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Arquivo de fevereiro, 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 música | 15:48

Lily Allen solta música inédita por meio do seriado “Girls”

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lilyallen

Tem alguma jovem cantora que escreva letras tão espertamente irônicas e certeiras como Lily Allen?

Aos 28 anos, Lily Allen não lança disco desde 2009, mas não perdeu o jeito para fazer canções que descrevem tão bem relacionamentos e o cotidiano de mulheres de sua idade.

O terceiro álbum sai neste ano, mas além de músicas do disco em si, Lily Allen marca este 2014 com uma faixa inédita que estará em disco do seriado “Girls” (que, permita-me escrever, está numa ótima terceira temporada). “Girls Volume 2: All Adventurous Women Do” chega às lojas na semana que vem, no dia 11, e nos trará, além da Lily Allen, Beck, Miguel, Jenny Lewis, entre outros.

A música de Lily Allen que está na trilha é “L8 CMMR”, que ela liberou via “Rolling Stone” e que pode ser ouvida abaixo.

Em “L8 CMMR”, Lily Allen se confessa apaixonada e brinca com outras garotas: “Olhe para o meu anel/ Você não pode tê-lo.”

Já no primeiro single do disco dela própria, Lile Allen é mais ácida e bem feminista: “Forget your balls and grow a pair of tits/ It’s hard out here for a bitch”, ela canta em “Hard out Here”.

Outra faixa desse disco que já foi liberada é a bem pop “Air Balloon”. Até agora, Lily Allen aparece muito bem neste 2014.

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014 música | 18:19

Documentário recupera história do Big Star, a banda que poderia ter ganhado o mundo

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Brian Eno afirmou: “O primeiro disco do Velvet Underground pode ter vendido apenas 30 mil cópias, mas cada uma das pessoas que comprou o disco formou uma banda”. Essa observação não ficaria fora de lugar se fosse adaptada para o Big Star, e isso fica claro com o documentário “Big Star: Nothing Can Hurt Me”.

Finalmente consegui assistir ao filme, que estreou no South By Southwest em 2012 e foi exibido em circuito (pequeno) nos EUA no meio de 2013. Abrangente, bem pesquisado e tocante, é o tipo de documentário que deve ser assistido por qualquer um que tenha o mínimo interesse em música pop, e não apenas por fãs do Big Star – até porque há no mundo bem poucos fãs do Big Star.

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Em cerca de duas horas, “Nothing Can Hurt Me” viaja dos anos 1960 até 2010, e nos conta com detalhes, por meio de entrevistas e cenas de época, o que aconteceu tanto com a banda como com seus dois principais integrantes, Alex Chilton e Chris Bell. É uma trajetória que começa de maneira curiosa e um tanto irônica.

Adolescente, o vocalista Alex Chilton entrou para a banda The Box Tops. Em 1966, quando tinha 16 anos, o grupo emplacou o hit “The Letter”, que chegou ao topo da parada dos EUA. Mesmo com o sucesso, a banda não durou muito e deixou de existir em 1970. Em Memphis, Chilton encontrou Chris Bell (eles já se conheciam) no estúdio Ardent e Bell o convidou para entrar para sua banda, ao lado de Jody Stephens (bateria) e Andy Hummel (baixo). Estava formado o Big Star.

Para resumir essa história tão bem contada pelo filme, o primeiro disco, “#1 Record”, saiu em 1972, época “pouco produtiva” da música pop. Em 1972, Neil Young lançava “Harvest” e chegava ao topo da parada dos EUA com “Heart of Gold”; John Lennon já tinha se mudado para os EUA com Yoko Ono; os Stones soltavam seu disco mais ambicioso, “Exile on Main St.”; David Bowie se reinventava como Ziggy Stardust; o Led Zeppelin excursionava pelo mundo embalado pelo sucesso estrondoso do quarto disco. Ao final do ano, a “Billboard” listava “The First Time Ever I Saw Your Face”, de Roberta Flack, como a música que dominou 1972. Era esse o mundo que esperava o Big Star.

Com músicas que uniam a perfeição melódica pop com guitarras roqueiras, o álbum tinha tudo para estourar. Até porque em 1973 foi organizada a primeira Convenção Nacional de Críticos de Rock, em Memphis, e o Big Star foi escalado para tocar. No evento estavam vários dos principais críticos norte-americanos, como Lester Bangs (que escreveu que o Big Star estaria lado a lado com um certo Beatles), Nick Tosches, Lenny Kaye, Richard Meltzer e Cameron Crowe.

Mas não aconteceu nada. Principalmente porque estava difícil encontrar o disco. Porque o álbum foi lançado em parceria pelo pequeno selo Ardent com a gravadora Stax, e esta estava à beira da falência. A Stax então vendeu seu catálogo para a grande Columbia, que não se interessou pelo disco do Big Star e escanteou o álbum. Chris Bell ficou inconformado e deixou a banda.

Chilton comandou as gravações do segundo disco, “Radio City”, tão bom quanto o primeiro. Com joias como “I’m in Love With a Girl” e “September Gurls”, saiu em 1974. Mas uma briga entre a Columbia e a Stax colocou o disco num limbo – distribuíram poucas cópias e não foi feita nenhuma promoção.

Outra obra-prima, o terceiro disco, “Third/Sister Lovers”, também teve problemas para ser gravado/lançado/distribuído e saiu apenas em 1978. O mundo havia mudado, a música havia mudado e não havia mais espaço para o Big Star.

