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Arquivo de abril, 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014 música | 19:42

Courtney Rrrrrrrriot Love

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Courtney Love em show em 2013 - Getty Images

Courtney Love em show em 2013 – Getty Images

Courtney Love completará 50 anos no próximo 9 de julho, mas parece uma adolescente cheia de raiva e com gás de sobra na nova “Wedding Day”, que ela soltou hoje.

A faixa vai sair como single ao lado de “You Know My Name”, que ela jogou na rede há poucos dias.

As duas músicas lembram bastante do Hole de “Live Through This”, o bom disco lançado há 20 anos. Em “Wedding Day”, Love grita: “Women are so delicate/ Just remember that I’ll never forget/ And if I see you naked now/ Shut up, I said Noooo!”. Boa, Courtney.

Abaixo, “Wedding Day” e “You Know My Name”.

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segunda-feira, 28 de abril de 2014 música | 15:14

Tiga: “O público não está nem aí se a música é feita com laptop ou guitarra”

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“É mais fácil ser DJ hoje do que quando comecei. Antes costumava ser mais fácil ter uma carreira longa, porque lançava-se uma música e ela durava mais. Se você fizesse um grande disco, ele era ouvido por muito tempo. Hoje não é mais assim. Mas hoje há tanto dinheiro e tanta estrutura, a indústria é tão grande. O ‘business side’ é muito grande, e isso tem suas vantagens.”

Este é Tiga, DJ e produtor que toca hoje (segunda) em São Paulo, no Skol Beats Factory (novo espaço dedicado à música eletrônica). A festa (também com Wehbba, Márcio Vermelho e Elekfantz) teve distribuição de convites, já esgotados.

tiga

Conversei rapidamente com o Tiga por telefone, pouco antes de ele se apresentar em Seattle (tocou em um clube com o Green Velvet) e entre os dois finais de semana do festival Coachella. É sempre bom falar com gente como esse canadense de 39 anos, que tem um conheicmento impressionante de música, entende como funciona o negócio, é inteligente e bem-humorado.

Comentei com Tiga sobre a quantidade absurda de gente que assistiu ao Calvin Harris no Coachella (ele teve o segundo maior público da história do festival) e como a dance music está enorme nos EUA, com a ajuda de DJs como Skrillex, Kaskade, David Guetta etc.. Tiga disse que não se assusta com esse crescimento.

“A música eletrônica está crescendo há alguns anos. Mas o que acontece esses DJs fazem é música pop, música que toca nas rádios. Para mim é até lógico que isso tenha acontecido.”

Tiga vai além. “A realidade é que muitas bandas ou cantores soam velhos hoje, e esse DJs soam como coisas novas. As pessoas não estão nem aí se é música feita com laptop ou guitarra. Se você tem 16 anos, para que ouvir o U2? Eu até gosto deles, mas entendo que um garoto de 16 anos não queira nada com essa banda.”

A discussão é boa, vamos tentar retomá-la em outro post. Porque o Tiga aí com “Fever”. A música – ótima – é uma parceria com o Audion (projeto do Matthew Dear). Foi lançada oficialmente hoje e ganhou alguns bons remixes. Abaixo, a versão original. Depois, o remix do Acid Arab (nome dos franceses Hervé Carvalho e Guido Minisky).

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quarta-feira, 16 de abril de 2014 música | 17:34

De Natal, a banda Far From Alaska e a espetacular “Deadmen”

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farfromalasksa

“Say, whatever you might say/ Will never ever hurt a man/ Who truly faced death”. Os versos que parecem saídos de letras de Nick Cave ou Queens of the Stone Age são de “Deadmen”, música do Far From Alaska, nova banda baseada em Natal (RN).

Embora “Deadmen” pareça música de gente experiente, o Far From Alaska nasceu há pouco. Já lançou apenas um EP, “Stereochrome”, que foi produzido pelo Chuck Hipolitho (Vespas Mandarinas). O primeiro disco, “modeHuman”, sai pela Deck em maio.

Não é apenas por ser um rock bem redondo, em que a guitarra forte que não briga por espaço com o sintetizador, que “Deadmen” mostra-se uma pedrada certeira. Isso é culpa também pela ótima vocalista Emmily Barreto, uma espécie de cria de Joan Jett e Karen O. Nada mal. O vídeo está abaixo.

