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Arquivo de abril, 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013 música | 17:18

Beady Eye e a nova "Second Bite of the Apple"

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Liam Gallagher em show do Beady Eye - foto: Getty Images

“Second Bite of the Apple” não é nenhuma reinvenção da roda, mas nos mostra pelo menos que o Beady Eye não se resume apenas a um sub-Oasis.

Levada pela inconfundível voz meio rasgada de Liam Gallagher, a faixa é bem mais interessante e trabalhada do que as músicas que estavam em “Different Gear, Still Speeding”, o primeiro disco, que saiu em 2011.

O segundo álbum, “BE”, ganha o mundo em junho e tem na produção ninguém menos que Dave Sitek, guitarrista-nerd da ótima TV on the Radio.

Abaixo, a letra de “Second Bite of the Apple”.

Shake my tree where’s the apple for me
Tickle my feet with the enemy
No point laughing if you don’t know why
I phone my love just to hear her smile

The word is up if you’re tough enough
Girl in the queue, got an eye on you

Think you’re in and she’s looking for sin?

Yes you’re not wrong
She wants to know what’s in your pocket
Singing that song, dig it all night long

The word is up if you’re tough enough
The word is if you’re tough enough

Come on! Show what you love now

Shake my tree where’s the apple for me
Tickle my feet with the enemy
No point laughing if you don’t know why
I phone my love just to hear her smile

The word is up if you’re tough enough
The word is if you’re tough enough
The word is up if you’re tough enough
The word is if you’re tough enough

Come on! Show what you love now

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sexta-feira, 26 de abril de 2013 música | 16:14

São Paulo recebe Daniel Johnston e Justin Strauss

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Daniel Johnston é muitas vezes descrito como um roqueiro de comportamento errático e que sofre de problemas como esquizofrenia. É um reducionismo besta. Johnston é um brilhante músico e autor de joias criadas a partir de um rock não convencional.

Uma boa porta de entrada para o mundo do norte-americano de 52 anos é o obrigatório documentário “The Devil and Daniel Johnston”, de 2006. Outra meio de conhecer esse músico admirado por Kurt Cobain é o show que ele realiza hoje no Beco 203, dentro do festival Popload Gig.

Johnston passou por Argentina e Chile antes de (finalmente!) aterrissar no Brasil. Abaixo, ele canta “I’m Walking the Cow” em Buenos Aires.


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Depois do Daniel Johnston, nada mais recomendável do que a festa Selvagem, com um grande DJ norte-americano.

O nome do DJ Justin Strauss costuma ser associado a muita gente e lugares. C&C Music Factory, Madonna, Tina Turner, Madonna, Keith Haring, Danceteria, Ritz, Mudd Club, Paradise Garage.

Porque Justin Strauss está nesse negócio há muito tempo. O DJ começou a tocar em clubinhos e festas de Nova York e acabou conhecendo e trabalhando com meio mundo que circulava em torno da cena disco norte-americana do final dos anos 1970.

Pois Strauss chega ao Brasil nesta semana. Toca em São Paulo (nesta sexta, na Trackers; infos aqui) e no Rio (sábado, em casa na rua Sacadura Cabral, 145; infos aqui).

Ele acaba de lançar uma faixa pelo projeto A/jus/ted, formado junto com Teddy Stuart.

A passagem de Strauss é organizada pela dupla Selvagem (Augusto Trepanado + Millos Kaiser), responsável por uma das festas mais quentes de SP. Disco, house, raridades: dá para esperar tudo isso de uma noite Selvagem. A dupla, inclusive, fez uma ótima mixtape para o não menos ótimo Beats in Space, do Tim Sweeney. Dá para ouvir aqui.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013 música | 13:46

O novo Daft Punk

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Consegue imaginar a cena: estamos em 1979 no Studio 54 e Michael Jackson chega de repente e começa a cantar uma das faixas de “Off the Wall” e todo mundo na pista dança feliz da vida?

