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Posts com a Tag James Blake

segunda-feira, 25 de março de 2013 música | 14:27

A balada romântica de James Blake

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Enquanto o Daft Punk, com a ajuda da Sony, cria um buzz em torno do próximo disco da dupla, “Random Access Memories” (sai em maio), soltando pílulas de poucos segundos de algumas faixas, James Blake segue em sentido contrário.

O geniozinho britânico da eletrônica prepara o lançamento de “Overgrown”, o segundo disco (sai em 8 de abril), despejando músicas (ou versões delas) inteiras que estarão no álbum.

De “Overgrown” já conhecemos “Voyeur”, “Retrograde” e “Digital Lion” – além de “And Holy Ghost”, que sairá como lado B de “Voyeur”. Chega mais uma: “Our Love Comes Back””, em versão ao vivo.

A faixa, que encerrará “Overgrown”, pode ser baixada gratuitamente na Amazon britânica. Levada por um piano lento, sofrido, “Our Love Comes Back” mostra um certo lado intimista, quase romântico de James Blake. Esse disco promete

Abaixo, “Our Love Comes Back” no Sónar islandês.

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sexta-feira, 15 de março de 2013 música | 14:52

James Blake (e o encontro do geniozinho com o geniozão)

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Aparentemente, não acontece muita coisa em “And Holy Ghost”, a nova música do James Blake.

Mas tem muito nos quatro minutos de “And Holy Ghost”. Um muro grave como pano de fundo; uma melodia austera, quase medieval; ruídos esquisitos; vocais quase imperceptíveis. A forma é abstrata, o clima é litúrgico.

“And Holy Ghost” foi tocada na britânica Radio 1 nesta quinta. Será lançada como lado B do single “Voyeur (Dub)” – esta última estará em “Overgrown”, o segundo disco de Blake, que sai em abril.

James Blake em show nos EUA em 2012 - Foto: Getty Images

James Blake tem 24 anos, mas a solidez e a plenitude de suas músicas remetem a alguém bem experiente.

A pouca idade denuncia: James Blake é um geniozinho. Parece natural, então, que ele tenha ido ao encontro de um geniozão da musica pop: Brian Eno.

O encontro Blake-Eno resultou em “Digital Lion”, faixa monstruosa que também estará em “Overgrown”. “Digital Lion” traz um James Blake mais “convencional” – e por convencional entenda-se “pós-dubstep-com-vocal-soul-tortuoso”, ou coisa do tipo.

Além de “Voyeur (Dub)” e “Digital Lion”, o disco “Overgrown” terá ainda “Retrograde”, mais um exemplo de que a intensidade de James Blake combina tanto com a soul music como com a eletrônica.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 música | 12:44

Quer conhecer música nova? Vá ao festival Sónar

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Em meio a tantos festivais e shows gringos que passam pelo Brasil, é mais do que necessária a chegada do Sónar, um evento que aparece não para ser “apenas mais um”, mas que se torna único por trazer ao país bandas e artistas nada convencionais.

O Sónar, que acontece em São Paulo nesta sexta e sábado (11 e 12 de maio), é lugar para encontrar o novo, o diferente. Flying Lotus, Skream, Doom, James Blake, Mogwai, Hudson Mohawke, Squarepusher, Four Tet, Rustie, KTL: você pode nunca ter ouvido falar neles, mas o que eles fazem foi/será copiado por nomes pop.

Um exemplo é o britânico Skream. É um dos principais representantes do dubstep, a coisa mais fervilhante que apareceu na eletrônica em tempos. Suas batudas quebradas e graves estão por toda parte: do fenômeno Skrillex a Britney Spears, muita gente está se alimentando do dubstep.

Quer conhecer mais o dubstep? No Sónar também estarão Rustie e o geniozinho James Blake.

Um dos shows que mais quero ver é o do norte-americano Doom. A história do hip hop passa necessariamente por esse rapper de identidade desconhecida. Seja Doom, MF Doom, DangerDoom (parceria com Danger Mouse) ou Madvillain (com Madlib), Doom faz rap cheio de nuances, com múltiplas referências.

Claro, o Sónar não será feito apenas de atrações semi-desconhecidas. Há espaço para o já grande duo electro-rock Justice, para o soul Cee Lo Green e para o show em 3D do Kraftwerk (sério: não basta termos de colocar óculos 3D em salas de cinema, agora vamos ter de usá-los também em shows? Mas vamos lá).

