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Arquivo de novembro, 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013 música | 13:28

A nova psicodelia nos traz o Temples

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O Temples no Reading Festival - divulgação

O Temples no Reading Festival – divulgação

A nova psicodelia, que cresceu com o Tame Impala e nos trouxe Unknown Mortal Orchestra e Foxygen, inspirou o último disco do Cut Copy (no rock) e os recentes de James Holden e Youth Lagoon (na eletrônica), vai avançar em 2014.

Uma das bandas mais legais dessa leva é a britânica Temples – até coloquei uma música deles, a pequena joia “Colour to Life”, na mixtape que fiz pro Deep Beep. O quarteto solta o primeiro disco, “Sun Structures”, no começo do ano que vem, pelo bom selo Fat Possum.

Gosto do retrô assumido do Temples. A banda resgata muito da psicodelia dos anos 1960, mas coloca ali no meio um pouco do hard rock dos 1970 e até do britpop. O single “Mesmerise”, que acaba de sair, é uma prova.

O Temples já prepara o terreno para o lançamento de “Sun Structures”. A banda está em turnê pelos EUA, depois vai para Japão e Reino Unido. Nesta semana, fez shows em Nova York, no Bowery Ballroom e no Union Pool. E tocaram “Keep in the Dark” para a Vevo.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013 música | 17:54

Kanye West se compara a Steve Jobs, Michelangelo e diz que será maior do que a Walmart

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Podemos acusar Kanye West de muita coisa, menos de falsa modéstia. Ou de que ele seja um fazedor de média.

Atualmente em concorrida turnê pelos EUA, o rapper e marido da Kim Kardashian foi a um tradicional programa de rap, o Breakfast Club da Power 105.1, e deu uma entrevista na qual:

– se compara a Michelangelo, Steve Jobs, Walt Disney e Marina Abramovic (“Houve apenas um Steve Jobs, e há apenas um Kanye West”; “Como Marina Abramovic, aquilo é uma performance de arte” – sobre o vídeo “Bound 2”);

– diz que será “maior do que a Walmart, que a Louis Vuitton e que a H&M”;

– critica a “Vanity Fair” porque a revista disse que Kate Upton era a nova Marilyn Monroe; (“Kate Upton não é a nova Marilyn; Kim [Kardashian] é”);

– diz que os negros “não têm as mesmas conexões que os judeus”;

– revela que seu próximo disco será tão importante quanto “Born in the USA”.

– afirma que está 10 anos à frente do mundo;

Kanye West diz muito mais (ele até “ordena” aos negros que não entrem numa loja da Louis Vuitton . São 40 minutos de entrevista, que pode ser vista abaixo.

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013 música | 14:26

Bruce Springsteen e a nova “High Hopes”

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Bruce Springsteen no Rock in Rio - Vivian Fernandez

Bruce Springsteen no Rock in Rio – Vivian Fernandez

Chega logo, 2014.

Dono daqueles que talvez foram os melhores shows no Brasil em 2013, Bruce Springsteen solta o 18º disco da carreira em janeiro do ano que vem.

“High Hopes” é um disco novo – mas nem tanto. Das 12 faixas, sete são inéditas, e o restante divide-se entre regravações ou covers (incluindo um do Suicide e um The Saints). Em oito dessas músicas, há a participação do Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine.

O primeiro single é “High Hopes”, cover que Springsteen já havia tocado em meados dos ano 1990. A música ganhou um vídeo, abaixo. Em seguida, as músicas que estarão no disco.

1. High Hopes (The Havalinas)
2. Harry’s Place
3. American Skin (41 Shots)
4. Just Like Fire Would (The Saints)
5. Down In The Hole
6. Heaven’s Wall
7. Frankie Fell In Love
8. This Is Your Sword
9. Hunter Of Invisible Game
10. The Ghost of Tom Joad
11.The Wall
12. Dream Baby Dream (Suicide)

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sexta-feira, 22 de novembro de 2013 cinema, Cultura pop | 13:23

O documentário “Cidade Cinza” e o grafite de São Paulo

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Osgemeos no mural que havia sido apagado

Osgemeos no mural que havia sido apagado

São Paulo é desenhada em duas cores: bege e cinza. O bege dos edifícios antigos e malcuidados, dos neo-clássicos que se impõem como fortalezas, dos shoppings que avançam sem parar. E o cinza do asfalto, dos muros intermináveis – e da tinta que a prefeitura usa para apagar o pouco de cor que ousa se meter nessa paisagem triste.

