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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 música | 14:19

Charli XCX e o cover de “Shake It Off”

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É sempre arriscado fazer cover de músicas que dificilmente podem ser melhoradas, mas a Charli XCX surpreende com uma versão meio punk meio pop bubblegum de “Shake It Off”, joia pop da Taylor Swift. Não tem nada a ver com a original, mas é tão boa quanto.

O cover foi feito no programa “Live Lounge”, da britânica Radio 1.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014 música | 18:15

Taylor Swift virou o principal nome do pop de 2014

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Taylor Swift em show em setembro de 2014 - Ethan Miller/Getty Images

Taylor Swift em show em setembro de 2014 – Ethan Miller/Getty Images

Taylor Swift tornou-se o principal nome da música pop em 2014 – e essa afirmação é corroborada não apenas pela qualidade de seu disco mais recente, “1989”, mas pelos números gerados pelo lançamento.

Quinto álbum da cantora de 24 anos, “1989” chegou às lojas físicas e online em 27 de outubro. Em 4 de novembro, apareceu no topo da lista dos mais vendidos nos EUA, com 1,287 milhão de cópias comercializadas. Quantia astronômica: é o disco que mais vendeu em uma semana desde “The Eminem Show”, lançado em 2002.

Mais: é a primeira artista na história a alcançar mais de um milhão de vendas de um disco em apenas uma semana – os outros dois álbuns anteriores dela, “Red” (2012) e “Speak Now” (2010) também ultrapassaram o milhão de cópias em sete dias. “1989” é, ainda, apenas o 19º disco a bater a marca de sete dígitos em uma semana desde que a atual medição começou a ser feita, em 1991.

E outra: segundo a “Billboard”, “1989” deve bater na casa das 400 mil cópias nesta segunda semana (os números saem no dia 12). Se deixarmos de lado o 1,2 milhão da primeira semana, apenas essas 400 mil cópias já fariam o álbum ser o mais vendido de 2014. A “Billboard” estima que a segunda posição nesta semana ficará com a coletânea “Now 52”, que deve vender entre 60 mil e 70 mil cópias.

Em uma perspectiva histórica, os números alcançados por Taylor Swift são impressionantes. A primeira vez que um artista alcançou o milhão de cópias vendidas de um disco em apenas uma semana foi em dezembro de 1998, com Garth Brooks, por “Double Live”. O álbum que mais vendeu em apenas uma semana foi “No Strings Attached”, do ‘N Sync, em 2000 – o único em que cinco discos atingiram números milionários.

Mas 2000 foi um ano extraordinário para a indústria fonográfica. Naquele ano, na média, os discos chegaram ao topo da parada com 543 mil cópias. Neste 2014, um disco vai ao nº 1 do ranking com apenas 164 mil cópias vendidas. A distância que separa Taylor Swift e o restante é muito maior do que a que havia no início do século.

O mais recente disco de Lady Gaga, “Artpop”, vendeu 258 mil cópias na primeira semana. O de Beyoncé, homônimo, 828 mil. O álbum que estava na liderança de 2014 até Taylor Swift reaparecer, “In the Lonely Hour”, de Sam Smith, vendeu 746 mil cópias até novembro – e foi lançado em maio.

Duas podem ser as explicações para o desempenho gigantesco de “1989”. Primeira: a estratégia comercial. Poucos dias antes do lançamento, Taylor Swift fez uma maratona por TVs e rádios americanas. Passou pelos programas de David Letterman, Jimmy Kimmel, The Voice, Ellen DeGeneres e outros. Interagiu com fãs por meio de redes sociais (Twitter principalmente), estimulando postagens de gente segurando cópias do álbum. Firmou parcerias com empresas diversas, como Coca-Cola e redes de farmácia e supermercados.

