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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015 música | 17:37

A dupla Fatnotronic e um disco perfeito para o verão

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chitchat

“É som para o verão. Para ouvir na praia ou na piscina”, conta Phillip A. a este blog sobre “Brazilian Compilation Series Vol. 1”, EP que a dupla Fatnotronic lança em vinil no dia 26 de janeiro (dá para comprar pelo site da Juno).

Phillip é uma das metades do Fatnotronic – a outra é o Gorky, do Bonde do Rolê. A dupla é um dos principais nomes do Brasil a abastecer as pistas com grooves disco, funk e que bebem na música brasileira dos anos 70.

Esta “Brazilian Compilation Series Vol. 1” tem quatro faixas e foi gestada durante um especial que o Fatnotronic fez para a Radio 1 britânica, no programa comandado pelo onipresente Diplo. Daniel T, Tony Adams e Poolside ajudaram a dupla a fazer o mix para a rádio.

O EP traz “Onda”, faixa em que o Fatnotroni e o duo Poolside fazem um rework da música de mesmo nome do Cassiano, além de “Gold and Timber”, do próprio Fatnotronic, “Gravura”, de Daniel T., e “India”, do Tony Adams. Todas usam samples de canções antigas do groove brasileiro.

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 música | 17:29

TV On The Radio, Taylor Swift e o melhor de 2014

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Tunde Adebimpe em show do TV On The Radio - Ethan Miller/Getty Images

Tunde Adebimpe em show do TV On The Radio – Ethan Miller/Getty Images

O TV On the Radio criou (quase) uma obra-prima com “Seeds”. Um disco recheado de músicas tão diferentes entre si mas que fazem todo o sentido ao serem compiladas. Uma banda que nunca se prendeu a estilos constrói aqui um quebra-cabeça formado por peças de rock, funk, punk, noise, disco, pop e soul. E tudo se encaixa. Faixas como “Winter” e “Lazerray” são joias feitas à base de barulho e distorção. “Right Now” é uma das mais festivas músicas do ano. “Careful You” e “Trouble” emocionam, “Could You” é tensa na medida exata e “Ride” é uma mini-ópera-pós-punk. Mesmo que a primeira e a última faixa não correspondam, “Seeds” se sustenta como um disco único neste 2014.

Taylor Swift em show em Los Angeles - Jason Merritt/Getty Images

Taylor Swift em show em Los Angeles – Jason Merritt/Getty Images

E “1989” faz de Taylor Swift o principal nome novo do pop. O disco é também quase perfeito. Nenhuma cantora pop jovem consegue fazer letras tão espertas quanto irônicas como “Blank Space”, “Style” e “Shake It Off”. Os produtores Max martin e Shellback já trabalharam com zilhões de outros cantores, mas é aqui que a dupla consegue finalmente acertar a mão, sem exagerar no processamento da voz e nos beats. “1989” fica lado a lado com outros grandes discos do pop, como “FutureSex/LoveSounds” (Justin Timberlake) e “Like a Virgin” (Madonna).

Esses dois discos lideram minha lista de melhores de 2014, mas ficaram fora da lista das músicas, já que cada um deles teria que entrar com pelo menos três faixas.

Discos
TV On The Radio – “Seeds”
Taylor Swift – “1989”
Young Fathers – “Dead”
Arca – “Xen”
Ty Segall – “Manipulator”
FKA Twigs – “LP1”
Run the Jewels – “Run the Jewels 2”
Woods – “With Light and With Love”
Caribou – “Our Love”
Metronomy – “Love Letters”

Discos nacionais
Racionais – “Cores e Valores”
Tiê – “Esmeraldas”
Gui Boratto – “Abaporu”
Criolo – “Convoque Seu Buda”
Charme Chulo – “Crucificados pelo Sistema Bruto”
Far From Alaska – “modeHuman”
Ruído mm – “Rasura”
SeixlacK – “Seu Lugar É o Cemitério” (EP)
Soul One – “Pulso”
Holger – “Holger”

Músicas
Sharon Van Etten – “Your Love Is Killing Me”
Young Thug – “Danny Glover”
Sisyphus – “Lion’s Share”
Jimmy Edgar – “Burn”
Interpol – “My Desire”
Spoon – “Inside Out”
FKA Twigs – “Two Weeks”
Mac DeMarco – “Passing Out Pieces”
ILoveMakkonnen – “Tuesday”
Beyoncé – “Flawless (Remix)”

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cultura | 13:34

Documentário “O Que É Nosso” faz mais pela cultura de São Paulo do que qualquer iniciativa do poder público

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Saiu há pouco o documentário “O Que É Nosso – Reclaiming the Jungle”, dirigido por Jerry Clode, Murilo Yamanaka and Allyson Alapont. Em pouco mais de 60 minutos, o filme registra como várias festas de rua gratuitas estão ajudando a mudar o cenário melancólico e monocromático da região central de São Paulo.

