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Arquivo de outubro, 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013 música | 10:52

Lou Reed, Twin Shadow, Hot Chip, Tears for Fears: covers

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Os dois covers que aparecem neste post são de alguma forma surpreendentes.

O que o Tears for Fears faz para “Boy from School”, do Hot Chip, por ser bem diferente do que a veterana banda costuma fazer. É uma versão delicada, até meio tímida (no bom sentido, claro).

Já o Twin Shadow homenageia Lou Reed colocando um clima onírico ao hino “Perfect Day”. Ficou linda.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013 música | 16:06

A nova do Disclosure e um misterioso novo nome da eletrônica

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O ótimo disco “Settle” nem esfriou e a dupla Disclosure aparece com uma nova faixa. Enquanto as músicas do disco possuem uma pegada pop, até pelos vocais usados, esta “Apollo” é bem eletrônica, muito voltada para a pista.

Se nós sabemos bem que os irmãos Guy e Howard Lawrence formam o Disclosure, ficamos no escuro quanto à identidade de Gerstaffelen (não confundir com Gesaffelstein, francês que tocou na tenda eletrônica do Rock in Rio 2013). Não sei nada sobre o Gerstaffelen, apenas que soltou um EP pelo bom selo MOS Recordings e que esta faixa “The Old Villagers” nos remete a uma boa época do techno, ali pelo meio dos anos 1990.

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domingo, 27 de outubro de 2013 música | 15:38

Lou Reed – o anti-herói do rock

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Foto: Getty Images

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Lou Reed morreu neste domingo, aos 71 anos. A triste notícia veio por meio da Rolling Stone. Ainda não se sabe a causa da morte – o agente do cantor, Andrew Wylie, disse ao New York Times que acredita que tenha relação com o transplante de fígado pelo qual Reed passou em maio.

A principal imagem que eu associo a Lou Reed é a de um anti-herói. Dos maiores que o rock já teve.

Como vocalista e combustível do Velvet Underground, Lou Reed nos mostrou que o rock não precisava ter tintas pop nem psicodélicas nem românticas. Lou Reed aproximou o rock do cotidiano urbano, sujo, que não tolera a fraqueza. Fracassados, travestis, prostitutas, larápios: esses eram muitos dos personagens que ilustravam as letras de Lou Reed.

Mas essa paisagem dura e até desesperançosa era desenhada com lirismo e com uma melancolia de cortar o coração. É só ouvir “Sister Ray”, “After Hours”, “Sweet Jane”.

A carreira solo de Lou Reed não foi menos importante. “Walk on the Wild Side” e “Perfect Day” são dois hinos do rock, mas reduzir Reed a esses hits seria um crime. O disco “Transformer” é perfeito; “Lou Reed” tem momentos brilhantes; “Berlin” é daqueles álbuns em que não podemos pinçar canções – é para ser ouvido por inteiro.

Lou Reed não fazia questão de ser simpático, não fazia média, não procurava o caminho mais fácil. Por isso ficou estereotipado como antipático, mal humorado, ranzinza. Pode ser. Mas já li depoimentos que revelam um Lou Reed bem diferente, doce e gentil.

Seja como for, Lou Reed era dos grandes. Uma perda enorme.

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sábado, 26 de outubro de 2013 música | 14:13

Pearl Jam, 23 anos: a banda do momento

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Manter-se atuante e relevante por mais de 20 anos não é para qualquer banda. É o caso do Pearl Jam, grupo nascido em Seattle em 1990 e que sobreviveu ao grunge, ao novo rock, ao disco punk, ao electro-rock. A  tudo.

A banda de Eddie Vedder lançou nesta semana o décimo disco, “Lightining Bolt”. Que entrou direto no topo da parada dos EUA ao vender mais de 166 mil cópias. E que motivou uma “semana Pearl Jam” no programa do Jimmy Fallon.

O ponto é que “Lightining Bolt” não é apenas mais um disco de uma banda que já viu seu melhor anos atrás. O disco é ótimo. Mostra uma banda ainda com muito gás, que se coloca à parte de modas e tendências que guiam o pop rock dos últimos anos.

A “semana Pearl Jam” no Jimmy Fallon foi das melhores coisas que vi no ano. Teve, por exemplo, Chris Cornel fazendo “Footsteps”, Mike McCready e The Roots tocando “Alive”. E, na sexta, o próprio Pearl Jam foi ao programa. Vedder foi entrevistado ao lado de Javier Bardem (fã da banda) e tocaram “Lightning Bolt”. Imperdível.

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sexta-feira, 25 de outubro de 2013 música | 13:04

Omar Souleyman: Cantor sírio de 47 anos vira nova estrela indie

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Um sírio de 47 anos que fez a carreira cantando em casamentos é a estrela indie da vez. Omar Souleyman não apenas está fazendo concorridos shows na Europa e nos EUA, tocando em festivais ao lado de Yeah Yeah Yeahs e My Blood Valentine, como tem disco produzido pelo Four Tet com lançamento pelo poderoso selo Domino (o mesmo de Arctic Monkeys e Franz Ferdinand, entre muitos outros).

