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segunda-feira, 10 de novembro de 2014 música | 12:06

Arctic Monkeys – Antes da chegada ao Brasil, o show na Argentina

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Sexta-feira, dia 14, na Arena Anhembi, em São Paulo, e no sábado, dia 15, na HSBC Arena, no Rio. O Arctic Monkeys finalmente desembarca no Brasil com a AM Tour, a série de shows que percorre o mundo tendo como centro o mais recente disco da banda, “AM”.

E, notícia boa: o show costuma ter pelo menos nove músicas do ótimo disco – apenas “Mad Sounds”, “I Want It All” e “Fireside”, daquele disco, não entram.

Abaixo, o show completo do Arctic Monkeys no Personal Fest, em Buenos Aires, que rolou no sábado (8). Não dá para perder. Depois do vídeo, o setlist.

“Do I Wanna Know?”
“Snap Out of It”
“Arabella”
“Brianstorm”
“Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”
“Dancing Shoes”
“Teddy Picker”
“Crying Lightning”
“Knee Socks”
“Fluorescent Adolescent”
“Why’d You Only Call Me When You’re High?”
“All My Own Stunts”
“I Bet You Look Good on the Dancefloor”
“Library Pictures”
“Cornerstone”
“Nº 1 Party Anthem”
“Mardy Bum”
“505”

Bis
“One for the Road”
“I Wanna Be Yours”
“R U Mine?”

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segunda-feira, 26 de maio de 2014 música | 18:28

Arctic Monkeys no parque

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arcticmon

Bob Dylan, Stone Roses, Oasis, Jimi Hendrix (foi ali que ele queimou uma guitarra no palco pela primeira vez, em 1967), Happy Mondays (em 1987!!), The Cure, New Order, Sex Pistols, Rage Against the Machine. E Arctic Monkeys.

A banda liderada por Alex Turner fez dois shows esgotados (45 mil pessoas), na sexta (dia 23) e no sábado (24),  no Finsbury Park, local ao norte de Londres acostumado há bastante tempo a receber grandes nomes da música pop.

Os dois shows tiveram setlist bem parecidos – ambos com participação do Miles Kane em uma música. No sábado, das 21 faixas tocadas, dez eram de “AM”, a obra-prima lançada no ano passado. Desse disco, apenas “I Want it All” e “Mad Sounds” não entraram.

Não sei se há hoje banda melhor do que o Arctic Monkeys (igual, tudo bem, mas melhor?). Acusada de não saber se portar bem ao vivo (lembro que alguém do NME ou do Guardian chegou a escrever que o Arctic Monkeys deveria aprender a fazer show grande com o Muse), hoje o AM mostra-se confortável em palcos enormes. A própria postura de Alex Turner mudou: vemos o cara ao vivo e sabemos que estamos de um rockstar.

Esses shows no Finsbury Park mostram que a banda não se intimida com multidão. Abaixo, alguns vídeos dos dois dias. Em seguida, o setlist.

“Do I Wanna Know?”
“Snap Out of It”
“Arabella”
“Brianstorm”
“Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”
“Dancing Shoes”
“Library Pictures”
“Crying Lightning”
“I Bet You Look Good on the Dancefloor”
“She’s Thunderstorms”
“Nº 1 Party Anthem”
“Why’d You Only Call Me When You’re High?”
“Fireside”
“Cornerstone”
“Knee Socks”
“Fluorescent Adolescent”
“505”
“Standing Next to Me”
“One for the Road”
“I Wanna be Yours”
“R U Mine?”

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 música | 14:19

A música pop em 2013: surpresas, decepções, esquecidos e duas obras-primas (e o Morrissey)

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Alex Turner (Arctic Monkeys) em show em Los Angeles - foto Getty Images

Alex Turner (Arctic Monkeys) em show em Los Angeles – foto Getty Images

Dos três discos que mais ouvi em 2013, dois são duas obras-primas. Um deles, “AM”, tem uma casca de simplicidade que se quebra quando nos damos conta da riqueza de detalhes de cada uma de suas 12 músicas. É de uma força sonora que não se impõe pela agressivdade ou rapidez, mas pela solidez das letras e apuro melódico. Parece ter sido feito por um veterano, mas é cria de uma banda que lançou o primeiro disco há apenas sete anos. “AM” tem letras que se desenvolvem com uma naturalidade absurda, como nos primeiros tempos de Arctic Monkeys (“R U Mine?”, “Why’d You Only Call Me When You’re High?); riffs poderosos (“Do I Wanna Know?”, “I Want It All”); baladas emocionantes (“Nº 1 Party Anthem”, “I Wanna Be Yours”); joias pop (“Arabella”, “Mad Sounds”, “Fireside”, “Knee Socks”) e o melhor britpop feito desde 1996 (“Snap Out of It”). Mesmo com uma estrutura convencional de baixo, guitarra e bateria e um teclado aqui e ali, o Arctic Monkeys construiu um universo próprio. Acima de todos no rock.

