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terça-feira, 15 de novembro de 2011 música | 02:05

Um passeio pelos três dias do SWU

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E acabou o SWU 2011. Um pouco do que vi/ouvi nos três dias do festival.

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No sábado, o dia do rap no SWU,

Emcida levou na mão o (bom) público que o assistia às 15h sob um sol indecente. Não se intimidou com o enorme palco e com o fato de estar acompanhado apenas por um DJ. Cantou de Racionais a Thaíde & DJ Hum, em uma homenagem à história do rap brasileiro.

a dupla Matt & Kim causou (no bom sentido) no palco secundário. Show performático, com a Kim subindo na bateria, rebolando no meio do povo ao som de Major Lazer. Humor, energia e ironia.

o caos tomou conta do show do Odd Future. E nem poderia ser diferente. Cinco vocalistas – e o Tyler, the Creator também funcionou como dublê de DJ. Rap neurótico, niilista, furioso. E, ao vivo, “Yonkers” fica ainda melhor.

o Só Pra Contrariar apareceu no SWU. O assumidamente sem-vergonha Snoop Dogg encerrou seu show com pagode. Boa ideia, não?

… o Kanye West dividiu opiniões. Show com hits e bem produzido? Apresentação cafona e exagerada? Foi tudo isso, a cara do Kanye. Em duas horas, momentos ótimos (“Gold Digger”, “Flashing Lights”) e minutos intermináveis de tédio (nas músicas mais lentas e no falatório do Kanye).

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No domingo, o dia do pop velho no SWU,

o Peter Gabriel brigou com o Ultraje a Rigor (você imaginou que viveria pra ler esse tipo de coisa?). Não foi fácil: técnicos saíram no tapa no meio do palco; Roger Moreira não poupou provocações a Peter Gabriel no microfone; a última música do show do Ultraje foi interrompida. Um pouco de emoção para a caretice que dominou o dia.

o Zé Ramalho tocou Gonzaguinha e Geraldo Vandré.

o Modest Mouse não tocou.

o Chris Cornell fez um show acústico.

“Notorious”, “Wild Boyz”, “Come Undone”, “View to a Kill” não foram assassinadas pelo Duran Duran. Uma banda veterana que fez um show sem manchar seu passado.

a Courtney Love mostrou os peitos, xingou o Dave Grohl (Foo Fighters), tirou sarro do Billy Corgan (Smashing Pumpkins), fez cover de U2 e Stones, irritou-se com um fã que segurava uma foto do Kurt Cobain, errou letra de uma música e desafinou em outra. Boa, Courtney!

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Na segunda, o dia do grunge no SWU,

Kim Gordon e Thurston Moore, do Sonic Youth - Jorge Rosenberg

o Black Rebel Motorcycle Club finalmente fez show no Brasil. Começou lento, denso. Terminou com força com versões pesadas (e ótimas) de “Spread the Love” e “Whatever Happened to My Rock’n’Roll”.

os velhos hits indies “Girl from Mars”, “A Life Less Ordinary” e “Shining Light” foram relembrados pelos irlandeses Ash.

as guitarras distorcidas do Sonic Youth emocionaram (será que pela última vez?). Como eles são bons músicos, como fazem do barulho uma fonte de energia.

o Peter Gabriel pediu desculpas ao Ultraje a Rigor.

… Teve Stone Temple Pilots. Teve Alice in Chains. E teve o “macumbeiro” Faith No More.

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Sobre a estrutura do festival, alguns pitacos:

– Bom ter um festival fora de São Paulo, fora do asfalto. Em Paulínia, em uma área maior do que a de Itu, o SWU ganhou mais espaço para o povo circular, mais espaço para banheiros e bares. Poucas filas foram vistas.

– Legal ter opção de camping, mas muita gente reclamou da falta de árvore e da terra.

– Sobre a lama que tomou conta do festival na segunda, é um risco que todo evento ao ar livre em local gramado corre. Mas isso não justifica, por exemplo, estacionamento com carros atolados.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011 música | 15:52

Odd Future, Modest Mouse e… Ash!

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E os polêmicos e incansáveis Odd Future estarão em Paulínia (interior de SP) em 12 de novembro, para show no SWU. Não apenas Tyler the Creator, mas TODOS ELES desembarcam no Brasil – foi o que me disse a organização do festival.

Coletivo de rap formado na Califórnia, o Odd Future (OFWGKTA) é formado por Tyler the Creator, Mellowhype, pela DJ Syd the Kyd, Frank Ocean, Mike G, Hodgy Beats entre outros, incluindo aí o misterioso Earl Sweatshirt, que ninguém (aparentemente) sabe onde está.

Bem, o Odd Future estará no palco New Stage do SWU, junto a bandas como Modest Mouse, Ash, Is Tropical, Bag Raiders e os curitibanos Copacabana Club.

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O Modest Mouse valeria mesmo se fosse apenas para vê-los tocar “Float On”, faixa absurdamente pra cima que nos diz: “Alright don’t worry even if things end up a bit to heavy/ We’ll all float on alright/ Already we’ll all float on”.

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Mas o SWU traz também o Ash. Banda que ninguém está dando muita bola (bem, ninguém dava muita bola nem quando eles eram realmente ativos e lançavam álbuns bem decentes, no final dos anos 1990, começo dos anos 2000). Mas a nostalgia bateu, e fiquei bem empolgado com a vinda deles.

Uma das razões que me fazem gostar do Ash é que eles nunca fizeram parte de nenhum “movimento”. Apareceram no auge do britpop, mas não são associados ao britpop. Depois lançaram um ótimo disco em 2001, mas era época de Strokes e cia., e o Ash foi novamente deixado de lado.

Esse alijamento rolou não porque essa banda da Irlanda do Norte seja singular – ao contrário. É música rápida, algumas baladas, mas sempre com guitarras e vocais bem pop.

Com essa fórmula eles produziram “Girl from Mars”, semi-hit dos anos 1990, e o disco “Free All Angels”, de 2001. No meio disso, a irresistível “A Life Less Ordinary”, que esteve na trilha do filme de mesmo nome (“Por Uma Vida Menos Ordinária” – vale ver).

Nos últimos anos o Ash lançou discos, vem fazendo shows em festivais, mas não me lembro de ter ouvido nada tão recomendável. Em 2006, os três integrantes fundadores da banda mandaram embora a (excelente) guitarrista Charlotte Hatherley, que havia entrado no grupo em 1997. Charlotte fazia muito bem à banda.

Em 2010 o Ash passou a tocar com Russell Lissack, que era guitarrista do Bloc Party. Em outubro, Charlotte participará de alguns shows do Ash no Reino Unido para tocar músicas de “Free All Angels” – mas ela não vem ao Brasil.

Abaixo, dois ótimos momentos da banda. A linda “Shining Light” no T in the Park de 2001.

E “A Life Less Ordinary” em Magdeburg, na Alemanha, em 2004.

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