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Arquivo de agosto, 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013 música | 18:02

Covers, covers, covers: Fidlar e Franz Ferdinand

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O Fidlar em show em 2012 - foto Getty Images

Dona da ótima “Cheap Beer”, a banda Fidlar continua a promover o primeiro disco, lançado no comecinho deste ano, com turnês e shows que beiram o caos.

Antes mesmo de gravar o segundo álbum (deve sair no ano que vem, parece), o grupo fechou nova série de shows nos EUA entre o final de setembro e outubro. E, melhor: a banda desconstruiu “Red Right Hand”, classuda faixa do Nick Cave. Ficou bem boa.

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Ainda não ouvi inteiro “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, o disco que o Franz Ferdinand acaba de lançar. Em uma sessão para a boa rádio francesa Oui o quarteto fez um cover de “Oblivion”, hit da Grimes que tocou muito (ainda toca, na verdade) desde o ano passado.

Não ficou tão boa quanto a versão do Fidlar para o Nick Cave, mas é o Franz, banda que quase nunca erra.


Franz Ferdinand – Grimes cover – Session… por radioouifm

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música | 11:53

Bondax: "Giving It All" (Joe Goddard remix)

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Um dos nomes novos mais quentes da dance music de hoje, o Disclosure faz olharmos para outros produtores dessa geração britânica. Um deles é a dupla Bondax.

Formado por Adam Kaye e George Townsend, o Bondax já circula por clubes e festivais do hemisfério Norte (tocaram no Reading no final de semana passado, por exemplo). E prepara uma turnê encorpada que começará no final de setembro. E soltou “Giving It All”, que ganhou um remix delicioso feito pelo Joe Goddard (Hot Chip/2 Bears).

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013 música | 18:43

Single Parents: "Ecstatic Pleasures"

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Tem um cheiro de Sonic Youth a boa faixa “Ecstatic Pleasures”, da banda paulistana Single Parents.

A música aparece em vídeo, abaixo, e faz parte do primeiro disco do grupo, “Unrest” – que pode ser baixado por aqui.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013 música | 17:36

Sundays: do Portishead ao The xx

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As lembranças mais imediatas são The xx e Portishead – o que diz muito sobre esta canadense de Vancouver que atende por Sundays.

O primeiro EP do Sundays, “Of Eros and I”, sai no final de setembro, mas ela já soltou três faixas que estarão no disquinho: “Hope It’s Enough”, “Delicate” e “World We Own”.

O Sundays parece fazer o mesmo uso dos silêncios (e da instrumentação precisa) que o xx, e a voz tem a mesma intensidade contida da de Beth Gibbons. Uma preciosidade.

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música | 16:09

"É Sempre Bom Se Lembrar" – Lucas Santtana

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Lançado no ano passado, o disco “O Deus Que Devasta Mas Também Cura”, de Lucas Santtana, sairá em vinil nesta semana. Uma das melhores faixas do disco, “É Sempre Bom Se Lembrar”, ganhou clipe caprichado estrelado por Tainá Muller.

Gosto especialmente da delicadeza e da melodia pop dessa música. Cada instrumento é usado com a exata economia para não atrapalhar o todo. Uma beleza.

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música | 13:09

Sub Pop revela primeiro contrato assinado com o Nirvana

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O Nirvana nunca deixa de frequentar o noticiário pop, mas os últimos dias estão sendo especialmente movimentados por novidades relacionadas à banda.

Nesta quarta, a Sub Pop, eterna gravadora que impulsionou o Nirvana de Seattle para o mundo, colocou em seu Tumblr o contrato fechado com o grupo. Pelo Nirvana, assinaram Kurt Cobain, Krist Novoselic (como “Chris”), Chad Channing e Jason Everman (Dave Grohl ainda não tinha entrado para o grupo).

No post, a Sub pop diz: “Contrado original do Nirvana com a Sub Pop. Seiscentos dólares bem gastos – não que a gente tinha à época”.