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terça-feira, 15 de abril de 2014 música | 17:59

O sucesso de Calvin Harris no Coachella prova: nos EUA, a dance music é o novo pop

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Calvin Harris no Coachella 2014 - Getty Images

Calvin Harris no Coachella 2014 – Getty Images

A volta ao vivo do Outkast depois de 10 anos. O show cheio de hits e convidados do Pharrell. A parafernália tecnológica do Muse. A celebração colorida do Arcade Fire. Nada disso foi páreo para um escocês e seu laptop. A apresentação com maior público do Coachella 2014 foi a do DJ/produtor Calvin Harris (foi o segundo maior público DA HISTÓRIA do Coachella, perdendo apenas para o do show conjunto de Dr. Dre e Snoop Dogg com o holograma do Tupac Shakur, em 2012).

Calvin Harris é reflexo da (tardia) chegada da dance music aos EUA. Se a dance music popularizou-se na Europa entre o final dos anos 80/começo dos 90 e no Brasil a partir do início dos anos 00, nos EUA a música eletrônica nunca havia se tornado forte para valer. Isso mudou pouco tempo atrás, com a ascensão de nomes que juntam batidas eletrônicas com melodias pop, como Skrillex, Tiesto, David Guetta, Swedish House Mafia. E aí a dance music (ou EDM, de electronic dance music, como chamam nos EUA) hoje ficou tão ou mais forte do que o rock nos EUA. Até a “Forbes” escreve: “No other festival genre may be bigger business than EDM”.

Não foi à toa que a “New Yorker” usou o DJ Afrojack como ponto de partida para uma extensa reportagem sobre o crescimento da EDM nos EUA, especialmente em Las Vegas – na cidade dominada pelo jogo, os hoteis estão começando a ganhar mais grana com festas do que com os cassinos (o subtítulo da reportagem da “NY” é “Can Las Vegas make more money from dance music than from gambling?”.

A “Rolling Stone” fez uma lista das 50 pessoas mais poderosas da EDM. Entre os 10 mais, há apenas um DJ/produtor (Skrillex). As figuras mais poderosas são agentes de DJs, ou executivos como o comandante da área de EDM da gigante Live Nation, ou organizadores de festivais como Ultra (Miami) e Electric Daisy Carnival (Las Vegas) – cada um desses eventos atrai mais de 300 mil pessoas. A lista mostra que a música eletrônica não é mais coisa de jovens hedonistas, mas um negócio sério (e bastante lucrativo) dominado por corporações.

Diplo no Electric Daisy Carnival 2013 - Getty Images

Diplo no Electric Daisy Carnival 2013 – Getty Images

O próprio uso da sigla EDM é um indicativo do papel que a dance music tomou na América do Norte. Se na Europa (e no Brasil) os DJs e produtores são divididos por gêneros e subgêneros (techno, house, electro-house, dubstep, pós-dubstep etc.), nos EUA tudo e todos se acomodam sob o termo EDM: Skrillex, Calvin Harris, Deadmau5, Diplo, David Guetta. A classificação genérica diminui a rejeição. Fica mais fácil vender.

Mesmo as constantes críticas a respeito do consumo de drogas entre os frequentadores de clubes e festivais de EDM não são suficientes (pelo menos por enquanto) para afugentar investidores ou enfraquecer os eventos. Quando uma agente de segurança ficou ferida em um tumulto na última edição do Ultra Festival, o prefeito de Miami cogitou banir o festival da cidade. Alguns dias depois, desistiu da ideia. Talvez porque lembrou-se que o evento gera cerca de US$ 223 milhões por ano e 1.800 empregos diretos.

A dance music é o novo pop. Até a Disney percebeu. Na semana que vem, a companhia lança o disco “DConstructed”, em que clássica músicas de animações como “O Rei Leão”, “Muppets”, “Os Incríveis” e “A Bela Adormecida” ganham remixes de gente como Armin van Buuren, Kaskade e Axwell, entre outros.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014 música | 19:32

Disclosure – “The Mechanism”

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O Disclosure no Lollapalooza Brasil - Claudio Augusto/iG

O Disclosure no Lollapalooza Brasil – Claudio Augusto/iG

Essa não entrou no set do Lollapalooza Brasil. É “The Mechanism”, faixa do Disclosure em colaboração com o produtor de Liverpool Friend Within.