A outra obra-prima é “Nothing Was the Same”, terceiro do Drake. É, ao lado de “Yeezus”, o disco de rap mais ambicioso de 2013. Mas enquanto o disco do Kanye West me pareceu meio confuso e anárquico, “Nothing Was the Same” é um colosso que homenageia com classe o passado (“Pound Cake”, com participação de Jay Z, “Wu-Tang Forever”) e nos revela o futuro (“Hold On, We’re Going Home”, um r&b eletrônico diferente de tudo o que existe por aí). Drake pode não ser o melhor MC do mundo, mas é de uma versatilidade assombrosa – se dá bem tanto nos raps “puros” como “Started from the Bottom” e “The Language”, como na eletrônica (“Connect”) e nos souls (“Too Much” e “From Time”). O cara ainda se dá ao luxo de deixar uma faixa como “All Me” apenas como bonus track e de soltar “5 AM in Toronto” como single fora do álbum.

O outro disco que mais ouvi foi “Pure Heroine”, da Lorde. Essa foi a maior surpresa do ano. Porque uma cantora de apenas 17 anos, da Nova Zelândia, que não se encaixa dentro dos padrões estéticos das atuais cantoras popstars e que não tem uma voz particularmente especial conseguiu produzir não apenas um dos megahits de 2013 (“Royals”) mas também um disco cheio de maravilhas pop. Lorde nos remete a Lily Allen (na espetacular “Buzzcut Season”), Grimes (“Ribs”) e Florence Welch (“Team”, “Glory and Gore”), e consegue até superá-las.

A outra boa surpresa deste 2013 foi a dupla inglesa Disclosure. Dois moleques (19 e 22 anos) que se apoiam em um subgênero da dance music (o UK Garage) para produzir dance music global e popular. Não precisaram de grandes estruturas e investimentos para fazer um disco bem produzido, que soa quente e que ganha ainda mais corpo com a participação de vários vocalistas convidados. Foi o nome da dance music em 2013.

Uma das decepções do ano é o oposto do Disclosure. O Daft Punk gastou uma grana que não foi pouca (US$ 1 milhão) para gravar “Random Access Memories” em estúdios em Nova York, Los Angeles e Paris. A dupla queria um som que fosse o contrário do que se produz atualmente na dance music que se tornou popular nos EUA (Deadmau5, Kaskade, Afrojack, Skrillex etc.) e, assim, criar um disco com um tom “orgânico”. Os próprios daft punks disseram em entrevistas que queriam um disco que soasse como os grandes LPs de funk dos anos 1970, feitos com músicos “de verdade” e não por máquinas. O resultado é um disco careta, chato, pretensioso (a faixa “Giorgio by Moroder” beira o ridículo), que foi impulsionado por uma das estratégias de marketing mais agressivas já vistas na músicas. O Daft Punk já fez álbuns inovadores. “Random Access Memories” é convencional e antiquado.

A outra decepção do ano foi o Arcade Fire. Esperava muito de “Reflektor” depois que foi divulgado que a produção seria responsabilidade de James Murphy. Mas a parceria não funcionou. O toque disco-punk característico de JM não combinou com a grandiosidade do AF. Às vezes parece que estamos diante de um mash-up malfeito.

Este 2013 será também lembrado por vários outros bons discos, como “Matangi” (MIA), “Wondrous Bughouse” (Youth Lagoon), “Old” (Danny Brown), “The Inheritors” (James Holden), o do Jon Hopkins, das Savages, os nacionais da Gang do Eletro, Don L., Mixhell, Aldo, Vespas Mandarinas, Karol Conká. Mas dois discos MUITO BONS não podem ser esquecidos: “Move in Spectrums”, do Au Revoir Simone, e “Pale Green Ghosts”, do John Grant.
O primeiro tem uma das mais perfeitas faixas do ano (“Crazy”) e é um casamento harmonioso entre sintetizadores e vocais pop. Já “Pale Green Ghosts” é um caso sério. John Grant escreve letras desconcertantes, que vão da ironia à desesperança e à raiva. “Remember walking hand in hand side by side?/ We walked the dogs and took long strolls to the park/ Except we never had dogs/ And never went to the park”, ele canta em “You Don’t Have To”.

