Publicidade

Arquivo da Categoria música

quinta-feira, 23 de outubro de 2014 música | 16:18

Toro y Moi volta com outro nome e músicas deliciosas

Compartilhe: Twitter

toromoi

“Michael” é o nome do disco que sai em 4 de novembro, o primeiro do Les Sins, alter-ego de Chaz Bundick, mais conhecido como Toro y Moi.

No Les Sins, Bundick deixa fluir seu lado mais dance, mas nem por isso sem a elegância que caracteriza o Toro Y Moi.

Ele acaba de soltar “Talk About”. Antes, saíram “Bother” e “Why”. Todas estão abaixo.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 21 de outubro de 2014 música | 18:16

Karen O: solo e ao vivo

Compartilhe: Twitter

karen

Não dei muita bola para “Crush Songs”, o disco solo que a Karen O lançou há pouco com faixas que ela havia composto quando tinha 20 e poucos anos (hoje ela tem 35). São músicas romanticamente melancólicas, e gravadas em esquema lo-fi, sem adereços.

Mas ao vivo essas músicas ficam incrivelmente arrebatadoras, como nesta sessão de meia hora para o programa Morning Becomes Ecletic, da rádio norte-americana KCRW. A vocalista do Yeah Yeah Yeahs está acompanhada do ótimo Moses Sumney  e de Holly Miranda.

Autor: Tags:

quinta-feira, 16 de outubro de 2014 música | 18:31

Foo Fighters faz David Letterman chorar e mostra a nova “Something from Nothing”

Compartilhe: Twitter

foo3

E o que mais me marcou em “Something from Nothing”, música nova do Foo Fighters tocada no programa do Zane Lowe (da sempre ótima Radio 1) e que estará no disco “Sonic Highways” (sai em 10 de novembro), foi o… baixo. Sim o baixo.

Produzida pelo Steve Albini, a faixa é bem pop (pros padrões Albini de produção), com uma bateria forte e os tradicionais gritos de Dave Grohl. Mas tem uma levada meio funk no baixo que a deixa bem diferente de outras coisas lançadas pela banda.

E tem o choro do David Letterman. O Foo Fighters está fazendo uma residência no programa do David Letterman nesta semana (vai até esta sexta). Na quarta, a banda tocou “Miracle”, a pedido de Letterman, que foi exibida apenas pela internet.

O apresentador disse que pediu a música porque ela é a trilha de um vídeo com o filho de Letterman esquiando. Caíram algumas lágrimas de David Letterman. Segue abaixo.

Autor: Tags:

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 música | 13:56

Uma leitura obrigatória: “Pavões Misteriosos”

Compartilhe: Twitter

pavoesOs anos 1960 geraram a Jovem Guarda e o tropicalismo. Os anos 1980 viram a explosão do pop-rock brasileiro. E os anos 1970? Naquela década não foi produzido nenhum movimento histórico dentro da música brasileira, mas surgiram ali muitos dos mais relevantes discos da produção nacional. O período entre 1974 e 1983 é o foco do livro “Pavões Misteriosos”, lançado pelo jornalista André Barcinski.

É uma época em que, como escreve Barcinski na abertura do livro, “a música brasileira ficou mais jovem e mais popular. A venda de discos se multiplicou depois do chamado milagre econômico. O advento das rádios FM e a popularização da TV e dos LPs com trilhas de novelas ajudaram a fortalecer o mercado do disco no país. Pela primeira vez, o Brasil teve uma indústria musical competitiva”.

O livro traz histórias excelentes, saborosas. Revela, por exemplo, que não apenas a qualidade musical mas também a sorte ajudou a popularizar lançamentos como o disco de estreia dos Secos & Molhados – o álbum saiu na mesma semana em que estreava o “Fantástico”, em agosto de 1973, e imagens do grupo foram escolhidas para entrar na abertura do programa. O álbum, então, estourou.

Barcinski usa o lançamento de um disco como ponto de partida para desenhar um retrato mais amplo de seu autor. É emocionante o capítulo que reconta a trajetória de Raul Seixas, de cantor certinho que vestia ternos à crise existencial dos anos 1980, passando pela parceria com Paulo Coelho e a incursão ao ocultismo.