Ainda Nirvana. O terceiro (e último) disco da banda, “In Utero”, completa 20 anos de vida em setembro. Uma série de eventos vai comemorar a data. Entre eles o relançamento do álbum, uma bestialidade que reunirá 70 faixas remixadas, remasterizadas, não lançadas, gravações ao vivo.

O álbum será colocado à venda em várias versões (vinil triplo; três CDs + DVD etc.). O relanlamento inclui ainda uma versão “director’s cut” do clipe de “Heart Shaped Box”. O vídeo foi dirigido por Anton Corbijn e pode ser visto abaixo.

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terça-feira, 20 de agosto de 2013 música | 10:00

Justin Timberlake + Jay Z: parceria improvável que deu (muito) certo

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Confesso que a expectativa não era das mais altas. Show com dois megastars juntos, dividindo o palco – me lembra performances mal ensaiadas feitas para eventos como o Grammy. Mas Justin Timberlake + Jay Z funciona (e muito bem).

Vi o show no Sun Life Stadium (onde jogam os Dolphins), em Miami, na sexta à noite. Foi o último da turnê Legends of the Summer, na qual Justin e Jay Z excursionaram pelos EUA e Canadá em 14 datas.

A turnê tomou o noticiário pop dos EUA nas últimas semanas. Não à toa. Jay Z e Justin não são apenas dois bons músicos – são dois bons músicos estupidamente populares com trajetórias bem distintas (um saiu do gueto, o outro, de programa infantil da TV) que convergem em um ponto comum: um quer conquistar o público do outro.

Jay Z tem nas mãos o exigente fã de rap, majoritariamente masculino; Justin é seguido por uma massa adolescente majoritariamente branca e feminina. É uma união ganha-ganha.

A iniciativa não teria efeito se, no palco, não houvesse entrosamento. Mas é impressionante como a dinâmica flui naturalmente, como se o show fosse de uma banda com dois vocalistas.

Justin Timberlake canta uma faixa: Jay Z participa adicionando vocal. Quando o rapper é o protagonista, Justin acompanha tocando guitarra ou teclado. Ou, quando um dá lugar ao outro no palco, a mudança ocorre de forma quase imperceptível. Em um momento Justin canta “Señorita”; logo em seguida, Jay Z aparece com “On to the Next One”.

Os novos discos de Justin Timberlake e Jay Z podem até não ser pontos altos da carreira dos dois, mas ao vivo a coisa muda de figura. A primeira música da apresentação, “Holy Grail”, de Jay Z, ganha vigor com a combinação de emoção (Justin) e energia (Jay Z).

Os dois vão trocando o protagonismo, tão à vontade que parecem estar brincando num estúdio. Tocam um trecho de “I Want You Back”, do Jackson 5. Na primeira parte do show, a dupla vai mais ou menos se revezando: “Izzo” e “Excuse Me Miss” (de Jay Z), depois “Señorita”, aí “On to the Next One”, que puxa “Like I Love You” e “My Love” (Justin).

Aí entramos na “parte Jay Z”, em que o rapper toma conta do palco por sete faixas. “Jigga What, Jigga Who”, “99 Problems” (esta com Justin na guitarra), “FuckWithMeYouKnowIGotIt” (com a presença de Rick Ross) e o hino “Hard Knock Life” mostram que poucos MCs alcançam o poder vocal de Jay Z.

A “parte Justin” faz do sun Life Stadium um enorme salão de baile. “Pusher Love Girl”, “LoveStoned”, “Cry Me a River”, “Take Back the Night”, “What Goes Around… Comes Around”: o cantor passeia tranquilamente de uma lenta balada a um funk encorpado.

No último quarto do show, os dois voltam a dividir o palco. É emocionante ver Justin cantar (com a ajuda apenas um suave piano) “New York New York” e, em seguida, Jay Z emendar “Empire State of Mind”. Já em “SexyBack”, Justin chama o produtor-cantor Timbaland. Nem precisava. Ou precisava – para notarmos como o brilho de Justin Timberlake no palco ofusca até um cara como Timbaland.

