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Posts com a Tag Kanye West

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 música | 13:36

Big Sean reúne Kanye West e Drake em “Blessings”

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Muita gente acha que Big Sean entrará para o círculo dos grandes rappers do mundo com “Dark Sky Paradise”, disco que sai no final de fevereiro e terá participações de nomes como Kanye West, Drake, Pusha T., Jhené Aiko e da namorada de Big Sean, Ariana Grande.

O primeiro single do disco acaba de chegar – e com certa pompa. É “Blessings”, faixa que reúne Kanye West e Drake. Diferentemente do que ocorreu em “Control” (em que a participação de Kendrick Lamar eclipsou Big Sean), desta vez o rapper  não se intimida com os dois bambas.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 música | 15:59

Jay Z, Kanye West, Kendrick Lamar (e Tyler, The Creator) no SXSW

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Jay Z no SXSW 2014 – Getty Images

Talib Kweli, Russell Simmons, Theophilus London e Aloe Blacc foram algumas das personalidades que estavam entre os 4.400 presentes no Austin Music Hall para o show de Jay Z e Kanye West, na quarta à noite, em Austin, dentro do SXSW.

E também o Tyler, The Creator, que conseguiu chegar até a frente do palco e passou várias músicas fazendo crowdsurfing.

A reunião de Jay Z e Kanye West foi emblemática não apenas porque a dupla não subia junta a um palco há dois anos, desde a turnê do disco “Watch the Throne”, mas porque é um lado de duas “batalhas”: a do novo rap vs velho rap e a da Apple vs Samsung.

Jay Z e Samsung são parceiros comerciais desde o lançamento do disco “Magna Carta…”, que poderia ser ouvido logo que saiu via celulares da companhia coreana. Além disso, Kanye West já quase arrumou briga com o Tim Cook, da Apple, quando disse ao executivo: “Pare de tentar arrumar artistas para tocar de graça no seu festival”.

West referia-se ao iTunes Festival, que a Apple promove há algum tempo. E uma das noites do iTunes Festival rolou também na quarta-feira, também no mesmo horário e também em Austin, com os novos Kendrick Lamar e ScHoolboy Q., que se apresentaram no ACL Moody Theater.

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Kanye West no SXSW – Getty Images

Não existe, entre a velha guarda, representada por Jay Z e Kanye West, e a nova geração do rap, que tem em Kendrick Lamar um de seus principais expoentes, uma briga semelhante à de Samsung x Apple. Mas é divertido comparar a grandiosidade musical/lírica de “Watch the Throne” (que pode ser visto/ouvido como uma espécie de declaração de força e de poder de Jay/Kanye), com a energia e a postura de nomes como Kendrick Lamar e ScHoolboy Q.

Enquanto Jay Z e Kanye fizeram um show conjunto, mais ou menos como a turnê de Jay Z e Justin Timberlake, iniciado com faixas de “Watch the Throne” seguido por músicas da carreira solo de cada um dos rappers, Kendrick/Schoolboy se apresentaram separados (Kendrick fechou a noite), em evento feito pela TDE (Top Dawg Entertainment), selo que é a casa de Kendrick e ScHoolboy Q.

Os vídeos do shos de Kanye/Jay Z não estão com o áudio muito bons, mas abaixo dá para ver como foi o início, com “Ham”, e o final, com “Niggas in Paris”.

Em seguida, todo o show de Kendrick Lamar. Vale muito a pena.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013 música | 17:54

Kanye West se compara a Steve Jobs, Michelangelo e diz que será maior do que a Walmart

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Podemos acusar Kanye West de muita coisa, menos de falsa modéstia. Ou de que ele seja um fazedor de média.