Guilherme Arantes é outro que recebe a devida atenção. Era tido como cantor de música “brega”, mas tinha um apuro pop inigualável e, por isso, era requisitado para compor para medalhões como Elis Regina, desesperados por canções que cativassem o povo.

Com um mercado ainda amador, o início dos anos 1970 permitia que produtores “fabricassem” astros como Sidney Magal e Gretchen, ou que criassem o fenômeno dos falsos gringos (como Fábio Jr., que chegou a cantar como Mark Davis). Ao mesmo tempo, a discoteca e o sucesso das trilhas das novelas de TV aproximaram artistas como Gilberto Gil e até Gal Costa da massa popular.

De acordo com o livro, um dos motivos que fizeram dos anos 1970 um período tão frutífero para a música brasileira foi a autonomia que os artistas tinham para criar os discos: liberdade para compor o que queriam e para contratar o produtor que desejassem. A partir do final dos anos 1970, o mercado se profissionalizou: as gravadoras passaram a investir menos em artistas novos e mais naqueles que já eram consagrados e, ainda, a controlar todo o disco, desde a concepção até a comercialização.

“Pavões Misteriosos” não tenta catequizar o leitor e não faz juízo de valor, mas analisa e contextualiza alguns dos principais discos lançados naquele período. E preenche um vazio da bibliografia da música brasileira.

Autor: Tags:

terça-feira, 7 de outubro de 2014 música | 17:59

TV On The Radio – “Careful You”

Compartilhe: Twitter

tvontheradio

Uma letra tão cortante que vai de “Nós aprendemos o segredo de um beijo/ E como ele derrete toda dor” a “Podemos conversar? Não podemos? Bem, estou aqui/ Você não vai me contar agora?” combina perfeitamente com a música abrasiva e melódica.

Parece que o TV On The Radio habita um universo próprio, em que o rock de garagem, o pós-punk e ruídos eletrônicos formam uma paisagem única. É assim “Careful You”, nova faixa da banda, que estará no quinto disco, “Seeds”, que sai em 18 de novembro.

É a segunda música do álbum, do qual já conhecíamos “Happy Idiot”. “Careful You” é TV On The Radio na melhor forma.

Autor: Tags:

sexta-feira, 3 de outubro de 2014 música | 16:54

O final de 2014 é dele: Arca

Compartilhe: Twitter

arca

O Aphex Twin lança um disco depois de 13 anos, a FKA Twigs explora os limites do r&b em “LP1”, o Thom Yorke fez do BitTorrent uma plataforma de venda. Mas desses caras que buscam o novo e que não têm medo de fugir do óbvio, o que mais me surpreende é um venezuelano de 24 anos que passou boa parte da vida em Nova York, agora mora em Londres e atende pelo nome Arca.

“Xen” é o título do disco que Alejandro Ghersi, o Arca, lança no começo de novembro pelo selo Mute. (Xen é o nome da persona criada por Ghersi e que estrela o vídeo de “Thievery”, música que é o single do álbum.)

Com uma música que dribla classificações (trip hop, r&b, pop, hip hop, ambient techno), Arca, ou Alejandro Ghersi, virou um produtor requisitadíssimo. Quando Kanye West precisava de ideias para fazer “Yeezus”, foi atrás de Arca. Bjork gostou tanto do trabalho do venezuelano que o chamou para produzir o disco que ela deve lançar em 2015.

A revista “The Fader” (que está se firmando como uma das publicações que mais importam na música de hoje) colocou Arca em uma das capas (a outra é Flying Lotus). Em uma entrevista enorme, ele fala sobre a adolescência em NY, sobre como uma biografia do Arthur Russell o ajudou a assumir ser gay, fala sobre a experiência de trabalhar com Kanye West e como “Xen” ganhou vida.

O álbum, com 15 faixas, aparece depois de três EPs lançados por Arca em 2012. E, também em novembro, ele inicia turnê pela Europa.

Abaixo, o vídeo de “Thievery”, que, como toda a produção visual de Arca, é feito pelo designer Jesse Kanda. Bonito e desconcertante – como a música.

Autor: Tags:

quarta-feira, 24 de setembro de 2014 música | 18:13

Holger – “Café Preto”

Compartilhe: Twitter

holger

Nem faz tanto tempo que o Holger apareceu para dar uma sacudida no rock indie brasileiro, aproximando brasilidades-guitarras-tons percussivos/festivos.