“Wenu Wenu”, o disco produzido pelo Four Tet e lançado pela Domino, é feito de sete canções, entre elas “Warni Warni”, que é acompanhada por um vídeo que traduz bem o ritmo da faixa.

Souleyman é um dos artistas mais conhecidos da Síria. Lançou dezenas de discos caseiros (alguns saíram nos EUA pelo pequeno selo Sublime Frequencies), com canções gravadas em festas de casamento. Mas, devido à guerra que atinge o país, o cantor está exilado. “Não há mais música na Síria. A escuridão da guerra tomou conta”, ele disse ao jornal britânico The Indenpendent.

A música de Souleyman se encaixa dentro do dabke, gênero meio “folk rural” bem popular não apenas na Siria mas em outros países do Oriente Médio, do Leste Europeu e na Grécia. Música com ritmo meio alucinante, com letras que tratam de amor e amizade, basicamente. Souleyman, no disco, é acompanhado pelo ótimo tecladista Rizad Sa’id.

“A música de Omar tem a mesma cadência da house e do techno”, disse o inglês Kieran Hebden, o Four Tet, em uma excelente reportagem da “Spin”. Com a ajuda do Four Tet e a estrutura da Domino, a música de Souleyman deixa as festas de casamento na Síria para ganhar o mundo.

 

 

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música | 12:08

“Simpaticona da Boate” – das pistas de SP à República Tcheca

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“Simpaticona/ Simapticona da Boate / Sou superVIP porque dá/ De manhã ela vem te acordar/ Sou superVIP porque dá/ Simpaticona/ De manhã ela vem te acordar/ Cê pede um beijo, ela te dá/ Simpaticona”.

Esse é um trecho da letra de “Simpaticona da Boate”, escrita pelos amigos Claudia Assef e Vitor Angelo com música do Daniel Costa e L_cio.

A faixa já está sendo tocada nas pistas de SP, pela DJ Glaucia ++ (que faz a noite CIO no Lions), e  ganhou remixes de nomes como Mau Mau e Anderson Noise.

Caseira, feita na brodagem, a “Simpaticona da Boate” quer receber tratamento mais profissa – em vinil. Foi aberta uma campanha no Catarse para arrecadar grana para bancar uma prensagem de 300 vinis, na República Tcheca. Cada cota custa R$ 70 e dá direito a um vinil.

Abaixo, um preview da “Simpaticona”.

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013 música | 17:13

Para ouvir: “Reflektor”, o novo disco do Arcade Fire

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Chegou. “Reflektor”, quarto disco do Arcade Fire, já pode ser ouvido por inteiro.

Cada música é ilustrada com a letra e imagens do filme “Orfeu Negro”.

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música | 16:30

O fenômeno “Royals” e o rapper que não entendeu nada

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Selena Gomez, Mayer Hawthorne, The Weeknd e Pentatonix (entre os vários que pintaram por aí), por exemplo, já fizeram covers de “Royals”, a música da neozelandesa Lorde que foi lançada em março mas que está estouradaça no mundo todo (neste outubro chegou ao primeiro lugar da parada de singles dos EUA). E ganhou até um mashup com “Paper Planes”, da MIA.

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Mas o mais inusitado disso tudo que vem acontecendo com “Royals” foi a versão que acaba de ser feita pelo Rick Ross, rapper norte-americano chegado do Jay Z (ele estava no show que vi em Miami do Jay Z com o Justin Timberlake, por exemplo).

A história que está rolando é a de que Ross ouviu “Royals” e curtiu a música principalmente porque há uma referência na letra à luxuosa marca de carro Maybach. Rick Ross é um dos rappers que mais faz letras sobre o lifestyle movido a carrões, mulheres, grana, champanhe etc. (o nome do selo criado por ele é Maybach).

Pois Rick Rosse fez uma espécie de remix de “Royals” em que colocou versos como “Silver Rolls Royce cigarette smokes in it/New fur rug now my dirty boots in ‘em/Flowin’ in the pocket like enrollin’ in a college/Mean as a dean, triple beam well polished/She wanna watch Scandal, I wanna count a handful/Dead presidents sleep in the attic of the mansion”.

A questão é que “Royals” é uma música que faz uma crítica a esse lifestyle celebrado por Rick Ross. “And we’ll never be royals/ It don’t run in our blood/ that kind of luxe just ain’t for us/ we crave a different kind of buzz”, diz o refrão. Um pouco antes: “But every song’s like gold teeth, Grey Goose, trippin’ in the bathroom/Blood stains, ball gowns, trashin’ the hotel room/We don’t care, we’re driving Cadillacs in our dreams/ But everybody’s like Cristal, Maybach, diamonds on your timepiece/Jet planes, islands, tigers on a gold leash”.

