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Arquivo da Categoria música

segunda-feira, 16 de maio de 2011 música | 18:28

Thurston Moore e a emocionante "Benediction"

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“Benediction” é a faixa que abre “Demolished Toughts”, novo disco do Thurston Moore (produzido pelo Beck). É emocionante.

You better hold your lover down/ Tie him to the ground/ Whisper “I love you/ One thousand times into his ear/ kiss his eyes/ And don’t you cry girl, he won’t disappear/ But I know better than to let you down.

Thurston Moore é mais conhecido como guitarrista e vocalista do Sonic Youth, mas eu adoro as coisas solo dele. Lembro de “Psychic Hearts”, que está na trilah do ótimo “Suburbia”. Se não viu, vale correr atrás desse filme.

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música | 17:50

Parteum: tanto em tão pouco tempo

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Tanto em tão pouco tempo.

É o que Parteum consegue com suas duas micro-mixtapes, Cortexiphan #1 e Cortexiphan #2, que ele soltou há poucos dias.

Em três, quatro minutos, ele balança entre diversos climas, de batidas mais pesadas a pianos, de tons ásperos a passagens aveludadas.

Em vez de ouvir a primeira e depois a segunda, acho que vale começar pela segunda e, depois, passar à primeira.

Cortexiphan #02 by Parteum

Cortexiphan #01 by Parteum

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sábado, 14 de maio de 2011 música | 18:09

Filme documenta última turnê do Black Flag

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O Black Flag foi uma das mais importantes e explosivas bandas do rock americano.

É um nome incontornável quando o assunto é punk/hardcore.

Liderada por Henry Rollins, a banda deixou de existir em 1986. Naquele ano, fez sua última tour. A viagem foi registrada em Super 8 por David Markey, que acompanhou o grupo durante os seis meses de shows pelos EUA (Markey era baterista da banda Painted Willie, que tocou com o BF na turnê).

Nesta semana, ele liberou “Reality 86’d” para streaming. Tem uma hora de duração. Você pode ver aqui.

Abaixo, um teaser do documentário.

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 música | 19:27

Shalalala, Arctic Monkeys

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Tenho uma relação meio de amor e ódio com o Arctic Monkeys.

Músicas como “Fluorescente Adolescent”, “When the Sun Goes Down”, “Cornerstone” me ganham fácil. Letras boas, melodias que não se limitam a riffs de guitarras, como várias dos três discos que já lançaram.

Nessa linha entra “The Hellcat Spangled Shalalala”, que eles tocaram no Jools Holland nesta sexta. Tomara que o disco siga por esse caminho.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011 música | 18:08

New Young Pony Club em junho no Brasil

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Bela banda que foi colocada dentro do rótulo new rave mas que ultrapassa bastante esse limite, a inglesa New Young Pony Club fechou dois shows no Brasil. Em 16 de junho, no Beco 203, em São Paulo, e no dia seguinte, na casa homônima de Porto Alegre.

Os ingressos começam a ser vendidos a partir deste sábado (14 de maio). Custarão R$ 80 em São Paulo. Em Porto Alegre, R$ 50 (primeiro lote) e R$ 70 (segundo lote).

O quarteto NYPC já lançou dois discos, “Fantastic Playroom” e “The Optimist”. Este último tem a ótima “Chaos”, que ganhou um remix à altura do Rory Phillips, que você ouve abaixo.

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terça-feira, 10 de maio de 2011 música | 09:18

Tyler, a voz de 2011

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“Ei, não faça nada do que eu digo nesta música, ok?”.

É o primeiro verso de “Radicals”.

A faixa segue, com um sem número de “fucks” direcionados a gays, a policiais, a escolas, a religiões, aos padrões de costume.

“Radicals” é uma pedrada niilista que resume o espírito de “Goblin”, o segundo disco de Tyler, the Creator, norte-americano de 20 anos que odeia tudo e todos, mas que deve ser (já é) uma das vozes mais ouvidas dentro da música produzida atualmente.

Tyler possui uma série de características que o colocam como um dos artistas mais irresistivelmente interessantes do mundo. Faz música complexa (letras que vão do agressivo ao paranoico; sarcásticas, violentas, delirantes), de temática abrangente (rap que se aproxima do rock, com referências a skate, TV, cinema) e, não menos importante, ele sabe usar a internet como uma metralhadora de divulgação.

Líder do coletivo de hip hop Odd Future, Tyler pilota um site decente e informativo, desenha camisetas e a capa de seus discos, comanda um Twitter em que dispara mais “fuck” por minuto do que Christian Bale em um dia ruim e dirige vídeos que ganham mais de oito milhões de visualizações no YouTube (abaixo, ele explica, em entrevista em inglês, como fez o clipe de “Yonkers” e fala das letras que brincam com contradições).

Nas 15 músicas de “Goblin”, que acaba de ser lançado, há citações a morte, suicídio, estupro, violência (Por isso há quem coloque Tyler dentro do horrorcore, sub-gênero do rap que tem gente como Necro, Insane Clown Posse, Geto Boys). Mas são temas tratados de maneira surrealística e irônica. E Tyler tem um talento tremendo, cria as letras com uma métrica irrepreensível, com versos que costuram rimas fluidas e desconcertantes.

