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quarta-feira, 16 de abril de 2014 música | 17:34

De Natal, a banda Far From Alaska e a espetacular “Deadmen”

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farfromalasksa

“Say, whatever you might say/ Will never ever hurt a man/ Who truly faced death”. Os versos que parecem saídos de letras de Nick Cave ou Queens of the Stone Age são de “Deadmen”, música do Far From Alaska, nova banda baseada em Natal (RN).

Embora “Deadmen” pareça música de gente experiente, o Far From Alaska nasceu há pouco. Já lançou apenas um EP, “Stereochrome”, que foi produzido pelo Chuck Hipolitho (Vespas Mandarinas). O primeiro disco, “modeHuman”, sai pela Deck em maio.

Não é apenas por ser um rock bem redondo, em que a guitarra forte que não briga por espaço com o sintetizador, que “Deadmen” mostra-se uma pedrada certeira. Isso é culpa também pela ótima vocalista Emmily Barreto, uma espécie de cria de Joan Jett e Karen O. Nada mal. O vídeo está abaixo.

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terça-feira, 15 de abril de 2014 música | 17:59

O sucesso de Calvin Harris no Coachella prova: nos EUA, a dance music é o novo pop

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Calvin Harris no Coachella 2014 - Getty Images

Calvin Harris no Coachella 2014 – Getty Images

A volta ao vivo do Outkast depois de 10 anos. O show cheio de hits e convidados do Pharrell. A parafernália tecnológica do Muse. A celebração colorida do Arcade Fire. Nada disso foi páreo para um escocês e seu laptop. A apresentação com maior público do Coachella 2014 foi a do DJ/produtor Calvin Harris (foi o segundo maior público DA HISTÓRIA do Coachella, perdendo apenas para o do show conjunto de Dr. Dre e Snoop Dogg com o holograma do Tupac Shakur, em 2012).

Calvin Harris é reflexo da (tardia) chegada da dance music aos EUA. Se a dance music popularizou-se na Europa entre o final dos anos 80/começo dos 90 e no Brasil a partir do início dos anos 00, nos EUA a música eletrônica nunca havia se tornado forte para valer. Isso mudou pouco tempo atrás, com a ascensão de nomes que juntam batidas eletrônicas com melodias pop, como Skrillex, Tiesto, David Guetta, Swedish House Mafia. E aí a dance music (ou EDM, de electronic dance music, como chamam nos EUA) hoje ficou tão ou mais forte do que o rock nos EUA. Até a “Forbes” escreve: “No other festival genre may be bigger business than EDM”.

Não foi à toa que a “New Yorker” usou o DJ Afrojack como ponto de partida para uma extensa reportagem sobre o crescimento da EDM nos EUA, especialmente em Las Vegas – na cidade dominada pelo jogo, os hoteis estão começando a ganhar mais grana com festas do que com os cassinos (o subtítulo da reportagem da “NY” é “Can Las Vegas make more money from dance music than from gambling?”.

A “Rolling Stone” fez uma lista das 50 pessoas mais poderosas da EDM. Entre os 10 mais, há apenas um DJ/produtor (Skrillex). As figuras mais poderosas são agentes de DJs, ou executivos como o comandante da área de EDM da gigante Live Nation, ou organizadores de festivais como Ultra (Miami) e Electric Daisy Carnival (Las Vegas) – cada um desses eventos atrai mais de 300 mil pessoas. A lista mostra que a música eletrônica não é mais coisa de jovens hedonistas, mas um negócio sério (e bastante lucrativo) dominado por corporações.

Diplo no Electric Daisy Carnival 2013 - Getty Images

Diplo no Electric Daisy Carnival 2013 – Getty Images

O próprio uso da sigla EDM é um indicativo do papel que a dance music tomou na América do Norte. Se na Europa (e no Brasil) os DJs e produtores são divididos por gêneros e subgêneros (techno, house, electro-house, dubstep, pós-dubstep etc.), nos EUA tudo e todos se acomodam sob o termo EDM: Skrillex, Calvin Harris, Deadmau5, Diplo, David Guetta. A classificação genérica diminui a rejeição. Fica mais fácil vender.

