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sexta-feira, 12 de abril de 2013 música | 13:42

O rock e o pop da banda Vespas Mandarinas

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Há uma promissora nova geração brasileira de bandas de rock/pop que tenta meio que na marra (o que é um elogio) arrumar espaço em rádios, sites, blogs, TV, festivais. Não sei aonde vão chegar gente como Silva, Holger, Madrid e Tokyo Savannah, por exemplo, mas é bom não ignorá-los.

Um dos nomes mais aptos a cruzar a fronteira (ela ainda existe?) entre o indie e o estabelecido é o quarteto Vespas Mandarinas. Porque o VM tem nas costas um selo bem organizado (Deck), é liderado por um “veterano” do indie-rock nacional (Chuck Hipolitho) e, com o primeiro disco, a banda parece saber equilibrar o lado rock, mais agressivo, e o lado pop, mais melódico.

“Animal Nacional” é o nome do primeiro disco do VM. São 12 faixas produzidas por Rafael Ramos – bem gravadas, limpas, com o vocal bem destacado. Profissional.

Esse equilíbrio entre o rock e o pop me parece bem visível até pela própria distribuição das músicas – o começo do disco é bem pop; do meio para o final, vira uma paulada.

E existe um tom bem anos 1980. “O Vício e o Verso”, por exemplo, tem um cheiro forte de Paralamas do Sucesso. “O Amor e o Ocaso” é uma balada que lembra Titãs – o vocal de Chuck parece com o de Paulo Miklos. “Cobra de Vidro” fica entre o pós-punk e a new wave. “Não sei o Que Fazer Comigo” tem uma letra divertida (“Já fui bom e já tive má fama/ (…) Já li Paulo Coelho/ Já escutei tudo o que era conselho”).

Do meio para o final o disco ganha peso. “A Prova” tem uma bateria bem marcante; já em “Só Poesia” é a guitarra quem comanda; “Um Homem Sem Qualidades” é quase hardcore; “O Inimigo” e “Rir no Final” são bem stoner, pesadas na medida certa.

O legal de “Animal Nacional” é que mostra uma banda que não tem vergonha de ser pop e que sabe como e quando ser pesada. O que não é fácil.

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