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Arquivo da Categoria música

quarta-feira, 8 de maio de 2013 música | 13:18

12 anos de DFA – O filme

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The Rapture, Juan MacLean, Yacht, Sinkane, LCD Soundsystem, Holy Ghost, Shit Robot, Prinzhorn Dance School, The Crystal Ark. Gente de todas essas bandas/projetos é ouvida em “12 Years of DFA: Too Old To Be New, Too New To Be Classic”, mini-documentário que registra o importante selo DFA.

Mas, mais do que bandas/projetos, a DFA é feita de músicas. “Losing My Edge”, “All My Friends”, “House of Jealous Lovers”, “The City Never Sleeps”, “Psychic City”.  E o filme mostra bem isso, o “DFA sound”, caracterizado principalmente por uma bateria seca (os caras revelam alguns truques).

Em 13 minutos, o documentário resume de forma divertida como funciona o selo. Falta, agora, um documentáro sobre algo que, para mim, é ainda mas interessante do que a DFA: James Murphy.

O cara que criou a DFA é até maior que o selo. Todo o disco-punk não teria acontecido se James Murphy não tivess reunido seus vinis de PIL, Liquid Liquid, ESG e Slits e montado festas em Manhattan e Brooklyn onde misturava tudo isso com Giorgio Moroder e house. E aí ele criou o LCD Soundsystem e fez o manifesto “Losing My Edge” e “All My Friends”. Alguém precisa contar a história de James Murphy.

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terça-feira, 7 de maio de 2013 música | 14:29

NPR: uma rádio pública a serviço da boa música

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Não é o Pitchfork, não é o NME, não é a Les Inrock, não é a MTV. O mais surpreendente local para ouvir/ver música hoje é a plataforma digital de música da NPR, a rádio pública norte-americana.

A NPR é um exemplo de que emissoras públicas podem e devem ser atuantes, relevantes, chamar audiência. Recebe verba do governo, mas mantém-se de pé também graças a doações.

O braço musical da NPR é uma criança – existe há seis anos. Mas em pouco tempo tornou-se ponto obrigatório para bandas que brigam para aparecer, para gravadoras que querem bombar um disco, para medalhões em busca de ar fresco.

Talvez o principal atrativo da NPR Music hoje seja o streaming de discos que estão para sair. A emissora liberou a audição de lançamentos de nomes como Leonard Cohen, She & Him, Ghostface Killah, Suede, Deerhunter,  o espetacular Youth Lagoon, Devendra Banhart, o álbum com faixas que nunca haviam sido lançadas de Jimi Hendrix, a trilha de “Great Gatsby”, Nick Cave, Classixx, Widowspeak etc etc. – isso pra ficar apenas em 2013.

Mas não fica nisso. Além dos programas mais tradicionais de rádio, a NPR transmite shows (ou trechos de shows) – em 2013, com gente como Nick Cave, Stooges, Yeah Yeah Yeahs e tantos outros, inclusive dentro do gigantesco festival South by Southwest.

Recentemente, a emissora soltou entrevistas com gente como Depeche Mode, Vampire Weekend, Iggy Pop, Talib Kweli, Phoenix. Dá para se perder por meses no site da NPR sem se preocupar em achar o caminho de volta.

O Wall Street Journal percebeu esse papel da NPR e dedicou reportagem sob o título The Improbable Rise of NPR Music. O braço musical da NPR tem orçamento anual de US$ 3 milhões. E parte, agora, para incrementar ainda mais a parte de vídeos. Bertis Downs, ex-empresário do  R.E.M., resume como a indústria enxerga a NPR: “Para mim, uma menção na NPR Music é mais valiosa do que uma capa de revista”.

Abaixo, o xx dentro da seção Tiny Desk Concerts.

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segunda-feira, 29 de abril de 2013 música | 17:18

Beady Eye e a nova "Second Bite of the Apple"

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Liam Gallagher em show do Beady Eye - foto: Getty Images

“Second Bite of the Apple” não é nenhuma reinvenção da roda, mas nos mostra pelo menos que o Beady Eye não se resume apenas a um sub-Oasis.

Levada pela inconfundível voz meio rasgada de Liam Gallagher, a faixa é bem mais interessante e trabalhada do que as músicas que estavam em “Different Gear, Still Speeding”, o primeiro disco, que saiu em 2011.

O segundo álbum, “BE”, ganha o mundo em junho e tem na produção ninguém menos que Dave Sitek, guitarrista-nerd da ótima TV on the Radio.

Abaixo, a letra de “Second Bite of the Apple”.

