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Posts com a Tag Drake

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 música | 13:36

Big Sean reúne Kanye West e Drake em “Blessings”

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Muita gente acha que Big Sean entrará para o círculo dos grandes rappers do mundo com “Dark Sky Paradise”, disco que sai no final de fevereiro e terá participações de nomes como Kanye West, Drake, Pusha T., Jhené Aiko e da namorada de Big Sean, Ariana Grande.

O primeiro single do disco acaba de chegar – e com certa pompa. É “Blessings”, faixa que reúne Kanye West e Drake. Diferentemente do que ocorreu em “Control” (em que a participação de Kendrick Lamar eclipsou Big Sean), desta vez o rapper  não se intimida com os dois bambas.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014 música | 17:19

Mais uma do Drake (e com sample de Lauryn Hill)

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drake

Tem algum rapper que produz tanto e com tão boa qualidade como o Drake?

O cara soltou em 2013 “Nothing Was the Same”, que é não apenas um dos bons discos lançados no ano passado, mas uma obra-prima. E mandou várias faixas soltas, como “Days of the East”, “Trophies”, “We Made It Freestyle”, “Girls Love Beyoncé”.

O canadense torcedor do Toronto Raptors apareceu com mais uma nova música, “Draft Day”, na qual tira uma com Jay Z, com Chance the Rapper e cita Jennifer Lawrence. E usa um sample do hit “Doo Wop (That Thing)”, da Lauryn Hill.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 música | 14:19

A música pop em 2013: surpresas, decepções, esquecidos e duas obras-primas (e o Morrissey)

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Alex Turner (Arctic Monkeys) em show em Los Angeles - foto Getty Images

Alex Turner (Arctic Monkeys) em show em Los Angeles – foto Getty Images

Dos três discos que mais ouvi em 2013, dois são duas obras-primas. Um deles, “AM”, tem uma casca de simplicidade que se quebra quando nos damos conta da riqueza de detalhes de cada uma de suas 12 músicas. É de uma força sonora que não se impõe pela agressivdade ou rapidez, mas pela solidez das letras e apuro melódico. Parece ter sido feito por um veterano, mas é cria de uma banda que lançou o primeiro disco há apenas sete anos. “AM” tem letras que se desenvolvem com uma naturalidade absurda, como nos primeiros tempos de Arctic Monkeys (“R U Mine?”, “Why’d You Only Call Me When You’re High?); riffs poderosos (“Do I Wanna Know?”, “I Want It All”); baladas emocionantes (“Nº 1 Party Anthem”, “I Wanna Be Yours”); joias pop (“Arabella”, “Mad Sounds”, “Fireside”, “Knee Socks”) e o melhor britpop feito desde 1996 (“Snap Out of It”). Mesmo com uma estrutura convencional de baixo, guitarra e bateria e um teclado aqui e ali, o Arctic Monkeys construiu um universo próprio. Acima de todos no rock.

A outra obra-prima é “Nothing Was the Same”, terceiro do Drake. É, ao lado de “Yeezus”, o disco de rap mais ambicioso de 2013. Mas enquanto o disco do Kanye West me pareceu meio confuso e anárquico, “Nothing Was the Same” é um colosso que homenageia com classe o passado (“Pound Cake”, com participação de Jay Z, “Wu-Tang Forever”) e nos revela o futuro (“Hold On, We’re Going Home”, um r&b eletrônico diferente de tudo o que existe por aí). Drake pode não ser o melhor MC do mundo, mas é de uma versatilidade assombrosa – se dá bem tanto nos raps “puros” como “Started from the Bottom” e “The Language”, como na eletrônica (“Connect”) e nos souls (“Too Much” e “From Time”). O cara ainda se dá ao luxo de deixar uma faixa como “All Me” apenas como bonus track e de soltar “5 AM in Toronto” como single fora do álbum.

