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Arquivo de julho, 2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013 música | 14:19

Classixx e uma dance music quase perfeita

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Não é qualquer um que tem o talento de colocar vocais em uma faixa de dance music. Um bom exemplo é a dupla Classixx.

Os dois caras, Michael David e Tyler Blake, parecem transportar para as músicas o clima ensolarado da Los Angeles em que moram. Tempos atrás, os dois soltaram a irresistível “I’ll Get You”, com os vocais de Jeppe. A faixa arrancava gritos nas pistas.

A dupla lança agora o primeiro disco, “Hanging Gardens”, e o primeiro single, “All You’re Waiting For”, mostra como a dupla trabalha bem com vocais – aqui, ficam sob a responsabilidade de Nancy Whang, ex-LCD Soundsystem.

O vídeo da faixa segue abaixo, mas o melhor vem em seguida: o remix de Switch, que retrabalha os vocais, retira um pouquinho do climão house e trasnforma tudo em uma festa disco. Impecável.

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quarta-feira, 24 de julho de 2013 música | 19:39

De São Paulo, a espetacular banda My Name Is Mary

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Não sei quase nada sobre a banda My Name Is Mary. Sei que 1) é um trio; 2) de São Paulo (acho); 3) que vai tocar na Casa do Mancha, em SP; 4) e que tem apenas um ESPETACULAR EP lançado digitalmente.

Às vezes não é preciso muito, apenas uma ou duas músicas para nos darmos conta de que estamos diante de uma banda que tem algo especial, que transforma a crueza em energia pura. É o caso desta My Name Is Mary.

O EP “My Name Is Mary” tem quatro faixas, todas com a mesma atmosfera garage, diretas, mas todas diferentes entre si.

“Mary Wanna Stay High” transporta o espírito punk dos Ramones para 2013; um pós-punk sujo e nervoso impregna  “What’s This All About?”; já “Baby Blu” é quase um lamento cheio de microfonia; e “24 Obsession” finaliza o disco num clima de balada.

Irrepreensível, o EP pode ser ouvido abaixo, e ele será tocado na íntegra no sábado, às 20h, em show na Casa do Mancha, em SP. A R$ 15. Tem que ir.

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música | 13:45

Johnny Marr, por meio do Yeah Yeah Yeahs

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Normalmente não gosto de artista entrevistando artista. Porque em vez de tratar de temas que interessam, esses papos costumam trazer apenas platitudes e confetes. Não é o que acontece na conversa entre Johnny Marr, o eterno guitarrista dos Smiths, e Nick Zinner, guiterrista do Yeah Yeah Yeahs.

Johnny Marr no Coachella 2013 - foto Getty Images

Zinner foi convidado pela Interview a entrevistar Marr. O resultado pode ser lido no site da revista.

A conversa é deliciosa. Não porque Zinner seja um grande entrvistador, mas porque notamos que existe uma admiração mútua entre eles e, principalmente, porque Johnny Marr parece se sentir bem à vontade trocando ideia com um músico como ele, e não com um jornalista.

O autor de riffs inesquecíveis como “How Soon Is Now?” fala com desenvoltura sobre quase toda a vida e carreira. Desde os tempos pré-Smiths até a maneira como passou a gostar de excursionar.

Sobre os Smiths, Marr lembra como as pessoas achavam incorretamente que Morrissey preferiria ficar em casa lendo livros a tocar ao vivo, enquanto o guitarrista adorava sair para tocar pelo mundo. Era o contrário. Marr fala ainda do tempo que tocou com o The The, com o Electronic, da época em que a cena acontecia no Hacienda A entrevista é imperdível.

Marr, prestes a completar 50 anos (em outubro) e que já tocou com um monte de gente, apenas há pouco lançou o primeiro disco solo. “The Messenger” tem 12 faixas e uma das mais legais, “New Town Velocity”, acaba de ganhar clipe.

O ex-Smiths foi ainda um dos destaques do Benicassim, enorme festival que acontece nos arredores de Barcelona. Marr esteve na segunda noite, ao lado de Beady Eye e Primal Scream, e tocou várias faixas dos Smiths, como “How Soon Is Now?”, “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before”, “There Is a Light That Never Goes Out”.

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terça-feira, 23 de julho de 2013 música | 14:26

Grande, Ariana

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A voz que não esconde a ambição e ecoa longe nem parece sair de uma pós-adolescente de aparência frágil como Ariana Grande.

Nascida na Flórida em 1993, Ariana surgiu na Broadway e passou por programas infantis da TV americana. Até que foi mais ou menos descoberta por Scooter Braun, o cara que ajudou Justin Bieber a virar um popstar.

Bem, Ariana está tomando conta das paradas dos EUA. Acaba de lançar o single “Baby I”, que entrou direto na segunda posição dos mais vendidos do iTunes – e repete o sucesso do hit “The Way”.

“Baby I” é uma faixa certeira que lembra bastante os melhores momentos do Destiny’s Child. O primeiro disco de Ariana, “Daydreamin”, sai ainda neste ano.

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sexta-feira, 19 de julho de 2013 música | 16:17

A beleza negra de Lana Del Rey

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A pouco tempo de sua primeira apresentação no Brasil, como uma das atrações do Planeta Terra, Lana Del Rey solta o que pode vir a ser o primeiro single de seu segundo disco.

A música, em versão demo, é “Black Beauty”, balada que não foge ao estilo classudo das músicas do primeiro disco da cantora.

“Black Beauty” é, também, o nome de um dos livros mais famosos de todos os tempos, escrito por Anna Sewell. No Brasil editado como “Beleza Negra”, a história do cavalo negro ganhou também incontáveis versões para o cinema.