Shake my tree where’s the apple for me
Tickle my feet with the enemy
No point laughing if you don’t know why
I phone my love just to hear her smile

The word is up if you’re tough enough
Girl in the queue, got an eye on you

Think you’re in and she’s looking for sin?

Yes you’re not wrong
She wants to know what’s in your pocket
Singing that song, dig it all night long

The word is up if you’re tough enough
The word is if you’re tough enough

Come on! Show what you love now

Shake my tree where’s the apple for me
Tickle my feet with the enemy
No point laughing if you don’t know why
I phone my love just to hear her smile

The word is up if you’re tough enough
The word is if you’re tough enough
The word is up if you’re tough enough
The word is if you’re tough enough

Come on! Show what you love now

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sexta-feira, 26 de abril de 2013 música | 16:14

São Paulo recebe Daniel Johnston e Justin Strauss

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Daniel Johnston é muitas vezes descrito como um roqueiro de comportamento errático e que sofre de problemas como esquizofrenia. É um reducionismo besta. Johnston é um brilhante músico e autor de joias criadas a partir de um rock não convencional.

Uma boa porta de entrada para o mundo do norte-americano de 52 anos é o obrigatório documentário “The Devil and Daniel Johnston”, de 2006. Outra meio de conhecer esse músico admirado por Kurt Cobain é o show que ele realiza hoje no Beco 203, dentro do festival Popload Gig.

Johnston passou por Argentina e Chile antes de (finalmente!) aterrissar no Brasil. Abaixo, ele canta “I’m Walking the Cow” em Buenos Aires.


**********

Depois do Daniel Johnston, nada mais recomendável do que a festa Selvagem, com um grande DJ norte-americano.

O nome do DJ Justin Strauss costuma ser associado a muita gente e lugares. C&C Music Factory, Madonna, Tina Turner, Madonna, Keith Haring, Danceteria, Ritz, Mudd Club, Paradise Garage.

Porque Justin Strauss está nesse negócio há muito tempo. O DJ começou a tocar em clubinhos e festas de Nova York e acabou conhecendo e trabalhando com meio mundo que circulava em torno da cena disco norte-americana do final dos anos 1970.

Pois Strauss chega ao Brasil nesta semana. Toca em São Paulo (nesta sexta, na Trackers; infos aqui) e no Rio (sábado, em casa na rua Sacadura Cabral, 145; infos aqui).

Ele acaba de lançar uma faixa pelo projeto A/jus/ted, formado junto com Teddy Stuart.

A passagem de Strauss é organizada pela dupla Selvagem (Augusto Trepanado + Millos Kaiser), responsável por uma das festas mais quentes de SP. Disco, house, raridades: dá para esperar tudo isso de uma noite Selvagem. A dupla, inclusive, fez uma ótima mixtape para o não menos ótimo Beats in Space, do Tim Sweeney. Dá para ouvir aqui.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013 música | 13:46

O novo Daft Punk

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Consegue imaginar a cena: estamos em 1979 no Studio 54 e Michael Jackson chega de repente e começa a cantar uma das faixas de “Off the Wall” e todo mundo na pista dança feliz da vida?

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quinta-feira, 18 de abril de 2013 música | 14:01

O manifesto Savages

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Furiosa, concisa, direta. São virtudes que acompanham a banda Savages, nome que está crescendo pouco a pouco e que, se o mundo for justo, deve se tornar bem conhecido ainda neste ano.

Jehnny Beth em show do Savages no Coachella - foto: Getty Images

Já vimos aqui as ótimas “She Will” e “Husbands”. Agora aparece o vídeo de “Shut Up”, faixa que abrirá “Silence Yourself”, o disco de estreia que sai em 6 de maio.

“Shut Up” foi dirigida por Giorgio Testi (que já trabalhou com Oasis, Richard Ashcroft e Tinie Tempah) e começa com a vocalista Jehnny Beth recitando uma espécie de manifesto que está na capa do álbum.

Em entrevista à “Dazed & Confuzed” (a edição de maio da revista trará material com o Savages), Jehnny explica como surgiu a música:

“‘Shut Up’ é autoafirmativa. Foi escrita em um momento em que estávamos lutando para nos afastarmos dos ‘money-makers’ e tentando nos cercar das pessoas certas. Sabe essa ideia de a indústria da música estar em crise? Nós não nos relacionamos com bandas de dez anos atrás, porque dez anos atrás as bandas vendiam discos. E isso é perfeito para os ‘money-makers’, porque eles podem dizer para as novas bandas: ‘Se você não fizer essa entrevista, se você não fizer essas fotos, se você não for a esse programa de TV, se você não ganhar esse prêmio, então você não vai vender nenhum disco’. Eles fazem com que a nova geração seja muito medrosa. Mas a geração mais velha não sabe muito mais do que a gente.”