Mesmo as constantes críticas a respeito do consumo de drogas entre os frequentadores de clubes e festivais de EDM não são suficientes (pelo menos por enquanto) para afugentar investidores ou enfraquecer os eventos. Quando uma agente de segurança ficou ferida em um tumulto na última edição do Ultra Festival, o prefeito de Miami cogitou banir o festival da cidade. Alguns dias depois, desistiu da ideia. Talvez porque lembrou-se que o evento gera cerca de US$ 223 milhões por ano e 1.800 empregos diretos.

A dance music é o novo pop. Até a Disney percebeu. Na semana que vem, a companhia lança o disco “DConstructed”, em que clássica músicas de animações como “O Rei Leão”, “Muppets”, “Os Incríveis” e “A Bela Adormecida” ganham remixes de gente como Armin van Buuren, Kaskade e Axwell, entre outros.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014 música | 19:32

Disclosure – “The Mechanism”

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O Disclosure no Lollapalooza Brasil - Claudio Augusto/iG

O Disclosure no Lollapalooza Brasil – Claudio Augusto/iG

Essa não entrou no set do Lollapalooza Brasil. É “The Mechanism”, faixa do Disclosure em colaboração com o produtor de Liverpool Friend Within.

“The Mechanism” sai pelo selo PMR e chega ao Beatport na terça-feira (15 de abril). E mostra que o Disclosure não erra.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014 música | 14:38

Aldo, Database, Carrot Green, Manara e a nova música eletrônica brasileira

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A dupla Aldo

A dupla Aldo

O SeixlacK, o Soul One, o Bruno Real, o Jaloo. E tem mais gente fazendo boa música eletrônica  no Brasil. Por exemplo, as duplas Aldo e Database.

O Aldo lançou uns dos bons discos brasileiros em 2013, “Is Love”. Algumas faixas do álbum ganharam remixes de nomes como Paulo Bega, Pedro Angeli, Erico Theobaldo. E do Database, velhos conhecidos deste blog. O duo Lucio Morais e Yuri Chix fez uma versão bem festiva para “The City Is Waiting”. Dá para ouvir todo o disco remixed do Aldo no soundcloud; abaixo, segue a versão do Database.

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E para descobrir um pouco mais sobre essa nova eletrônica brasileira um local certeiro são as compilações Hy Brazil produzidas pelo agitador carioca Chico Dub. Acaba de sair o volume quatro da coletânea, com 14 faixas inéditas.

Não espere encontrar hits de pista na compilação. São músicas que nos tocam pelos detalhes, como as diferentes texturas de “Itajam”, surpreendente faixa do Carrot Green, projeto de Carlos Gualda. Os primeiros momentos de “Man, Mytho” indicam uma música eufórica, mas o Manara descontrói o clima em ruídos quebrados. Essa euforia aparece como um tempero em cima das batidas nervosas de “P95G”, do Bruno Belluomini. E a construção climática de “The Borly Dossier”, do No Step (do FZero) não ficaria fora de lugar em um disco do Flying Lotus, por exemplo.

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E tem o duo paulistano Lacozta (Daniel Cozta e L_cio), um dos responsáveis pelo hit “Simpaticona da Boate” (tem festa de lançamento na Sensorial Discos, em SP, em 19 de abril). A dupla embaralha tecno e house em uma sintonia ótima para a pista. Como neste set feito no D-Edge em 31 de dezembro de 2013.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014 música | 17:19

Mais uma do Drake (e com sample de Lauryn Hill)

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drake

Tem algum rapper que produz tanto e com tão boa qualidade como o Drake?

O cara soltou em 2013 “Nothing Was the Same”, que é não apenas um dos bons discos lançados no ano passado, mas uma obra-prima. E mandou várias faixas soltas, como “Days of the East”, “Trophies”, “We Made It Freestyle”, “Girls Love Beyoncé”.

O canadense torcedor do Toronto Raptors apareceu com mais uma nova música, “Draft Day”, na qual tira uma com Jay Z, com Chance the Rapper e cita Jennifer Lawrence. E usa um sample do hit “Doo Wop (That Thing)”, da Lauryn Hill.

