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Posts com a Tag Jay-Z

quinta-feira, 13 de março de 2014 música | 15:59

Jay Z, Kanye West, Kendrick Lamar (e Tyler, The Creator) no SXSW

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Jay Z no SXSW 2014 – Getty Images

Talib Kweli, Russell Simmons, Theophilus London e Aloe Blacc foram algumas das personalidades que estavam entre os 4.400 presentes no Austin Music Hall para o show de Jay Z e Kanye West, na quarta à noite, em Austin, dentro do SXSW.

E também o Tyler, The Creator, que conseguiu chegar até a frente do palco e passou várias músicas fazendo crowdsurfing.

A reunião de Jay Z e Kanye West foi emblemática não apenas porque a dupla não subia junta a um palco há dois anos, desde a turnê do disco “Watch the Throne”, mas porque é um lado de duas “batalhas”: a do novo rap vs velho rap e a da Apple vs Samsung.

Jay Z e Samsung são parceiros comerciais desde o lançamento do disco “Magna Carta…”, que poderia ser ouvido logo que saiu via celulares da companhia coreana. Além disso, Kanye West já quase arrumou briga com o Tim Cook, da Apple, quando disse ao executivo: “Pare de tentar arrumar artistas para tocar de graça no seu festival”.

West referia-se ao iTunes Festival, que a Apple promove há algum tempo. E uma das noites do iTunes Festival rolou também na quarta-feira, também no mesmo horário e também em Austin, com os novos Kendrick Lamar e ScHoolboy Q., que se apresentaram no ACL Moody Theater.

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Kanye West no SXSW – Getty Images

Não existe, entre a velha guarda, representada por Jay Z e Kanye West, e a nova geração do rap, que tem em Kendrick Lamar um de seus principais expoentes, uma briga semelhante à de Samsung x Apple. Mas é divertido comparar a grandiosidade musical/lírica de “Watch the Throne” (que pode ser visto/ouvido como uma espécie de declaração de força e de poder de Jay/Kanye), com a energia e a postura de nomes como Kendrick Lamar e ScHoolboy Q.

Enquanto Jay Z e Kanye fizeram um show conjunto, mais ou menos como a turnê de Jay Z e Justin Timberlake, iniciado com faixas de “Watch the Throne” seguido por músicas da carreira solo de cada um dos rappers, Kendrick/Schoolboy se apresentaram separados (Kendrick fechou a noite), em evento feito pela TDE (Top Dawg Entertainment), selo que é a casa de Kendrick e ScHoolboy Q.

Os vídeos do shos de Kanye/Jay Z não estão com o áudio muito bons, mas abaixo dá para ver como foi o início, com “Ham”, e o final, com “Niggas in Paris”.

Em seguida, todo o show de Kendrick Lamar. Vale muito a pena.

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segunda-feira, 10 de março de 2014 música | 19:10

Daft Punk + Jay Z

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Saiu no final de semana e ninguém sabia se era real ou não. Pois o Pitchfork afirma que a música é pra valer. “Computerized” reúne Daft Punk e Jay Z. Especula-se que tenha sido feita durante as sessões da trilha de “Tron”.

Tirando “Get Lucky”, nenhuma música do último disco do Daft Punk é tão legal quanto esta que estava no limbo.

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terça-feira, 20 de agosto de 2013 música | 10:00

Justin Timberlake + Jay Z: parceria improvável que deu (muito) certo

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Confesso que a expectativa não era das mais altas. Show com dois megastars juntos, dividindo o palco – me lembra performances mal ensaiadas feitas para eventos como o Grammy. Mas Justin Timberlake + Jay Z funciona (e muito bem).

Vi o show no Sun Life Stadium (onde jogam os Dolphins), em Miami, na sexta à noite. Foi o último da turnê Legends of the Summer, na qual Justin e Jay Z excursionaram pelos EUA e Canadá em 14 datas.

