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Arquivo de maio, 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013 música | 19:51

Mais Disclosure: "F For You" e "Grab Her!"

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Não está fácil acompanhar a movimentação causada pela novíssima dupla Disclosure.

Como escrevi neste espaço, os irmãos Guy (22 anos ) e Howard (19 anos) Lawrence lançam o primeiro disco, “Settle”, na segunda-feira. E além de “White Noise”, “You & Me”, “When a Fire Starts to Burn” e “Latch” (dá para ouvir todas no Soundcloud dos caras), apareceram mais duas faixas do álbum.

Se as quatro músicas anteriores revelavam uma dupla que sabia combinar clima de pista com vocais pop, “F For You” vai ainda mais fundo nesse clima. “F For You” tem no vocal o Howard Lawrence e é hit imediato.

Já “Grab Her!”, outra faixa de “Settle”, foi tocada pelo Zane Lowe na Radio 1 na segunda-feira. “Grab Her!” tem sample do grande J. Dilla. Dá para ouvir por aqui (depois do 1min40).

O ótimo Boiler Room vai receber um set do Disclosure na segunda-feira. Poderá ser visto online.

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segunda-feira, 27 de maio de 2013 música | 16:58

Disclosure: como dois irmãos estão dominando a dance music

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Jessie Ware canta com o Disclosure no Coachella 2013 - foto: Getty Images

Uma banda sabe que tornou-se importante quando passa a ser alvo de discussões apaixonadas. O Disclosure chegou lá.

Disclosure é uma dupla formada pelos irmãos Guy e Howard Lawrence. Os dois são ingleses, de uma cidadezinha colada a Londres, e têm apenas 19 (Howard) e 22 (Guy) anos.

A pouca idade é inversamente proporcional ao tamanho do barulho que o Disclosure está provocando na dance music. Para o Guardian, por exemplo, desde que surgiram Fatboy Slim e Chemical Brothers um nome não causava tanto estrondo na música eletrônica britânica. Mas muita gente joga pedras no Disclosure – alegando, principalmente, que a dupla se aproxima demais do pop e exagera nas músicas com vocais.

O esperto blog Truants até fez um post “in Defence of Disclosure”. O texto do “Guardian” tem o título “Como o Disclosure está reiniciando a dance music”.

Não sei se o Disclosure está reinventando algo, mas eles estão a um passo de se tornarem tão grandes como David Guetta, Deadmau5 e Skrillex. A dupla já trilha um caminho importante para “acontecer”: o mercado norte-americano. Já circulam por clubes do país e chegaram a fechar um dos palcos do Coachella 2013.

O que conta a favor da “dominação” Disclosure é o fato de a dupla pegar o ouvido tanto de quem gosta de eletrônica como de quem ouve rock e pop. Os irmãoes são adorados, por exemplo, pelo veterano das pistas Pete Tong e, pra ficar apenas entre os DJs da  ótima Radio 1, e pelo “roqueiro” Zane Lowe. São noticiados tanto pelo New Musical Express e pela Spin como pelo Resident Advisor.

O que eles fazem enquadra-se dentro do UK Garage, gênero filho da house e precursor do dubstep que fez bastante sucesso no Reino Unido nos anos 1990. Nas músicas do Disclosure encontramos muitos vocais soul, batidas que combinam melodia e energia de pista.

O single “Latch” vendeu mais de 300 mil cópias apenas no Reino Unido. De novo: em uma época em que ninguém compra música, dois irmãos que produzem eletrônica na casa em que moram vendem 300 mil cópias de um single que pode ser encontrado/ouvido/baixado facilmente na internet.

O primeiro disco, “Settle”, sai na semana que vem e traz participações de nomes como Jessie Ware, Eliza Doolittle, Jamie Woon, AlunaGeorge, entre outros.

Enquanto o Daft Punk passa por três estúdios em três cidades diferentes para produzir um disco nostálgico e sem riscos, os irmãos Disclosure produzem música inquieta e contemporânea a partir de laptops e pouca coisa mais. O domínio da dance music deve mudar de mãos.

