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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 música | 18:40

Battles e Gui Boratto

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Battles é uma banda inclassificável. Suas músicas são baseadas em guitarras nervosas, não lineares. Não é para quem busca melodia fácil.

Por causa disso, deve ser complicado remixar as músicas do Battles. O desafio foi (muito bem) executado por Gui Boratto. O produtor paulistano foi convidado pela banda a mexer em “Wall Street”, faixa do segundo disco do grupo, “Gloss Drop”, de 2011.

Boratto foi em uma direção diferente à da música original. Em vez do caos criado pelo Battles, pegou pequenas partes da faixa e a remontou com uma certa ordem sonora.

Abaixo, as duas versões de “Wall Street”. O remix do Gui Boratto vai ser lançado junto com um do The Field para “Sweetie & Shag”.

“Wall Street” – Gui Boratto remix

“Wall Street”

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011 música | 09:46

St. Vincent, Rapture, Drums e 'mid-table obscurity'

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Dance-punk com rock clássico, folk, pop torto, música eletrônica vigorosa. Está tudo abaixo.

Se 2010 não nos deu tantos discos obrigatórios, este 2011 está recheado de coisas boas, interessantes, empolgantes (como 2001, como 1991). Já passaram por aqui Odd Future, Foster the People, Spoek Mathambo, Smith Westerns. Agora é a vez de…

Maria Taylor – Cantora de voz às vezes doce às vezes rascante. Grava pela Saddle Creek, gravadora de Omaha famosa por ser a casa do Bright Eys-Conor Oberst. Taylor chega ao quarto disco com “Overlook”. Dele vem “Matador”, na qual Taylor suspira: “Everyday is a new day/ Outside the door”.

St. Vincent – É como ficou conhecida Annie Clark, norte-americana que adora cantar sobre melodias nada óbvias. St. Vincent não vai pelo caminho mais fácil do padrão pop: suas músicas são cheias de barulhos e arranjos meio complexos. É o tipo de cantora que não foi feita para este tempo. St. Vincent pertence a uma época em que os discos ainda importavam. “Strange Mercy”, o terceiro dela, é homogêneo, feito para ser ouvido por inteiro. Por isso, seguem duas: “Cruel” e “Surgeon”.

Cruel

Surgeon

The Drums – Na Inglaterra, há uma expressão para classificar os times de futebol que não brigam pelo campeonato e nem são tão ruins a ponto de serem rebaixados: “mid-table obscurity”. A mediocriadade os renega ao meio da tabela. Pensei nisso quando ouvi e reouvi “Portamento”, o segundo disco do Drums. A faixa “Money” é como uma vitória fora de casa.

The Rapture – Acabou de sair o terceiro disco da banda de dance-punk que nos deu a (até hoje) ótima “House of Jealous Lovers”. “In the Grace of Your Love” é um disco que vai da guitarra roqueira dos anos 1970 ao electro dos 1990. Quando eles acertam, fazem você ir ao céu; mas algumas músicas são realmente constrangedoras.  Vamos ficar nos acertos: “How Deep Is Your Love”, o single, é uma ode à pista de dança – feita por gente com mais de 30 anos. “Sail Away “, “Come Back to Me” e “Roller Coaster” são outras quentes.

Gui Boratto – Melhor produtor brasileiro de eletrônica? Talvez. Gui Boratto volta novamente ao noticiário (e às pistas) com “III”. Um dos pontos altos do álbum é “Striker”, faixa que remete à EBM dos 1980, mas com uma melodia aveludada característica das produções de Gui Boratto. Dance music existe por causa de faixas como essa.

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