No último show da turnê, o bis é uma celebração, com “Suit & Tie” e (a cafona) “Young Forever”. São 37 músicas (algumas em versões reduzidas) em mais de duas horas de duração. Os dois se separam. Jay Z partirá para uma turnê europeia que começa em outubro (ainda nada de Brasil). O próximo show de Justin Timberlake será no Rock in Rio, em 15 de setembro. O Brasil verá um performer completo.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013 música | 19:28

"Santa Tereza", por um trio norte-americano

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Não faço a menor ideia se o título é referência ao bairro carioca, mas “Santa Tereza” é uma ótima apresentação do trio norte-americano Raccoon Fighter.

A banda é formada por Sean Gavigan, Gabe Wilhelm e drummer Zac Ciancaglini. Rock básico, meio garage, meio sulista. “Santa Tereza” puxa o primeiro disco do trio, “Zil”, que sai em outubro.

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013 música | 16:03

King Krule: rei aos 18 anos

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Não podemos ignorar um cara de 18 anos (faz 19 daqui a alguns dias) que ganha elogios de nomes tão díspares como Beyoncé e Earl Sweatshirt (Odd Future).

Enquanto Beyoncé recomendou uma das faixas de King Krule para seus milhares de fãs no Facebook, Earl Sweatshirt tuitou: “Sim, estou ouvindo o novo disco do King Krule agora e não me importo com nada mais”.

King Krule em show em NY - Foto Getty Images

Mas não chega a ser uma surpresa que King Krule tenha atraído gente tão diferente. Porque, nascido Archy Marshall em 1994, esse inglês não conhece música com as tradicionais divisões de gêneros. Não existe rap, rock, ska, jazz – quer dizer, até existe, mas tudo misturado.

Basta ouvir o novíssimo vídeo de Krule, para “Easy Easy”. O vocal lembra New Model Army (no tom) e Clash (na forma).

Aí pegamos um anterior, “Octopus”. Meio jazz, meio eletrônica. Nem parece o mesmo cara.

“Easy Easy” é a faixa que abrirá “6 Feet Beneath the Moon”, disco que sai no final deste mês. “Octopus” não está entre as 14 faixas – mas Krule colocou no álbum “Out Getting Ribs”, de 2011, que foi tocada no Glastonbury deste ano.

O disco “6 Feet Beneath the Moon” deve mais ou menos agrupa tudo o que King Krule vem fazendo desde 2011, quanto tinha 16, 17 anos. Desde então, pode ser encontrado participando do circuito indie dos EUA e do Reino Unido, protagonizando shows estranhos, soltando músicas e EPs, capitaneando sets de rap e black music em rádios como a ótima Rinse FM, montando parcerias com nomes como Mount Kimbie, preparando mix para o programa da Annie Mac na Radio One.

Na verdade, “6 Feet Beneath the Moon” tem coisas que Krule está fazendo desde os 12 anos, segundo o próprio disse em entrevista à MTV americana. Não é à toa que Beyoncé é fã.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 música | 13:05

Cut Copy e nova psicodelia

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O Cut Copy no Coachella 2011 - foto Getty Images

Há uns dias fiz uma mixtape para o ótimo site Deep Beep. Escolhi faixas que mais ou menos se encaixam dentro dessa nova psicodelia que forma parte boa da música pop sendo feita hoje.

Essa nova psicodelia ganhou um belo gás com o Tame Impala, em 2010. De lá para cá, várias bandas roqueiras mergulharam no clima, de Unknown Mortal Orchestra e Foxygen a Black Angels e Temples.

Os tons psicodélicos não ficam apenas no rock. A eletrônica é terreno fértil (e não estamos aqui falando de psy trance). Dos mais novos, dá para citar James Holden, Youth Lagoon e Beyond the Wizard’s Sleeve (projeto do Erol Alkan).

Tem psicodelia até no rap. Na mixtape pro Deep Beep, coloquei uma faixa nova da parceria entre Med Blu & Madlib, “Burgundy Whip”.

Bem, se estivesse fazendo essa mixtape hoje, incluiria “Let Me Show You”, nova do Cut Copy. A música lembra os tons mais psicodélicos do Primal Scream (referência boa), com toques bem dançantes. Estará no quarto disco da banda australiana.

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