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terça-feira, 1 de abril de 2014 música | 14:25

A volta (instrumental) do Jack White

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Jack White no Glastonbury 2010 - Getty Images

Jack White no Glastonbury 2010 – Getty Images

“Lazaretto” é o nome do disco que o Jack White solta em 10 de junho. O segundo álbum solo do guitarrista do White Stripes, do Raconteurs e baterista do Dead Weather sai pelo selo Third Man Records e terá como primeiro single a faixa título (esse single chega no final deste abril).

Se “Lazaretto” enquanto single ainda não chegou, White entrega uma amostra de como será o disco por meio da instrumental “High Ball Stepper”, um blues torto e distorcido bem característico de Jack White.

“Lazaretto”, o disco, terá, além da edição normal em CD e vinil, uma edição limitada que poderá ser comprada apenas pelos assinantes do Vault, serviço da Third Man Recording que oferece produtos exclusivos para os integrantes do grupo. O disco sai em vinil azul e branco, um libreto de 40 páginas com letras e anotações, um pôster-foto e, entre outros caprichos, um 7 polegadas com demos de “Alone in My Home” e “Entitlement”, faixas que estarão em “Lazaretto”.

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quinta-feira, 27 de março de 2014 música | 10:52

Entrevista – Rock? Dance? Psicodelia? O Jagwar Ma tem tudo isso

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jagwarma

“A originalidade está nos detalhes.” E esses detalhes podem ser vários quando ouvimos os australianos Jagwar Ma. A dupla/trio faz show nesta quinta em São Paulo, no Audio, dentro do festival Popload Gig, e na sexta no Rio de Janeiro. “Dupla/trio” porque a banda é formada originalmente por Jono Ma (produtor, tecladista) e Gabriel Winterfield (guitarrista, vocalista), mas ao vivo ganha a participação do baixista Jack Freeman.

Uma banda de rock? Uma dupla de eletrônica? Música psicodélica? O Jagwar Ma pode ser tudo isso – são os detalhes que fazem toda a diferença. “Sim, a originalidade está nos detalhes”, me disse Gabriel, concordando com a afirmação de Jono. “E algumas pessoas são espertas o suficiente para captá-los. Em nosso caso, por exemplo, sim, somos uma banda, mas não tocamos com um baterista. Será que somos uma banda?

“Não somos uma banda de rock, mas ao mesmo tempo não somos um projeto de música eletrônica”, continua Jono, em conversa que tive com o trio no Espaço Cult, em São Paulo. Gabriel segue: ” Não somos o Chemical Brothers. Eles se apresentam com duas pessoas e a performance é bem passiva, com todo o visual, eles não necessariamente têm vocalista ao vivo, é música eletrônica saindo de sintetizadores. Com o Daft Punk é a mesma coisa. Então gosto de pensar que estamos fazendo algo diferente”.

Difícil classificar uma banda como o Jagwar Ma. Porque é uma banda que cria música “aberta” – no sentido de que deixa muito espaço para a interpretção do ouvinte. Por exemplo: quando eu ouço “Come Save Me” tocada ao vivo, me parece uma mistura de “The Private Psychedelic Reel”, do Chamical Brothers, com Kula Shaker. Já “Man I Need” me parece o tipo de música que o Stone Roses faria se estivesse começando agora.

As comparações são as mais variadas. “Um cara nos procurou em Buenos Aires e disse que um amgio sabia que ele gostava de Animal Collective, por isso sugeriu que ouvisse Jagwar Ma, pois achava parecidos. Eu gostei, pois pelo menos usaram alguém contemporâneo como parâmetro, e não alguma banda de Manchester dos anos 90”, brinca Gabriel.

“Comparações sempre existiram e é engraçado como essas comparações são malfeitas em retrospecto. Comparavam os Beatles com Elvis!”, exclama Gabriel. Ele tenta aprofundar o papo. “Há um limite na quantidade de som que pode ser feito. Não é algo infinito. Então as pessoas tentam cortar pequenos segmentos e mais pequenos segmentos de música, para encontrar a diversidade nessa finitude. Praticamente todas as bandas que surgiram depois dos anos 50 podem ser chamadas de rock, mas como vamos cortando e mudando esses pequenos segmentos, vamos encontrando algo diferente na música. Faz sentido?”