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Cultura pop | 13:11

"Mad Men" volta ao Brasil – o sonho acabou

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Com o descanso de “Homeland”, “House of Cards” e “Downton Abbey”, é mais do que bem-vinda a volta de “Mad Men” – a sexta temporada da série já teve três episódios exibidos nos EUA; no Brasil, o primeiro e o segundo episódios vão ao ar na segunda (dia 22), às 21h, pela HBO.

Prepare-se. Enquanto a quinta temporada foi (com pontuais exceções) como um passeio colorido embalado pelas descobertas e sonhos dos anos 1960, esta sexta temporada (pelo menos o que nos indicam estes primeiros episódios) será como um baque que joga os personagens em um buraco escuro. O sonho acabou.

Na (ótima) quinta temporada, vimos divertidas viagens de LSD; uma Peggy mais confiante, crescendo profissionalmente e mudando de agência; Don Drapper firme e apaixonado pela mulher; Megan engrenando carreira de atriz. Mas, no finalzinho do último episódio, tivemos um indício do que viria – Don está num bar quando uma mulher aparece e pergunta: “Você está sozinho?”.

Corta para a sexta temporada. Don e Megan estão no Havaí. Enquanto Megan dança, se diverte, dá autógrafo, Don permanece calado (solta a primeira palavra vários minutos após o início do episódio). E retoma memórias da infância e da guerra.

Aparentemente, nada acontece nestes primeiro e segundo episódios. Há pouquíssima ação. Mas tem muita coisa acontecendo. A morte está ali, rondando. Há um vazio existencial sufocante, falta de perspectiva, traições, personagens querendo ser/ter o que não são/têm.

Vou parar por aqui para não entregar muito. Este início de sexta temporada não é de digestão fácil. Mas mostra por que “Mad Men” é uma série única na TV – ainda bem.

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quinta-feira, 18 de abril de 2013 música | 14:01

O manifesto Savages

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Furiosa, concisa, direta. São virtudes que acompanham a banda Savages, nome que está crescendo pouco a pouco e que, se o mundo for justo, deve se tornar bem conhecido ainda neste ano.

Jehnny Beth em show do Savages no Coachella - foto: Getty Images

Já vimos aqui as ótimas “She Will” e “Husbands”. Agora aparece o vídeo de “Shut Up”, faixa que abrirá “Silence Yourself”, o disco de estreia que sai em 6 de maio.

“Shut Up” foi dirigida por Giorgio Testi (que já trabalhou com Oasis, Richard Ashcroft e Tinie Tempah) e começa com a vocalista Jehnny Beth recitando uma espécie de manifesto que está na capa do álbum.

Em entrevista à “Dazed & Confuzed” (a edição de maio da revista trará material com o Savages), Jehnny explica como surgiu a música:

“‘Shut Up’ é autoafirmativa. Foi escrita em um momento em que estávamos lutando para nos afastarmos dos ‘money-makers’ e tentando nos cercar das pessoas certas. Sabe essa ideia de a indústria da música estar em crise? Nós não nos relacionamos com bandas de dez anos atrás, porque dez anos atrás as bandas vendiam discos. E isso é perfeito para os ‘money-makers’, porque eles podem dizer para as novas bandas: ‘Se você não fizer essa entrevista, se você não fizer essas fotos, se você não for a esse programa de TV, se você não ganhar esse prêmio, então você não vai vender nenhum disco’. Eles fazem com que a nova geração seja muito medrosa. Mas a geração mais velha não sabe muito mais do que a gente.”

Abaixo, o clipe de “Shut Up”.

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terça-feira, 16 de abril de 2013 música | 14:03

Basement Jaxx faz festa globalizada

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Enquanto o Daft Punk monopoliza o noticiário com teasers quase diários do disco “Random Access Mmeories” – disco que traz participações de gente com um passado brilhante, como Nile Rodgers (Chic) e Giorgio Moroder (responsável pela espetacular “I Feel Love”) -, o Basement Jaxx reaparece com estardalhaço zero – e olhando para o mundo (e para o futuro).

A dupla inglesa soltou nesta semana “Back 2 the Wild”, faixa novíssima que tem vocais das sul-coreanas Miss Emma Lee e Baby Chay.

