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Arquivo da Categoria cultura

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 cultura | 13:34

Documentário “O Que É Nosso” faz mais pela cultura de São Paulo do que qualquer iniciativa do poder público

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Saiu há pouco o documentário “O Que É Nosso – Reclaiming the Jungle”, dirigido por Jerry Clode, Murilo Yamanaka and Allyson Alapont. Em pouco mais de 60 minutos, o filme registra como várias festas de rua gratuitas estão ajudando a mudar o cenário melancólico e monocromático da região central de São Paulo.

As festas de rua não são algo novo em São Paulo. Em bairros (principalmente) das zonas sul e leste há eventos abertos de rap, funk, eletrônica há anos. Mas dois fatores ajudam a entender por que essa movimentação de agora é algo relevante.

Primeiro porque fazem com que o centro da cidade ganhe vida noturna e nos finais de semana e sem qualquer tipo de segregação. Moradores de rua, integrantes de movimentos sociais, comerciantes, garçons, enfim, todo tipo de gente se mistura a jovens de classe média que querem se divertir ao ar livre, e não dentro de um clube.

E segundo porque é uma alternativa acessível à caríssima noite paulistana. Frequentar clubes em São Paulo tornou-se algo impossível para quem não pode/não quer gastar menos do que R$ 100 ou quantia parecida em uma noite. Daria para comparar as festas de rua com a comida de rua, mas nessa comparação as festas de rua saem ganhando bem, já que a comida de rua paulistana renasce com uma certa “gourmetização” que a deixa quase tão cara e inacessível como os cardápios dos restaurantes.

Sem restrições estéticas, políticas, econômicas ou sociais, festas como Voodoo Hop, Capslock, Metanol, Free Beats, Selvagem e outras fazem mais pela cultura de São Paulo do que qualquer iniciativa do poder público.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013 cultura | 07:20

Glenn Greenwald e um novo jeito de fazer jornalismo

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Não sei se vai dar certo, se é o futuro, mas é uma movimentação que não dá para ignorar. Um dos responsáveis pela publicação dos documentos que revelaram as ações de espionagem da agência norte-americana NSA, Glenn Greenwald deixou de colaborar com o jornal britânico The Guardian para embarcar em uma nova iniciativa.

Ao lado de Laura Poitras (jornalista e documentarista que também ajudou a noticiar os documentos vazados por Edward Snowden) e de Jeremy Scahill (jornalista da Nation e autor de livros como “Blackwater- A ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo”), Greenwald fará parte de uma organização jornalística que está sendo bancada por Pierre Omidyar (dono do eBay, que já havia investido em jornalismo, com o Honolulu Civil Beat).

Ainda não sabemos muito sobre a empreitada (nem o nome foi divulgado), mas já vazaram alguns detalhes, principalmente por meio do Jay Rosen, que entrevistou Omidyar, e do Huffington Post:

– será totalmente digital;

– Omidyar decidiu chamar Greenwald para criar o novo portal depois que foi procurado pelo Washington Post para comprar o tradicional jornal norte-americano (o WP ficou com Jeff Bezos);

– cobrirá de política a esportes, de entretenimento a economia;

– será formado por jornalistas-âncoras: gente que tem seguidores fieis e que repercute em redes sociais; independentes, opinativos, com um jeito de trabalhar próprio;

– terá uma estrutura que se assemelhe mais com as empresas de tecnologia do Vale do Silício do que com empresas de mídias que conhecemos hoje.

Greenwald continuará morando no Rio de Janeiro. Ele e a equipe terão muito oxigênio para banca o tipo de jornalismo investigativo que sonham em realizar: Omidyar é um bilionário dono de uma fortuna de mais de US$ 8 bilhões, está empolgado e já disse que pretende reinvestir na nova organização toda a receita gerada. A Jay Rosen, o empresário afirmou: “Sempre tive a opinião de que o tipo certo de jornalismo é uma parte crítica de nossa democracia.”

