Paulo. Na terça (dia 5), o grupo passa pelo Circo Voador, no Rio.

Pelos setlist vistos na Argentina e no Chile, sabemos o seguinte:

– o Grizzly Bear deve tocar pelo menos 8 das 10 músicas que compõem o excelente disco “Shields”, lançado no ano passado (são elas: “Speak in Rounds”, “Sleeping Ute”, “Yet Again”, “Gun Shy”, “A Simple Answer”, “Half Gate”, “Sun in Your Eyes”, “What’s Wrong”);

– o show deve ter entre 15 e 16 músicas;

– o semihit “Two Weeks” deve aparecer ao final do show, logo após (ou pouco depois) de “White You Wait for the Others”, outra das boas faixas de “Veckatimest” (2009).

Bem, voltando à gritaria do México. A banda lotou o Auditorio Blackberry, e dá para sentir como foi a apresentação com os vídeos abaixo, de “Knife” (faixa que até já ganhou cover do Cansei de Ser Sexy) e “Yet Again”.

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