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quarta-feira, 17 de julho de 2013 música | 14:05

Yeah Yeah Yeahs 2013: o que o Brasil vai ver

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Cinco faixas do novíssimo “Mosquito”, mais outras 11 dos três discos anteriores. Esse foi o show que o grande Yeah Yeah Yeahs fez na relativamente pequena (800 pessoas) Islington Academy, em Londres, na segunda-feira (dia 15).

Não apenas pelas música em si, mas os shows do Yeah Yeah Yeahs merecem sempre uma atenção especial por causa da performance de Karen O. – como é legal ver uma vocalista que se diverte tanto no palco, diferentemente de 90% de músicos (indies ou não).

O Yeah Yeah Yeahs volta ao Brasil em novembro, para shows dentro do festival Circuito Banco do Brasil (2/11, em BH,  e 9/11, Rio) e como banda de abertura dos Chili Peppers (7/11, SP). Devem tocar por aqui mais ou menos o que foi visto na Islington Academy.

Abaixo, alguns vídeos (em especial de uma versão linda, acústica, de “Maps”).

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sexta-feira, 12 de julho de 2013 música | 13:43

Justin Timberlake – "Take Back the Night"

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Justin Timberlake em Cannes 2013 - foto Getty Images

Música de festa, climão anos 1970, bem Michael Jackson. É “Take Back the Night”, nova faixa de Justin Timberlake, que o próprio soltou nesta sexta-feira.

“Take Back the Night” puxará a segunda parte do disco “The 20/20 Experience”, que chega às lojas em 30 de setembro (a primeira parte saiu em março).

Justin Timberlake segue em turnê pelo mundo neste julho. Hoje e domingo, se apresenta no Wireless Festival, em Londres. Segue com série de shows ao lado de Jay-Z pelos EUA, passa pelo Rock in Rio (15 de setembro) e continua pela América do Norte até o início do ano que vem.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013 música | 16:25

Jay-Z: com Beyoncé, Justin Timberlake e ameaça de terrorismo

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“I’m an outlaw, got an outlaw chick/ Bumping 2Pac, on my outlaw shit”.

São versos de “Part II (On the Run”, música nova de Jay-Z. O trecho é uma referência a 2Pac, o rapper assassinado em 1996 – “outlawz” era o nome do grupo/turma criado por 2Pac.

Mas “Part II” não é apenas para 2Pac – a faixa traz Beyoncé soltando versos como “I don’t care if you on the run/ Baby as long as I’m next to you/ And if loving you is a crime/ Tell me why do I bring out/ The best in you”. “Part II” traz o casal nº 1 da música pop em uma declaração explícita de amor.

“Part II” é um dos pontos altos de “Magna Carta Holy Grail”, o 12º disco do cantor, compositor, produtor, megainvestidor e marido da Beyoncé, Jay-Z.

O disco mostra o poder de Jay-Z. Ele chamou para produzir as 16 faixas do disco um “all star game” de produtores de rap/pop, como Pharrell Williams, Timbaland, Swizz Beatz, The Dream, J-Roc e Hit Boy.

E, para cantar, além de Beyoncé, “Magna Carta Holy Grail” tem convidados como Justin Timberlake, Frank Ocean e Rick Ross. O disco foi pensado para ser um blockbuster – e já é um. O álbum foi distribuído pela Samsung para um milhão de clientes, de graça. A empresa pagou a Jay-Z US$ 5 por cada disco – ou seja, o rapper embolsou US$ 5 milhões apenas com o acordo (e o disco já sai com um milhão de cópias vendidas). Esperto, não?

Jay-Z está entre os cinco caras mais poderosos da música. Como o amigo Kanye West, ultrapassou o universo do rap e virou astro mundial pop. A avalanche midiática de “Magna Carta Holy Grail” incluiu a exibição da capa do disco na catedral de Salisbury, na Inglaterra, onde está a Magna Carta original Catedral Salisbury, na Inglaterra, ao lado da verdadeira Magna Carta (documento do século 13 pelo qual limitava-se o poder do rei britânico).

E continua. Jay-Z iria fazer uma performance no topo do teatro Ed Sullivan, em Nova York, no próximo dia 8. A gravação seria exibida no talk show de Daid Letterman. Mas uma ameaça de terrrorismo obrigou o cantor a cancelar o evento.

“Magna Carta Holy Grail” ainda será muito discutido durante o ano. Abaixo, “Holy Grail”, música que abre o disco e que traz a voz de Justin Timberlake.

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terça-feira, 2 de julho de 2013 música | 12:46

Mayer Hawthorne: do soul ao pop

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Mayer Hawthorne - Foto Getty Images

O grande soulman Mayer Hawthorne retorna com mais um disco, o terceiro, em julho. “Where Does This Door Go” destaca-se em relação aos outros dois álbuns do cantor de Detroit por uma forte razão: enquanto “A Strange Arrangement” e “How Do You Do” foram feitos inteiramente por Mayer Hawthorne, este novo é produzido por um monte de gente.

Pharrell Williams, Greg Wells, Jack Splash e Oak colocam as mãos nas músicas de “Where Does This Door Go”, disco que pretende fazer de Mayer Hawthorne um nome grande no pop.  É uma tentativa do cantor de sair do guarda-chuva “soul” e ampliar o foco (e o público). O próprio Mayer classifica o disco como “Steely Dan meets the Beastie Boys”.

Sobre o disco, sabemos que uma das faixas, “Designer Drug”,  já foi liberada. Outra, “Her Favorite Song”, será o primeiro single – e ganhou um remix perfeito da dupla Oliver. Este remix está mais para Steely Dan.

As duas (além do remix) seguem abaixo.

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