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segunda-feira, 20 de maio de 2013 cultura | 14:36

Questões sobre a Virada Cultural

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Em novembro de 2005, a primeira Virada Cultural aconteceu em São Paulo com o objetivo de estimular a população a ocupar a degradada região central de São Paulo. Havia cerca de 500 atrações espalhadas por 111 espaços. Dança, cinema, teatro e performances dividiam a programação com a música. Ninguém chutou a quantidade de gente que circulou pelo evento, e a PM comemorou a quantidade ZERO de ocorrências registradas.

Em maio de 2006, a segunda edição da Virada ocorreu pouco depois dos ataques do PCC. O evento, que quase teve de ser cancelado, foi considerado um sucesso, com 1,5 milhão de pessoas circulando entre as cerca de 600 atrações.

Maio de 2013. Dá para nos perdermos nos números: 2 mortos, 5 baleados, 2 esfaqueados, 28 presos, 3.400 PMs, 1.400 homens da GCM, 900 atrações, 4 milhões de pessoas.

*****

A Virada Cultural cumpre o objetivo inicial, o de estimular a população a ocupar a região central de São Paulo?

Me parece que não. Circulo bastante pelo Centro, e a cada ano as ruas estão cada vez mais ocupadas por lixo, sujeira, viciados, tudo sob a moldura de prédios mal cuidados e abandonados. Durante as noites e aos finais de semana, a vida cessa. Ou seja, a região central de São Paulo continua sofrendo.

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Algumas questões.

– É ótimo que a Virada Cultural leve vida à região central de SP em um final de semana. Mas e nos outros 51 finais de semana?

– É ótimo que a Virada Cultural abra espaço para a comida de rua. Mas não seria mais estimulante para uma cidade como São Paulo ter comida de rua massificada em todos os bairros da cidade e durante todo o ano? Existe um projeto de lei que regulariza a comida de rua em SP, mas não tem previsão de ser votado pelos vereadores.

– É ótimo que a Virada Cultural tenha bons e numerosos shows. Mas não seria mais interessante e democrático dar atenção para outros tipos de arte e entretenimento? A Virada Cultural foi inspirada na Nuit Blanche de Paris. Ali, o foco está na circulação de pessoas por galerias e museus, nas performances artísticas pelas ruas, e não apenas nos shows. A Virada virou um enorme festival de música. Não seria melhor montar uma Virada menor e mais diversificada? Espalhar os grandes shows gratuitos pelo ano inteiro?

A Virada é quase um patrimônio da cidade de São Paulo e sua realização está garantida por lei. Mas é preciso mudar.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 cultura | 14:11

Legado da Copa: na África do Sul, não se sabe o tamanho do rombo

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Este blog esteve na Cidade do Cabo na semana passada para acompanhar o Cape Town Jazz Festival (primeira noite; segunda noite) além de aproveitar para passar pela ótima loja de discos Mabu Vynil. Mas o futebol, e em particular a Copa do Mundo, esteve tão em evidência na viagem quanto a música.

Assim que descobriam que eu era brasileiro, a maioria das pessoas (sul-africanos, moçambicanos, italianos, japoneses etc.) exclamava: 1) Neymar; 2) Vocês estão preparados para a Copa do Mundo?

Estamos preparados? Os sul-africanos, praticamente todos eles, afirmaram, após expressar minhas dúvidas, que, assim como ocorreu com a África do Sul, o Brasil conseguirá preparar tudo até julho de 2014. A questão principal, apontavam, era outra – é depois da Copa. Porque pelo menos para a Cidade do Cabo, o Mundial deixou um legado tanto “do bem” como “do mal”.

Veja o caso do portentoso Cape Town Stadium (capacidade: 55 mil). Custou US$ 600 milhões em dinheiro público e é administrado pela prefeitura da cidade. No Mundial de 2010, recebeu jogos como Uruguai x França, Argentina x Alemanha e a semifinal Holanda x Uruguai. Hoje, é a casa do principal time da cidade, o Ajax Cape Town (outros dois clubes baseados no município,  Santos e Vasco da Gama, jogam em outro local).