Na gestão Gilberto Kassab (e iniciativa continuada pelo governo Fernando Haddad), uma equipe terceirizada pela prefeitura de São Paulo passou a se deslocar pela cidade para apagar pixos e grafites. Essa política de higienização urbanística teve como ápice uma ação em 2008, quando foi apagado um mural de 700 metros quadrados entre a avenida 23 de Maio e a ligação Leste-Oeste. Segundo a administração municipal, “por engano”.

O grafiteiro Nunca

O grafiteiro Nunca

O episódio é o centro do documentário “Cidade Cinza”, dirigido por Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo, que já foi exibido no É Tudo Verdade, na Mostra de Cinema de SP e que nesta sexta (22) entra em cartaz em oito cidades (Brasília, Curitiba, João Pessoa, Porto Alegre, Salvador, Santos, São Paulo e Sorocaba).

“Cidade Cinza” não se propõe a mapear toda a produção de grafite paulistana – faz um recorte em torno de uma turma específica, principalmente Osgemeos. E vale a pena não apenas por nos aproximar do universo do grafite e da street art, mas porque revela um pouco mais sobre nossa relação com uma metrópole.

“O grafite é o único meio para os jovens falarem. Os jovens estão muito calmos hoje em dia”. A declaração é d’Osgemeos – e é quase premonitória, já que anterior às manifestações de junho de 2013.

Agente contratado pela prefeitura apaga grafite em SP

Agente contratado pela prefeitura apaga grafite em SP

O grafite é coisa séria em São Paulo – parece que só a prefeitura ainda não entendeu isso. Osgemeos é um nome estabelecido no mercado de arte (representado pela Fortes Villaça); Nunca é chamado para fazer murais da Inglaterra à Art Basel de Miami etc. “O grafite ajuda a  compor a cidade, o caos da cidade, e isso é algo positivo”, opina o crítico de arte Fabio Cypriano no documentário.

Talvez o principal acerto do filme não esteja nas cenas dos grafiteiros, mas quando acompanha a equipe encarregada de apagar os grafites. São trechos quase surreais de tão absurdos. Não há nenhum critério – os homens decidem o que apagam ou não de acordo com o que acham “bonito” ou “feio”. “Apagamos o que achamos que é feio. Isso aqui é arte? Isso não é arte!”, brada um dos agentes. E joga tinta cinza sobre um desenho.

O que aconteceu com o painel apagado é emblemático de como o poder público de São paulo enxerga a cultura de rua – após alguns meses, o mural foi restaurado. Com verba não da prefeitura, mas da Associação Comercial de São Paulo. A prefeitura entrou depois que a obra foi terminada. “Muito bonito”, diz Gilberto Kassab, com certo constrangimento, em meio a repórteres e assessores.

Um dos agentes da prefeitura diz o óbvio: “Eles (os grafiteiros) pintem, a gente apaga. Mas estamos enxugando gelo”. O grafiteiro Ise resume: “Em São Paulo é muito fácil pintar. Só não pinta quem não quer”.

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terça-feira, 19 de novembro de 2013 música | 11:57

Neneh Cherry retorna com ajuda do Four Tet

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Nene Cherry em show na Escócia - Getty Images

Nene Cherry em show na Escócia – Getty Images

Tudo bem que a Neneh Cherry lançou discos e excursionou com projetos meio jazzísticos como o Cirkus e o The Cherry Thing, mas disco solo dela mesmo não vem faz tempo – desde 1996.

Essa espera está para acabar – em grande estilo. O quarto disco de Neneh Cherry vai chamar “Blank Project”, terá participação da Robyn e é todo produzido pelo Four Tet (aliás, este 2013 é um ano Four Tet: além do disco próprio, “Beautiful Rewind”, Kieran Hebden foi o produtor responsável pelo ótimo álbum do sírio Omar Souleyman).