Rick Ross, parece, não entendeu nada. Ou não.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013 Cultura pop | 12:40

O verdadeiro Banksy, os falsos Banksys e a esfinge roubada de Banksy

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Banksy é o maior artista vivo? Talvez, como revela a “ocupação” que este inglês está promovendo em Nova York.

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Neste outubro, Banksy realiza uma ação por dia na cidade norte-americana. Pode ser um desenho ironizando uma proibição, uma pichação, um vídeo em que rebeldes árabes matam o Dumbo, uma tiração de sarro com gente pedante, um caminhão que simula um abatedoudo em trabalho chamado “Sirens of the Lambs”, uma performance na qual vendeu por US$ 60 obras originais que no mercado de arte chegam a custar US$ 500 mil; uma escultura que ironiza o McDonald’s, uma parceria com Osgemeos.

Provocador e irônico, o autor do filme “Exit Through the Gift Shop” intervém na paisagem das ruas e mexe com as pessoas. Suas obras repercutem.

Por exemplo, a performance no Central Park, na qual vendeu as obras por US$ 60. Dos 40 trabalhos, Banksy vendeu apenas três, mas a iniciativa movimentou o noticiário. Uma semana depois, três artistas replicaram a ação: montaram uma banquinha no parque e colocaram uma placa: “Fake Banksy”. Cada réplica das obras de Banksy era vendida por US$ 60 e acompanhada de um “certificado de inautenticação”. Dave Cicirelli, George Gross e Lance Pilgrim venderam tudo.

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“(Nossa ação) era idêntica à de Banksy, mas com duas diferenças”, escreveu Cicirelli em seu blog. “A percepção do público mudou. E nosso trabalho não vale nada.” Banksy, em sua performance, havia cutucado o mercado de arte e o valor que colocamos em uma obra. E gerou uma nova performance.

Uma pichação motivou críticas ao inglês. Banksy escreveu “Gueto 4 Life” em um muro no Bronx, acompanhado pelo desenho de um garoto e um mordomo. Alguns moradores do bairro ficaram furiosos. “É uma forma fácil de perpetuar o que as pessoas pensam do South Bronx. É desrespeitoso. Ninguém vem morar aqui porque quer ser gueto”, disse uma moradora.

Na terça (22), Banksy foi ao Queens e montou uma escultura em concreto que é uma réplica da esfinge de Gizé, no Egito. Pois na mesma terça a escultura foi roubada. Segundo o New York Post, um caminhão parou no local e uma mulher pagou 20 homens para colocarem a escultura dentro do veículo. Fãs do artista que estavam no local naquele momento ficaram revoltados, mas a obra foi levada.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013 música | 12:28

Cearense Don L. aparece com o melhor lançamento brasileiro de 2013

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Começa com uma base que remete a trilhas de filmes, com um instrumental lento fazendo sombra para o vocal que desliza macio. Essa é “Morra Bem, Viva Rápido”, que abre a mixtape “Caro Vapor/Vida e Veneno de Don L.”. O clima reaparece em “Doce Dose”, que chega a ser quase uma canção, não um rap.

escrevi neste espaço, quando o rapper soltou o abusado clipe de “Sangue é Champanhe”, que o que mais me chamava a atenção em Don L. era “a versatilidade com que vai de climas mais nervosos a temas quase relaxantes”. Era outubro de 2012. A mixtape “Caro Vapor” reforça essa sensação. (A Vice soltou o material em primeira mão. Dá para ouvir ao final deste texto.)

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O cearense Don L. é parte do grupo Costa a Costa. Em voo solo, o rapper mostra estar com a cabeça aberta e o olhar para a frente. Chamou vários produtores para construírem as bases. Estas fogem do lugar comum, e dão as mãos até para o rock – como em “Cafetina Seu Mundo”, que em 2012 tinha uma versão com sample de Black Keys e que reaparece com uma linha bem roqueira.

A mixtape parte para a festa em faixas que já entregam o que teremos no título: “Rolê dos Loko”, “Depois das 3”, “Beira da Piscina”. Em “Plástico”, ele começa “Oito da manhã, hora dela ir embora/ Jogo fora o amor junto com esse copo de Coca Cola/ Que ela misturou com vodca e algum sintético”.

Em “Slow Jam”, Don L. convida: “Vem tomar um drinque no bar por minha conta/ Vem dançar um slow jam”. Se Wando tivesse feito um rap, soaria mais ou menos assim.

Em “Caro Vapor”, Don L. consegue soar contemporâneo (como em “Gasolina e Fósforo” , que caminha lado a lado com A$ap Rocky) e remete a bons sons do passado, como Bone Thugs N Harmony. Coisa finíssima.

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