A expectativa é boa. Mesmo com o preço dos ingressos lá em cima (R$ 400 para os dois dias não é nenhuma pechincha, convenhamos; mas isso tem a ver, ainda, com aquela história da meia-entrada), o Sónar é obrigatório para quem quer entender a música de hoje.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 música | 12:47

Sónar: um festival que olha para o futuro

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Bjork, Justice, James Blake, Four Tet, Modeselektor, Ryuichi Sakamoto, Mogwai, Squarepusher, Hudson Mohawke, Totally Enormous Extinct Dinosaurs, Austra (este último já comentado aqui). Estes serão alguns dos protagonistas da segunda edição paulistana do Sónar (11 e 12 de maio, no Anhembi). Os ingressos já estão sendo vendidos.

Alguns desses nomes são velhos conhecidos, outros apareceram há pouco tempo, mas praticamente todos têm um ponto em comum: não se acomodam em recriar o passado. São pessoas que teimam em olhar para a frente , que não têm receio de utilizar meios tecnológicos para criar (ou pelo menos tentar criar) algo novo. Ainda bem.

Veja, por exemplo, a Bjork. Você pode até não gostar de sua música, mas não dá para negar que essa islandesa busca algo original, antenado com os dias de hoje. Não sei nem se “Biophilia”, seu mais recente disco, pode ser chamado de “disco”. São canções feitas com ajuda de iPad, que interagem com aplicativos e se transformam totalmente ao vivo. Como no show que ela fez no inglês Bestival, no ano passado.

Com outros “veteranos”, como Jeff Mills, Mogwai e Ryuichi Sakamoto, a intenção é a mesma: produzir algo inesperado, não conformista. Pode ser chato? Pode, mas aí é outro papo.

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Escrevi acima que “praticamente todos têm um ponto em comum” porque o Justice me parece estar fora desse grupo. A dupla francesa olha mais para o passado do que para o futuro. Seu segundo disco, “Audio, Video, Disco” é rock setentista feito com equipamentos eletrônicos. Pode ser divertido? Pode, mas aí é outro papo.

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Após uma conversa com os organizadores do Sónar SP, algumas infos:
– Bjork está pessoalmente indicando/aprovando nomes que tocarão em seu palco na sexta-feira (11 de maio). Ela deu sinal verde para Hudson Mohawke e James Blake, por exemplo;
– Ainda faltam 16 ou 17 nomes para serem anunciados. Alguns desses farão parte da Red Bull Music Academy, que será montada dentro do espaço do festival;
– O Sónar Pró, espaço com workshops, palestras etc., já está recebendo inscrições (gratuitas); basta mandar e-mail para sonarpro@sonarsaopaulo.com.br com nome, idade, RG, ramo de atuação, empresa na qual trabalha e um pequeno texto descrevemdo por que deve participar do espaço.
– Squarepusher vem com show novíssimo: com músicas de disco que está para ser lançado e visual inédito.
– Será possível entrar e sair do evento; dá , por exemplo, para assistir algo no final da tarde de sábado e voltar horas depois

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Já estão sendo divididas as atrações de cada dia do festival.

dia 11
Bjork, Little Dragon, James Blake (DJ set), Austra, Hudson Mohawke, Za!, Gui Boratto, Emicida, Marky x Patife, Ricardo Donoso

Dia 12
Justice, Mogwai, Modeselektor, Alva Noto 7 Ryuichi Sakamoto, Jeff Mills, James Blake (live), Four Tet, Seth Troxler, Totally Enormous Extinct Dinossaurs, John Talabot, The Twelves, M. Takara x Akin, Psilosamples, Gang do Eletro, Silva, Dago, Bruno Belluomini

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quinta-feira, 19 de maio de 2011 música | 22:18

Joni Mitchell em duas versões

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Não tenho muita paciência para Joni Mitchell. Nem tanto pelas letras, mas seu jeito de cantar não me desce. Mas não dá para ignorar sua importância para a música. Ela é adorada por muita gente – e muita gente diferente.

Prince, por exempo, idolatra Joni Mitchell – fez referências a ela em músicas e capa de disco. Madonna já a colocou como influência e artistas como Hole e Cat Power, entre tantos outros, já fizeram covers.

Dois novos nomes estão relembrando Mitchell. Um é a banda canadense Austra, que mexeu com muita propriedade em “Woodstock”. Há pouco tempo, James Blake fez uma linda versão de “A Case of You”.

Abaixo, Austra.


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Aqui, James Blake.

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