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Arquivo de setembro, 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014 música | 18:13

Holger – “Café Preto”

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holger

Nem faz tanto tempo que o Holger apareceu para dar uma sacudida no rock indie brasileiro, aproximando brasilidades-guitarras-tons percussivos/festivos.

O primeiro disco saiu em 2010; o segundo, em 2012. E em novembro deste 2014 sai “Holger”, o terceiro álbum, que tem como single “Café Preto”. A música tem o DNA do Holger: quebrada, dançante e com um irresistível clima praiano.

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música | 16:38

Wannabe Jalva – “Miracle”

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wannabejalva

Prestes a lançar o EP “Collecture” e a sair em turnê pelos EUA (tudo em outubro), a banda gaúcha Wannabe Jalva solta o clipe da excelente faixa “Miracle” (que está no EP).

Escrevi que eles “às vezes nos lembram a maluquice do Flaming Lips, às vezes um Pink Floyd tipo ‘The Piper at the Gates of Dawn'”. O clipe também segue nessa linha.

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terça-feira, 23 de setembro de 2014 música | 18:09

Com “Esmeraldas”, Tiê lança disco bonito e marcante

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tie02

A voz de Tiê quase sussurando, em inglês, abre o disco “Esmeraldas”. “Oh my love, my gold/ Can you see my heart, my soul? I know that you dream about it/ Come and find your way/ To remind me everyday/ That I have to compromise” (Oh meu amor, meu ouro/ Você pode ver meu coração, minha alma?/ Sei que você sonha com ela/ Venha e ache o caminho/ Para me lembrar todos os dias/ Que eu tenho um compromisso).

São os primeiros versos de “Goldfish”. E depois de pouco mais de um minuto, uma balada minimalista é transformada em uma peça grandiosa com guitarra, bateria, órgão e violinos. É um dos grandes momentos deste terceiro disco de Tiê e mostra que, se ela queria produzir algo impactante, chegou lá.

Tiê diz que a intenção era fazer um disco “visceral” e “rock”. Isso não quer dizer que ela tenha virado uma PJ Harvey – significa que o disco é personalista, forte e impõe autoridade.

Tiê com Adriano Cintra e Jesse Harris, produtores do disco

Tiê com Adriano Cintra e Jesse Harris, produtores do disco

A voz de Tiê é delicada e suave, e um dos méritos é o de não se sobrepor à música. Nesse sentido, lembra cantoras como Laura Marling e Françoise Hardy.

As letras são um ponto forte. Tiê não tenta catequizar o ouvinte tratando de temas sociais, políticos (não que isso seja um problema em si, mas é preciso um talento mínimo para que uma música não vire uma pregação boba). Os temas aqui são intimistas, banais até – como em “Máquina de Lavar”: “Estendo as roupas no varal/ Separo os tons de colorido e sinto um cheiro bom/ Enquanto eu olho tudo aquilo secar/ Me dá saudade do momento do elevador”.

O arranjo das faixas é elaborado, mas nunca excessivo. Como em “Urso”, com belos vocais interpostos. “Mínimo Maravilhoso” é um rock no estilo Tiê – rápida, com uma bateria marcante – é um clima pop, para cima, que está também em “Par de Ases”. Há ainda órgãos e tons que remetam ao pop doce dos anos 1960, como algumas baladas dos Beach Boys – “Depois de um Dia”, “Meia Hora”.

E tem ainda “All Around You”, a parceria com David Byrne e que encerra o disco. Aqui entra em cena um grande tema, o da privacidade. Mas é tratado com certo humor e doçura. Bonita e marcante, resume bem o que é este disco.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014 música | 17:46

Leo Justi e o funk carioca global

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leojusti

Se o funk carioca foi assimilado pelo mundo, Leo Justi leva o mundo para o funk carioca.

O produtor carioca parece viajar por diversos lugares (Nova York, Miami, Paris, Baltimore, Angola) para incorporar sons e ritmos dentro de uma roupagem funk. Tudo muito dançante e forte.

Justi lança um EP no final de setembro, pelo selo Waxploitation, e a faixa título ganhou um estiloso clipe. Heavy baile nessa porra.

LEO JUSTI_HVY BL NSS PRR from BANDO on Vimeo.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2014 música | 18:34

Sharon Van Etten e Juan MacLean

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sharonvanetten

Saiu há pouco “In a Dream”, novo disco do duo disco-house The Juan MacLean (John MacLean + Nancy Whang).