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segunda-feira, 20 de maio de 2013 cultura | 14:36

Questões sobre a Virada Cultural

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Em novembro de 2005, a primeira Virada Cultural aconteceu em São Paulo com o objetivo de estimular a população a ocupar a degradada região central de São Paulo. Havia cerca de 500 atrações espalhadas por 111 espaços. Dança, cinema, teatro e performances dividiam a programação com a música. Ninguém chutou a quantidade de gente que circulou pelo evento, e a PM comemorou a quantidade ZERO de ocorrências registradas.

Em maio de 2006, a segunda edição da Virada ocorreu pouco depois dos ataques do PCC. O evento, que quase teve de ser cancelado, foi considerado um sucesso, com 1,5 milhão de pessoas circulando entre as cerca de 600 atrações.

Maio de 2013. Dá para nos perdermos nos números: 2 mortos, 5 baleados, 2 esfaqueados, 28 presos, 3.400 PMs, 1.400 homens da GCM, 900 atrações, 4 milhões de pessoas.

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A Virada Cultural cumpre o objetivo inicial, o de estimular a população a ocupar a região central de São Paulo?

Me parece que não. Circulo bastante pelo Centro, e a cada ano as ruas estão cada vez mais ocupadas por lixo, sujeira, viciados, tudo sob a moldura de prédios mal cuidados e abandonados. Durante as noites e aos finais de semana, a vida cessa. Ou seja, a região central de São Paulo continua sofrendo.

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Algumas questões.

– É ótimo que a Virada Cultural leve vida à região central de SP em um final de semana. Mas e nos outros 51 finais de semana?

– É ótimo que a Virada Cultural abra espaço para a comida de rua. Mas não seria mais estimulante para uma cidade como São Paulo ter comida de rua massificada em todos os bairros da cidade e durante todo o ano? Existe um projeto de lei que regulariza a comida de rua em SP, mas não tem previsão de ser votado pelos vereadores.

– É ótimo que a Virada Cultural tenha bons e numerosos shows. Mas não seria mais interessante e democrático dar atenção para outros tipos de arte e entretenimento? A Virada Cultural foi inspirada na Nuit Blanche de Paris. Ali, o foco está na circulação de pessoas por galerias e museus, nas performances artísticas pelas ruas, e não apenas nos shows. A Virada virou um enorme festival de música. Não seria melhor montar uma Virada menor e mais diversificada? Espalhar os grandes shows gratuitos pelo ano inteiro?

A Virada é quase um patrimônio da cidade de São Paulo e sua realização está garantida por lei. Mas é preciso mudar.

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sexta-feira, 10 de maio de 2013 música | 12:37

57 minutos de Savages

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Câmeras inquietas, closes, pouca luz, tom nervoso, palco inexistente.  A dupla de diretores de vídeo D.A.R.Y.L. nos coloca dentro do show especial  do Savages que aconteceu na quinta-feira no clube Ministry of Sound, em Londres.

A apresentação foi montada pelo Creator’s Project, da Vice. Há pouquíssima conversa, apenas uma música atrás da outra, num clima pós-punk sombrio e elétrico.

As quatro garotas Savages formam a banda nova mais quente do mundo. Esses 57 minutos não me deixam mentir.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013 música | 16:51

O rap também chora: chegou o sad rap

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Bem-vindo ao sad rap, o rap triste.

O termo foi criado pelo norte-americano Little Pain (na foto acima), rapper de 21 anos baseado no Brooklyn, em Nova York.

Para Little Pain, ele representa “o lado do rap que não está sendo glorificado. Nós estamos adotando a realidade da luta em vez de tentar mostrar um lifestyle que não é o nosso. Somos tristes e orgulhosos”. Foi o que ele disse ao ótimo blog Pigeons & Planes.

Little Pain acaba de lançar online duas faixas, “SMH (Broke Boys Anthem” (que começa com uma criança chorando muito), e “High Cry”. E se prepara para soltar a mixtape “When Thugz Cry” (quando os valentões choram).

Não é a primeira vez que alguém despeja sensibilidade no rap – Drake é um dos nomes mais bem-sucedidos (e criticados) nos EUA justamente por compor letras intimistas, emotivas -, mas nunca ninguém havia ido tão longe, encarado a choradeira como um modo de vida, como Little Pain. “A realidade é que algumas pessoas nasceram tristes e preferem permanecer tristes”, afirma.