Atualmente em concorrida turnê pelos EUA, o rapper e marido da Kim Kardashian foi a um tradicional programa de rap, o Breakfast Club da Power 105.1, e deu uma entrevista na qual:

– se compara a Michelangelo, Steve Jobs, Walt Disney e Marina Abramovic (“Houve apenas um Steve Jobs, e há apenas um Kanye West”; “Como Marina Abramovic, aquilo é uma performance de arte” – sobre o vídeo “Bound 2”);

– diz que será “maior do que a Walmart, que a Louis Vuitton e que a H&M”;

– critica a “Vanity Fair” porque a revista disse que Kate Upton era a nova Marilyn Monroe; (“Kate Upton não é a nova Marilyn; Kim [Kardashian] é”);

– diz que os negros “não têm as mesmas conexões que os judeus”;

– revela que seu próximo disco será tão importante quanto “Born in the USA”.

– afirma que está 10 anos à frente do mundo;

Kanye West diz muito mais (ele até “ordena” aos negros que não entrem numa loja da Louis Vuitton . São 40 minutos de entrevista, que pode ser vista abaixo.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Cultura pop, música | 19:43

Jay-Z e Kanye West: tudo para dar errado

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Jay-Z e Kanye West vão fazer um disco juntos. É o tipo de ideia que tem tudo para dar errado.

Primeiro porque reúne o popstar dono do maior ego do planeta (Kanye West) e um rapper que ultimamente parecia preocupado apenas com a marca que seu nome se transformou (Jay-Z).

As notícias que saíram em seguida não foram animadoras. Jay-Z vai colocar a mulher, Beyoncé, para cantar em uma das faixas? Vão usar um sample de “Try a Little Tenderness”, uma das mais conhecidas melodias da soul music?? Querem virar Puff Daddy???

Kanye West e Jay-Z

Mas “Watch the Throne”, o disco, deu muito certo. Porque Kanye West não esqueceu como se produz beats, e Jay-Z ainda é das vozes mais afiadas do rap.

Kanye produz quase todas as faixas (e ainda recebe ajuda de Swizz Beatz, Neptunes, RZA); e Frank Ocean (Odd Future) e Mr. Hudson (além de Beyoncé) aparecem nos vocais.

“No Church in the Wild” inicia o disco e consegue abrir espaço tanto para divagações teológicas (“What’s a king to a god?/ What’s a god to a non-believer?/ Who don’t believe in anything?”) como para citações a Sócrates e Platão. E fica ótimo.

“Lift Of”, com Beyoncé, é o ponto fraco do disco. Tudo é exagerado: o vocal de Beyoncé, o sintetizador dance-pop farofa. “Niggas in Paris” coloca o álbum na linha novamente. Jay-Z canta sobre um beat simples, mas infalível. A letra é deliciosamente nonsense: “What’s Gucci, my nigga?/ What’s Louie, my killa?/ What’s drugs, my deala?/ What’s that jacket, Margiela?”.

E aí vem “Otis”. Um dos truques mais baratos – e usados – por gente com fiapo de talento é “criar” música apoiando-se em samples conhecidíssimos. “Otis” poderia ser mais um desastre. Mas, com a voz de Otis Redding ao fundo, Jay-Z e Kanye emendam rimas com charutos, cubanos, dominicanos, até terminar com “Lord, please let them accept/ the things they can’t change/ And pray that all of their pain be champagne”. Gênios.

“Gotta Have It” é viciantemente enfumaçada; “Why I Love You” tem um refrão climático que me lembrou TV on the Radio (?!?!); “Murder to Excellence” tem coral inocente e melodia meio quebrada; Em “New Day”, Kanye diz: “I’ll never let my son have an ego/ He’ll be nice to everyone, wherever we go”. Auto-crítica? E vem a ironia: “I mean, I might even make them be Republican/ So everybody knows he loves white people”.

Em “That’s My Bitch”, Kanye cita Basquiat, enquanto Jay-Z lista Mona Lisa e Marilyn Monroe até “voltar à minha Beyoncé”. “Who Gon Stop Me” aparece como uma pedrada, com batida pesada e nervosa.

Músicas, discos e shows que juntam pesos-pesados quase sempre entregam menos do que prometem. “Watch the Throne” é uma (tremenda) exceção.

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