A turnê tomou o noticiário pop dos EUA nas últimas semanas. Não à toa. Jay Z e Justin não são apenas dois bons músicos – são dois bons músicos estupidamente populares com trajetórias bem distintas (um saiu do gueto, o outro, de programa infantil da TV) que convergem em um ponto comum: um quer conquistar o público do outro.

Jay Z tem nas mãos o exigente fã de rap, majoritariamente masculino; Justin é seguido por uma massa adolescente majoritariamente branca e feminina. É uma união ganha-ganha.

A iniciativa não teria efeito se, no palco, não houvesse entrosamento. Mas é impressionante como a dinâmica flui naturalmente, como se o show fosse de uma banda com dois vocalistas.

Justin Timberlake canta uma faixa: Jay Z participa adicionando vocal. Quando o rapper é o protagonista, Justin acompanha tocando guitarra ou teclado. Ou, quando um dá lugar ao outro no palco, a mudança ocorre de forma quase imperceptível. Em um momento Justin canta “Señorita”; logo em seguida, Jay Z aparece com “On to the Next One”.

Os novos discos de Justin Timberlake e Jay Z podem até não ser pontos altos da carreira dos dois, mas ao vivo a coisa muda de figura. A primeira música da apresentação, “Holy Grail”, de Jay Z, ganha vigor com a combinação de emoção (Justin) e energia (Jay Z).

Os dois vão trocando o protagonismo, tão à vontade que parecem estar brincando num estúdio. Tocam um trecho de “I Want You Back”, do Jackson 5. Na primeira parte do show, a dupla vai mais ou menos se revezando: “Izzo” e “Excuse Me Miss” (de Jay Z), depois “Señorita”, aí “On to the Next One”, que puxa “Like I Love You” e “My Love” (Justin).

Aí entramos na “parte Jay Z”, em que o rapper toma conta do palco por sete faixas. “Jigga What, Jigga Who”, “99 Problems” (esta com Justin na guitarra), “FuckWithMeYouKnowIGotIt” (com a presença de Rick Ross) e o hino “Hard Knock Life” mostram que poucos MCs alcançam o poder vocal de Jay Z.

A “parte Justin” faz do sun Life Stadium um enorme salão de baile. “Pusher Love Girl”, “LoveStoned”, “Cry Me a River”, “Take Back the Night”, “What Goes Around… Comes Around”: o cantor passeia tranquilamente de uma lenta balada a um funk encorpado.

No último quarto do show, os dois voltam a dividir o palco. É emocionante ver Justin cantar (com a ajuda apenas um suave piano) “New York New York” e, em seguida, Jay Z emendar “Empire State of Mind”. Já em “SexyBack”, Justin chama o produtor-cantor Timbaland. Nem precisava. Ou precisava – para notarmos como o brilho de Justin Timberlake no palco ofusca até um cara como Timbaland.

No último show da turnê, o bis é uma celebração, com “Suit & Tie” e (a cafona) “Young Forever”. São 37 músicas (algumas em versões reduzidas) em mais de duas horas de duração. Os dois se separam. Jay Z partirá para uma turnê europeia que começa em outubro (ainda nada de Brasil). O próximo show de Justin Timberlake será no Rock in Rio, em 15 de setembro. O Brasil verá um performer completo.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013 música | 16:25

Jay-Z: com Beyoncé, Justin Timberlake e ameaça de terrorismo

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“I’m an outlaw, got an outlaw chick/ Bumping 2Pac, on my outlaw shit”.

São versos de “Part II (On the Run”, música nova de Jay-Z. O trecho é uma referência a 2Pac, o rapper assassinado em 1996 – “outlawz” era o nome do grupo/turma criado por 2Pac.

Mas “Part II” não é apenas para 2Pac – a faixa traz Beyoncé soltando versos como “I don’t care if you on the run/ Baby as long as I’m next to you/ And if loving you is a crime/ Tell me why do I bring out/ The best in you”. “Part II” traz o casal nº 1 da música pop em uma declaração explícita de amor.