E também tivemos o Morrissey. Em livro, não em disco. Engraçado, irônico, às vezes melancólico, muito bem escrito, “Autobiography” pode ser lido em poucas horas (e será lançado em breve no Brasil, pela editora Globo). Só acho que deveria chamar “Memories” ou coisa parecida, já que o texto é menos uma autobiografia que se atém a fatos e mais uma coleção de pensamentos e lembranças. Os momentos mais engraçados são quando Morrissey ataca nomes como Tony Wilson e, principalmente, Geoff Travis, o dono da gravadora Rough Trade.  Morrissey poderia apenas dedicar um pouco mais de páginas aos Smiths e menos a desancar Mike Joyce e Andy Rourke. Sabíamos que Morrissey tinha a manha para compor, agora sabemos que ele tem talento também como escritor.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013 música | 13:53

Arctic Monkeys e Elvis Costello & The Roots: quanto mais, melhor

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Não sei quanto a você, mas sinto uma enorme preguiça com texto que elogia disco com o argumento de que “melhora a cada audição”. Não me parece nada empolgante. Mas sou obrigado a entrar nessa com os novos do Arctic Monkeys e Elvis Costello & The Roots.

Alex Turner em show do Arctic Monkeys no Glastonbury 2013 - Getty Images

De “AM”, do Arctic Monkeys, quase desisti depois de ouvir uma ou duas vezes. Sentia o disco quadrado demais, convencional, um rock setentista que não me dizia nada. Errado. O disco é precioso.

Tem tanta coisa ali. Peso, psicodelia, sol, histórias divertidascomo a de uma garota que tem a cabeça nos anos 70 mas se comportam como amantes contemporâneas (“Arabella”), riffs espetaculares (“I Want It All”), falsetes. Fora que o disco é MUITO bem produzido (o som da bateria é límpido, robusto e agressivo ao mesmo tempo).

Percebemos que estamos diante de um cara que tem o que dizer e de uma banda que sabe o que faz aos 2min01 de “Do I Wanna Know?”. O ritmo diminui, e Alex Turner diz: “So have you got the guts?/ Been wondering if your heart’s still open/ If so I wanna know what time it shuts”. Momentos depois, a música volta a ganhar peso. Brilhante.

Alex Turner aparece chapado em  “Why’d You Only Call Me When You’re High?”: “Now it’s three in the morning and I’m trying to change your mind/ Left you multiple missed calls and to my message, you reply/ ‘Why’d you only call me when you’re high, high?'”.

Como The National e LCD Soundsystem, o Arctic Monkeys deixou longe a fase “I Bet You Look Good on the Dancefloor”. Está fazendo música “adulta”- não no sentido de “velha”, mas de menos imediatista, menos hormonal; mais pensada.

É o caso também de “Wise Up Ghost”, o álbum que reúne Elvis Costello e a banda de hip hop The Roots.

Esses dois sempre fizeram música “adulta”, mas essa parceria foi algo surgido meio ao acaso. Costello encontrou o Roots quando foi ao programa do Jimmy Fallon. Por diversão, começaram a gravar, sem divulgar muita coisa. O resultado é um disco certeiro.

Se há uma música que te pega logo de cara no disco é a primeira, “Walk Us Uptown”. Um quase-ska divertido que lembra um Roots mais antigo.

Em seguida, em “Sugar Won’t Work”, Costello assume a rédea e leva a canção para um caminho blues. “Come the Meantimes” explora o vocalde Costello e a capacidade rítmica do Roots. Já “Cinco Minutos Con Vos” ganha tom quase etéreo com o vocal da mexicana Marisoul (da banda La Santa Cecilia).

“Wise Up Ghost” não é um disco fácil, tem personalidade forte. É feito por gente grande.

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 música | 19:27

Shalalala, Arctic Monkeys

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Tenho uma relação meio de amor e ódio com o Arctic Monkeys.

Músicas como “Fluorescente Adolescent”, “When the Sun Goes Down”, “Cornerstone” me ganham fácil. Letras boas, melodias que não se limitam a riffs de guitarras, como várias dos três discos que já lançaram.

Nessa linha entra “The Hellcat Spangled Shalalala”, que eles tocaram no Jools Holland nesta sexta. Tomara que o disco siga por esse caminho.

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