*****

Como o Velvet Underground, o Big Star não vendeu nada, mas fez a cabeça de muita gente boa. Yo La Tengo, Placebo, Jeff Buckley, R.E.M., Flaming Lips, Primal Scream, Teenage Fanclub, Replacements, Wilco. A lista de bandas/artistas influenciados pelo Big Star é quase infinita, e o documentário ouve várias dessas pessoas.

Não é qualquer banda que consegue expressar tanta coisa de maneira tão simples e eficiente. Poucas músicas ilustram tão bem uma paixão adolescente sem cair na pieguice como “Thirteen”. A divertida “In the Street” talvez seja a música mais conhecida do Big Star – graças a uma versão do Cheap Trick que serviu de tema para a série “That 70’s Show”.

A inventividade sonora de “Kizza Me” ainda impressiona; “Kangaroo” continua linda de morrer. Só por “Life Is White” e “What’s Goin’ Ahn” o disco “Radio City” merece aplausos. Enfim, é tarefa complicada selecionar faixas de uma banda como o Big Star.

*****

O Big Star até voltou a se apresentar nos anos 1990, com Alex Chilton e Jody Stephens e músicos convidados. Lançaram um disco, “In Space”, mas os que valem mesmo são os três primeiros. Três obras-primas do rock, redescobertas por “Nothing Can Hurt Me”.

Chris Bell morreu num acidente de carro em 1978 (ele tinha 27 anos); Alex Chilton morreu em 2010, vítima de ataque cardíaco. Também em 2010, Andy Hummel foi levado por um câncer. O único integrante ainda vivo que fez parte da formação original da banda é Jody Stephens. Abaixo, o trailer do documentário.

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música | 12:58

O(s) show(s) secreto(s) de Prince em Londres

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“A shock show” e “has taken London by storm” foram alguns dos termos usados para descrever o show surpresa de Prince na terça à noite, em Londres. A apresentação, curta, de cerca de uma hora, foi feita no Electric Ballroom, casa de pequeno porte no bairro de Camden.

A passagem de Prince por Londres não está nada convencional. Durante o dia, fez uma coletiva de imprensa mais ou menos secreta na casa da cantora Lianne La Havas. Ali ele tocou duas faixas.

Depois sua empresária soltou no Twitter que Prince faria à noite uma apresentação especial no Electric Ballroom. Uma pequena multidão foi à porta da casa.

O show começou à meia-noite, mas apenas para convidados. Segundo quem conseguiu entrar, essa primeira parte da apresentação foi vista por apenas 75 pessoas -> escreve o @stephenbudd: “THIS is literally how many people were at #Prince @EBallroomCamden 2nite. 75…. I counted them…”

Foto do @stephenbudd

Foto do @stephenbudd

Essa primeira parte durou meia hora. Então abriram as portas para os fãs e cerca de 300 pessoas entraram na casa. Prince tocou mais algumas faixas, com a banda 3rdeyegirl (formada por Prince e três mulheres).

As músicas tocadas:

“Guitar”
“Plectrum Electrum”
“PretzelBodyLogic”
“Funk N Roll”
“Play That Funky Music (cover, Wild Cherry)”
“I Could Never Take the Place of Your Man”
“I Like it There”
“Cause and Effect”

Não para por aí. Prince voltará a tocar em lugares “icônicos” de Londres, como ele mesmo disse. Tudo para promover o disco “Plectrum Electrum”. E os shows terão ingressos a US$ 10. Sim, 10 DÓLARES. Abaixo, trecho de “I Like it There”.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 música | 11:57

Jaloo e a versão tecnobrega de “Wrecking Ball”, da Miley Cyrus

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Mais da nova música eletrônica brasileira.

O DJ/produtor Jaloo já foi citado neste blog pela participação no Terruá Pará, projeto que pretende mostrar ao Brasil a diversidade da música feita no Pará, tanto por novos artistas como pela velha guarda.

O que me chama a atenção no Jaloo é a capacidade de transformar em universal características musicais de sua terra natal. Usa o tecnobrega e o carimbó, por exemplo, para fazer dance music global, que pode se encaixar sob rótulos como house ou electro. Pode ser tocada tanto numa aparelhagem de Belém como num clube paulistano.

É o caso do  mais recente lançamento de Jaloo. O EP “Bai Bai” nos apresenta a música “Bai Bai”, que é na verdade uma versão tecnobrega/house de “Wrecking Ball”, da Miley Cyrus (a letra é diferente; a melodia é a mesma). Além da versão original, o EP tem sete remixes, entre eles do Uaná System (dupla formada por Luan Rodrigues e Waldo Squash).

A universalidade do Jaloo é nítida também nos outros dois principais lançamentos do paraense. O primeiro, do finalzinho de 2012, foi “Female & Brega”, com remixes de faixas como “Bad Girls” (MIA), “Hyperballad” (Bjork), “Get Outta My Way” (Kylie Minogue) e “I Feel Love” (Donna Summer).

Depois veio “Couve”, em 2013, álbum com covers como “Crimewave” (Crystal Castles), “Diamonds” (Rihanna), “Oblivion” (Grimes) e “Baby” (Gal Costa). De Crystal Castles a Gal Costa – Jaloo não sabe o que são fronteiras.

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