“Part II” é um dos pontos altos de “Magna Carta Holy Grail”, o 12º disco do cantor, compositor, produtor, megainvestidor e marido da Beyoncé, Jay-Z.

O disco mostra o poder de Jay-Z. Ele chamou para produzir as 16 faixas do disco um “all star game” de produtores de rap/pop, como Pharrell Williams, Timbaland, Swizz Beatz, The Dream, J-Roc e Hit Boy.

E, para cantar, além de Beyoncé, “Magna Carta Holy Grail” tem convidados como Justin Timberlake, Frank Ocean e Rick Ross. O disco foi pensado para ser um blockbuster – e já é um. O álbum foi distribuído pela Samsung para um milhão de clientes, de graça. A empresa pagou a Jay-Z US$ 5 por cada disco – ou seja, o rapper embolsou US$ 5 milhões apenas com o acordo (e o disco já sai com um milhão de cópias vendidas). Esperto, não?

Jay-Z está entre os cinco caras mais poderosos da música. Como o amigo Kanye West, ultrapassou o universo do rap e virou astro mundial pop. A avalanche midiática de “Magna Carta Holy Grail” incluiu a exibição da capa do disco na catedral de Salisbury, na Inglaterra, onde está a Magna Carta original Catedral Salisbury, na Inglaterra, ao lado da verdadeira Magna Carta (documento do século 13 pelo qual limitava-se o poder do rei britânico).

E continua. Jay-Z iria fazer uma performance no topo do teatro Ed Sullivan, em Nova York, no próximo dia 8. A gravação seria exibida no talk show de Daid Letterman. Mas uma ameaça de terrrorismo obrigou o cantor a cancelar o evento.

“Magna Carta Holy Grail” ainda será muito discutido durante o ano. Abaixo, “Holy Grail”, música que abre o disco e que traz a voz de Justin Timberlake.

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segunda-feira, 24 de junho de 2013 música | 12:17

O Nirvana, pela boca de Jay-Z

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Jay-Z lançará “Magna Carta Holy Grail” em 4 de julho e um dos atrativos do disco é a faixa “Holy Grail”, que traz um pequeno trecho da letra de “Smells Like Teen Spirit”, o clássico do Nirvana.

“And we all just/ Entertainers/ And we’re stupid/ And contagious”, canta Jay-Z.

Para usar o trecho, Jay-Z teve de pedir autorização a Courtney Love. “Deixei Jay-Z usar a letras – mas acho que Frances (Bean Cobain, a filha de Kurt e Courtney) vai ficar maluca quando souber”, disse Courtney. “Jay-Z é enorme, e nós somos amigos – não que sejamos melhores amigos ou coisa parecida…”.

Jay-Z soltou uma imagem com a letra de “Holy Grail” (Justin Timberlake empresta a voz na faixa):

Já há algum tempo Jay-Z deixou de ser apenas um grande rapper para se tornar um dos principais popstars do planeta – e marido da Beyoncé, claro. Junto com o amigo Kanye West, é um dos rappers-popstars mais ambiciosos do mundo. “Watch the Throne”, o disco que fizeram juntos, trazia pelo menos duas grandes faixas, “Otis” e “Niggas in Paris”. “Yeezus”, o novo de Kanye, é completamente diferente de tudo o que ele já fez. Vamos ver como será a cartada de Jay-Z.

Abaixo, as músicas do disco.

1. “Picasso Baby”
2. “Heaven”
3. “Versus”
4. “Tom Ford”
5. “Beach Is Better”
6. “FuckWithMeYouKnowIGotIt”
7. “Oceans”
8. “F.U.T.W.”
9. “Part 2 (On the Run)”
10. “BBC”
11. “La Familia”
12. “Jay-Z Blue”
13. “Nickles & Dimes”
14. “Holy Grail” (bonus track)
15. “Open Letter” (bonus track)

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quinta-feira, 11 de abril de 2013 música | 16:55

Jay-Z x Casa Branca

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Jay-Z e Beyoncé em Cuba - foto: AP

Sério. Como se Coreia do Norte, desemprego, controle de armas não fossem problemas suficientes, Barack Obama teve de se explicar sobre uma música de Jay-Z.

