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quarta-feira, 14 de maio de 2014 música | 14:05

M.I.A. + Beyoncé

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M.I.A. em show em 2013 - Getty Images

M.I.A. em show em 2013 – Getty Images

Não tinha como dar errado. Uma música nova e ótima da Beyoncé encontra uma M.I.A. inspirada que nos lembra aquela que lançou o original e impactante “Arular” em 2005.

O resultado é “Baddygirl 2”, nome da faixa que a M.I.A. acaba de soltar. “Baddygirl 2” está sendo descrita como um remix, mas é mais uma versão que a M.I.A. fez para “Flawless”, música que está no mais recente disco da Beyoncé.

A M.I.A. tirou algumas partes de “Flawless”, colocou outras (como um sample de “Diva”, da própria Beyoncé) e fez de “Baddygirl 2” uma deliciosa calda sonora explosiva que a gente não encontra por aí.

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sábado, 2 de novembro de 2013 música | 21:49

O novo disco da M.I.A. traz de volta a velha M.I.A.

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A velha M.I.A., parece, voltou. “Matangi”, o quarto disco, nos reapresenta à cantora surpreendente que agrupava referências do Brasil à Índia, dos EUA à África, do Reino Unido ao Sri Lanka para produzir música pop globalizada e contemporânea. A M.I.A. que existia até 2009.

Um pouco de contexto, se você me permite. Até 2009, M.I.A. era incomparável. Cantora que fazia o termo “world music” ser aquilo que deveria ser: música que não respeita fronteiras e que não se prende a regionalismos. Electro, rap, funk carioca, bhangra, reggae, ska. Tudo misturado de uma maneira na qual conviviam sem atritos o ativismo político e a diversão.

Era uma época em que M.I.A. havia lançado discos como “Arular” (2005) e “Kala” (2007), em que se destacavam faixam originais como “Bucky Done Gun”, “Galang”, “Boyz”. Época em que a cantora cingalesa fazia hinos dançantes como “Paper Planes”. M.I.A. era coisa séria: disputada por gravadoras, assediada por produtores, convocada para tocar em horários invejados nos principais festivais do planeta. Estava estourada nos EUA, faltava pouco para se tranformar em popstar.

M.I.A. em show no Terminal 5 - foto Getty Images

M.I.A. em show no Terminal 5 – foto Getty Images

Mas tudo ruiu em 2009. Em abril daquele ano, assisti a um show de M.I.A. no Coachella. Foi, de longe, a apresentação mais concorrida do festival que tinha na escalação nomes como Cure, Paul McCartney, Chemical Brothers, Morrissey e outros grandes. M.I.A. arrastou uma multidão que não cabia dentro da tenda. Tive que “ver” o show me esticando na ponta dos pés, bem de longe. Foi uma decepção.

Ali, no Coachella, M.I.A. mostrava que tinha entrado em uma nova fase. A diversão dava lugar à violência e à paranoia. No show, M.I.A. se portava como um rapper gangsta – se preocupava mais em cuspir regra do que em cantar. M.I.A. brigou com o produtor Diplo, brigou com o “New York Times”, brigou com gravadora, brigou com a NFL por ter mostrado o dedo médio durante o show da Madonna no Super Bowl. O disco “Maia” (2010) é um reflexo dessa fase pesada.

Bem, aí chegou “Matangi”. O disco já pode ser ouvido, e é uma boa surpresa. Da percussiva faixa-título ao batidão “Attention”, da inclassificável “Bad Girls” à deliciosamente pop “Come Walk With Me”. Não traz um hit como “Paper Planes”, mas “Y.A.L.A.”, “Know It Ain’t Right” e “Bring the Noize” estão entre as melhores coisas que essa cantora já fez.

Há poucos dias M.I.A. passou por São Paulo. Em festa fechada da Chanel, tocou para poucos, como Karl Lagerfeld e o Pacey de “Dawson’s Creek”. Na sexta (1 de novembro), iniciou uma série de shows noa EUA. A apresentação ocorreu no Terminal 5, em Nova York. A apresentação foi precedida por um vídeo de Julian Assange. O fundador do Wikileaks falou ao público de M.I.A. via Skype, da embaixada do Equador no Reino Unido, onde vive.

Dá para ver abaixo a fala de Assange e, depois, um trecho do show. No fim de novembro M.I.A. retorna à América do Sul para shows no Chile e na Argentina. Volta ao Brasil?

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