O disco da Neneh Cherry sai em fevereiro/2014. A faixa-título já pode ser ouvida. Não tem nada a ver com a clássica “Buffalo Stance” – claro, não estamos mais em 1989 -: vai do hip hop ao jazz a um r&b meio futurista na linha do que faz a Solange Knowles e a um monte de outras coisas. Classe.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013 música | 13:11

Solange e o r&b do século 21

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Solange em show em NY - Getty Images

Solange em show em NY – Getty Images

O aposto “irmã da Beyoncé” ainda aparece em 9 entre 10 textos que tratam de Solange Knowles, mas essa cantora de 27 anos merece ser vista com menos condescendência.

Diferentemente da irmã megastar, Solange prefere o r&b ao pop. Mais: prefere fazer um r&b futurista, que olha para a frente, e não apenas recriar antigos sucessos da Motown etc. Pode chamar de “neo soul”, “funk do século 21”, “avant-garde r&b”. Solange está mais próxima de Janelle Monáe do que de Beyoncé.

Solange já soltou dois discos e meio – meio porque “True”, de 2012, é mais um EP do que um disco. Mas é talvez o melhor lançamento, bem diferente dos dois primeiros álbuns. “True” tem, por exemplo, uma pequena joia, “Losing You”.

O noticiário volta a tratar de Solange por dois motivos: 1) ela toca em São Paulo na quinta-feira (dia 21), dentro do Popload Gig, no Cine Joia; e 2) ela é responsável pela ótima coletânea “Saint Heron”, que acaba de sair.

“Saint Heron” reúne 11 novos artistas que trazem o r&b para o século 21. São nomes como Cassie, Jhené Aiko, Starchild e India Shawn. A própria Solange está no disco, com a balada “Cash In”, que está abaixo.

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013 música | 12:48

Lorde – ainda mais dramática

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A Lorde não para.

Que essa neozelandesa de 17 anos coloca uma carga dramática em suas músicas não é novidade – o disco é assim, os shows e aparições em sessões de rádio e TV que estão disponíveis no YouTube nos mostram isso.

Mas a apresentação de Lorde no Dadid Letterman foi além. Os trejeitos, a voz carregada, a teatralidade – parecia até um show de Florence and the Machine. Não que tenha sido ruim.

Abaixo, “Team”, cantada por Lorde no programa do Letterman. Em seguida, a sessão que a cantora fez pro “Live on Letterman”, que sai apenas na internet.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 música | 18:31

Lorde em cover de “Everybody Wants to Rule the World”

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A Lorde não para.

Depois de lançar o ótimo disco “Pure Heroine”, de ter sua “Royals” remixada e remixada, de ser escalada para o Lollapalooza Brasil 2014, a neo-zelandesa de 17 anos solta cover de “Everybody Wants to Rule the World”, clássica faixa do Tears for Fears.

A versão é um dos (talvez o?) principais destaques da trilha de “Jogos Vorazes – Em Chamas”, que estreia nesta sexta-feira no Brasil. Lorde colocou uma carga meio soturna e dramática no lugar da grandiosidade melódica original do Tears for Fears.

Além do cover da Lorde, a trilha tem Of Monters and Men, Santigold, National, Weeknd, Coldplay e vários outros.

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música | 16:16

Lily Allen volta com música pop e feminista

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Lily Allen “voltou” à cena pop há poucos dias, com o cover natalino de “Somewhere Only We Know”, mas a volta mesmo, sem aspas, acontece agora.

A cantora inglesa soltou nesta terça “Hard Out Here”, primeira música do seu terceiro disco – o segundo saiu faz tempo, em 2009.

A música em si não traz nenhuma grande surpresa – a voz de Lily processadada bastante em auto tune, deixa a faixa meio com um monte de outras coisas pop por aí.

Mas sabemos que “Hard Out Here” é uma autêntica música de Lily Allen pela letra, uma ode contra o machismo. Diz o refrão: “Forget your balls and grow a pair of tits/ It’s hard out here for a bitch”. Grande, Lily Allen.