A coisa começou com a recente viagem de Jay-Z e de Beyoncé a Cuba – os dois comemoravam cinco anos de casamento.

Mas devido ao embargo comercial adotado há mais de 50 anos pelos EUA contra o regime cubano, a maioria dos norte-americanos é proibida de viajar àquele país sem uma autorização que é concedida pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Um grupo de deputados republicanos criticou a viagem, dizendo que Jay-Z e Beyoncé estariam sendo usados como propagandistas do governo cubano. A viagem de Jay-Z e Beyoncé criou quase uma crise política nos EUA.

Jay-Z se irritou com os comentários e compôs a faixa “Open Letter”, rap com produção de Swizz Beats e Timbaland. Um trecho da letra diz: “I turned Havana into Atlanta… Boy from the hood/ I got White House clearance… Obama said, ‘Chill you gonna get me impeached/ You don’t need this shit anyway, chill with me on the beach'”.

Em poucas horas, “Open Letter” teve mais de 520 mil audições.

Aí nesta tarde o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, concedeu entrevista coletiva. Um dos repórteres, Donovan Slack, do site Politico, perguntou a Carney se Obama havia falado com Jay-Z sobre a viagem e se o presidente havia dado o OK para que o casal visitasse Cuba.

Carney chegou a brincar: “Acho que nada rima com Treasury”. E continuou: “Estou dizendo que a Casa Branca ou o presidente não têm nada a ver com a viagem de ninguém a Cuba, isso é algo tratado pelo Tesouro. Donovan, é apenas uma canção. O presidente não falou com Jay-Z sobre a viagem.”

O vídeo com a declaração da Casa Branca está abaixo.

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segunda-feira, 18 de março de 2013 música | 15:49

Kendrick Lamar encontra Jay-Z

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O “novo rap” encontra a velha-guarda.

Kendrick Lamar em show no SXSW - Foto: Getty Images

Kendrick Lamar, que ao lado de A$ap Rocky e Tyler, The Creator, puxa para a frente a nova geração do rap norte-americano, é responsável pela obrigatória “Bitch Don’t Kill My Vibe”. Poucas faixas causaram impacto tão grande na música feita hoje como esta que é um dos destaques do primeiro disco de KL.

Bem, “Bitch Don’t Kill My Vibe” ganhou uma nova versão – ritmo novo e até letra nova, graças a ele, o marido da Beyoncé.

Essa “Bitch…”-via-Jay-Z já estava circulando desde a semana passada, quando foi tocada numa festa durante o SXSW, em Austin (Texas). Agora temos a versão inteira. E, ao final, a capa do single. Jordan x Kobe???

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Cultura pop | 16:59

Grupo recria clássico de Jay-Z com cenas de filmes

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Será que é um presente pelo nascimento da Blue Ivy Carter?

Trio londrino que já picotou-editou-recriou visualmente vídeos de Fatboy Slim, Public Enemy, U2 e outros, o Eclectic Method pegou “99 Problems”, uma das músicas mais conhecidas do Jay-Z, e a reconstruiu com pequenos trechos de filmes.

E deram o nome de “99 Problems in Film”.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 música | 14:19

Jay-Z e o dubstep

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Aonde o dubstep vai parar? Depois da Britney Spears, até o Jay-Z está nessa.

Se a música eletrônica hoje soa inovadora, inquieta e relevante, o dubstep tem grande culpa nisso.

No Reino Unido, nomes como Burial, Skream, Rusko e Benga são grandes. Em 2010, vi Benga e Rusko no Creamfields, gigantesco festival em Liverpool, e os dois fizeram os dois sets mais quentes do evento.

Parente próximo do drum’n’bass, o dubstep pratuicamente não tem melodia nenhuma; é feito de batidas quebradas, sincopadas, que criam um tom escuro, enfumaçado. Começou a se aproximar do pop com o trio Magnetic Man, formado por Benga, Skream e Artwork.