As bases das músicas são secas, até simplórias. Não há muitos recursos eletrônicos. Tyler coloca sua voz em primeiro plano e é ela que dita o ritmo.


(“Tron Cat”)

“She”, “Fish” e “Analog” são as exceções, faixas que trocam os ruídos nervosos por melodias que lembram o r&b.


(“She”)

Ao vivo, as músicas ganham peso, com energia punk. Como “Sandwitches”, tocada pelo Odd Future no festival Coachella em abril.

Paranoica, verborrágica, sarcástica, niilista. É voz de Tyler, the Creator, é a voz de 2011.

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sexta-feira, 29 de abril de 2011 música | 19:34

Rap é o berço atual da música pop

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Odd Future, Das Racist, Wiz Khalifa nos EUA; Rincon Sapiência, Emicida, Criolo, Slim Rimografia, Lurdez da Luz no Brasil.

Não é à toa que o rap está ocupando bom espaço no noticiário pop. É do gênero que está saindo não apenas boa música, mas gente provocadora, que foge do padrão, que tem coisas interessantes pra falar.

A música pop é uma indústria. Empresários de shows; organizadores de festivais; agências de artistas; jornais, revistas, sites, TV, rádio, YouTube. Essa cadeia precisa ser alimentada. Quem faz isso? É preciso surgir nomes constantemente para que as engrenagens continuem trabalhando.

O rock ficou com a missão no final dos anos 1980 (grunge), no meio dos 1990 (britpop), no início dos 2000 (novo rock).

A eletrônica entrou no final dos 1990, com Chemical Brothers, Prodigy, Underworld e outros extrapolando os limites das pistas de dança.

O rap historicamente (e infelizmente) sempre foi colocado meio à margem dessa indústria – por preconceito, ignorância. Nunca foi fácil vender shows do gênero para patrocinadores, ou emplacar reportagens em grandes veículos – fazer a mesma tarefa com gente nova do rock e da eletrônica era bem mais tranquilo.

***

Hoje, me parece, é no rap onde estão aparecendo nomes capazes de alimentar essa indústria. Como o Odd Future.

O coletivo (o nome é Odd Future Wolf Gang Kill Them All) tem oito, nove caras, todos com pouco mais de 20 anos, se tanto.

Seus shows são o que se espera de shows de rock: imprevisíveis, anárquicos, potentes. O líder do Odd Future, Tyler the Creator, é o que se espera de um líder de uma banda de rock: inteligente, desafiador, não-domesticado por assessores e executivos.

Em uma entrevista, perguntaram a Tyler: qual seu objetivo? “Ser melhor do que todo mundo. Porque eu odeio todo mundo e eu quero ser melhor do que todo mundo e eu quero que todos saibam disso”. Não faz média, é ambicioso, sabe onde quer chegar.

Entende-se por que uma publicação como o semanário “NME” (que sempre se dedicou às guitarras, preferencialmente de jovens brancos), tenha Tyler estampado em sua atual capa. Ou por que Pharrell Williams (Neptunes, NERD) paga pau para eles. Ou por que a MTV está tão animada com os caras.

***

No Brasil, a situação é parecida. Já ouviu o disco novo do Criolo (ex-Criolo Doido)? Para entender o mundo do Criolo, que une rap, samba e até bolero, esta entrevista feita pelo Pedro Alexandre é uma porta de entrada.

E uma das faixas mais legais feitas neste país é esta que você ouve/vê abaixo.

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quarta-feira, 27 de abril de 2011 música | 13:38

O brega e o pop

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“Minha veia sempre foi romântica mesmo.”

“Pô, cresci ouvindo e vendo Jovem Guarda, sou tiete dele [de Roberto Carlos].”

“O sertanejo não é popular? É música popular brasileira, porra.”

“Oh, que chique [imposta a voz], já tenho um lugar na música popular brasileira?”

“Nossa, estou tão preocupado, nem vou dormir esta noite [sobre o preconceito da imprensa musical ao seu trabalho]”

“Não vou dormir esta noite de preocupação com os críticos que acham que eu sou brega…”

***

Como é bom ler uma entrevista de alguém que não está nem aí para convenções, que não dá bola para o senso comum, que não está amarrado por um roteiro e por uma agenda construídos por assessores.

Essa é a impressão que temos de Fábio Jr. após sua conversa com Pedro Alexandre Sanches, publicada nesta quarta-feira (27 de abril) no iG.

Fábio Jr. já foi tudo e já tem tudo na vida. Casou com Glória Pires, foi galã de novela da Globo,  é cantor popularíssmo e tem filhos muito bem-sucedidos. No Brasil,  muitos artistas que não têm metade desse currículo arrotam prepotência e deslumbre. Não Fábio Jr.