A diversidade que ouvimos no Jagwar Ma está na gênese da banda. O grupo foi formado como um projeto paralelo de Jono e Gabriel, que há três anos estavam em outros grupos. “Não procuramos uma fórmula: ‘Ah, vamos ter uma banda que faça isso’. As músicas que foram saindo eram mais otimistas e positivas do que o que fazíamos em nossas outras bandas”, conta Jono. “Aquela liberdade foi positiva, pois não havia pressão ou limites, foi algo bem aberto. Não foi como se disséssemos ‘vamos fazer uma banda como Joy Division. Você toca baixo, você guitarra…’. Apenas entrávamos no estúdio e fazíamos música.”

Ao vivo as músicas do Jagwar Ma ficam ainda mais dançantes e imprevisíveis e psicodélicas. “Nós definitivamente queríamos colocar mais energia nas músicas durante os shows”, diz Jono. “Uma das coisas que gosto na dance music é a repetição de notas. Em como pode-se criar algo tão simples e deixar para que a imaginação preencha os espaços. É um diálogo entre a banda, que diz algo tão simples, e o público, que coloca sua imaginação. Fazemos isso ao vivo com algumas canções.”

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quinta-feira, 20 de março de 2014 música | 19:01

Haim, Delorean, Simpaticona da Boate, Au Revoir Simone, a volta do Wu-Tang Clan e o novo Raury

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Tanta coisa rolando. E coisas boas.

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As irmãs Haim em Londres - Getty Images

As irmãs Haim em Londres – Getty Images

Depois de “Forever”, “Don’t Save Me”, “Falling” e “The Wire”, o disco “Days Are Gone” ainda tem fôlego para soltar mais um single. Do primeiro álbum, as irmãs Haim agora trabalham em cima de “If I Could Change Your Mind”.

A música está sendo impulsionada não apenas por um ótimo vídeo, mas por remixes que dão a “If I Could Change Your Mind” caras novas que não decepcionam. Primeiro saiu a versão do norte-americano MK. Agora, quem mexe na faixa são os espanhois Delorean – banda eletrônica que lançou o incontornável EP “Ayrton Senna”, em 2009, que trazia o delicioso hit “Deli”.

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E a campanha para prensar o vinil da “Simpaticona da Boate” deu certo. A música foi lançada oficialmente com uma festa nesta semana no paulistano Lions e pode ser ouvida/vista por meio de um caprichado vídeo. O clipe tem vários personagens da noite de São Paulo/Brasil e até o Mau Mau relembrando a época de b-boy no largo São Bento.

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Já escrevi aqui (incluindo no post sobre os melhores de 2013), sobre “Move in Spectrums”, do trio Au Revoir Simone. Inexplicavelmente pouco comentado, o disco já seria grande mesmo se tivesse saído apenas com uma música, “Crazy”. E poderemos ouvir essa faixa ao vivo – em 11 de maio, o ARS fará show em São Paulo, no Cine Joia, ao lado do Cibo Matto.

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O velho e o novo.

O Wu-Tang Clan está (pra valer) de volta. Um dos nomes mais importantes do rap está para lançar “A Better Tomorrow” (mesmo nome do filme do John Woo de 1986), sexto disco do coletivo de RZA, Ghostface Killah, GZA, Method Man, Raekwon, U-God etc. (o quinto disco, “8 Diagrams”, saiu em 2007).

O primeiro single do disco foi revelado nesta semana. É a boa “Keep Watch”, que está abaixo.

O Wu-Tang Clan inspirou um monte de gente, mas (acho) nem tanto o Raury. Esse norte-americano de 17 anos, saído de Atlanta, cita como heróis Outkast, Michael Jackson, Coldplay e, sério, Phil Collins. Disse tudo isso à “Billboard”.