Bem, pois o bonito Cape Town Stadium virou uma dor de cabeça enorme para a população da Cidade do Cabo. Porque em jogos do Ajax o estádio nunca tem lotação esgotada, e os times de rugby preferem usar outro local. Uma forma de arrecadação é com os shows (já tocaram ali nomes como Linkin Park, Lady Gaga, U2; Justin Bieber tem apresentação marcada para maio).

Mas, mesmo com os shows, o estádio é deficitário – tão deficitário que não se sabe o tamanho do prejuízo anual.

Reportagem é ilustrada por arquibancada vazia durante jogo do Ajax

Segundo recente reportagem do jornal “Cape Argus”, um estudo que vazou para a publicação mostra um rombo de US$ 33 milhões entre o final de 2009 e fevereiro de 2013. Esses números são contestados pela administração da cidade, que afirma que o prejuízo não ultrapassa US$ 5 milhões por ano – mas nenhum político sabe dizer o valor correto do quanto a cidade gasta com o estádio.

“Aparentemente, apenas poucas pessoas realmente sabem o valor do custo do estádio”, disse Yagyah Adams, membro de um comitê financeiro da cidade e um dos autores do estudo.

Mas a Copa do Mundo trouxe orgulho para os habitantes da Cidade do Cabo. A cidade tornou-se mais limpa, organizada, com transporte público mais eficiente. E o aeroporto (renovado, amplo, bonito, eficiente) faz com que os de São Paulo e Rio pareçam rodoviárias de cidade do interior.

O problema, para a Cidade do Cabo, é o estádio.

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sexta-feira, 2 de março de 2012 cultura | 17:22

Tênis dentro da galeria de arte

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“Causa-Efecto” é o nome da mais recente obra da espanhola Ana Soler. Na galeria Mustang Art, em Alicante, ela espalhou 2 mil bolas de tênis, penduradas pelo teto, simulando movimento das bolas por paredes, teto e chão.

Daqui.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 cultura | 16:14

Praça de Chicago ganha instalação impressionante de vídeo, luz e som

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Não me lembro de ter visto um projeto artístico tão impressionante em um espaço público como este Luminous Field.

O projeto foi inaugurado nesta sexta (dia 10) no Millenium Park, o parque que se estende pela região central de Chicago. Poderá ser visto até 20 de fevereiro.

Luminous Field é uma instalação de vídeo, luz e som em torno da Cloud Gate, monumental escultura de Anish Kapoor localizada no parque.

O projeto é da dupla Luftwerk, com trilha feita por Owen Clayton Condon, do grupo Third Coast Percussion.

As fotos do post são de Ken Ilio e Pete Tsai. Ao final, um vídeo sobre o projeto. Vi aqui.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 cultura | 16:40

Mil portas

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“1.000 Doors” é o nome da instalação criada pelo sul-coreano Choi Jeong Hwa.

No Creator’s Project, ele fala um pouco sobre seu trabalho.

Vi aqui.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011 cultura | 11:50

Lente de contato exibe e-mails diretamente no olho

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E-mail no computador. E-mail no tablet. E-mail no celular. E-mail na… lente de contato.

O aparelho projeta diretamente no olho não apenas e-mails, mas informações e imagens em tempo real recebidas pelo portador.

Essa super-lente de contato está sendo desenvolvida pela Universidade Washington – Seatlle. Já foi testada em coelhos e um protótipo está sendo usado em humanos.

Segundo especialistas, essa lente teria inúmeros propósitos de uso: um motorista poderia ver melhores opções de caminho; jogadores de games teriam uma experiência de imersão ainda maior.

Um dos principais desafios a ser enfrentado é a energia. A lente por enquanto funciona apenas quando está localizada a centímetros de distância de uma bateria wireless.

O assunto foi abordado aqui no iG, pela editoria de Ciência.

Mais infos aqui (em inglês).

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011 cultura | 13:03

Sonho e surrealismo em fotografia

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Egor Shapovalov nasceu e mora na Rússia e tem apenas 23 anos.

Suas fotografias parecem feitas por alguém com mais idade e experiência. São imagens que dão a sensação de melancolia, solidão. Parecem paisagens oníricas, surrealistas.

Mais aqui. E aqui.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011 cultura | 13:03

Em fotos, Occupy Wall Street

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