Abaixo, o clipe de “Shut Up”.

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terça-feira, 16 de abril de 2013 música | 14:03

Basement Jaxx faz festa globalizada

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Enquanto o Daft Punk monopoliza o noticiário com teasers quase diários do disco “Random Access Mmeories” – disco que traz participações de gente com um passado brilhante, como Nile Rodgers (Chic) e Giorgio Moroder (responsável pela espetacular “I Feel Love”) -, o Basement Jaxx reaparece com estardalhaço zero – e olhando para o mundo (e para o futuro).

A dupla inglesa soltou nesta semana “Back 2 the Wild”, faixa novíssima que tem vocais das sul-coreanas Miss Emma Lee e Baby Chay.

O Basement Jaxx estava mais ou menos quieto desde 2009, quando lançou os discos irmãos “Scars” e “Zephyr”. “Back 2 the Wild” mostra a dupla numa espécie de festa globalizada, com K-pop, sopros gravados no Quênia e um eufórico tempero house.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013 música | 13:42

O rock e o pop da banda Vespas Mandarinas

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Há uma promissora nova geração brasileira de bandas de rock/pop que tenta meio que na marra (o que é um elogio) arrumar espaço em rádios, sites, blogs, TV, festivais. Não sei aonde vão chegar gente como Silva, Holger, Madrid e Tokyo Savannah, por exemplo, mas é bom não ignorá-los.

Um dos nomes mais aptos a cruzar a fronteira (ela ainda existe?) entre o indie e o estabelecido é o quarteto Vespas Mandarinas. Porque o VM tem nas costas um selo bem organizado (Deck), é liderado por um “veterano” do indie-rock nacional (Chuck Hipolitho) e, com o primeiro disco, a banda parece saber equilibrar o lado rock, mais agressivo, e o lado pop, mais melódico.

“Animal Nacional” é o nome do primeiro disco do VM. São 12 faixas produzidas por Rafael Ramos – bem gravadas, limpas, com o vocal bem destacado. Profissional.

Esse equilíbrio entre o rock e o pop me parece bem visível até pela própria distribuição das músicas – o começo do disco é bem pop; do meio para o final, vira uma paulada.

E existe um tom bem anos 1980. “O Vício e o Verso”, por exemplo, tem um cheiro forte de Paralamas do Sucesso. “O Amor e o Ocaso” é uma balada que lembra Titãs – o vocal de Chuck parece com o de Paulo Miklos. “Cobra de Vidro” fica entre o pós-punk e a new wave. “Não sei o Que Fazer Comigo” tem uma letra divertida (“Já fui bom e já tive má fama/ (…) Já li Paulo Coelho/ Já escutei tudo o que era conselho”).

Do meio para o final o disco ganha peso. “A Prova” tem uma bateria bem marcante; já em “Só Poesia” é a guitarra quem comanda; “Um Homem Sem Qualidades” é quase hardcore; “O Inimigo” e “Rir no Final” são bem stoner, pesadas na medida certa.

O legal de “Animal Nacional” é que mostra uma banda que não tem vergonha de ser pop e que sabe como e quando ser pesada. O que não é fácil.

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quinta-feira, 11 de abril de 2013 música | 16:55

Jay-Z x Casa Branca

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Jay-Z e Beyoncé em Cuba - foto: AP

Sério. Como se Coreia do Norte, desemprego, controle de armas não fossem problemas suficientes, Barack Obama teve de se explicar sobre uma música de Jay-Z.

A coisa começou com a recente viagem de Jay-Z e de Beyoncé a Cuba – os dois comemoravam cinco anos de casamento.

Mas devido ao embargo comercial adotado há mais de 50 anos pelos EUA contra o regime cubano, a maioria dos norte-americanos é proibida de viajar àquele país sem uma autorização que é concedida pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Um grupo de deputados republicanos criticou a viagem, dizendo que Jay-Z e Beyoncé estariam sendo usados como propagandistas do governo cubano. A viagem de Jay-Z e Beyoncé criou quase uma crise política nos EUA.

Jay-Z se irritou com os comentários e compôs a faixa “Open Letter”, rap com produção de Swizz Beats e Timbaland. Um trecho da letra diz: “I turned Havana into Atlanta… Boy from the hood/ I got White House clearance… Obama said, ‘Chill you gonna get me impeached/ You don’t need this shit anyway, chill with me on the beach'”.

Em poucas horas, “Open Letter” teve mais de 520 mil audições.