O outro disco que mais ouvi foi “Pure Heroine”, da Lorde. Essa foi a maior surpresa do ano. Porque uma cantora de apenas 17 anos, da Nova Zelândia, que não se encaixa dentro dos padrões estéticos das atuais cantoras popstars e que não tem uma voz particularmente especial conseguiu produzir não apenas um dos megahits de 2013 (“Royals”) mas também um disco cheio de maravilhas pop. Lorde nos remete a Lily Allen (na espetacular “Buzzcut Season”), Grimes (“Ribs”) e Florence Welch (“Team”, “Glory and Gore”), e consegue até superá-las.

A outra boa surpresa deste 2013 foi a dupla inglesa Disclosure. Dois moleques (19 e 22 anos) que se apoiam em um subgênero da dance music (o UK Garage) para produzir dance music global e popular. Não precisaram de grandes estruturas e investimentos para fazer um disco bem produzido, que soa quente e que ganha ainda mais corpo com a participação de vários vocalistas convidados. Foi o nome da dance music em 2013.

Uma das decepções do ano é o oposto do Disclosure. O Daft Punk gastou uma grana que não foi pouca (US$ 1 milhão) para gravar “Random Access Memories” em estúdios em Nova York, Los Angeles e Paris. A dupla queria um som que fosse o contrário do que se produz atualmente na dance music que se tornou popular nos EUA (Deadmau5, Kaskade, Afrojack, Skrillex etc.) e, assim, criar um disco com um tom “orgânico”. Os próprios daft punks disseram em entrevistas que queriam um disco que soasse como os grandes LPs de funk dos anos 1970, feitos com músicos “de verdade” e não por máquinas. O resultado é um disco careta, chato, pretensioso (a faixa “Giorgio by Moroder” beira o ridículo), que foi impulsionado por uma das estratégias de marketing mais agressivas já vistas na músicas. O Daft Punk já fez álbuns inovadores. “Random Access Memories” é convencional e antiquado.

A outra decepção do ano foi o Arcade Fire. Esperava muito de “Reflektor” depois que foi divulgado que a produção seria responsabilidade de James Murphy. Mas a parceria não funcionou. O toque disco-punk característico de JM não combinou com a grandiosidade do AF. Às vezes parece que estamos diante de um mash-up malfeito.

Este 2013 será também lembrado por vários outros bons discos, como “Matangi” (MIA), “Wondrous Bughouse” (Youth Lagoon), “Old” (Danny Brown), “The Inheritors” (James Holden), o do Jon Hopkins, das Savages, os nacionais da Gang do Eletro, Don L., Mixhell, Aldo, Vespas Mandarinas, Karol Conká. Mas dois discos MUITO BONS não podem ser esquecidos: “Move in Spectrums”, do Au Revoir Simone, e “Pale Green Ghosts”, do John Grant.
O primeiro tem uma das mais perfeitas faixas do ano (“Crazy”) e é um casamento harmonioso entre sintetizadores e vocais pop. Já “Pale Green Ghosts” é um caso sério. John Grant escreve letras desconcertantes, que vão da ironia à desesperança e à raiva. “Remember walking hand in hand side by side?/ We walked the dogs and took long strolls to the park/ Except we never had dogs/ And never went to the park”, ele canta em “You Don’t Have To”.

E também tivemos o Morrissey. Em livro, não em disco. Engraçado, irônico, às vezes melancólico, muito bem escrito, “Autobiography” pode ser lido em poucas horas (e será lançado em breve no Brasil, pela editora Globo). Só acho que deveria chamar “Memories” ou coisa parecida, já que o texto é menos uma autobiografia que se atém a fatos e mais uma coleção de pensamentos e lembranças. Os momentos mais engraçados são quando Morrissey ataca nomes como Tony Wilson e, principalmente, Geoff Travis, o dono da gravadora Rough Trade.  Morrissey poderia apenas dedicar um pouco mais de páginas aos Smiths e menos a desancar Mike Joyce e Andy Rourke. Sabíamos que Morrissey tinha a manha para compor, agora sabemos que ele tem talento também como escritor.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 música | 16:14

Drake & Florence

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Drake é o cantor/rapper do momento.

Lançou há pouco seu segundo disco, “Take Care”. Na primeira semana, foi ao topo da parada norte-americana com 630 mil cópias vendidas.

