Publicidade

quarta-feira, 29 de outubro de 2014 música | 17:25

Aos 19 anos, Shamir Bailey faz pop esquisito e delicioso

Compartilhe: Twitter

shamir

Fã de Nina Simone, Shamir cresceu dentro de uma família adepta da Nação do Islã. Há alguns anos, começou cantando country e tocando violão. Não gostava de como soava (“Nunca conseguiria cantar como Taylor Swyft”, disse em uma entrevista) e recomeçou do zero. O poto de partida juntava funk, soul, disco, pop eletrônico e rap.

O resultado é algo que parece uma mistura de Pharrell Williams, DFA, Prince e Missy Elliott e está em “Northtown”, EP que Shamir lançou neste ano por um pequeno selo. A produção do disco foi bem básica: ele canta sobre bases feitas por Nick Sylvester, que era roteirista do programa “The Colbert Report”.

A pequena-grande XL Recordings gostou e acaba de assinar com Shamir. Da parceria nasceu “On the Regular”, faixa novíssima que já sai com um vídeo. Shamir é um nome do qual ainda ouviremos MUITO.

Abaixo, “On the Regular”. Em seguida, o EP “Northtown”.

Autor: Tags:

música | 15:30

O Boiler Room de Matias Aguayo

Compartilhe: Twitter

matias1

DJ e produtor chileno radicado na Alemanha, Matias Aguayo fechou a recente edição que o Boiler Room fez com o selo Cómeme.

O set rolou em um local pequeno, fechado, apinhado de gente, mas poderia ter sido em uma praia, num final de tarde ensolarado. As intervenções vocais e os toques percussivos fazem os quase 60 minutos do set passarem bem rápido. E o começo é espetacular.

Autor: Tags:

sexta-feira, 24 de outubro de 2014 música | 12:28

Noel Gallagher participa de show de Johnny Marr e toca Iggy Pop e Smiths

Compartilhe: Twitter

marrnoel

Johnny Marr e Noel Gallagher. O guitarrista dos Smiths e co-autor de clássicos como “There Is a Light That Never Goes Out” e “Girlfriend in a Coma” ao lado do responsável por músicas como “Rock and Roll Star” e “Roll with It”.

A reunião rolou na Brixton Academy, em Londres, nesta quinta. No bis, Marr chamou Noel ao palco e os dois tocaram “Lust for Life”, faixa do Iggy Pop, e a sempre linda “How Soon Is Now?”, dos Smiths. “Gostaria de chamar um cara que é um amigo por 20 anos. Um dos grandes compositores deste país. Acho que ele tem um grande futuro pela frente. Mr. Noel Gallagher”, apresentou Marr.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2014 música | 17:13

Panda Bear e a primeira grande música de 2015

Compartilhe: Twitter

pandabear

Um dos cérebros do Animal Collective, o norte-americano Panda Bear (nome de Noah Lennox) vai lançar em janeiro de 2015 “Panda Bear Meets The Grim Reaper”, o quinto disco solo.

O primeiro single do álbum é a excelemnte “Mr. Noah”, que acaba de sair e ganhou um vídeo ótimo. (E “Mr. Noah” foi lançado também em formato EP, com as faixas “Faces in the Crowd”, “Untying the Knot” e “This Side of Paradise”, que não estarão no disco.)

Autor: Tags:

música | 16:18

Toro y Moi volta com outro nome e músicas deliciosas

Compartilhe: Twitter

toromoi

“Michael” é o nome do disco que sai em 4 de novembro, o primeiro do Les Sins, alter-ego de Chaz Bundick, mais conhecido como Toro y Moi.

No Les Sins, Bundick deixa fluir seu lado mais dance, mas nem por isso sem a elegância que caracteriza o Toro Y Moi.

Ele acaba de soltar “Talk About”. Antes, saíram “Bother” e “Why”. Todas estão abaixo.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 21 de outubro de 2014 música | 18:16

Karen O: solo e ao vivo

Compartilhe: Twitter

karen

Não dei muita bola para “Crush Songs”, o disco solo que a Karen O lançou há pouco com faixas que ela havia composto quando tinha 20 e poucos anos (hoje ela tem 35). São músicas romanticamente melancólicas, e gravadas em esquema lo-fi, sem adereços.

