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Arquivo de fevereiro, 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 música | 13:41

O grande Blondie em cover do grande Beastie Boys

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O Blondie com a Lily Allen no NME Awards - Getty Images

O Blondie com a Lily Allen no NME Awards – Getty Images

Rolou na quarta-feira, em Londres, o NME Awards, já tradicional premiação comandada pelo semanário britânico. O Arctic Monkeys levou cinco troféus, incluindo melhor disco por “AM” (merecido, aliás, já que é uma obra-prima), a Lily Allen ganhou como artista solo, o Paul McCartney foi premiado como compositor, as minas do Haim foram escolhidas banda internacional, Damon Albarn ficou com uma menção à constante inovação da carreira etc.

Mas o destaque mesmo foi para o Blondie. A banda da eterna musa Debbie Harry foi homenageada com o prêmio Godlike Genius, dado pela contribuição da banda à música (no ano passado quem ganhou foi o Johnny Marr). E a banda fez um mini-show na O2 Brixton Academy.

Oito músicas foram tocadas: “One Way or Another”, “A Rose By Name”, “Atomic”, “Mile High”, “Sugar on the Side”, “Call Me”, “Heart of Glass” e a dobradinha “Rapture”/”(You Gotta) Fight for Your Right (To Party)”, esta a famosa faixa dos Beastis Boys.

Com uma mistura de pós-punk, disco, new wave e rap, “Rapture” ainda soa muito bem. Mesmo se tivesse feito apenas essa música, o Blondie já teria um bom lugar garantido na história do pop.

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 música | 18:05

The Horrors – “I See You”

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Bem mais dançante e menos lúgrube esta nova música do Horros, “I See You”.

Tocada nesta segunda no programa do Zane Lowe, da Radio 1,  “I See You” é o primeiro single de “Luminous”, disco que sai em maio via XL.

“Nós refinamos o som, e em termos de composição, é o disco que me deixa mais feliz”, disse o vocalista Faris Badwan sobre a música. O baixista Rhys Webb completa: “Queremos fazer música que te faça dançar, que te deixe para cima.”

Tanto por “I See You” como pelo próprio nome do disco, esse quarto lançamento do Horrors deve levar a banda para novos caminhos. Não que precisasse. Gosto bastante do grupo, e o álbum mais recente, “Skying”, é bem bom.

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Cultura pop | 14:47

Discos novos, capas velhas – Rodrigo Maia

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“Inspirado pelo trabalho de designers como Alex Steinweiss, David Stone Martin e Reid Miles da Blue Note, recriei algumas capas de discos modernas usando a estética da época. Esse é um projeto contínuo e uma homenagem.”

Assim o designr brasileiro Rodrigo Maia descreve o projeto New Records Old Covers, no qual ele redesenha capas de discos de nomes como Fleet Foxes, Rollins Band, Jeff Buckley, The National, Black Keys, Mazzy Star e vários outros emprestando a identidade visual de antigos discos de jazz.

Mais aqui.

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música | 13:35

E os Flaming Lips cantaram com a Miley Cyrus

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Flaming Lips e Miley Cyrus. É provavelmente a reunião mais estranha desde que o Ozzy Osbourne cantou “Born to be Wild” com a Miss Piggy.

Ex-estrela infantil que tenta se reinventar como cantora adulta, Miley Cyrus está em turnê pelos EUA com abertura da dupla Icona Pop (a Sky Ferreira também estava na tour, mas teve que sair na semana passada porque se machucou ao cair do palco).

No sábado, no Staples Center, em Los Angeles, Miley surpreendeu os fãs ao chamar ao palco Wayne Coyne e Steven Drozd, da banda Flaming Lips. E a cantora de “Wrecking Ball” disse aos fãs, microfone em punho: “Espero que eu possa inspirá-los tanto quando o Flaming Lips me inspirou e jme encorajou a sempre ser eu mesma e a fazer música porque eu amo e sempre criar algo novo para os fãs. Vocês não entendem o que está acontecendo comigo agora… Estou bem assustada.”