Ainda não ouvi o álbum, mas a dupla colocou o nome em outra empreitada: um remix de “Our Love”, desconcertante faixa da Sharon Van Etten. Vale muito.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014 cinema, música | 16:21

Documentário “The Punk Singer” deveria ser exibido em escolas

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Kathleen_Hanna

Assisti finalmente ao documentário “The Punk Singer”, lançado nos EUA em 2013 e que retrata a vida da Kathleen Hanna, feminista, ativista e vocalista dos excelentes Bikini Kill, Le Tigre e Julie Ruin.

O filme é um espetáculo não apenas porque reafirma como a música das bandas era/é muito boa mas também por mostrar a luta de Hanna pela igualdade de direitos, principalmente pelo viés do feminismo. É um filme incisivo, esclarecedor e emocionante. Deveria ser exibido nas escolas.

O Bikini Kill surgiu no início dos anos 1990, em Olympia (Estado de Washington), formado por Hanna, Tobi Vail, Kathi Wilcox e Billy Karren. Época em que o Nirvana, que apareceu na mesma região, ajudava a mudar o mundo. As meninas do Bikini Kill mal sabiam tocar seus instrumentos, mas isso pouco importava.

Elas faziam Punk (assim, em maiúscula), com Kathleen Hanna berrando letras que escancaravam o machismo que reinava no mundo do rock e a violência sofrida por mulheres. “Meninas, para a frente do palco! Meninos, para trás!”, costumava gritar Hanna nos shows, para evitar que elas fossem vítimas de socos e pontapés que eram dados pelos mais “valentões”. Era início dos anos 1990, mas o Bikini Kill ainda faz muito sentido hoje, em que a intolerância e o sexismo aparecem por todos os lados (já viu o clipe de “Blurred Lines”?).

Um dos grandes méritos do filme foi ter revelado por que Kathleen Hanna praticamente largou a música em 2005. Como já é de conhecimento público, conto aqui: porque ela sofria da doença de Lyme, que é transmitida por um carrapato e, se não tratada a tempo, causa dores articulares, paralisia e taquicardia – Hanna demorou cinco anos para receber o diagnóstico correto.

(O documentário me fez lembrar de uma briga entre o Beastie Boys e o Prodigy. Lembro que num Reading Festival de anos atrás os BB iriam se apresentar imediatamente antes do Prodigy, que fecharia o palco principal. Durante o show, os caras do BB pediram para o Prodigy não tocar “Smack My Bitch Up”, porque a música poderia incentivar a violência contra as mulheres. E aí durante o show do Prodigy eles meio que tiraram sarro dos BB e tocaram a faixa. E a molecada pulou bastante durante a música, que é escancaradamente ofensiva.)

O filme mostra muito mais (tem depoimentos de Kim Gordon e Joan Jett, por exemplo), desde o nascimento do Riot Girrrl até a recuperação de Hanna, e merece muito ser visto. Em tempos em que a palavra punk tornou-se tão desgastada, “The Punk Singer” coloca algumas coisas no lugar.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014 música | 18:17

Burn, Jimmy Edgar, Burn

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jimmyedgar

É graças a gente como Jimmy Edgar que o tecno continua BEM VIVO.

Este norte-americano nascido em Detroit aprendeu com conterrâneos como Derrick May e Carl Craig que soul, hip hop, house e r&b formam uma receita infalível para criar música eletrônica boa. Seu LP “Majenta”, de 2012, mostrava isso. E JE retorna com o EP “Saline”, com quatro faixas e lançamento em 13 de outubro.

O EP traz “Decalcify”, “Walk Show” e “Who’s Watchin”, mais “Burn”, uma delícia ácida que merece ser ouvida bem alto.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014 música | 17:58

U2 só tem a ganhar com a parceria com a Apple

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Bono em show do U2 na Espanha em 2010 - Jasper Juinen/Getty Images

Bono em show do U2 na Espanha em 2010 – Jasper Juinen/Getty Images

O U2 e a Apple inovaram neste 9 de setembro de 2014. A banda irlandesa usou o evento da empresa norte-americana para anunciar não apenas o 13º disco da carreira, “The Songs of Innocence”, mas também para informar que o disco será distribuido GRATUITAMENTE para todos os usuários do iTunes.

Todos os usuários do iTunes = 500 milhões de pessoas, em 119 países.

Como foi distribuído gratuitamente, não dá para dizer que “The Songs of Innocence” é o disco mais “vendido” da história. Mas dá para dizer que “The Songs of Innocence” é o único disco que tem 500 milhões de “donos” – e isso no primeiro dia do lançamento (claro, descontando que o iTunes não saia do ar etc.).

Para ter ideia do tamanho disso: em toda a história, o U2 vendeu cerca de 150 milhões de discos (de todos os 12 discos que a banda já lançou).

