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segunda-feira, 28 de abril de 2014 música | 15:14

Tiga: “O público não está nem aí se a música é feita com laptop ou guitarra”

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“É mais fácil ser DJ hoje do que quando comecei. Antes costumava ser mais fácil ter uma carreira longa, porque lançava-se uma música e ela durava mais. Se você fizesse um grande disco, ele era ouvido por muito tempo. Hoje não é mais assim. Mas hoje há tanto dinheiro e tanta estrutura, a indústria é tão grande. O ‘business side’ é muito grande, e isso tem suas vantagens.”

Este é Tiga, DJ e produtor que toca hoje (segunda) em São Paulo, no Skol Beats Factory (novo espaço dedicado à música eletrônica). A festa (também com Wehbba, Márcio Vermelho e Elekfantz) teve distribuição de convites, já esgotados.

tiga

Conversei rapidamente com o Tiga por telefone, pouco antes de ele se apresentar em Seattle (tocou em um clube com o Green Velvet) e entre os dois finais de semana do festival Coachella. É sempre bom falar com gente como esse canadense de 39 anos, que tem um conheicmento impressionante de música, entende como funciona o negócio, é inteligente e bem-humorado.

Comentei com Tiga sobre a quantidade absurda de gente que assistiu ao Calvin Harris no Coachella (ele teve o segundo maior público da história do festival) e como a dance music está enorme nos EUA, com a ajuda de DJs como Skrillex, Kaskade, David Guetta etc.. Tiga disse que não se assusta com esse crescimento.

“A música eletrônica está crescendo há alguns anos. Mas o que acontece esses DJs fazem é música pop, música que toca nas rádios. Para mim é até lógico que isso tenha acontecido.”

Tiga vai além. “A realidade é que muitas bandas ou cantores soam velhos hoje, e esse DJs soam como coisas novas. As pessoas não estão nem aí se é música feita com laptop ou guitarra. Se você tem 16 anos, para que ouvir o U2? Eu até gosto deles, mas entendo que um garoto de 16 anos não queira nada com essa banda.”

A discussão é boa, vamos tentar retomá-la em outro post. Porque o Tiga aí com “Fever”. A música – ótima – é uma parceria com o Audion (projeto do Matthew Dear). Foi lançada oficialmente hoje e ganhou alguns bons remixes. Abaixo, a versão original. Depois, o remix do Acid Arab (nome dos franceses Hervé Carvalho e Guido Minisky).

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6 comentários | Comentar

  1. 56 moreira 28/04/2014 20:36

    Basta você ouvir um solo do Led Zeppelin , ACDC, The Who , entre outros , e então criar , do nada, no seu ” laptop’ algo próximo ou parecido . DJS só tocam oque os outros criam , mesmo que seja um funk lixo dos dias de hoje. Não curto funk , mas antigamente sim tinha uns caras chamados RUN DMC que eram os verdadeiros.Tenta fazer um som como PINK FLOYD fez , e dai você pode falar alguma coisa.

  2. 55 Pedro 28/04/2014 19:02

    Tem que comer muito feijão camarada…….

  3. 54 Marcelo 28/04/2014 18:19

    Não fale por mim! Eu acho música de laptop um lixo!
    Veja o funk por exemplo. Agora um Zé Ruela desse que começou agora, falar do U2? Ah tem q lavar a boca e comer muito arroz e feijão. E nunca será um U2. Em 6 meses, fim de carreira! É assim que funciona a música eletrônica. Música eletronica é moda! E toda moda passa!!

  4. 53 Jcerrero 28/04/2014 17:44

    Fazer música no lap top ou na guitarra é a mesma coisa para esta besta que se acha músico e para os seguidores desta porcaria de música eletrônica que não tem pé, cabeça, harmonia ou compasso.

  5. 52 Marco 28/04/2014 17:12

    Só se for ele….Tem que ver a qualidade. Pra quem acha isso de U2, ainda vão dar crédito a ele?

  6. 51 ZE CEJAMES 28/04/2014 16:02

    DJS tocam músicas vazias para cabeças vazias , ou entupidas de ecstasy , e bebidas alcoólicas. U2 para essa juventude é muita coisa , eles não entendem porque não têem sensibilidade para entender. São zumbís vagando pela terra.

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