Aí nesta tarde o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, concedeu entrevista coletiva. Um dos repórteres, Donovan Slack, do site Politico, perguntou a Carney se Obama havia falado com Jay-Z sobre a viagem e se o presidente havia dado o OK para que o casal visitasse Cuba.

Carney chegou a brincar: “Acho que nada rima com Treasury”. E continuou: “Estou dizendo que a Casa Branca ou o presidente não têm nada a ver com a viagem de ninguém a Cuba, isso é algo tratado pelo Tesouro. Donovan, é apenas uma canção. O presidente não falou com Jay-Z sobre a viagem.”

O vídeo com a declaração da Casa Branca está abaixo.

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sexta-feira, 5 de abril de 2013 música | 14:21

À procura de um mito

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Stephen "Sugar" Segerman, dono da loja de discos e sebo Mabu Vinyl

“Minha vida virou uma loucura. Uma porção de turistas vêm à loja todos os dias, dou entrevistas para jornalistas do mundo inteiro. E daqui a alguns dias vou a Nova York, me convidaram apenas para falar por uns 15 minutos.” Este é Stephen “Sugar” Segerman, dono da loja de discos e sebo Mabu Vinyl e um dos responsáveis pelo sucesso de “Searching for Sugar Man”, documentário que ganhou o Oscar da categoria neste ano.

Se você não conhece o filme, segue um resumo (o longa ainda não tem data de estreia no Brasil, mas corra atrás – mais do que um filme para quem gosta de histórias da música pop, é um filme para quem gosta de histórias humanas).

Dirigido pelo sueco Malik Bendjelloul, “Searching for Sugar Man” mostra o esforço obstinado de dois sul-africanos (Sugar, como ele prefere ser chamado, e o jornalista Craig Bartholomew Strydom) para tentar encontrar Rodriguez, misterioso compositor e cantor norte-americano que lançou apenas dois discos (“Cold Fact”, 1970; “Coming from Reality”, 1971).

Com a mira apontada para temas como injustiças sociais e relacionamentos problemáticos, as letras de Rodriguez têm um tom às vezes seco, às vezes hippie e mostram um compositor complexo e (bem) acima da media (não à toa pipocam comparações com Bob Dylan).

Mas nos EUA do início dos anos 1970 não havia mercado para um Bob Dylan latino, e os álbuns passaram em branco. Desmotivado, sem grana e com contrato encerrado com a gravadora, Rodriguez decidiu trabalhar como mestre de obras. E ficou anônimo para praticamente todo o mundo.

Mabu Vinyl fica numa casa estreita em um agitado bairro da Cidade do Cabo

Mas havia a África do Sul. Num país estrangulado pelo apartheid, as músicas de Rodriguez tornaram-sem a trilha perfeita para uma juventude que lutava para acabar com a opressão. E Rodriguez virou, naquele país, um “novo Elvis”.

O problema era que ninguém sabia nada sobre Rodriguez – se continuava gravando, se ainda estava vivo. Strydom e Sugar passaram a buscar pistas de Rodriguez e, em 1998, criaram um site sobre o cantor. Uma das filhas de Rodriguez viu a página e entrou em contato com os dois sul-africanos. Rodriguez, então, finalmente descobriria que havia um país inteiro que o considerava um herói, e sua vida nunca mais seria a mesma.

Com o lançamento de “Searching for Sugar Man”, Rodriguez passou a percorrer EUA e Europa em shows e virou nome disputado por festivais – estará nos enormes Coachella (EUA) e Glastonbury (Inglaterra).

“Ele merece. É o cara mais legal que eu conheço. Humilde, fica horas dando autógrafos para os fãs, é dedicado”, conta Sugar a este blog. Em poucos dias, ele viajará a Nova York, para participar com uma conversa com Rodriguez antes de um show apenas para convidados.

Sugar diz que todos os dias a Mabu Vinyl recebe turistas atrás de discos de Rodriguez. Os dois álbuns foram relançados pelo selo Light in the Attic – as versões originais hoje chegam a custar mais de US$ 300 cada cópia. “Esses discos entravam bastante na loja até ele ser redescoberto. Não valiam muita coisa. Se as pessoas soubessem que virariam raridade…”, diz.

A Mabu Vinyl fica numa casa estreita em um agitado bairro da Cidade do Cabo. Como quase toda loja de discos e sebos, é apertada, com discos amontoados também pelo chão. Há muitos vinis usados, inclusive disquinhos de 7 polegadas. Ha de soul a disco, de eletrônica a LPs de comediantes, de jazz e trilhas sonoras, mas o forte são rock e pop.

“Tenho a loja há 11 anos. E o vinil voltou à moda. Não posso reclamar, despede-se Sugar.

*Este blog viaja a convite da South African Tourism

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