E então Miley e os Flaming Lips cantaram – duas vezes – “Yoshimi Battles the Pink Robots”, música que é uma viagem-sonho da banda de Oklahoma. Estranho, mas não ficou ruim, não.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 música | 15:22

Para o Sun Kill Moon, músicas são como diário

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O norte-americano Mark Kozelek, dono do belíssimo projeto Sun Kill Moon, não é um músico comum. Um exemplo é a recente entrevista que ele deu para a Self-Titled, em que ele comenta cinco influências não musicais.

Não é qualquer cantor que cita como influência o pai. “Meu pai me ensinou a importância de ser humilde. (…) Meu pai vai aos meus shows e pergunta por que os lugares ficam em vizinhanças tão ruins e por que não há tanta gente. Ele me mantém humilde. Eu o amo.”

E também não é nada usual encontrar um roqueiro que aponta a mãe como a melhor amiga. “Nós temos diferenças e há tensão algumas vezes, mas nós nos visitamos muito e é ótimo. Minha mãe tem uma certa estabilidade – uma calma, um jeito gracioso. E ela arrebenta qualquer um nas palavras cruzadas.”

Ainda na entrevista, Kozelek cita uma ex-namorada, Katy, que morreu vítima de câncer em 2003 e inspirou boa parte das músicas do disco “April”, lançado pelo Sun Kill Moon em 2008. “Ela tinha apenas 34 anos. Lutou pela vida como eu nunca havia visto.”

Kozelek é um cantor prolífico – já lançu discos com o próprio nome, com a banda Red House Painters e, ultimamente, como Sun Kill Moon. Sua voz grave, como a de um barítono, fornece uma carga solene a letras que não raro tratam de morte, perda e desesperança – e também de fatos cotidianos que parecem banais.

Recentemente o Sun Kill Moon lançou o sexto disco, “Benji”. São 11 faixas em que aparentemente há apenas um cantor sob um acompanhamento folk, mas há muitas sutilezas escondidas ali. Entra um sopro, depois vêm vozes de apoio, a bateria vai aumentando o ritmo devagar. E as letras são um caso à parte.

Logo pelo título de várias das faixas, percebemos que o clima é o de um diário. “I Can’t Live Without My Mother’s Love”, “I Watched the Film the Song Remains the Same”, “I Love My Dad”, “Ben’s My Friend” e “Richard Ramirez Died Today of Natural Causes” são nomes de algumas das músicas.

Em “Dogs”, que faz referência ao épico de mesmo nome que o Pink Floyd colocou no disco “Animals”, ele canta: “I met a girl named Debra/ she lived on the canal/ She made me eggs in the morning/ she was such a sweet gal”. Em “Micheline”, Kozelek lembra não apenas uma, mas duas mortes: a de um amigo, Brett, morto devido a um aneurisma, e a da avó. “Minha avó/ Ouvi que ela teve uma vida bem dura/ Mas depois que o primeiro marido morreu/ Ela conheceu um cara da Califórnia/ E ele a tratava muito bem.”

Não há muitos discos como “Benji” por aí.

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música | 13:50

Daniel Avery x Audion

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Para ouvir em casa ou no clube? Era (é ainda) uma pergunta bastante usada para classificar música eletrônica. Tanto que nos anos 1990/2000 muitas gravadoras tentavam responder a essa questão lançando compilações de dance music feitas em CD duplo em que cada um dos discos servia para um propósito – tipo “dia” e “noite”.

Essa pergunta não tem razão de existir com a dupla Daniel Avery e Matthew Dear (este sob o nome Audion). Os dois estão soltando algumas coisas juntos.

Primeiro foi Daniel Avery que remixou “Sky”, faixa que está na compilação “Audion X”, que faz uma retrospectiva dos vários EPs e do únicos disco lançado por este projeto do Matthew Dear. “Sky é uma das duas músicas novas da coletânea – a outra é “Motormouth”.

Agora é o Audion que mexe em uma música do Daniel Avery. A escolhida foi “Need Electric”, que está no ótimo primeiro disco do inglês, “Drone Logic”, lançado no ano passado. Para ouvir em casa? Ou cai melhor numa pista? Este remix é para ser ouvido a qualquer hora.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014 Cultura pop | 18:15

“Laranja Mecânica”, “Star Wars”: Arquiteto faz ilustrações de set de filmes

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O arquiteto Federico Babina criou a série “Archiset”, na qual cria ilustrações em que imagina o interior do set de alguns filmes conhecidos. A série tem 17 desenhos.

