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terça-feira, 26 de maio de 2015 música | 16:45

A guerra do streaming na música – parte 1

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Mais do que um distribuidor de música, uma plataforma que reúne diversos conteúdos de áudio – de notícias a entretenimento, de análises econômicas a comédia e eventos esportivos. Tudo sob o formato de podcasts. Esta é a principal estratégia da Deezer para tentar se expandir dentro do mercado de streaming, setor da indústria fonográfica que mais cresceu no último ano.

A empresa criada na França em 2007 levou alguns jornalistas (este blogueiro incluído) a Londres para anunciar as mudanças que já estão em funcionamento para os assinantes de Reino Unido, França e Suécia (estará disponível no Brasil nos próximos meses).

Com a recente compra do aplicativo Stitch, a Deezer passou a reunir mais de 20 mil programas de áudio e podcasts, feitos por empresas como NPR (a rádio pública norte-americana), Monocle, Slate, Financial Times, Télérama, This American Life, entre outras.

Hans-Holger Albrecht, CEO da Deezer

Hans-Holger Albrecht, CEO da Deezer

“Cerca de 35% do consumo de rádio terrestre é formado por programas não musicais, então estamos mirando um mercado enorme que outros serviços de streaming ignoram”, disse Hans-Holger Albrecht, CEO da Deezer, a este blog. “O mercado de streaming está em um processo de grande transformação, e nós estamos mostrando como um serviço de streaming deve ser, com áudio de qualidade e uma oferta enorme (de produtos).”

Mas a competição não será tranquila. Recentemente apareceu para o mundo o Tidal, comandado por estrelas como Jay Z, Beyoncé, Rihanna, Daft Punk e Madonna. Nas próximas semanas, a Apple deve relançar o Beats. O Spotify, que é líder desse mercado, com 60 milhões de usuários, sendo 15 milhões assinantes mensais (números divulgados pela própria empresa), lançou há pouco opções de streaming de podcasts e de vídeos (mais ainda nesta semana no blog). E ainda tem o Google Play Music, Rdio, Napster.

Todas essas empresas apostam na consolidação do streaming como opção de consumo de áudio, que ultrapassaria em breve o montante gerado pelos downloads pagos. De acordo com relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgado em abril deste ano, os serviços de streaming foram os responsáveis pelo maior crescimento da indústria, com 39% – o que fez com que esse meio abocanhasse 23% da indústria.

“Os serviços de streaming estão no coração dos negócios da indústria da música, gerando US$ 1,6 bilhões em receita. E eu vejo essa curva crescendo ainda mais em 2016 e além”, disse Hans-Holger Albrecht.

Diferentemente de concorrentes como Tidal e Spotify, a Deezer não pretende investir em exibição de vídeos. “Nosso foco é oferecer o melhor em produtos de áudio com o melhor e mais diversificado catálogo de música – e hoje o melhor está na programação de podcasts. Áudio é um mercado global enorme”, afirma o CEO da empresa.

Mais sobre o mercado de streaming nos próximos dias neste blog.

* O jornalista Thiago Ney viajou a convite da Deezer

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