O primeiro disco saiu em 2010; o segundo, em 2012. E em novembro deste 2014 sai “Holger”, o terceiro álbum, que tem como single “Café Preto”. A música tem o DNA do Holger: quebrada, dançante e com um irresistível clima praiano.

Autor: Tags:

música | 16:38

Wannabe Jalva – “Miracle”

Compartilhe: Twitter

wannabejalva

Prestes a lançar o EP “Collecture” e a sair em turnê pelos EUA (tudo em outubro), a banda gaúcha Wannabe Jalva solta o clipe da excelente faixa “Miracle” (que está no EP).

Escrevi que eles “às vezes nos lembram a maluquice do Flaming Lips, às vezes um Pink Floyd tipo ‘The Piper at the Gates of Dawn'”. O clipe também segue nessa linha.

Autor: Tags:

terça-feira, 23 de setembro de 2014 música | 18:09

Com “Esmeraldas”, Tiê lança disco bonito e marcante

Compartilhe: Twitter

tie02

A voz de Tiê quase sussurando, em inglês, abre o disco “Esmeraldas”. “Oh my love, my gold/ Can you see my heart, my soul? I know that you dream about it/ Come and find your way/ To remind me everyday/ That I have to compromise” (Oh meu amor, meu ouro/ Você pode ver meu coração, minha alma?/ Sei que você sonha com ela/ Venha e ache o caminho/ Para me lembrar todos os dias/ Que eu tenho um compromisso).

São os primeiros versos de “Goldfish”. E depois de pouco mais de um minuto, uma balada minimalista é transformada em uma peça grandiosa com guitarra, bateria, órgão e violinos. É um dos grandes momentos deste terceiro disco de Tiê e mostra que, se ela queria produzir algo impactante, chegou lá.

Tiê diz que a intenção era fazer um disco “visceral” e “rock”. Isso não quer dizer que ela tenha virado uma PJ Harvey – significa que o disco é personalista, forte e impõe autoridade.

Tiê com Adriano Cintra e Jesse Harris, produtores do disco

Tiê com Adriano Cintra e Jesse Harris, produtores do disco

A voz de Tiê é delicada e suave, e um dos méritos é o de não se sobrepor à música. Nesse sentido, lembra cantoras como Laura Marling e Françoise Hardy.

As letras são um ponto forte. Tiê não tenta catequizar o ouvinte tratando de temas sociais, políticos (não que isso seja um problema em si, mas é preciso um talento mínimo para que uma música não vire uma pregação boba). Os temas aqui são intimistas, banais até – como em “Máquina de Lavar”: “Estendo as roupas no varal/ Separo os tons de colorido e sinto um cheiro bom/ Enquanto eu olho tudo aquilo secar/ Me dá saudade do momento do elevador”.

O arranjo das faixas é elaborado, mas nunca excessivo. Como em “Urso”, com belos vocais interpostos. “Mínimo Maravilhoso” é um rock no estilo Tiê – rápida, com uma bateria marcante – é um clima pop, para cima, que está também em “Par de Ases”. Há ainda órgãos e tons que remetam ao pop doce dos anos 1960, como algumas baladas dos Beach Boys – “Depois de um Dia”, “Meia Hora”.

E tem ainda “All Around You”, a parceria com David Byrne e que encerra o disco. Aqui entra em cena um grande tema, o da privacidade. Mas é tratado com certo humor e doçura. Bonita e marcante, resume bem o que é este disco.

Autor: Tags:

sexta-feira, 19 de setembro de 2014 música | 17:46

Leo Justi e o funk carioca global

Compartilhe: Twitter

leojusti

Se o funk carioca foi assimilado pelo mundo, Leo Justi leva o mundo para o funk carioca.

O produtor carioca parece viajar por diversos lugares (Nova York, Miami, Paris, Baltimore, Angola) para incorporar sons e ritmos dentro de uma roupagem funk. Tudo muito dançante e forte.

Justi lança um EP no final de setembro, pelo selo Waxploitation, e a faixa título ganhou um estiloso clipe. Heavy baile nessa porra.

LEO JUSTI_HVY BL NSS PRR from BANDO on Vimeo.

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última