A banda não está jogando dinheiro fora com essa estratégia. Há alguns anos, no programa de TV “The Colbert Report”, o Radiohead foi questionado por Stephen Colbert se eles ganharam mais dinheiro com a estratégia de “pague quanto quiser” durante o lançamento do disco “In Rainbows”, de 2007. O guitarrista Ed O’Brien respondeu: “Nós vendemos menos discos, mas ganhamos mais dinheiro”.

Não é porque o disco foi distribuído de graça que a banda esteja perdendo dinheiro. O U2 só tem a ganhar com a parceria com a Apple. O acordo rendeu provavelmente uma boa grana para os quatro músicos (não foram divulgados valores)- em 2013, Jay Z fez parecido com a Samsung: cerca de 1 milhão de usuários dos aparelhos Galaxy S3, Galaxy S4 e Galaxy Note 2 receberam uma cópia do disco “Magna Carta Holy Grail” gratuitamente (estima-se que Jay Z tenha recebido pelo menos US$ 5 milhões pelo negócio).

E segundo porque são 500 milhões de consumidores que podem ser atraídos para shows, ações de marketing etc. (e a banda ainda se aproxima da geração millenial, que não está acostumada a comprar discos e para quem o U2 é uma banda “ultrapassada”).

Desde “The Joshua Tree “, num longínquo 1987, o U2 está na disputa para ser a “maior banda do mundo”. Parece que voltou a ser.

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música | 16:16

The Cure faz cover de Beatles (com a ajuda do filho do Paul McCartney)

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Sai em 18 de novembro (época perfeita para presentes natalinos) “The Art of Paul McCartney”, compilação enorme com 34 faixas dos Beatles/McCartney em versões de gente como Bob Dylan, The Cure, , Brian Wilson, Chrissie Hynde, Alice Cooper, BB King entre tantos outros (a lista está no final do post).

E tem mais: a caixa deluxe terá mais oito faixas bônus, libreto e DVD com um documentário sobre a realização do projeto, que levou 11 anos para ser feito.

A primeira música a sair do projeto é a versão do Cure para “Hello Goodbye”. A banda foi acompanhada pelo filho de Paul, James McCartney, no teclado.

As músicas de “The Art of Paul McCartney”:

1. Billy Joel – “Maybe I’m Amazed”
2. Bob Dylan – “Things We Said Today”
3. Heart – “Band on the Run”
4. Steve Miller – “Junior’s Farm”
5. Yusuf Islam – “The Long and Winding Road”
6. Harry Connick, Jr. – “My Love”
7. Brian Wilson – “Wanderlust”
8. Corinne Bailey Rae – “Bluebird”
9. Willie Nelson – “Yesterday”
10. Jeff Lynne – “Junk”
11. Barry Gibb – “When I’m 64”
12. Jamie Cullum – “Every Night”
13. Kiss – “Venus and Mars”/”Rock Show”
14. Paul Rodgers – “Let Me Roll It”
15. Roger Daltrey – “Helter Skelter”
16. Def Leppard – “Helen Wheels”
17. The Cure, featuring James McCartney – “Hello Goodbye”
18. Billy Joel – “Live and Let Die”
19. Chrissie Hynde – “Let It Be”
20. Cheap Trick’s Robin Zander and Rick Nielsen – “Jet”
21. Joe Elliott – “Hi Hi Hi”
22. Heart – “Letting Go”
23. Steve Miller – “Hey Jude”
24. Owl City – “Listen to What the Man Said”
25. Perry Farrell – “Got to Get You Into My Life”
26. Dion – “Drive My Car”
27. Allen Toussaint – “Lady Madonna”
28. Dr. John – “Let ‘Em In”
29. Smokey Robinson – “So Bad”
30. The Airborne Toxic Event – “No More Lonely Nights”
31. Alice Cooper – “Eleanor Rigby”
32. Toots Hibbert with Sly & Robbie – “Come and Get It”
33. B.B. King – “On the Way”
34. Sammy Hagar – “Birthday”

“The Art of Paul McCartney” Bonus Tracks:

1. Robert Smith – C Moon”
2. Booker T. Jones – “Can’t Buy Me Love”
3. Ronnie Spector – “P.S. I Love You”
4. Darlene Love – “All My Loving”
5. Ian McCulloch – “For No One”
6. Peter, Bjorn and John – “Put It There”
7. Wanda Jackson – “Run Devil Run”
8. Alice Cooper – “Smile Away”

 

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música | 14:12

Spoon no David Letterman

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Não sei se ouvi um disco rock tão bom neste ano como “They Want My Soul”, do Spoon. E a melhor música do disco foi tocada ao vivo na visita que a banda fez ao David Letterman. Linda.

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