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quinta-feira, 28 de maio de 2015 música | 16:44

A guerra do streaming na música – parte 2

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Com a consolidação do streaming como método de consumo de música, as empresas do setor se mexem para atrair usuários. Como o catálogo de canções de cada serviço é mais ou menos semelhante (entre 30 e 35 milhões de faixas), essas empresas correm atrás de conteúdos não apenas em áudio e não apenas musicais.

A Deezer, por exemplo, aposta na distribuição de podcasts de notícias e enrtetenimento. O Spotify também vai além: os assinantes dos EUA podem acessar podcasts e vídeos de veículos como ESPN, Vice, MTV e Comedy Central, por exemplo. A este blog, o diretor do Spotify para a América Latina, Gustavo Diament, disse que a novidade deve aparecer para os usuários brasileiros nos próximos meses.

Com mais de 60 milhões de assinantes (15 milhões no serviço pago) no mundo, o Spotify está na liderança do mercado de streaming. A plataforma, lançada em 2008, chegou ao Brasil há um ano.

Gustavo DIament, do Spotify

Gustavo DIament, do Spotify

“Continuamos sendo uma empresa cujo ‘core business’ é a música, mas temos a crença de que através de outros conteúdos em áudio e em vídeo consigamos atrair mais usuários e retê-los na plataforma, e, consequentemente, eles consumirão música”, disse Diament sobre a estratégia da empresa.

“Em algum momento o catálogo de músicas foi um diferencial, mas hoje outras empresas têm acordos semelhantes ao nosso. Então o que começamos a fazer é uma migração para curadoria. Uma curadoria humana, com mais de 300 editores pelo mundo fazendo playlists – são mais de 2 bilhões de playlists hoje. Outra é a curadoria com algoritmo. Quanto mais você usa, mais ele te reconhece e faz recomendacões de músicas e artistas. E tem ainda a integração com redes sociais. Não pretendemos que o Spotify seja uma rede social, mas que esteja integrado com Facebook, Tumblr, e-mail, WhatsApp, para que o usuário possa compartilhar música a qualquer momento.”

O Spotify não divulga quantos assinantes possui no Brasil, mas Diament chama a atenção para um tipo de público: “Somos líderes no mercado de streaming no Brasil, mas, mais importante, terminamos esses 12 meses tendo 79% da nossa audiência entre pessoas de 18 e 34 anos. São os millennials, que cresceram sem pagar por música. Estamos trazendo essas pessoas para um serviço legal, que remunera os artistas”, diz o executivo. “E os artistas nos abraçaram. Como o Gilberto Gil e o Roberto Carlos, que colocou toda a discografia dentro do nosso serviço com exclusividade por três meses.”

A briga para atrair (e manter) os usuários não está fraca, e deve aumentar quando a Apple relançar o Beats (o que deve ocorrer nas próximas semanas) e quando o Tidal chegar ao Brasil (ainda sem previsão). E Diament cutuca este último, que tem como acionistas nomes como Jay Z, Beyoncé, Madonna, Daft Punk, entre outros. “Existem pontos diferentes, uma visão de negócio diferente (entre Spotify e Tidal), como a oferta grátis e paga (o Tidal não tem opção de assinatura gratuita). Nós somos feitos por fãs de música e para fãs de música. Não somos feitos por artistas e nem para artistas.”
Mais sobre streaming de música nos próximos dias neste blog
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