Mas ao vivo essas músicas ficam incrivelmente arrebatadoras, como nesta sessão de meia hora para o programa Morning Becomes Ecletic, da rádio norte-americana KCRW. A vocalista do Yeah Yeah Yeahs está acompanhada do ótimo Moses Sumney  e de Holly Miranda.

Autor: Tags:

quinta-feira, 16 de outubro de 2014 música | 18:31

Foo Fighters faz David Letterman chorar e mostra a nova “Something from Nothing”

Compartilhe: Twitter

foo3

E o que mais me marcou em “Something from Nothing”, música nova do Foo Fighters tocada no programa do Zane Lowe (da sempre ótima Radio 1) e que estará no disco “Sonic Highways” (sai em 10 de novembro), foi o… baixo. Sim o baixo.

Produzida pelo Steve Albini, a faixa é bem pop (pros padrões Albini de produção), com uma bateria forte e os tradicionais gritos de Dave Grohl. Mas tem uma levada meio funk no baixo que a deixa bem diferente de outras coisas lançadas pela banda.

E tem o choro do David Letterman. O Foo Fighters está fazendo uma residência no programa do David Letterman nesta semana (vai até esta sexta). Na quarta, a banda tocou “Miracle”, a pedido de Letterman, que foi exibida apenas pela internet.

O apresentador disse que pediu a música porque ela é a trilha de um vídeo com o filho de Letterman esquiando. Caíram algumas lágrimas de David Letterman. Segue abaixo.

Autor: Tags:

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 música | 13:56

Uma leitura obrigatória: “Pavões Misteriosos”

Compartilhe: Twitter

pavoesOs anos 1960 geraram a Jovem Guarda e o tropicalismo. Os anos 1980 viram a explosão do pop-rock brasileiro. E os anos 1970? Naquela década não foi produzido nenhum movimento histórico dentro da música brasileira, mas surgiram ali muitos dos mais relevantes discos da produção nacional. O período entre 1974 e 1983 é o foco do livro “Pavões Misteriosos”, lançado pelo jornalista André Barcinski.

É uma época em que, como escreve Barcinski na abertura do livro, “a música brasileira ficou mais jovem e mais popular. A venda de discos se multiplicou depois do chamado milagre econômico. O advento das rádios FM e a popularização da TV e dos LPs com trilhas de novelas ajudaram a fortalecer o mercado do disco no país. Pela primeira vez, o Brasil teve uma indústria musical competitiva”.

O livro traz histórias excelentes, saborosas. Revela, por exemplo, que não apenas a qualidade musical mas também a sorte ajudou a popularizar lançamentos como o disco de estreia dos Secos & Molhados – o álbum saiu na mesma semana em que estreava o “Fantástico”, em agosto de 1973, e imagens do grupo foram escolhidas para entrar na abertura do programa. O álbum, então, estourou.

Barcinski usa o lançamento de um disco como ponto de partida para desenhar um retrato mais amplo de seu autor. É emocionante o capítulo que reconta a trajetória de Raul Seixas, de cantor certinho que vestia ternos à crise existencial dos anos 1980, passando pela parceria com Paulo Coelho e a incursão ao ocultismo.

Guilherme Arantes é outro que recebe a devida atenção. Era tido como cantor de música “brega”, mas tinha um apuro pop inigualável e, por isso, era requisitado para compor para medalhões como Elis Regina, desesperados por canções que cativassem o povo.

Com um mercado ainda amador, o início dos anos 1970 permitia que produtores “fabricassem” astros como Sidney Magal e Gretchen, ou que criassem o fenômeno dos falsos gringos (como Fábio Jr., que chegou a cantar como Mark Davis). Ao mesmo tempo, a discoteca e o sucesso das trilhas das novelas de TV aproximaram artistas como Gilberto Gil e até Gal Costa da massa popular.

