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quarta-feira, 2 de outubro de 2013 música | 11:00

Audac e Au Revoir Simone: o (bom) pop enquanto sonho

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“Uh, you girls you drive me crazy/ Uh, you girls you drive me crazy”. É o melhor refrão do ano (pelo menos para mim) este de “Crazy”, do trio de meninas Au Revoir Simone.

“Crazy” está no ótimo “Move In Spectrums”, o terceiro disco da banda nova-iorquina, que acaba de sair. E “Move In Spectrums” pode ser dividido em duas partes, tipo lado A e lado B.

Dá pra dizer que seis das primeiras sete músicas formam o “lado A” de “Move in Spectrums”. São as faixas mais festeiras, “pra cima”, nas quais a bateria eletrônica se impõe sobre os teclados. São os casos de “More Than”, que lembra New Order, da irresistível “Crazy” e da enérgica (e quase pós-uink) “Just Like a Tree”.

O dream pop característico do ARS (vocal quase falado, melodias que parecem flutuar sobre as nuvens) está presente no disco todo , mas no “lado B” ganha um tom mais melancólico. São as quatro últimas faixas do disco (além de “We Both Know”, meio perdida no início do álbum). O romântico e a dor movem com classe “Love You Don’t Know Me” e “Hand Over Hand”. E “Let the Night In” encerra como uma pintura de sintetizadores psicodélicos.

*****

Gostei do disco de estreia da banda curitibana Audac logo de cara porque tem apenas oito músicas (e como a primeira é apenas uma intro de poucos segundos, temos apenas sete músicas cheias). Banda nova, ainda sem história e experiência, tem de lançar disco e fazer shows curtos, ir direto ao ponto, deixar o público querendo mais.

Um ponto que chama a atenção é o fato de o disco ter sido produzido por Gordon Raphael, o cara responsável pelos dois primeiros álbuns dos Strokes. O Audac não tem nada a ver com as guitarras retrô da banda norte-americana, mas dá para perceber uma crueza e certa urgência que Gordon Raphael trouxe para o grupo curitibano.

O dream pop do Audac é construído em cima de teclados, efeitos de guitarra e um vocal feminino doce. O disco surpreende porque muda bastante entre uma faixa e outra. Comeca com a lenta e hipnótica”Distress”, passa pela melódica “Dark Side”, diverte em “Brian May’s Coin”, vira meio Joy Division em “Real Painkiller”. E ‘Back to the Future”, cheia de climas, é música de gente grande.

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Arnaldo Carneiro 02/10/2013 13:00

    Muito bom tem pegada!!! Vida longa para banda!!

  2. 51 Arnaldo Leocadio Lemes Carneiro 02/10/2013 12:43

    Gostei!!! Tem pegada e bastante estilo, vai longe!!!!

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