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música | 13:18

12 anos de DFA – O filme

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The Rapture, Juan MacLean, Yacht, Sinkane, LCD Soundsystem, Holy Ghost, Shit Robot, Prinzhorn Dance School, The Crystal Ark. Gente de todas essas bandas/projetos é ouvida em “12 Years of DFA: Too Old To Be New, Too New To Be Classic”, mini-documentário que registra o importante selo DFA.

Mas, mais do que bandas/projetos, a DFA é feita de músicas. “Losing My Edge”, “All My Friends”, “House of Jealous Lovers”, “The City Never Sleeps”, “Psychic City”.  E o filme mostra bem isso, o “DFA sound”, caracterizado principalmente por uma bateria seca (os caras revelam alguns truques).

Em 13 minutos, o documentário resume de forma divertida como funciona o selo. Falta, agora, um documentáro sobre algo que, para mim, é ainda mas interessante do que a DFA: James Murphy.

O cara que criou a DFA é até maior que o selo. Todo o disco-punk não teria acontecido se James Murphy não tivess reunido seus vinis de PIL, Liquid Liquid, ESG e Slits e montado festas em Manhattan e Brooklyn onde misturava tudo isso com Giorgio Moroder e house. E aí ele criou o LCD Soundsystem e fez o manifesto “Losing My Edge” e “All My Friends”. Alguém precisa contar a história de James Murphy.

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terça-feira, 7 de maio de 2013 música | 14:29

NPR: uma rádio pública a serviço da boa música

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Não é o Pitchfork, não é o NME, não é a Les Inrock, não é a MTV. O mais surpreendente local para ouvir/ver música hoje é a plataforma digital de música da NPR, a rádio pública norte-americana.

A NPR é um exemplo de que emissoras públicas podem e devem ser atuantes, relevantes, chamar audiência. Recebe verba do governo, mas mantém-se de pé também graças a doações.

O braço musical da NPR é uma criança – existe há seis anos. Mas em pouco tempo tornou-se ponto obrigatório para bandas que brigam para aparecer, para gravadoras que querem bombar um disco, para medalhões em busca de ar fresco.

Talvez o principal atrativo da NPR Music hoje seja o streaming de discos que estão para sair. A emissora liberou a audição de lançamentos de nomes como Leonard Cohen, She & Him, Ghostface Killah, Suede, Deerhunter,  o espetacular Youth Lagoon, Devendra Banhart, o álbum com faixas que nunca haviam sido lançadas de Jimi Hendrix, a trilha de “Great Gatsby”, Nick Cave, Classixx, Widowspeak etc etc. – isso pra ficar apenas em 2013.

Mas não fica nisso. Além dos programas mais tradicionais de rádio, a NPR transmite shows (ou trechos de shows) – em 2013, com gente como Nick Cave, Stooges, Yeah Yeah Yeahs e tantos outros, inclusive dentro do gigantesco festival South by Southwest.

Recentemente, a emissora soltou entrevistas com gente como Depeche Mode, Vampire Weekend, Iggy Pop, Talib Kweli, Phoenix. Dá para se perder por meses no site da NPR sem se preocupar em achar o caminho de volta.

O Wall Street Journal percebeu esse papel da NPR e dedicou reportagem sob o título The Improbable Rise of NPR Music. O braço musical da NPR tem orçamento anual de US$ 3 milhões. E parte, agora, para incrementar ainda mais a parte de vídeos. Bertis Downs, ex-empresário do  R.E.M., resume como a indústria enxerga a NPR: “Para mim, uma menção na NPR Music é mais valiosa do que uma capa de revista”.

Abaixo, o xx dentro da seção Tiny Desk Concerts.

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sexta-feira, 3 de maio de 2013 Cultura pop | 12:56

Fotógrafo recria cenas de filmes com imagens atuais

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Que ideia sensacional. O fotógrafo Christopher Moloney vai a locais que serviram de locação para filmes e recria as cenas unindo a imagem do longa à paisagem real.

Segundo o próprio site de Moloney, suas imagens podem ser vistas em casas e galerias de países como Reino Unido, canadá, Rússia, Itália, Estados Unidos e Brasil.

"Seven"

"Anos Incríveis"

"De Volta para o Futuro"

"Transformers"

"O Cavaleiro das Trevas Ressurge"

"Os Embalos de Sábado Continuam"

"O Bebê de Rosemary"

"Cocktail"

"Sex and the City 2"

"Intriga Internacional"

Tem muito mais no site de Moloney.

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