As festas de rua não são algo novo em São Paulo. Em bairros (principalmente) das zonas sul e leste há eventos abertos de rap, funk, eletrônica há anos. Mas dois fatores ajudam a entender por que essa movimentação de agora é algo relevante.

Primeiro porque fazem com que o centro da cidade ganhe vida noturna e nos finais de semana e sem qualquer tipo de segregação. Moradores de rua, integrantes de movimentos sociais, comerciantes, garçons, enfim, todo tipo de gente se mistura a jovens de classe média que querem se divertir ao ar livre, e não dentro de um clube.

E segundo porque é uma alternativa acessível à caríssima noite paulistana. Frequentar clubes em São Paulo tornou-se algo impossível para quem não pode/não quer gastar menos do que R$ 100 ou quantia parecida em uma noite. Daria para comparar as festas de rua com a comida de rua, mas nessa comparação as festas de rua saem ganhando bem, já que a comida de rua paulistana renasce com uma certa “gourmetização” que a deixa quase tão cara e inacessível como os cardápios dos restaurantes.

Sem restrições estéticas, políticas, econômicas ou sociais, festas como Voodoo Hop, Capslock, Metanol, Free Beats, Selvagem e outras fazem mais pela cultura de São Paulo do que qualquer iniciativa do poder público.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 música | 12:45

O retorno da Aldo the Band: mais profissa, mais dançante

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Das melhores surpresas da música pop esperta feita no Brasil recentemente, a dupla/banda Aldo está para lançar o segundo disco em fevereiro. Duas das faixas que estarão no álbum foram escolhidas para formar o EP “Sunday Dust”.

“Sunday Dust” mostra o Aldo ainda mais dançante do que aquele que está no primeiro disco, “Is Love”, que saiu em 2013. E em um esquema mais profissional – a banda está no selo Ganzã, comandado pelo produtor Dudu Marote e que faz parte da plataforma Skol Music.

“Gravamos o primeiro disco em casa, no quarto da minha mãe. Fizemos as vozes no armário”, conta Murilo Faria, uma das metadas do Aldo (a outra é o irmão André). “Agora tivemos um cuidado maior em vários aspectos, para que cada vez que você ouça, perceba um elemento novo. Deu trabalho, foi difícil, mas é recompensador.”

Murilo e André compõem letras e beats das músicas, mas recebem a ajuda, nas gravações, do baixista Isidoro Snake Cobra e do baterista Érico Theobaldo. E Dudu Marote ajuda a dar foco na empreitada.

“O Dudu não entra como um produtor, é mais um diretor artístico. Ele nos mostrou que o desafio é transformar esse segundo disco maior do que o show. Porque os nossos shows eram bem maiores do que o primeiro disco”, diz Murilo. “E não tem como. A gente pegou um baixista ótimo, o Isidoro, não tem pra ninguém. E o Érico é um excelente baterista, que trouxe muita coisa de eletrônica, nos ajuda a achar timbres. A banda cresce bastante com eles.”

Segundo Murilo, o segundo disco está praticamente pronto. Eles vão tocar no encerramento da semana SIM São Paulo, neste domingo (7), no Cine Joia (mais infos aqui). Em janeiro, pretendem “dormir uns 10 dias seguidos” para depois, em fevereiro, soltar o álbum e sair para shows. Em janeiro ainda deve ser lançado um remix do Database para “Sunday Dust”.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 música | 13:44

A hipocrisia machista de Anitta

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“Vou rebolar só porque você não gosta
Se não quiser me olhar, vira de costas
Você vai ter que aturar
Porque eu vim pra te provocar
E para de falar, blá blá blá”.

Os versos acima são de “Blá, Blá, Blá”, faixa que está em “Ritmo Perfeito”, o mais recente disco de Anitta.