“The Mechanism” sai pelo selo PMR e chega ao Beatport na terça-feira (15 de abril). E mostra que o Disclosure não erra.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014 música | 14:38

Aldo, Database, Carrot Green, Manara e a nova música eletrônica brasileira

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A dupla Aldo

A dupla Aldo

O SeixlacK, o Soul One, o Bruno Real, o Jaloo. E tem mais gente fazendo boa música eletrônica  no Brasil. Por exemplo, as duplas Aldo e Database.

O Aldo lançou uns dos bons discos brasileiros em 2013, “Is Love”. Algumas faixas do álbum ganharam remixes de nomes como Paulo Bega, Pedro Angeli, Erico Theobaldo. E do Database, velhos conhecidos deste blog. O duo Lucio Morais e Yuri Chix fez uma versão bem festiva para “The City Is Waiting”. Dá para ouvir todo o disco remixed do Aldo no soundcloud; abaixo, segue a versão do Database.

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E para descobrir um pouco mais sobre essa nova eletrônica brasileira um local certeiro são as compilações Hy Brazil produzidas pelo agitador carioca Chico Dub. Acaba de sair o volume quatro da coletânea, com 14 faixas inéditas.

Não espere encontrar hits de pista na compilação. São músicas que nos tocam pelos detalhes, como as diferentes texturas de “Itajam”, surpreendente faixa do Carrot Green, projeto de Carlos Gualda. Os primeiros momentos de “Man, Mytho” indicam uma música eufórica, mas o Manara descontrói o clima em ruídos quebrados. Essa euforia aparece como um tempero em cima das batidas nervosas de “P95G”, do Bruno Belluomini. E a construção climática de “The Borly Dossier”, do No Step (do FZero) não ficaria fora de lugar em um disco do Flying Lotus, por exemplo.

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E tem o duo paulistano Lacozta (Daniel Cozta e L_cio), um dos responsáveis pelo hit “Simpaticona da Boate” (tem festa de lançamento na Sensorial Discos, em SP, em 19 de abril). A dupla embaralha tecno e house em uma sintonia ótima para a pista. Como neste set feito no D-Edge em 31 de dezembro de 2013.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014 música | 17:19

Mais uma do Drake (e com sample de Lauryn Hill)

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drake

Tem algum rapper que produz tanto e com tão boa qualidade como o Drake?

O cara soltou em 2013 “Nothing Was the Same”, que é não apenas um dos bons discos lançados no ano passado, mas uma obra-prima. E mandou várias faixas soltas, como “Days of the East”, “Trophies”, “We Made It Freestyle”, “Girls Love Beyoncé”.

O canadense torcedor do Toronto Raptors apareceu com mais uma nova música, “Draft Day”, na qual tira uma com Jay Z, com Chance the Rapper e cita Jennifer Lawrence. E usa um sample do hit “Doo Wop (That Thing)”, da Lauryn Hill.

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terça-feira, 1 de abril de 2014 música | 14:25

A volta (instrumental) do Jack White

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Jack White no Glastonbury 2010 - Getty Images

Jack White no Glastonbury 2010 – Getty Images

“Lazaretto” é o nome do disco que o Jack White solta em 10 de junho. O segundo álbum solo do guitarrista do White Stripes, do Raconteurs e baterista do Dead Weather sai pelo selo Third Man Records e terá como primeiro single a faixa título (esse single chega no final deste abril).

Se “Lazaretto” enquanto single ainda não chegou, White entrega uma amostra de como será o disco por meio da instrumental “High Ball Stepper”, um blues torto e distorcido bem característico de Jack White.

“Lazaretto”, o disco, terá, além da edição normal em CD e vinil, uma edição limitada que poderá ser comprada apenas pelos assinantes do Vault, serviço da Third Man Recording que oferece produtos exclusivos para os integrantes do grupo. O disco sai em vinil azul e branco, um libreto de 40 páginas com letras e anotações, um pôster-foto e, entre outros caprichos, um 7 polegadas com demos de “Alone in My Home” e “Entitlement”, faixas que estarão em “Lazaretto”.

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