Outra explicação: Taylor Swift é uma popstar acima da média – ela sabe cantar e sabe compor. O primeiro single do disco, “Shake It Off”, é uma joia pop de pouco mais de três minutos na qual ela responde ironicamente às críticas que recebe por sair com garotos demais. Já em “Blank Space” ri de si mesma e do meme que virou (a cantora que sempre escreve sobre ex-namorados). Trechos: “Saw you there and thought/ Oh my God, look at that face/ You look like my next mistake” e “Got a long list of ex-lovers/ They’ll tell you I’m insane/ But I’ve got a blank space baby/ And I’ll write your name”.

Com a ajuda dos superprodutores Max Martin e Shellback, Taylor Swift construiu faixas que resgatam o clima pop dançante dos anos 1980, menos frenético do que temos hoje. Tanto em baladas (“Out of the Woods”, “Wildest Dreams”) como em faixas mais para cima (“Bad Blood”, “Style”), as letras personalistas e bem humoradas de Taylor Swift se encaixam harmoniosamente com melodias trabalhadas em sintetizadores.

Ex-rainha da música country, muitos duvidavam que Taylor Swift conseguiria fazer a transposição para a música pop. Os números e as faixas de “1989” mostram que, sim, ela conseguiu.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014 música | 18:54

Taylor Swift e a construção de uma popstar

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Taylor Swift no VMA 2014 - Mark Davis/Getty Images

Taylor Swift no VMA 2014 – Mark Davis/Getty Images

Algumas coisas que a gente aprendeu com o VMA 2014:

– que a Jessie J. ainda existe;
– que se a música pop fosse um reinado, o trono seria hoje ocupado por Beyoncé;
– que a Taylor Swift é a mais profissional e bem preparada jovem cantora pop do mundo.

Taylor Swift é um exemplo de como uma boa cantora pode ser transformada em uma popstar. Lançou o primeiro disco em 2006, quando tinha 16 anos. Era fã de country, por isso modelou suas canções a partir de nomes consagrados do gênero, como Dolly Parton e Dixie Chicks. Mas, esperta, adicionava toques contemporâneos à tradição country – o hit “Tim McGraw” é uma prova.

Os discos seguintes continuaram nessa linha “novo country”, amparados por letras confessionais e acima da média. Um detalhe importante: TODOS os discos de Swift foram lançados na mesma época, entre o final de setembro e o final de outurbo. Esse período, dentro do outono no hemisfério norte, é tradicionalmente bom para as vendas de discos – até pela proximidade com o Natal.

Esse cronograma exige uma disciplina rigorosa. Taylor Swift e sua equipe sabem quando ela tem de sair em turnê, por quanto tempo, quando sai em férias e quando começa a gravar. Profissionalismo puro.

Mas a country music estava ficando pequena para Taylor Swift. Por isso, no disco “Red” (2012), ela começou a se aproximar do pop eletrônico.

Essa movimentação ficou explícita em “1989”, álbum que sai em outubro. De novo: esperta, Taylor Swift evita desagradar aos fãs que a acompanham desde o começo e anuncia o disco como o seu “primeiro disco oficial de pop”. Se antecipa à chiadeira (que, claro, está acontecendo): esta é uma nova Taylor Swift.

E a nova Taylor Swift é ainda tão boa ou melhor do que a antiga. A primeira faixa de “1989” (referência ao seu ano de nascimento), “Shake It Off”, é uma perfeição pop que, no refrão, brinca: “Haters gonna hate, hate, hate/
I’m just gonna shake, shake, shake”.

Provavelmente no início do ano que vem, Taylor Swift sai em turnê pelo mundo. Como as duas anteriores, deve começar em fevereiro/março de 2015 e terminar em março/abril de 2016. Quando Taylor Swift irá se preparar para o sexto disco. Que deverá ser lançado em setembro/outubro de 2016.

Não sei se Taylor Swift tira de Beyoncé o título de rainha do pop. Mas ela já tem o traquejo (e o profissionalismo) de uma princesa.

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