Anitta durante gravação do "Altas Horas" - Crédito: Instagram da cantora

Anitta durante gravação do “Altas Horas” – Crédito: Instagram da cantora

A cantora de “Show das Poderosas” (“Solta o som que é pra me ver dançando/ Até você vai ficar babando”) foi ao “Altas Horas” nesta semana, em um programa que tinha apenas mulheres como convidadas (Anitta, Pitty, Fernanda Paes Leme e outras). A gravação foi na quarta (3); a exibição será no sábado (6).

Em certo momento, quando a conversa seguiu rumo para liberdades sexuais, Anitta soltou: “As mulheres dão muito mais em cima dos homens. Invertem-se os papeis. Então os homens não estão mais interessados. Eles pensam: ‘Vou dar em cima pra quê? Daqui a pouco a fulaninha me dá e vem pra cima de mim’. Isso afasta o homem, que pensa que a mulher está ali para pegar todo mundo”, como relata o Ego.

E continuou: “Não falo nem só da roupa. Eu vejo na noite mulheres ficando com homens porque eles estão pagando bebidas caras. Isso é uma coisa que eu acho estranho, e os homens pensam mal das mulheres. Não ficam interessados em ter mais nada com elas. Não acham legal”.

Aí Pitty entrou na discussão: “É o homem que está errado. Ele não tem que achar nada”, e foi aplaudida pela plateia.

Pouco depois, Anitta voltou: “As mulheres lutaram tanto para ter os mesmos direitos. Conseguiram um salário igual aos dos homens, conseguiram votar, conseguiram emprego. Com tudo isso, chegou uma hora em que a mulher quis tomar conta da situação. Elas acham que podem chegar e pegar 50 numa noite e fazer e acontecer. A mulher acabou querendo tomar o lugar do homem em todas as situações”.

Pitty novamente interferiu: “Nós ainda não temos os mesmos direitos”.

Anitta: “Mas estamos quase lá”.

Pitty: “Quase não é chegar lá. Estamos muito longe ainda”.

O que espanta não são apenas o machismo e a ignorância de Anitta. Machismo: é o homem quem tem de tomar conta da relação; mulher que fica com vários homens é galinha etc. Ignorância: segundo pesquisa do IBGE divulgada em outubro, as mulheres recebem 68% da renda dos homens.

O que chama a atenção é a hipocrisia de Anitta. Ela fez essas críticas às mulheres que “estão ali para pegar todo mundo, (…) fazer e acontecer” enquanto usava um microvestido que realmente merece o prefixo. Não consegui entender Anitta. Talvez a “pessoa Anitta” seja diferene da “funkeira Anitta”, que canta coisas como “Hoje eu vou pegar você/ Hoje eu vou pegar/Vem que eu já tô cheia de vontade de fazer acontecer/ Hoje eu vou te enlouquecer”.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 música | 17:55

John Grant e a mini-tour em que foi acompanhado por uma orquestra

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Ficou perfeita a união da voz grave de John Grant com as intervenções eletrônicas de sua banda e o acompanhamento da Royal Northern Sinfonia, em uma mini-tour que encerrou-se neste domingo (30) no Reino Unido. Grant passou por cidades como Liverpool, Edimburgo, Bristol, Manchester e Londres, entre outras.

Tocou faixas de seus dois discos-solo, “Queen of Denmark” (2010) e o excepcional “Pale Green Ghosts” (2013). Pena que isso provavelmente nunca poderá ser ouvido no Brasil.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014 cinema | 16:29

“Nós Somos as Melhores!” trata adolescência com inteligência e sensibilidade

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Bobo e Klara são duas garotas que levam uma vida normal para garotas de 13 anos. Não se dão muito bem com os pais, não são extremamente bonitas, não são as mais populares na escola e, como vivem na Suécia, tentam espantar o tédio com idas ao Centro da Juventude da cidade, que serve como ponto de encontro e local de ensaio para bandas locais.

Irritadas com um grupo de jovens mais velhos que tocavam no lugar, elas inventam que têm uma banda para tocar no lugar dos caras. O ano é 1982, e elas curtem punk e não entendem por que quase todo o mundo acha que o punk morreu.

Esse é o ponto de partida de “Nós Somos as Melhores!”, filme dirigido por Lukas Moodysson (o mesmo de “Amigas de Colégio” e “Corações em Conflito”).

