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segunda-feira, 11 de novembro de 2013 música | 12:00

The Roots no Planeta Terra: de Guns N’ Roses a reggae e Curtis Mayfield

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Teve cover de Guns N’ Roses, de Curtis Mayfield, trecho de “Immigrant Song”, do Led Zeppelin, reggae, jazz. Teve o “Tuba” Gooding Jr. Mas senti falta de (mais) rap no show do Roots no Planeta Terra, no sábado (9), no quente Campo de Marte, em São Paulo.

Fui ao festival especialmente e apenas para assistir a esse show (não que eu não gostaria de ter visto Beck, Blur e Lana Del Rey). O disco “How I Got Over”, por exemplo, saiu em 2010 mas para mim já é um clássico.

Gostei de ouvir faixas como “The Seed”, “Break You Off” e “How I Got Over”, mas senti falta de mais músicas da própria banda, novas e antigas.

Mas os músicos do Roots querem transformar o show em uma grande festa em que as músicas próprias dividem espaço com canções de outros artistas. Por um lado, funciona: em um festival com artistas tão diferentes, a banda consegue agradar a um número grande de gente. Por outro, às vezes soa meio genérico.

Pode não ter sido uma apresentação memorável, mas valeu porque os músicos são muito bons, valeu por ouvir ao vivo “How I Got Over”e valeu por termos visto, mesmo que só um pouquinho, um artista de rap num festival pop no Brasil.

O Alexandre Matias fez dois vídeos, que seguem abaixo, com mais fotos (todas da AgNews).

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013 música | 13:53

Arctic Monkeys e Elvis Costello & The Roots: quanto mais, melhor

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Não sei quanto a você, mas sinto uma enorme preguiça com texto que elogia disco com o argumento de que “melhora a cada audição”. Não me parece nada empolgante. Mas sou obrigado a entrar nessa com os novos do Arctic Monkeys e Elvis Costello & The Roots.

Alex Turner em show do Arctic Monkeys no Glastonbury 2013 - Getty Images

De “AM”, do Arctic Monkeys, quase desisti depois de ouvir uma ou duas vezes. Sentia o disco quadrado demais, convencional, um rock setentista que não me dizia nada. Errado. O disco é precioso.

Tem tanta coisa ali. Peso, psicodelia, sol, histórias divertidascomo a de uma garota que tem a cabeça nos anos 70 mas se comportam como amantes contemporâneas (“Arabella”), riffs espetaculares (“I Want It All”), falsetes. Fora que o disco é MUITO bem produzido (o som da bateria é límpido, robusto e agressivo ao mesmo tempo).

Percebemos que estamos diante de um cara que tem o que dizer e de uma banda que sabe o que faz aos 2min01 de “Do I Wanna Know?”. O ritmo diminui, e Alex Turner diz: “So have you got the guts?/ Been wondering if your heart’s still open/ If so I wanna know what time it shuts”. Momentos depois, a música volta a ganhar peso. Brilhante.

Alex Turner aparece chapado em  “Why’d You Only Call Me When You’re High?”: “Now it’s three in the morning and I’m trying to change your mind/ Left you multiple missed calls and to my message, you reply/ ‘Why’d you only call me when you’re high, high?'”.

Como The National e LCD Soundsystem, o Arctic Monkeys deixou longe a fase “I Bet You Look Good on the Dancefloor”. Está fazendo música “adulta”- não no sentido de “velha”, mas de menos imediatista, menos hormonal; mais pensada.

É o caso também de “Wise Up Ghost”, o álbum que reúne Elvis Costello e a banda de hip hop The Roots.

Esses dois sempre fizeram música “adulta”, mas essa parceria foi algo surgido meio ao acaso. Costello encontrou o Roots quando foi ao programa do Jimmy Fallon. Por diversão, começaram a gravar, sem divulgar muita coisa. O resultado é um disco certeiro.

Se há uma música que te pega logo de cara no disco é a primeira, “Walk Us Uptown”. Um quase-ska divertido que lembra um Roots mais antigo.

Em seguida, em “Sugar Won’t Work”, Costello assume a rédea e leva a canção para um caminho blues. “Come the Meantimes” explora o vocalde Costello e a capacidade rítmica do Roots. Já “Cinco Minutos Con Vos” ganha tom quase etéreo com o vocal da mexicana Marisoul (da banda La Santa Cecilia).

“Wise Up Ghost” não é um disco fácil, tem personalidade forte. É feito por gente grande.

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