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quarta-feira, 23 de outubro de 2013 Cultura pop | 12:40

O verdadeiro Banksy, os falsos Banksys e a esfinge roubada de Banksy

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Banksy é o maior artista vivo? Talvez, como revela a “ocupação” que este inglês está promovendo em Nova York.

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Neste outubro, Banksy realiza uma ação por dia na cidade norte-americana. Pode ser um desenho ironizando uma proibição, uma pichação, um vídeo em que rebeldes árabes matam o Dumbo, uma tiração de sarro com gente pedante, um caminhão que simula um abatedoudo em trabalho chamado “Sirens of the Lambs”, uma performance na qual vendeu por US$ 60 obras originais que no mercado de arte chegam a custar US$ 500 mil; uma escultura que ironiza o McDonald’s, uma parceria com Osgemeos.

Provocador e irônico, o autor do filme “Exit Through the Gift Shop” intervém na paisagem das ruas e mexe com as pessoas. Suas obras repercutem.

Por exemplo, a performance no Central Park, na qual vendeu as obras por US$ 60. Dos 40 trabalhos, Banksy vendeu apenas três, mas a iniciativa movimentou o noticiário. Uma semana depois, três artistas replicaram a ação: montaram uma banquinha no parque e colocaram uma placa: “Fake Banksy”. Cada réplica das obras de Banksy era vendida por US$ 60 e acompanhada de um “certificado de inautenticação”. Dave Cicirelli, George Gross e Lance Pilgrim venderam tudo.

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“(Nossa ação) era idêntica à de Banksy, mas com duas diferenças”, escreveu Cicirelli em seu blog. “A percepção do público mudou. E nosso trabalho não vale nada.” Banksy, em sua performance, havia cutucado o mercado de arte e o valor que colocamos em uma obra. E gerou uma nova performance.

Uma pichação motivou críticas ao inglês. Banksy escreveu “Gueto 4 Life” em um muro no Bronx, acompanhado pelo desenho de um garoto e um mordomo. Alguns moradores do bairro ficaram furiosos. “É uma forma fácil de perpetuar o que as pessoas pensam do South Bronx. É desrespeitoso. Ninguém vem morar aqui porque quer ser gueto”, disse uma moradora.

Na terça (22), Banksy foi ao Queens e montou uma escultura em concreto que é uma réplica da esfinge de Gizé, no Egito. Pois na mesma terça a escultura foi roubada. Segundo o New York Post, um caminhão parou no local e uma mulher pagou 20 homens para colocarem a escultura dentro do veículo. Fãs do artista que estavam no local naquele momento ficaram revoltados, mas a obra foi levada.

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