As duas meninas nunca tocaram nada, mas isso não importa. Uma fica com o baixo e outra encara a bateria (são os únicos instrumentos disponíveis no local). Tempo depois, chamam Hedvig, aluna cristã e tímida da escola, para assumir a guitarra na banda.

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“Nós Somos as Melhores!” não é um filme sobre o punk, nem sobre música. Nos EUA, é o tipo de filme descrito como “coming of age movie”, sobre o amadurecimento adolescente. Nesse sentido, é um grande exemplo de como o cinema pode tratar com sensibilidade e humor uma fase tão turbulenta e cheia de descobertas de nossa vida.

Não há aqui os clichês costumeiros dos filmes do gênero. Bobo, Klara e Hedvig, cada uma ao seu modo, escancaram as falhas, manias e dúvidas assim como a esperteza, a petulância e a energia que existem em meninas dessa idade.

Mas “Nós Somos as Melhores!” não é feito apenas para adolescentes. Tem inteligência e vida suficientes para encantar a qualquer um, como outro grande filme deste ano, “Boyhood”.

“Nós Somos as Melhores!” está em cartaz em algumas cidades brasileiras. Em um circuito tomado por “Jogos Vorazes”, é um belo respiro.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014 música | 15:28

“Seasons”, do Future Islands, ganha mais um (ótimo) remix

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futureislands

Como a gente se arrepende de certas coisas. Em março, escrevi que nem achava tão boa a música “Seasons (Waiting on You), da banda Future Islands, mas que a performance dos caras no David Letterman havia sido espetacular.

A performance foi mesmo espetacular, mas hoje ouço “Seasons” e já acho que é das melhores deste 2014. Letra linda, emocionante.

A faixa já ganhou alguns remixes, e o mais recente deles é o do trio BADBADNOTGOOD. A banda de rap-jazz instrumental já lançou três discos, e o próximo sai no começo de 2015 – uma colaboração com Ghostface Killah.

Bem, o BADBADNOTGOOD fez um remix de “Seasons” no qual deixa o vocal praticamente intacto, mas sobre um instrumental soul de derreter. Abaixo, o remix e, em seguida, a performance no Letterman.

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terça-feira, 25 de novembro de 2014 música | 17:28

“Cores & Valores” é ruptura dos Racionais com o passado

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racionais

Das 15 músicas de “Cores & Valores”, sete se encerram com menos de dois minutos de duração, e apenas três têm mais do que três minutos. Do início ao fim, o disco corre em pouco mais de meia hora.

Sendo um álbum dos Racionais MC’s, a banda mais representativa do rap brasileiro, com 25 anos de estrada e que não lançava um disco há 12 anos, “Cores & Valores” causa estranhamento. Afinal, estamos falando de uma banda que compôs hinos como “Negro Drama”, “Vida Loka”, “Capítulo 4, Versículo 3”, “Diário de um Detento”, “Fim de Semana no Parque”, “Mano na Porta do Bar” – músicas que se desenrolam por mais de cinco minutos e contam histórias com o cheiro das ruas.

Mas a duração de uma música, a  gente sabe, não é condição primordial de qualidade. E em “Cores & Valores” os Racionais usam as faixas não como unidades independentes, mas como peças que se encaixam num quebra-cabeça – bom, pelo menos parte delas.

O disco pode ser dividido em dois. A primeira parte reúne as sete primeiras faixas. “Cores & Valores” (e suas duas “irmãs”, “Cores & Valores – Preto e Amarelo”, “Cores & Valores – Finado ‘Neguim'”), “Somos o que Somos”, “Eu Te Disse” e “Preto Zica”, além da vinheta “Trilha” são faixas que se completam. Mano Brown, Ice Blue e Edi Rock se revezam nos vocais, que são cortados, retrabalhados. As bases fogem do padrão clássico dos Racionais – são mais fluidas e remetem à aproximação do rap norte-americano com a eletrônica.

“Somos o que somos, cores e valores/ pelas marginais os pretos agem como reis/ gostar de nós, tanto faz tanto fez”, manda Mano Brown na faixa de abertura (“Cores & Valores”, e sem sobressaltos entra a segunda música (“Somos o que Somos”), com Ice Blue: “Com sorriso de disfarce, a esperar na solidão/ são meus irmãos, sem fé com ambição”/ fase triste mostra indignação/acúmulo de mágoa, desilusão”.