O Basement Jaxx estava mais ou menos quieto desde 2009, quando lançou os discos irmãos “Scars” e “Zephyr”. “Back 2 the Wild” mostra a dupla numa espécie de festa globalizada, com K-pop, sopros gravados no Quênia e um eufórico tempero house.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013 Cultura pop | 16:52

Dentro do mundo do Slayer

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“Children of the Grave” é o projeto da fotógrafa Sanna Charles que vai virar livro no meio deste ano.

As imagens registram fãs do Slayer dentro dos shows ou fora deles. Sanna começou o projeto em 2003, no festival europeu Download. Como a apresentação da banda estava atrasaada, ela aproveitou para fotografar o público.

A ideia cresceu, e Sanna chegou a acompanhar turnês do Slayer. Como ela explica no site, as imagens já foram exibidas em cinco países e em algumas revistas e jornais.

Vi aqui.

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música | 13:42

O rock e o pop da banda Vespas Mandarinas

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Há uma promissora nova geração brasileira de bandas de rock/pop que tenta meio que na marra (o que é um elogio) arrumar espaço em rádios, sites, blogs, TV, festivais. Não sei aonde vão chegar gente como Silva, Holger, Madrid e Tokyo Savannah, por exemplo, mas é bom não ignorá-los.

Um dos nomes mais aptos a cruzar a fronteira (ela ainda existe?) entre o indie e o estabelecido é o quarteto Vespas Mandarinas. Porque o VM tem nas costas um selo bem organizado (Deck), é liderado por um “veterano” do indie-rock nacional (Chuck Hipolitho) e, com o primeiro disco, a banda parece saber equilibrar o lado rock, mais agressivo, e o lado pop, mais melódico.

“Animal Nacional” é o nome do primeiro disco do VM. São 12 faixas produzidas por Rafael Ramos – bem gravadas, limpas, com o vocal bem destacado. Profissional.

Esse equilíbrio entre o rock e o pop me parece bem visível até pela própria distribuição das músicas – o começo do disco é bem pop; do meio para o final, vira uma paulada.

E existe um tom bem anos 1980. “O Vício e o Verso”, por exemplo, tem um cheiro forte de Paralamas do Sucesso. “O Amor e o Ocaso” é uma balada que lembra Titãs – o vocal de Chuck parece com o de Paulo Miklos. “Cobra de Vidro” fica entre o pós-punk e a new wave. “Não sei o Que Fazer Comigo” tem uma letra divertida (“Já fui bom e já tive má fama/ (…) Já li Paulo Coelho/ Já escutei tudo o que era conselho”).

Do meio para o final o disco ganha peso. “A Prova” tem uma bateria bem marcante; já em “Só Poesia” é a guitarra quem comanda; “Um Homem Sem Qualidades” é quase hardcore; “O Inimigo” e “Rir no Final” são bem stoner, pesadas na medida certa.

O legal de “Animal Nacional” é que mostra uma banda que não tem vergonha de ser pop e que sabe como e quando ser pesada. O que não é fácil.

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quinta-feira, 11 de abril de 2013 música | 16:55

Jay-Z x Casa Branca

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Jay-Z e Beyoncé em Cuba - foto: AP

Sério. Como se Coreia do Norte, desemprego, controle de armas não fossem problemas suficientes, Barack Obama teve de se explicar sobre uma música de Jay-Z.

A coisa começou com a recente viagem de Jay-Z e de Beyoncé a Cuba – os dois comemoravam cinco anos de casamento.

Mas devido ao embargo comercial adotado há mais de 50 anos pelos EUA contra o regime cubano, a maioria dos norte-americanos é proibida de viajar àquele país sem uma autorização que é concedida pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Um grupo de deputados republicanos criticou a viagem, dizendo que Jay-Z e Beyoncé estariam sendo usados como propagandistas do governo cubano. A viagem de Jay-Z e Beyoncé criou quase uma crise política nos EUA.