O número impressiona, já que o canadense não esteve em nenhuma grande promoção ou companha publicitária para alavancar o lançamento do disco. Gravou o álbum em seu próprio estúdio; não concedeu muitas entrevistas; não se meteu em polêmicas – ao contrário, fez questão de reafirmar sua imagem de cara que não  se envolve em problemas, que não briga, que coloca nas letras questões emocionais, românticas.

Fez um disco intimista, feito tanto de canções pop como de rap downtempo. Disco que tem as presenças de Rihanna, Andre 3000, Lil Wayne, Kendrick Lamar, Stevie Wonder. E as participações especiais na música de Drake continuam. Desta vez é a não menos comentada Florence and the Machine.

Em um programa da Radio 1, Florence fez uma versão de “Take Care”, música que originalmnete traz um dueto de Drake e Rihanna.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011 música | 17:18

Drake e o futuro "black pop"

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O que acontece quando são misturados rap, r&b, batidas eletrônicas aveludadas, vocal da Rihanna, melodias densas à la The XX, chillwave, tudo isso com um olhar para o futuro?

Bem-vindo ao “black pop” de Drake.

Drake em show no lançamento do Google Music, em Los Angeles; foto: Getty Images

Canadense de 25 anos, Drake é o nome da hora da música norte-americana. Lançou nesta semana seu segundo disco, “Take Care”, e a expectativa é a de que o álbum venda pelo menos 800 mil cópias – apenas na primeira semana.

O que Drake vem fazendo (e como vem fazendo) é muito sério. Parece que todo mundo quer se aproximar dele. Em “Take Care”, por exemplo, Rihanna se convidou para cantar em uma das faixas  – ela empresta a voz para a música título.

O disco e suas 18 faixas chegam com uma loooooooooooonga lista de colaboradores/produtores. Estão ali Lil Wayne (um dos três rappers mais populares dos EUA hoje), Andre 3000, Jamie XX, The Weeknd (que produz duas faixas), a explosiva Nick Minaj, o prodígio Kendrick Lamar (se você não conhece, ainda vai ouvir falar muito dele) e até mesmo Stevie Wonder.

O principal produtor do disco é Noah “40” Shebib, também canadense e nome em ascensão no hip hop da América do Norte (justamente por ser o parceiro de Drake).

Drake pinça influências conhecidas para fazer algo novo. Seu vocal pode ser rap, pode ser r&b, mas ganham novos significados graças às bases: lentas, densas, downtempo, que buscam referências na soul music, no pop-retrô-psicodélico, na eletrônica (dubstep). Jon Caramanica, o cara que melhor escreve sobre música hoje no New York Times, definiu bem “Take Care”: no futuro, um disco como esse será comum; hoje, é radical.

A sensação de ouvir Drake e “Take Care” é semelhante à de anos atrás quando, por exemplo, Jay-Z estava com todo o gás, ou quando Kanye West ainda não se achava o maior-artista-que-a-Terra-já-produziu-desde-a-Era Glacial.

Praticamente não há falhas nas 18 faixas de “Take Care”. “Crew Love” (uma das duas músicas produzidas pelo The Weeknd), é como um encontro musical entre Haruki Murakami e J.J. Abrams. Linda, futurista, onírica.

“The Real Her”, com André 3000 e Lil Wayne, é deliciosamente atmosférica; na r&b “Doing it Wrong”, ele canta: “Você vai dizer que me ama/ E eu vou ter que mentir/ E dizer que eu também te amo”. E canta até Stevie Wonder entrar com uma gaita. “Make Me Proud”, com a Nick Minaj, é uma pedrada que te deixa zonzo (ouça abaixo).

O single “Take Care” traz Drake e Rihanna dividindo vocais sob a produção econômica de Jamie “XX” Smith. O vocal de Drake vai de um melódico r&b até um rap mais rápido. Em “Over My Dead Body”, ele parece cantar sob as batidas sisudas e enfumaçadas de James Blake.

Drake muda de rapper para cantor soul durante uma mesma música. Vai e volta. Sua versatilidade impressiona. Suas letras são bem trabalhadas: às vezes românticas, às vezes irônicas, às vezes desesperadas. Se a música negra tem um caminho a seguir, ele passa por Drake.

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