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música | 13:52

Terruá Pará 2013: da tradição à Gang do Eletro, da eletrônica ao rock

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Difícil encontrar banda nacional mais festeira que a Gang do Eletro. E a “Guere Guere” da banda ARK? “A guere guere é a minha gatinha/ A guere guere gosta é mesmo zoar/ A guere guere quando toma uma latinha/ Fica toda assanhadinha e começa a requebrar”. A “Tarja Preta”, do Felipe Cordeiro, grudou na cabeça até do Arnaldo Antunes, que já fez uma versão da música. E “Aparelhagem de Apartamento” é um exemplo de como o rock pode unir temas regionais sem soar caricato.

A Gang do Eletro no Terruá Pará - foto Camila Lima

A Gang do Eletro no Terruá Pará – foto Camila Lima

Gang do Eletro, ARK, Felipe Cordeiro e Molho Negro (a banda que criou “Aparelhagem de Apartamento”) são responsáveis pelos momentos pop/rock/eletrônico do Terruá Pará, projeto nascido em 2006 com a missão de apresentar ao Brasil a “cena” musical do Pará.

Entre aspas porque não sei se dá para chamar de cena. São nomes muito diferentes entre si tanto esteticamente como demograficamente. Mas o fato é que impressiona a quantidade e a variedade de músicos que saem do Pará.

Projetos culturais como o Terruá Pará não são coisa pequena. A primeira edição, a de 2006, apresentou ao Brasil nomes que eram praticamente ignorados fora do Norte do país, como Gaby Amarantos, Dona Onete, Luiz Pardal e gêneros como guitarrada, brega, melody, carimbó.

Felipe e Manoel Cordeiro - foto Camila Lima

Felipe e Manoel Cordeiro – foto Camila Lima

Acompanhei o show desta terceira edição no Portal da Amazônia, área em Belém à beira do rio Guamá, no dia 1º de novembro, a convite dos organizadores. O Terruá Pará e seus mais de 50 artistas desembarcam em São Paulo nesta semana, para shows no teatro do shopping Eldorado, na quarta e na quinta (dias 13 e 14). Mais infos aqui.

O Terruá Pará 2013 tem mais ou menos duas horas de duração. Cada artista canta uma ou duas músicas, acompanhado por um ou mais artistas do projeto. Cantam músicas próprias ou de outros compositores, como Waldemar Henrique da Costa Pereira, homenageado deste ano.

“Se você não gostar de um cara, não esquenta: daqui a pouco ele sai e entra outro, vai mudando”, disse Carlos Eduardo Miranda, o popular Miranda, diretor geral do evento. E é bem isso mesmo.

Molho Negro e Sammliz - foto Camila Lima

Molho Negro e Sammliz – foto Camila Lima

O começo do show é mais introspectivo, com a cantora Nazaré Pereira e o trio percussivo Manari. Pouco depois, sobem ao palco o instrumentista Adelbert Carneiro e o produtor de eletrônica Jaloo. O experimentalismo toma conta. Em seguida, os dois são acompanhados por Sammliz (a vocalista da banda Madame Saatan) e pelo Strobo (banda de rock instrumental).

O show segue então para uma parte mais tradicionalista, mais raiz, na qual entram Luê, Marco André e Arraial do Pavulagem. E aí aparece um samba (!), com o novo Arthur Espíndola e o veterano Toninho Nascimento (este nasceu no Pará, mas ficou conhecido no Rio de Janeiro).

O terceiro terço do show é o meu preferido. Começa com Felipe Cordeiro e a “Tarja Preta”, depois Felipe recebe o pai, o guitarrista Manoel Cordeiro, depois entra a Gang do Eletro e a casa cai, depois Waldo Squash (Gang do Eletro) solta as bases para Renan Sanches e Andinho Farias despejarem “Guere Guere”, depois a banda Molho Negro + a Sammliz injetam rock na noite com “Aparelhagem de Apartamento”, depois a Gang do Eletro volta para “Piripaque” e fazer o chão tremer e depois rola a despedida, com todo mundo no palco, estilo We Are the World”. E acabou.

Abaixo, um vídeo com trechos de alguns dos bons shows deste Terruá Pará.

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