De acordo com o livro, um dos motivos que fizeram dos anos 1970 um período tão frutífero para a música brasileira foi a autonomia que os artistas tinham para criar os discos: liberdade para compor o que queriam e para contratar o produtor que desejassem. A partir do final dos anos 1970, o mercado se profissionalizou: as gravadoras passaram a investir menos em artistas novos e mais naqueles que já eram consagrados e, ainda, a controlar todo o disco, desde a concepção até a comercialização.

“Pavões Misteriosos” não tenta catequizar o leitor e não faz juízo de valor, mas analisa e contextualiza alguns dos principais discos lançados naquele período. E preenche um vazio da bibliografia da música brasileira.

Autor: Tags:

sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Cultura pop | 15:48

Será que “Homeland” foi longe demais?

Compartilhe: Twitter

Este texto contém spoilers.

*************************

homeland

Confesso que eu quase desisti de “Homeland”, quando o roteiro se dividiu entre a ação que beirava o surrealismo e o novelão romântico entre Carrie Mathison e Nicholas Brody, durante a terceira e em parte da segunda temporadas.

Mas esta quarta temporada começou bem boa, com Carrie deslocada para uma base em Cabul, sozinha, com a filha de poucos meses morando com a irmã nos EUA. Ela já se distanciava do estereótipo de agente secreto ao ser forçada a conviver com a bipolaridade. Agora, sua principal luta parece ser não contra terroristas, mas com a incapacidade de ter uma relação minimamente afetiva com a filha.

O roteiro está menos absurdo (pelo menos nos dois primeiros episódios), focado bastante em dramas humanos sem cair na pieguice.

Além disso, o maniqueísmo do bem (EUA) contra o mal (basicamente o resto do mundo) que costumamos assistir em filmes e seriados norte-americanos é trocado em “Homeland” por uma ambiguidade que aflige personagens como o agente Peter Quinn e o jovem paquistanês Aayan Ibrahim, que vê a família ser morta em um bombardeio comandado por Carrie.

Com Brody fora da jogada, “Homeland” volta-se inteiramente para Carrie e seus dramas. Tanto que, em uma cena perturbadora envolendo a agente, os roteiristas parecem ter pesado a mão.

Chamada repentinamente aos EUA, Carrie é obrigada (sim, obrigada) a passar um tempo com a filha (os produtores conseguiram encontrar um bebê que é a cara de Brody). Até segurar a criança parece uma tarefa torturante para Carrie. E então ela aparece dando banho na filha em uma banheira.

A câmera foca na cara de Carrie, depois no bebê na água, depois em Carrie, depois no bebê com a cabeça quase submergindo. Aí já fica clara a sugestão do que se passa na mente de Carrie. Mas a cena segue. Vemos que Carrie realmente deixa o bebê  se afogar – e poucos segundos depois ela retira a filha da água.

É uma cena mais forte e chocante e repugnante do que todas as torturas e assassinatos já exibidos em “Homeland”. Carrie sofre de problemas psicológicos e tem uma rotina profissional mais do que estressante, mas não sei se o fato de ela ter ensaiado matar a própria filha em uma banheira tenha sido um passo longe demais dado pelo seriado.

Autor: Tags:

terça-feira, 7 de outubro de 2014 música | 17:59

TV On The Radio – “Careful You”

Compartilhe: Twitter

tvontheradio

Uma letra tão cortante que vai de “Nós aprendemos o segredo de um beijo/ E como ele derrete toda dor” a “Podemos conversar? Não podemos? Bem, estou aqui/ Você não vai me contar agora?” combina perfeitamente com a música abrasiva e melódica.

Parece que o TV On The Radio habita um universo próprio, em que o rock de garagem, o pós-punk e ruídos eletrônicos formam uma paisagem única. É assim “Careful You”, nova faixa da banda, que estará no quinto disco, “Seeds”, que sai em 18 de novembro.

É a segunda música do álbum, do qual já conhecíamos “Happy Idiot”. “Careful You” é TV On The Radio na melhor forma.

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última