E aí entra a segunda parte do disco, em que as músicas, aí sim, funcionam com início, meio e fim. O consumismo (e o racismo) é o foco de “Eu Compro (“Eu quero eu compro/ e sem desconto/ à vista/ mesmo podendo pagar tenham certeza que vão desconfiar”).

Soturna, de clima pesada, “A Escolha Que Eu Fiz” é, talvez, a que mais lembra o Racionais de “Sobrevivendo no Inferno” – “No chão por alguns reais/ Missão de risco, ousadia, eu sabia mas sou incapaz/ (…) agora jaz, não dá mais, sou refém do sistema”.

Samples de jornalistas noticiando a briga entre fãs dos Racionais e a PM durante show na Virada Cultural iniciam “A Praça”. A voz de Edi Rock passeia sorbe beats de clima paranóico formado por barulhos e sirenes.

O “Mau e o Bem” é um dos pontos altos. Também com a voz de Edi Rock (Mano Brown aparece menos do que o costume), é um rap-soul em que o ritmo é dado pelo flow de Edi Rock.

Em “Quanto Vale o Show” vemos como Mano Brown sabe fazer rimas espertas. Cita grifes, Kurtis Blow, grifes, carros, bailes sem perder a mão.

O disco termina com “Eu te Proponho”. Outro ponto alto. A faixa sampleia “Castiçal”, uma espécie de ópera-soul-psicodélica do disco mais experimental de Cassiano, “Apresentamos o Nosso Cassiano”, lançado em 1973.

É uma declaração romântica de Mano Brown, que pede: “Baby, vamos fugir desse lugar, baby”. E, ao final, entra Cassiano: “Algo me diz que amanhã a coisa irá mudar/ Só mesmo um grande amor nos faz ter…”.

O amanhã dos Racionais chegou com “Cores & Valores”. É uma ruptura com o passado, mas que faz dos Racionais, uma banda com 25 anos de vida, mais atual do que nunca.

 

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014 música | 17:14

Dave Grohl: o roqueiro mais chapa-branca da história?

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grohl

Entrevistei Dave Grohl apenas uma vez. Por telefone, em 2004, para o jornal Folha de S.Paulo. O motivo era a apresentação do Foo Fighters no Rock in Rio Lisboa.

O cara foi simpático, falou bem e sobre tudo o que lhe foi perguntado. Não foi uma exceção – Dave Grohl, e isso já virou clichê, é tido como o “cara mais legal do rock”.

Dave Grohl dificilmente fala mal de alguém – pelo contrário, está sempre pronto para elogiar outros músicos e bandas, novas ou velhas. Como acaba de lançar “Sonic Highways”, o oitavo disco do Foo Fighters, Grohl está praticamente onipresente no noticiário – o que significa mais confete que o ex-baterista do Nirvana solta em cima de outros artistas.

O mais recente foi para o Oasis. Ao NME, Grohl disse: “That’s the greatest rock band I’ve ever seen in my life”.

Em uma rápida googlada, achei algumas declarações de Dave Grohl sobre outros artistas.

“Queens of the Stone Age are, without question, the baddest rock’n’roll band in the world.”

“I love Ozzy, too. He was once considered ‘The Most Evil Man In Rock’ and yet he’s the cutest and funniest guy in rock, too.”

“I believe Zeppelin will come back and prove themselves to once again be the greatest rock band of all time.”

“From one generation to the next, The Beatles will remain the most important rock band of all time.”

“I bought the first Metallica record the month it came out, I am a die-hard fan and you will have to pry their CDs from my cold dead hands.”

“Lemmy’s the king of rock’n’roll.”

Sobre o Killing Joke:
“Their first album’s been one of my favourite albums of all time. Killing Joke music is everything that I love about music – relevant, melodic, energetic, powerful.”

Sobre David Bowie:
“I always go, and people will think I’m crazy for this as there are a lot of Bowie eras and they’re all great, but I really like the ‘Let’s Dance’ period. Because, as a drummer, that’s one of the best air drumming albums of all time.”

Sobre o Queen:
“Every band should study Queen at Live Aid. If you really feel like that barrier is gone, you become Freddie Mercury. I consider him the greatest frontman of all time. “

“I’ll say it now, I have never ever, ever, ever, ever seen a band do anything even close to what Bad Brains used to do live.”

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