Jay-Z se irritou com os comentários e compôs a faixa “Open Letter”, rap com produção de Swizz Beats e Timbaland. Um trecho da letra diz: “I turned Havana into Atlanta… Boy from the hood/ I got White House clearance… Obama said, ‘Chill you gonna get me impeached/ You don’t need this shit anyway, chill with me on the beach'”.

Em poucas horas, “Open Letter” teve mais de 520 mil audições.

Aí nesta tarde o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, concedeu entrevista coletiva. Um dos repórteres, Donovan Slack, do site Politico, perguntou a Carney se Obama havia falado com Jay-Z sobre a viagem e se o presidente havia dado o OK para que o casal visitasse Cuba.

Carney chegou a brincar: “Acho que nada rima com Treasury”. E continuou: “Estou dizendo que a Casa Branca ou o presidente não têm nada a ver com a viagem de ninguém a Cuba, isso é algo tratado pelo Tesouro. Donovan, é apenas uma canção. O presidente não falou com Jay-Z sobre a viagem.”

O vídeo com a declaração da Casa Branca está abaixo.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 cultura | 14:11

Legado da Copa: na África do Sul, não se sabe o tamanho do rombo

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Este blog esteve na Cidade do Cabo na semana passada para acompanhar o Cape Town Jazz Festival (primeira noite; segunda noite) além de aproveitar para passar pela ótima loja de discos Mabu Vynil. Mas o futebol, e em particular a Copa do Mundo, esteve tão em evidência na viagem quanto a música.

Assim que descobriam que eu era brasileiro, a maioria das pessoas (sul-africanos, moçambicanos, italianos, japoneses etc.) exclamava: 1) Neymar; 2) Vocês estão preparados para a Copa do Mundo?

Estamos preparados? Os sul-africanos, praticamente todos eles, afirmaram, após expressar minhas dúvidas, que, assim como ocorreu com a África do Sul, o Brasil conseguirá preparar tudo até julho de 2014. A questão principal, apontavam, era outra – é depois da Copa. Porque pelo menos para a Cidade do Cabo, o Mundial deixou um legado tanto “do bem” como “do mal”.

Veja o caso do portentoso Cape Town Stadium (capacidade: 55 mil). Custou US$ 600 milhões em dinheiro público e é administrado pela prefeitura da cidade. No Mundial de 2010, recebeu jogos como Uruguai x França, Argentina x Alemanha e a semifinal Holanda x Uruguai. Hoje, é a casa do principal time da cidade, o Ajax Cape Town (outros dois clubes baseados no município,  Santos e Vasco da Gama, jogam em outro local).

Bem, pois o bonito Cape Town Stadium virou uma dor de cabeça enorme para a população da Cidade do Cabo. Porque em jogos do Ajax o estádio nunca tem lotação esgotada, e os times de rugby preferem usar outro local. Uma forma de arrecadação é com os shows (já tocaram ali nomes como Linkin Park, Lady Gaga, U2; Justin Bieber tem apresentação marcada para maio).

Mas, mesmo com os shows, o estádio é deficitário – tão deficitário que não se sabe o tamanho do prejuízo anual.

Reportagem é ilustrada por arquibancada vazia durante jogo do Ajax

Segundo recente reportagem do jornal “Cape Argus”, um estudo que vazou para a publicação mostra um rombo de US$ 33 milhões entre o final de 2009 e fevereiro de 2013. Esses números são contestados pela administração da cidade, que afirma que o prejuízo não ultrapassa US$ 5 milhões por ano – mas nenhum político sabe dizer o valor correto do quanto a cidade gasta com o estádio.

“Aparentemente, apenas poucas pessoas realmente sabem o valor do custo do estádio”, disse Yagyah Adams, membro de um comitê financeiro da cidade e um dos autores do estudo.

Mas a Copa do Mundo trouxe orgulho para os habitantes da Cidade do Cabo. A cidade tornou-se mais limpa, organizada, com transporte público mais eficiente. E o aeroporto (renovado, amplo, bonito, eficiente) faz com que os de São Paulo e Rio pareçam rodoviárias de cidade do interior.

O problema, para a Cidade do Cabo, é o estádio.

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