Kubrick e Hitchcock são os preferidos de Babina (e tem até um Almodóvar).

"Star Wars - Guerra nas Estrelas"

“Star Wars – Guerra nas Estrelas”

"O Iluminado"

“O Iluminado”

"2001 - Uma Odisseia no Espaço"

“2001 – Uma Odisseia no Espaço”

"Playtime - Tempo de Diversão"

“Playtime – Tempo de Diversão”

"Festim Diabólico"

“Festim Diabólico”

"Descalços no Parque"

“Descalços no Parque”

"Na Roda da Fortuna"

“Na Roda da Fortuna”

"Sortilégio do Amor"

“Sortilégio do Amor”

 

"Bonequinha de Luxo"

“Bonequinha de Luxo”

"Intriga Internacional"

“Intriga Internacional”

"Os Tempos Modernos"

“Os Tempos Modernos”

"Um Convidado Bem Trapalhão"

“Um Convidado Bem Trapalhão”

"007 Contra Goldfinger"

“007 Contra Goldfinger”

 

"O Fim da Violência"

“O Fim da Violência”

"Tudo Sobre Minha Mãe"

“Tudo Sobre Minha Mãe”

"Laranja Mecânica"

“Laranja Mecânica”

"Um Corpo Que Cai"

“Um Corpo Que Cai”

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 música | 11:54

Da Espanha, a nova banda Muñeco

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Não sei muito sobre essa nova banda espanhola, Muñeco, e a lembrança mais imediata é o Mogwai, pelas guitarras altas e ferozes que alternam tempos e sensações. Mas esse quinteto tem outras particularidades. Como o Spiritualized e um ou outro toque psicodélico.

A banda já lançou um EP e, parece, está para soltar disco, “Ocurre” ainda neste ano. O  primeiro single apareceu há pouco, com o estranho nome “Triscaidecafobia”. O clipe segue essa linha – e é uma pequena homenagem a “Voyage to the Planet of Prehistoric Women”, do Peter Bogdanovich.

O clipe está abaixo. Em seguida, o bom primeiro EP.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 fotografia | 17:45

Fotógrafo clica reação de amigos ao revelar que está com Aids

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Fotografar parentes e amigos enquanto revela a eles que está com Aids. É esse o contexto aflitivo e intimista do ensaio “I Have Something to Tell You”, de Adrain Chesser.

Chesser fez 46 retratos, que mostram a genuína reação dessas pessoas diante da câmera. “Essas fotos são provavelmente as piores que já tirei de meus amigos, mas são sem dúvida as mais bonitas”, afirma o próprio.

“Ninguém me interrompeu, ninguém se levantou e saiu. Meus amigos foram corajosos e se mostraram dispostos a compartilhar essa experiência intensa comigo”, disse ele em entrevista ao “Huffington Post”.

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música | 14:15

O mundo esquisito e colorido do sueco ceo

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“Wonderland”, do sueco Eric Berglund (que atende pelo nome ceo), é um disco bem curioso e um pouco estranho. Imagine que você está dentro de um filme do Wes Anderson e que nesse filme há uma grande festa a fantasia montada em um parque lindo e florido e que todo mundo nessa festa está chapado. A trilha sonora é este disco.

O disco é curto (oito músicas, 33 minutos), e ouvi-lo do começo ao fim revela-se uma experiência psicodelicamente onírica.

Berglund criou um mundo próprio com alguma melancolia, mas muitas cores e uma paisagem esperançosa. “Me senti como se tivesse aberto a caixa de Pandora” é a primeira frase que ouvimos, pouco antes de começar “Whorehouse”, música que transforma o verão em melodia. É assim tão boa.

As músicas são dominadas por sintetizadores que se combinam com uma certa inocência transmitida pelos vocais – isso fica bem claro em “Harakiri”. Na maior parte, o disco é bem alegre, pra cima. “Mirage” traz uma esquisitice que lembra Animal Collective.

“Wonderland”, a música, tem um clima eufórico não muito distante daquele que encontramos com o Arcade Fire. E “OMG” parece reunir todas as sensações das faixas anteriores em quase seis minutos de duração.

“Wonderland” é tudo isso, e não são muitos os discos que nos tocam dessa maneira.

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