Ainda da entrevista ao Pedro Alexandre, um trecho que ilustra o que quero dizer:

“Uma vez estava fazendo uma novela, a gente desceu para almoçar e vieram umas meninas conversar. Parei de comer, óbvio, para tirar uma foto, dar um autógrafo. Não sei quem do elenco falou: “Como você permite que interrompam o seu almoço?”. Falei: “Escuta, meu filho, se não fossem elas eu não estava aqui. [Enfatiza] Nem você”. Se num dia você acordou meio virado, rodou a lâmpada, não sai de casa, meu filho. Ou muda de ramo. Estou aqui e vou reclamar porque uma fã quer tirar uma foto? [Imposta a voz] “Oh, interrompeu a minha refeição”, ah, pô, vai roubar para ser preso.”

Não conheço muitos atores ou músicos que teriam esse tipo de atitude.

***

Fábio Jr. não tem problema em se assumir como brega ou romântico. Na música pop, isso é comum? Será que acharíamos esse trecho brega se fosse cantado em português:

“Let me give my love to you/ Let me take your hand”.

É de uma música do Death Cab for Cutie (“Meet Me on the Equinox”).

Outros exemplos:

“Her hair reminds me of a warm safe place/ Where as a child I’d hide” – Guns, “Sweet Child of Mine”

“Fell in love with a girl/ fell in love once and almost completely/ she’s in love with the world/ but sometimes these feelings/ can be so misleading” – White Stripes, “Fell in Love with a Girl”

“If you’d accept surrender/ I’ll give up some more/ Weren’t you adored / I cannot be without you, matter of fact/ I’m on your back, I’m on your back, I’m on your back / If you walk out on me, I’m walking after you – Foo Fighters, “Walking After You”

“Never opened myself this way/ Life is ours, we live it our way/ All these words I don’t just say/ And nothing else matters” – Metallica, “Nothing Else Matters”

“I don’t want to be your friend/ I just want to be your lover/ No matter how it ends/ No matter how it starts” – Radiohead, “House of Cards”

Nem vou colocar Coldplay. Seria covardia.

***

Para encerrar: se achamos que na música de hoje tem muita picaretagem,  Fábio Jr. nos revela que lá atrás as coisas não eram muito mais transparentes. No início de carreira, ele cantava sob o pseudônimo Mark Davis, para fingir que era americano. Ele conta como compunha as músicas:

“Era com dicionário na mão, ‘together’?, opa, rima com ‘forever’. A gente fazia show, saía todo mundo de óculos escuros, dizendo só ‘hi’ para neguinho achar que éramos americanos mesmo”.

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terça-feira, 26 de abril de 2011 música | 10:01

Bem-vindo, Foster the People

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Blog novo, banda nova.

Há pouco aconteceu o gigantesco Coachella, festival que reuniu Kanye West, Arcade Fire, Strokes, Lightning Bolt, Odd Future, PJ Harvey, Duran Duran e mais um monte de gente. O Lúcio Ribeiro foi e fez uma cobertura bem ampla.

A intrépida Natasha Madov, editora de Ciência do iG, também esteve lá. E voltou falando apenas no Foster the People.

Foster quem?

Foster the People. Banda nova, formada no final de 2009, que lançou apenas um EP de três músicas. Três músicas. Não importa, porque, segundo a Natasha, quando eles tocaram no Coachella, no domingo (17 de abril), a tenda ficou insuportavelmente cheia de molecada.

Lotação que se explica um pouco por eles estarem em casa, na Califórnia, e um pouco por “Pumped Up Kicks”, para mim a mais jovial, alegre e contagiante música que ouço em um bom tempo.

“Pumped Up Kids” lembra ao mesmo tempo várias coisas, e talvez aí esteja o segredo. É Phoenix, Peter, Bjorn and John, Beach Boys e MGMT. Lembra o MGMT de “Kids” e de “Time to Pretend”? O MGMT sem vergonha de ser pop? Então.

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Foster the People são três: Mark Foster (vocal, sintetizador, teclado), Cubbie Fink (baixo) e Mark Pontius (bateria). Ao vivo, chamam mais dois músicos para ajudá-los no palco.

O “Foster the People” EP saiu no começo do ano. Já o disco, “Torches”, será conhecido em menos de um mês (24 de maio).

Além do Coachella, eles tocaram no South by Southwest e estarão no inglês Glastonbury. E o ótimo Cut Copy (que vem ao Brasil no início de junho) está remixando uma de suas músicas.

As três faixas do trio já foram tocadas por muita gente boa (Annie Mac, Rob da Bank, Annie Nightingale, Zane Lowe) da Radio 1, a mais completa emissora de rádio do mundo. “Pumped Up Kicks” é uma das mais executadas na californiana KROQ.

A melodia de “Pumped Up Kicks” é tão jovial, alegre e cativante que até desvia a atenção da letra séria, sobre um garoto que pega um revólver do pai e vai à escola. “Para mim, isso não tem a ver com violência, mas sim com a falta de família, de amor e isolamento”, disse Foster, sobre a letra, em entrevista à KROQ.

Sobre influências e inspirações, Mark Foster disse que é fã de Aphex Twin e Motown. Ou seja, ele conhece o caminho.

Abaixo, o clipe de “Pumped Up Kicks”.

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