Depois veio a Katy B., qu apareceu em 2009, com 20 anos, apadrinhada pela rádio comunitária londrina Rinse FM. Katy B. empresta sua voz na ótima “Perfect Stranger”, do Magnetic Man.

Aí veio a Britney Spears. Ela pediu ajuda aos superprodutores Dr. Luke e Max Martin para a música “Hold It Against Me”. A dupla colocou (meio timidamente, é verdade) na faixa um trecho de dubstep (ouça aqui; o dubstep entra a partir de 2min20).

Bem, agora o rap se aproxima do dubstep. J. Cole, rapper sob o guarda-chuva do Jay-Z, acaba de soltar “Mr. Nice Watch”. A música, na qual Jay-Z empresta alguns versos, é praticamente inteira feita em cima de batidas de dubstep.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Cultura pop, música | 19:43

Jay-Z e Kanye West: tudo para dar errado

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Jay-Z e Kanye West vão fazer um disco juntos. É o tipo de ideia que tem tudo para dar errado.

Primeiro porque reúne o popstar dono do maior ego do planeta (Kanye West) e um rapper que ultimamente parecia preocupado apenas com a marca que seu nome se transformou (Jay-Z).

As notícias que saíram em seguida não foram animadoras. Jay-Z vai colocar a mulher, Beyoncé, para cantar em uma das faixas? Vão usar um sample de “Try a Little Tenderness”, uma das mais conhecidas melodias da soul music?? Querem virar Puff Daddy???

Kanye West e Jay-Z

Mas “Watch the Throne”, o disco, deu muito certo. Porque Kanye West não esqueceu como se produz beats, e Jay-Z ainda é das vozes mais afiadas do rap.

Kanye produz quase todas as faixas (e ainda recebe ajuda de Swizz Beatz, Neptunes, RZA); e Frank Ocean (Odd Future) e Mr. Hudson (além de Beyoncé) aparecem nos vocais.

“No Church in the Wild” inicia o disco e consegue abrir espaço tanto para divagações teológicas (“What’s a king to a god?/ What’s a god to a non-believer?/ Who don’t believe in anything?”) como para citações a Sócrates e Platão. E fica ótimo.

“Lift Of”, com Beyoncé, é o ponto fraco do disco. Tudo é exagerado: o vocal de Beyoncé, o sintetizador dance-pop farofa. “Niggas in Paris” coloca o álbum na linha novamente. Jay-Z canta sobre um beat simples, mas infalível. A letra é deliciosamente nonsense: “What’s Gucci, my nigga?/ What’s Louie, my killa?/ What’s drugs, my deala?/ What’s that jacket, Margiela?”.

E aí vem “Otis”. Um dos truques mais baratos – e usados – por gente com fiapo de talento é “criar” música apoiando-se em samples conhecidíssimos. “Otis” poderia ser mais um desastre. Mas, com a voz de Otis Redding ao fundo, Jay-Z e Kanye emendam rimas com charutos, cubanos, dominicanos, até terminar com “Lord, please let them accept/ the things they can’t change/ And pray that all of their pain be champagne”. Gênios.

“Gotta Have It” é viciantemente enfumaçada; “Why I Love You” tem um refrão climático que me lembrou TV on the Radio (?!?!); “Murder to Excellence” tem coral inocente e melodia meio quebrada; Em “New Day”, Kanye diz: “I’ll never let my son have an ego/ He’ll be nice to everyone, wherever we go”. Auto-crítica? E vem a ironia: “I mean, I might even make them be Republican/ So everybody knows he loves white people”.

Em “That’s My Bitch”, Kanye cita Basquiat, enquanto Jay-Z lista Mona Lisa e Marilyn Monroe até “voltar à minha Beyoncé”. “Who Gon Stop Me” aparece como uma pedrada, com batida pesada e nervosa.

Músicas, discos e shows que juntam pesos-pesados quase sempre entregam menos do que prometem. “Watch the Throne” é uma (tremenda) exceção.

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