Raury já tem empresário e equipe de marketing, então não chega a ser surpresa que tenha sido entrevistado por uma revistona como a “Billboard”, mas a desenvoltura com que passeia em meio a r&b-folk-rap-rock fez o adolescente ser elogiado por veículos como Noisey, 2DopeBoyz e por alguns bons blogs. A música de um e de outro não tem nada em comum, mas, pela idade e por não estar dentro do padrão jovem-bonitinho-de-revista e pelo potencial de virar mega, Raury está sendo comparado a Lorde. Não é pouca coisa.

Abaixo, a ótima “God’s Whisper”.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 música | 15:59

Jay Z, Kanye West, Kendrick Lamar (e Tyler, The Creator) no SXSW

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Jay Z no SXSW 2014 – Getty Images

Talib Kweli, Russell Simmons, Theophilus London e Aloe Blacc foram algumas das personalidades que estavam entre os 4.400 presentes no Austin Music Hall para o show de Jay Z e Kanye West, na quarta à noite, em Austin, dentro do SXSW.

E também o Tyler, The Creator, que conseguiu chegar até a frente do palco e passou várias músicas fazendo crowdsurfing.

A reunião de Jay Z e Kanye West foi emblemática não apenas porque a dupla não subia junta a um palco há dois anos, desde a turnê do disco “Watch the Throne”, mas porque é um lado de duas “batalhas”: a do novo rap vs velho rap e a da Apple vs Samsung.

Jay Z e Samsung são parceiros comerciais desde o lançamento do disco “Magna Carta…”, que poderia ser ouvido logo que saiu via celulares da companhia coreana. Além disso, Kanye West já quase arrumou briga com o Tim Cook, da Apple, quando disse ao executivo: “Pare de tentar arrumar artistas para tocar de graça no seu festival”.

West referia-se ao iTunes Festival, que a Apple promove há algum tempo. E uma das noites do iTunes Festival rolou também na quarta-feira, também no mesmo horário e também em Austin, com os novos Kendrick Lamar e ScHoolboy Q., que se apresentaram no ACL Moody Theater.

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Kanye West no SXSW – Getty Images

Não existe, entre a velha guarda, representada por Jay Z e Kanye West, e a nova geração do rap, que tem em Kendrick Lamar um de seus principais expoentes, uma briga semelhante à de Samsung x Apple. Mas é divertido comparar a grandiosidade musical/lírica de “Watch the Throne” (que pode ser visto/ouvido como uma espécie de declaração de força e de poder de Jay/Kanye), com a energia e a postura de nomes como Kendrick Lamar e ScHoolboy Q.

Enquanto Jay Z e Kanye fizeram um show conjunto, mais ou menos como a turnê de Jay Z e Justin Timberlake, iniciado com faixas de “Watch the Throne” seguido por músicas da carreira solo de cada um dos rappers, Kendrick/Schoolboy se apresentaram separados (Kendrick fechou a noite), em evento feito pela TDE (Top Dawg Entertainment), selo que é a casa de Kendrick e ScHoolboy Q.

Os vídeos do shos de Kanye/Jay Z não estão com o áudio muito bons, mas abaixo dá para ver como foi o início, com “Ham”, e o final, com “Niggas in Paris”.

Em seguida, todo o show de Kendrick Lamar. Vale muito a pena.

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música | 13:50

Michal Jackson retorna pelas mãos do Tame Impala

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Cover bom é desse jeito. Quando a música original é totalmente retorcida, desconstruída e virada de ponta cabeça. Foi o que fez o Tame Impala com “Stranger in Moscow”, música que está no disco “HIStory”, lançado por ele, Michael Jackson.

“Stranger in Moscow” é uma balada de andamento bem lento até para uma balada – e melancólica. “How does it feel/ How does it feel/ How does it feel/ When you’re alone/ And you’re cold inside”, diz o refrão.

O r&b de “Stranger in Moscow” é transformado pelo Tame Impala em uma viagem psicodélica que é a marca da banda australiana. Um espetáculo. A versão foi divulgada pelo próprio grupo, pelo Facebook. Com a mensagem:

“free michael jackson cover yaaalll
fresh out of the the oven.
MJ 4 eva.”

Abaixo, o cover e, depois, a original.

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