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quinta-feira, 3 de maio de 2012 música | 12:46

James Brown e uma das duas músicas mais influentes do pop

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James Brown morreu em dezembro de 2006. Se estivese vivo, faria 79 anos nesta quinta (3 de maio). É alguém tão importante e com uma história tão saborosa que nunca nos cansamos de ler sobre.

Este post não é sobre as inúmeras músicas de sucesso de Brown, como “Papa’s Got a Brand New Bag”, “Get Up (I Feel Like Being a) sex Machine”, “It’s a Man’s Man’s World”; nem sobre como ele ajudou a impedir uma revolta social ao comandar show no dia seguinte ao assassinato de Martin Luther King, em abril de 1968 (descrito no livro “O Dia em que James Brown Salvou a Pátria”); nem sobre os fundamentais discos “Live at the Apollo”, “Star Time” e “In the Jungle Groove”; e, ainda, nem sobre como esse que era conhecido como o “cara que mais trabalha no show business” definiu o conceito de “entertainer”.

Este post é uma pequena homenagem a Brown e a uma obra-prima pouco conhecida mas, mesmo indiretamente, MUITO ouvida: “Funky Drummer”. É, talvez, um das duas músicas mais influentes da história do pop.

Não é exagero dizer que drum’n’bass, hip hop e grande parte da música negra nasceram/desenvolveram-se a partir da bateria quebrada de “Funky Drummer”.

Lançada apenas em single em 1970 (em disco saiu somente em 1986, no “In the Jungle Groove”), “Funky Drummer” é menos uma canção pop e mais um exercício rítmico de Brown e do baterista Clyde Stubblefield. Do rapper Nas ao geniozinho Prince, de New Order a Sinnead O’Connor e Depeche Mode, “Funky Drummer” foi sampleada incontáveis vezes.

Já escrevi um texto a respeito de “Funky Drummer” e, à época (2006), falei com os DJs Hum (hip hop) e Marky (drum’n’bass) sobre a música. “Ela tem um ‘break’ no meio em que abre-se espaço para a bateria. Essa quebrada foi sampleada milhões de vezes. É a principal batida dos anos 1990”, disse Hum. Marky contou: “Nunca vi um baterista tocar daquele jeito, nem computador consegue fazer. É o maior clássico dele, pena que muita pessoas não saibam”.

“Funky Drummer” pode ser ouvida abaixo. Começa com um funk improvisado até que, aos 5min35seg, James Brown e Stubblefield apresentam um novo caminho para a música pop.

A outra música mais influente da história? “Tomorrow Never Knows”, que encerra “Revolver” (1966), dos Beatles. Noel Gallagher, Chemical Brothers, Hendrix, Roxy Music, U2, Beach Boys, enfim, a experimentação sonora dos Beatles em “Tomorrow Never Knows” está em praticamente todo o rock e parte da eletrônica que vieram depois.

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